Parecer de Nunes Marques (a favor) fará a condenação de Bolsonaro ser anulada

Nunes Marques homologa acordo para Minas pagar dívida com União

Nunes Marques seguirá o voto de Fux e absolverá Bolsonaro

Carlos Newton

Poucas vezes o Supremo Tribunal Federal viveu um clima tenso como o de agora. A situação só ficou pior em 1968, no Ato Institucional nº 5 (que deveria ser denominado Ato Ditatorial), quando o presidente Costa e Silva aposentou compulsoriamente os ministros Evandro Lins e Silva, Victor Nunes Leal e Hermes Lima, juristas de verdade, com notório saber e reputação ilibada..

Em solidariedade, os ministros Lafayette de Andrade e Antônio Gonçalves de Oliveira renunciaram aos cargos. Um mês e meio depois, em 3 de fevereiro de 1969, o regime militar então baixou o AI-6, que reduziu o número de cadeiras no STF de 16 para 11, consolidando uma maioria de ministros alinhados à ditadura.

CLIMA TENSO – Somente agora, quase 60 anos depois do AI-6, o Supremo volta a funcionar em temperatura máxima, causada pelos sucessivos escândalos que vêm abalando o tribunal a partir da libertação ilegal de Lula da Silva, em 2019.

O clima agora é muito tenso, por vários motivos, como o fato de o ministro Alexandre de Moraes estar sendo processado nos EUA pelo presidente Trump; o caso do Banco Master, que atinge Moraes e também Dias Toffoli; e a revisão criminal da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe, um crime que foi planejado, mas não chegou a acontecer.

Os três casos acontecem simultaneamente,mas o processo da revisão criminal, relatado na Segunda Turma pelo ministro Nunes Marques, está mais adiantado e ganha destaque.

DIZ GONET – Em parecer enviado ao STF na terça-feira passada, dia 16, o procurador-geral Paulo Gonet pede que a revisão criminal de Bolsonaro sequer seja conhecida pela Segunda Turma. Bem, sonhar ainda não é proibido, mas a revisão criminal é direito de todo réu, especialmente quando favorecido pelo mais extenso e fundamentado voto da História do Supremo, com 426 páginas, emitido por Luiz Fux na Primeira Turma.

Agora, o processo aguarda o voto do relator da Segunda Turma, Nunes Marques, que não tem prazo regimental para entregá-lo, mas tudo indica que deverá fazê-lo sem demora, pois conhece bem o processo.

Conforme a Tribuna da Internet tem informado desde o ano passado, sempre com absoluta exclusividade, a revisão criminal será aprovada por 3 votos a 2, com Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça, a favor, e Gilmar Mendes e Dias Toffoli, contra. Não haverá outro resultado.

CONSEQUÊNCIAS – Como a Segunda Turma funciona como revisora da Primeira Turma, o resultado do julgamento provocará uma confusão dos diabos, em pleno final da campanha desta eleição presidencial.

É claro que surgirão inquietantes dúvidas sobre as consequências legais da absolvição de Bolsonaro. A única coisa certa é que, ao proclamar a absolvição de Bolsonaro, o novo presidente da Segunda Turma, que será Luiz Fux, imediatamente expedirá o alvará de soltura, e todos os demais condenados pela Primeira Turma (mais de 1,5 mil) logo irão pedir revisão criminal.

É um direito que a lei lhes garante, para cumprimento do Pacto Americano dos Direitos Humanos, aprovado em 1969, que o regime militar desprezou, mas o Brasil aderiu em 1992, ainda no governo Collor de Mello, e logo depois foi assinado pelo sucessor Itamar Franco. O acordo garante que não existe condenação sem recurso a juízo colegiado.

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P.S. 1
Com Bolsonaro solto, vai haver uma terceira disputa jurídica, porque o grupo de Gilmar Mendes, que inclui Moraes e a maioria do STF, vai tentar um desesperado recurso, pedindo que o ex-presidente seja julgado pelo plenário, onde a derrota dele é mais do que certa. Diante disso, o que acontecerá?

P.S. 2Bem, aqui na Tribuna da Internet sabemos o que vai acontecer, porque há meses estamos estudando o Regimento Interno do Supremo. Portanto, quem quiser saber o resultado desse processo, que faça o mesmo. No Regimento em si, há mais de mil dispositivos (artigos, parágrafos, incisos, itens e alíneas), acrescidos de uma série de emendas.

P.S. 3Logo que Bolsonaro for solto, a Tribuna da Internet irá revelar o que está previsto nas normas do Supremo quanto à possibilidade de recurso. Dispomos desse conhecimento porque nos dedicamos a pesquisar a legislação. É por isso que conseguimos transmitir essas informações sempre com absoluta exclusividade. Aliás, os juristas e jornalistas políticos deveriam fazer o mesmo. Mas quem se interessa? (C.N.)

12 thoughts on “Parecer de Nunes Marques (a favor) fará a condenação de Bolsonaro ser anulada

  1. Fraudes

    PF faz operação contra banco de Edir Macedo; R$ 670 milhões do Digimais são bloqueados

    Investigação aponta manipulação de balanços para ocultar a situação financeira do banco

    O Globo, 23-06-26

  2. Bets e dízimo a igrejas moem pobres com fantasia de salvação mágica

    Arquétipo do vigarista que seduz com promessas cintilantes e esvazia bolsos e almas inspira ambos os sistemas: Bets e Igrejas

    Indivíduo esmagado por desigualdades projeta no líder religioso ou na roleta virtual ideia de resgate fantástico

    (…)

    Fonte: Folha de S. Paulo, Opinião, 16.jun.2026 às 13h00 Por Waldemar Magaldi Filho, analista junguiano, mestre e doutor em ciências da religião e fundador do IJEP (Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa). Autor de “Dinheiro, Saúde e Sagrado”

    https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2026/06/bets-e-dizimo-a-igrejas-moem-pobres-com-fantasia-de-salvacao-magica.shtml

    • Amigo Botelho,

      Já postei no Globo, Jornal do Brasil, Ultima Hora, Diário de Notícias, Isto É, Época, Manchete, Fato&Fotos, Correio Braziliense, Diário de Minas etc. e tal.

      Mas ninguém me suporta mais, tive de abrir meu próprio blog para poder escrever.

      Abs,

      CN

  3. P.S. 3 – Logo que Bolsonaro for solto, a Tribuna da Internet irá revelar o que está previsto nas normas do Supremo quanto à possibilidade de recurso. Dispomos desse conhecimento porque nos dedicamos a pesquisar a legislação. É por isso que conseguimos transmitir essas informações sempre com absoluta exclusividade. Aliás, os juristas e jornalistas políticos deveriam fazer o mesmo. Mas quem se interessa? (C.N.)

    Isso é que dá fazer a Escala 7×0….

    dá mais tempo para pesquisar e informar os fatos e acontecimentos do Páis.

    E o melhor de tudo, produzir e tentar salvar o Páis da destruição do Partideco CorruPTo das Trevas e seus jumentinhos mamadores amestrados….

    Bem melhor do que ficar se rebaixando, sendo humilhado lambendo corredores dos Escritórios da Facções Partidiárias ou lavar privadas dos banheiros do Sindicatos do Crime. esperando passar algum Burguês Comunão tipo da Máfia do Acarajé para perceber o ‘jumento” tão “eficiente” e receber um cargo de diretor da Usina Itaipú….(alô Cara de Birgo, eh!eh/eh/)..

    Que o diga o Bestinha, sofreu muito antes de virar Burgues Comuna…..

    eh!eh!eh

    Aquele abraço e vamos em frente que atrás vem o Narco-Ladrão roubando o dinheiro da gente

  4. RISTF: a competência para julgamento de uma revisão criminal cabe ao Plenário. Tanto faz se o processo é originário de turma ou do Plenário, conforme artigo 6°, inciso I, alínea “b”.

    Não há exceções no Regulamento que possa haver encaminhamento diferente

    • Grato pelo comentário, Vidal.
      Infelizmente, não é bem assim como você diz, mas a Tribuna não vai revelar o ºque diz o Regimento do SUpremo.

      Parece que você parou a leitura no art. 6. Falta lei o resto e as muitas emendas.

      Abs.

      CN

      • ledo engano caro CN. Li todo todo o RISTF, inclusive com as atualizações. Está havendo uma confusão por alguns, entre a distribuição de uma revisão criminal e o julgamento, caso o relatór aceite. Inclusive o Nunes Marques foi relator de uma outra revisão aceita por ele, mas que conforme o RISTF, a decisão final foi para Plenário.
        Abraço
        JV

  5. A não ser que “khazarianamente”, TUDO seja “tratorado” e o que Jair representa, continuará sendo “o apavorante risco sistêmico”!

  6. Eu não sou pai de santo, pastor ou padre! Mas tem um “pessoal” que me vigia diuturnamente usando equipamentos desviados de órgãos de inteligência. Não sou comunista, também; presumo que por ser torcedor do AMÉRICA FUTEBOL CLUBE/RJ, eles me associem aos seguidores de Lenin por causa da cor da camisa; só lembro que a cor do Partido do amarelão é vermelha e nem por isso …

  7. Privilégio ou Justiça? O impasse sobre a punição de Jair Bolsonaro

    A qualquer momento, Moraes anunciará sua decisão sobre o destino do ex-mito. Ele continuará a cumprir sua pena de 23 ano de prisão em sua própria casa, em um condomínio do bairro do Jardim Botânico, em Brasília? Ou será devolvido à Papudinha?

    Os bolsonaristas estão em pé de guerra para que o ex-mito permaneça onde está. Dudu Bananinha, condenado por coação à Justiça, desembarcou em Washington para pedir ao governo Trump uma nova intervenção nos assuntos internos do Brasil.

    Quer que ele faça qualquer coisa contra o ministro Moraes de modo a dissuadi-lo de eventualmente mexer com seu pai. Mas, se isso de fato acontecer, suplica para que Moraes seja punido.

    Ao SBT News, fontes do governo norte-americano confidenciaram que a Casa Branca “monitora a situação do Brasil e que, caso haja retaliações à direita durante o processo eleitoral”, autoridades daqui sofrerão novas sanções.

    Oficialmente, o processo eleitoral só será aberto no final de julho, início de agosto. Mas a Casa Branca pode entender que já está aberto e, portanto, agir conforme o que lhe propõe Bananinha, com o consentimento de Flávio Rachadinha.

    A tendência de Moraes era deixar o ex-mito no conforto de sua casa. Ocorre que, na madrugada do último dia 15, a PM do DF deteve o sargento do Exército Estácio Leite, que conduzia em seu carro uma pistola Glock 9mm registrada em nome de Bolsonaro.

    A pistola precisava passar por reparos. A missão lhe fora dada pessoalmente pelo ex-mito.

    Que diabos faz uma pistola na casa de um prisioneiro? E logo de um prisioneiro sujeito a variações de humor, a ponto de ter se valido de uma solda para remover a tornozeleira eletrônica que é obrigado a usar?

    Tal coisa jamais seria possível na Papudinha, muito menos na Papuda. Mas, como se trata de Bolsonaro, o grau de tolerância não tem limites. Esqueça que a lei é para todos. Não é e nunca será.

    Fonte: Metrópoles, Opinião, 23/06/2026 05:30 Por Ricardo Noblat

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