
Procurador Faggioni organiza um protesto contra o STF
Fausto Macedo e Felipe de Paula
Estadão
O procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Luiz Roberto Cicogna Faggioni, se diz indignado com as mudanças na remuneração determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em março, os ministros decidiram que os chamados “penduricalhos” não podem ultrapassar 35% do teto constitucional de R$ 46,3 mil. Em mensagens e áudio enviados a colegas que atuam perante a segunda instância do MP paulista, Faggioni critica enfaticamente a medida.
XINGAMENTOS – “Ministro ladrão, roubou meu pão”, escreveu, sem citar nomes. Em outra mensagem, afirmou que “não é possível cortarem de abrupto 50% do salário e a gente ficar quieto”. Ele prega. “Ordem ilegal que nos mata, não se cumpre.”
Luiz Roberto Cicogna Faggioni diz que seu salário caiu de R$ 54 mil para R$ 30 mil e que o contracheque de abril (R$ 147 mil) foi exceção porque recebeu dinheiro de férias.
Faggioni é conhecido na instituição como um procurador ‘eloquente’, defensor dos direitos e prerrogativas da classe. Ainda como promotor de Justiça ele atuou na área criminal e na Promotoria de Direitos Humanos. Hoje, atua na Procuradoria de Justiça Cível e integra o Órgão Especial, colegiado de cúpula do MP.
FAZER PROTESTO – Em seu protesto, Faggioni não cita o nome de nenhum ministro, de nenhum tribunal superior. Ele convocou os procuradores de sua patente para fazerem um protesto na sede do Ministério Público paulista, o velho prédio encravado no Centro, na rua Riachuelo.
“Como é que a gente pode aceitar uma coisa dessas sem reagir, pessoal? Nós estamos aceitando que nos vilipendiem na imprensa o tempo todo, xingando a gente de peculatário. E nem a administração, nem a APMP (Associação Paulista do Ministério Público) reage. Pelo amor de Deus, a gente tem que gritar numa situação dessa”, instou Faggioni.
O contracheque de Faggioni em abril, conforme o Portal da Transparência do Ministério Público de São Paulo, bateu em R$ 147 mil líquido – 4,5 vezes acima do teto constitucional (R$ 35 mil líquido).
SEM SALÁRIO? – Nas mensagens que endereçou a seus pares, ele diz que está “três meses sem salário” e que “não se mexe com nossa dignidade sem reação”.
Ainda de acordo com o Portal da Transparência, em janeiro o procurador recebeu R$ 72 mil; em fevereiro, R$ 52 mil; em março, R$ 83 mi; e em abril, R$ 147 mil, sempre em valores líquidos.
SUBTETO DO STF – Em março, o plenário do STF determinou a extinção de 15 penduricalhos do funcionalismo público, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que a soma dessas parcelas não poderá ultrapassar 35% do subsídio dos ministros da Corte, atualmente em R$ 46.366,19, em valores brutos.
Na prática, a decisão criou um subteto de cerca de R$ 71 mil para membros da magistratura e do MP. As normas compõem um regime de transição que valerá até que o Congresso edite uma lei para estabelecer quais parcelas indenizatórias serão cabíveis para as carreiras de Estado.
A decisão passou a valer a partir do mês-base de abril de 2026, ou seja, já produz efeito nos salários pagos em maio.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enviada pelo comentarista José Perez, a importante matéria de Fausto Macedo e Felipe de Paula mostra que no Brasil os operadores de Direito perderam a noção de dinheiro, a dignidade, o senso do ridículo e a vergonha na cara, como dizia o grande historiador Capristrano de Abreu. É lamentável. (C.N.)
Estou com pena dele, vamos fazer uma campanha mensal da dar uma mesada para esse cara. Agora que tem PIX, tudo ficou mais fácil. O governo também poderia criar uma bolsa família específica para essa turma da justiça
Só ele e os outros?
O problema da loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, é que quem se encontra dentro dela, ou rendido e cooptado por ela, a dita-cuja insaciável, exige cada vez mais e a tem como normal, não tem empatia e nem sensibilidade humana com quem está do lado de fora dela por convicção ou por falta de oportunidade, obrigados que são a pagar a conta insaciável e cada vez mais salgada da dita-cuja, que já está chegando a 100% do PIB, não conseguem enxergar a loucura pela qual encontram-se cooptado, enxergando apenas o aqui e agora que lhe interessa sem se importar com o dia seguinte do conjunto da sociedade.
O ideal seria se todos pudessem receber bons salários, crescentes, de R$ 140 mil pra cima, principalmente os que fazem por merecê-los, mas, infelizmente, vivemos num país que não consegue pagar nem sequer R$ 2 mil reais como salário mínimo, aos simples mortais, sob pena de quebrar. Daí a necessidade de todos juntos e misturados lutarmos para corrigir todos as desigualdades e injustiças, inclusive salariais, principalmente na seara político-partidária-eleitoral, onde a loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, encontra-se completamente sem controle, ao que parece.
E o Brasil lá tem Ministério Público?
Não investigam, não perseguem bandidos.
O país segue uma baderna e uma roubalheira sem fim.
A promotoria faz vista grossa e pratica apenas perseguição política e seletiva.
De inocentes.
Estado bandido.
Sr. Newton
Imagine como o preto , branco, pobre e favelado vão pagar as contas com 1.651,00 reaus por mês..??
Com certeza esse ai não é gente é mais um verme parasita…
Deve ter passado pelo constrangimento de ficar lambendo os corredores dos escritórios das Facções Criminosas e limpando privadas dos banheiros dos Sindicatos do Crime…..para “ganhar” um vaga na administração pública…
aquele abraço…
Pelo artigo sempre substancioso do decano CN, em termos de informações históricas confiáveis, vê-se que, não obstante tudo, golpes, ditaduras, estelionatos eleitorais, mentiras em abundância, sofismas, factoides, manobras diversionistas, fake news, etc. e tal, o Brasil vive o mesmo dilema e impasse de décadas necessitando de um Advogado capaz de resolver não apenas o problema detectado por Getúlio Vargas no nordeste mas isto sim o próprio país, a política e a vida do conjunto da população. E no caso, entre mais de 1 milhão de advogados temos no Brasil, ainda vivo, apenas um talhado para o caso e, por isso, capaz de resolver não apenas o país, mas tb a política e a vida do povo brasileiro, pacificamente, sem blá-blá-blá, sem polarização e sem guerra tribal, primitiva, permanente e insana, com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, para os próximos 500 anos, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização de todos, eu disse todos (direita, esquerda e centro, oposição, situação, católicos, evangélicos, espíritas, enfim todos e todas) pela mega solução, via evolução. E quem, quem, quem, seria esse Advogado ? Não, não é o Prof. Raimundo Nonato da EPR, da globo, mas isto sim o José Roberto Loriaga Leão, 73 anos de idade, aposentado aos 65 anos de idade, após 40 anos de militância a fio, em todas as áreas, inclusive na assistência judiciária gratuita, na luta pela sobrevivência desde os 10 anos de idade, filho de família humilde e pai comunista perseguido pelo sistema, cansado de malhar em ferro frio e enxugar gelo face à problemática nacional, defendendo há cerca de 40 anos a fio o advento do possível Novo Brasil de Verdade, confederativo, com Democracia Direta, Meritocracia e Deus na Causa, que já poderia ter resolvido o país caso tivesse sido convidado pelo próprio FHC (a quem sugeriu o plano real, sob o nome de ecodódar, porém completo, deturpado que foi e usado apenas como mais um golpe eleitoral), ou pela Dilma, ou pelo Bolsonaro, ou pelo Lula para resolver a crise nacional que perdura há 136 anos, em sendo ele, o Advogado do Novo Brasil de Verdade, inimigo apenas da loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, mãe de todas as demais crises e, sobretudo, da problemática nacional, gerada pelos golpes, ditaduras e estelionatos eleitorais que perfazem a história da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$…
procurador paulista guloso e cretino é da escoria dos patifes togados. quando o absurdo dos peduricalhos vai acabar ninguém se arrisca dizer.