Moraes diz que arma de Bolsonaro pode ser falta grave
Luísa Martins
Folha
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta quarta-feira (24) que a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apreendida com um de seus seguranças na semana passada, durante uma blitz, pode demonstrar uma “falta grave” e ensejar “a cessação da prisão domiciliar”.
Moraes pediu para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) envie um parecer sobre o assunto em até 48 horas. Depois, será aberto prazo de mais 48 horas para que a defesa de Bolsonaro volte a se manifestar. Só então o ministro vai tomar sua decisão sobre o futuro do ex-presidente.
PRAZO – O prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro, concedida em março por motivos de saúde, se encerra nesta quinta (25). Como mostrou a Folha, Moraes vinha cogitando prorrogar o benefício por mais 90 dias, mas o episódio da pistola acendeu um alerta no magistrado, que pode enviá-lo de volta à Papudinha.
O ex-presidente prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça (23). Ele admitiu a propriedade da arma e afirmou que, ao detectar uma falha na pistola, pediu ao segurança que providenciasse o conserto. Bolsonaro alegou que “tem três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”.
Para Moraes, entretanto, a Lei de Execução Penal prevê como falta grave o condenado que “possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”, e que essa circunstância pode trazer consequências, como “a regressão no regime de cumprimento da pena”.
ARGUMENTO – A defesa de Bolsonaro, por outro lado, argumenta que não houve qualquer ordem de Moraes envolvendo a entrega do armamento, a suspensão do registro ou medida restritiva semelhante —sendo assim, a posse não significa conduta irregular por parte do ex-presidente.
Os advogados também sustentam que não há qualquer correlação entre o pedido de Bolsonaro para consertar a pistola e o fim do prazo da domiciliar. O argumento foi repetido pelo ex-presidente no depoimento à Polícia Civil.
APREENSÃO – A pistola Glock de calibre 9 milímetros foi apreendida na noite de 15 de junho com o militar Estácio Leite da Silva Filho, segurança de Bolsonaro, após abordagem em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele estava a cerca de 33 quilômetros da casa do ex-presidente.
Intimada por Moraes a se explicar, a defesa disse que o percussor da pistola havia sido removido sem Bolsonaro saber, para tornar a arma inoperante e evitar acidentes, já que Bolsonaro toma remédios que podem afetar a sua cognição. Alheio a essa informação, o ex-presidente notou a falha e ordenou o reparo.
De acordo com os advogados, “a entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”. Também foi dito ao Supremo que o ex-presidente “não possui interesse na restituição da arma”.
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Governo Zema deu isenção de R$ 2 mi à Eletrozema
Cadeia de varejo pertence à família do ex-governador; dado foi divulgado por ordem judicial
O governo de Minas Gerais finalmente divulgou, por ordem judicial, a lista das empresas que receberam incentivos fiscais na gestão de Romeu Zema.
Uma linha da planilha chamou a atenção da oposição mineira: a Eletrozema recebeu R$ 2.282.543,68 de desconto no ICMS a partir de 2024.
Como o nome indica, a cadeia de lojas de eletrodomésticos pertence ao Grupo Zema, cujo principal acionista é… o ex-governador Zema.
A coluna procurou o pré-candidato ao Planalto pelo Novo, mas ele ainda não se manifestou.
Em março, antes de renunciar ao governo de Minas, Zema defendeu que a lista das empresas beneficiadas por isenções continuasse em sigilo.
— Essa questão é como se fosse um segredo industrial. Nós não vamos dar publicidade a isso porque seria extremamente pernicioso para o estado de Minas — disse.
O Globo, Opinião, 24/06/2026 14h50 Por Bernardo Mello Franco
Insistem em prosseguir com os processos nascidos nulos.
Analfabetos em Realpolitik fazem esta politicagem porca, que um dia cairá como um raio em suas cabeças.
Até agora conseguiram ao invés do “nós derrotamos”, o que fizeram é o fazer crescer. Vão dominar os governos estaduais e o parlamento.
Muito doidos!
Estamos em plena guerra entre a vidraça e a pedrada.