Aliados de Flávio veem vídeo de Michelle como munição eleitoral para o PT

4 thoughts on “Aliados de Flávio veem vídeo de Michelle como munição eleitoral para o PT

  1. Sinceramente essa família cria situações difíceis para eles mesmo. O próprio Bolsonaro foi o responsável por muito do que aconteceu no seu governo pelo modo intempestivo de governar. Deu no que deu, agora essa turma vem dando munições para o molusco. Esses tipos de briga é para resolver dentro de casa.

  2. Por que interessaria ao Boy de Mogi apoiar a Micheque, e não o Flávio, para presidente?

    Porque teme que o Rachadinha, eleito, pode lhe tomar o partido. É isso.

    Acorda, Brasil! Presta Atenção!

    Além de ‘conhecê-la’ há mais tempo.

  3. Foi só ‘mimimi’ da Michelle, ou ela quer mesmo assumir a vaga de Flávio?

    Bolsonaristas e petistas se unem numa pergunta que não quer calar: Michelle está se insinuando na disputa presidencial, depois de avaliar o tamanho do estrago na campanha de Flávio, tanto pelo “Dark Horse” quanto pelas novas ameaças de Trump?

    Ou seu vídeo contra Flávio foi só um “mimimi”, como diria o ex-mito?

    O governo Barba comemora capacidade dos bolsonaristas de darem tiros nos próprios pés e os dois lados quebram a cabeça para saber de que lado o ex-mito está, se apoiou ou liberou o ataque de Michelle na internet e, afinal, quão grave está, neste momento, a velha crise familiar, que é também política e eleitoral.

    Michelle conquistou um papel relevante na extrema direita e o que disse no vídeo, para quem quisesse ouvir, combina com a história e as posições do ex-mito e seus filhos nas questões de gênero – apesar do slogan “Deus, Pátria e Família”.

    Ela disse que foi “apunhalada”, “maltratada”, “humilhada” e “desrespeitada” por Flávio e que seus irmãos “vieram juntos, de forma coordenada, com textos bem parecidos, o que pareceu combinado, premeditado”. E lamentou que “eles” a tratem como “idiota”, “que não entende nada de política”.

    Como Lula teve uma vitória muito apertada em 2022, com 50,9% do total dos votos válidos, não é preciso ser um gênio em matemática, política ou qualquer coisa para reconhecer que o voto feminino fez diferença. As mulheres são em torno de 53% do eleitorado. Lula teve 54% e Bolsonaro, 46%, entre elas.

    Além de ativa presidente do PL Mulher, Michelle tem influência entre os evangélicos, outro recorte poderoso nas eleições. O TSE não detalha votos por religião, mas, segundo institutos independentes, com base no cruzamento entre resultados e pesquisas de boca de urna, Bolsonaro chegou a 2/3 entre eles em 2022. Se dependesse só desse segmento, teria sido reeleito.

    Flávio corre o risco de, sem Michelle, não apenas espantar novos votos femininos como, ainda, perder votos evangélicos. Ou seja: não ganhar o que não tem e ainda perder o que tem. Logo, ele precisa mais dela do que ela, dele e deveria refletir melhor antes de cutucar a onça com vara curta.

    Chamado à razão pelos aliados, no meio do jogaço Brasil X Escócia, Flávio tentou se desculpar, mas não significa muito. Primeiro, porque não foi nada convincente. Segundo, porque ele já foi pego na mentira ao dizer que não tinha nada a ver com Vorcaro. Por fim, e principalmente, porque as acusações de Michele contra ele e seus irmãos fazem sentido.

    Foi a mulher de Dudu Bananinha, Heloísa, que é psicóloga, quem disse num encontro de mulheres que “não há mulher insubmissa e livre” e defendeu “homem masculino, com testosterona”.

    Faltou acrescentar: “e armado…” Ao depor na PF sobre manter a posse de uma pistola, apesar de condenado e preso, o ex-mito saiu-se com uma justificativa e tanto: “Eu tinha três mulheres em casa, não podia ficar desarmado.”???

    Será que essa família admite o protagonismo de Michelle? E ela tem biografia, história e consistência para disputar a Presidência?

    Cada um responda como quiser, mas o que realmente interessa é: quem i ex-mito considera melhor candidato e quem Lula teme mais como adversário.

    O Estado de S. Paulo, Opinião, 25/06/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

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