
Jovens querem escapar da disputa entre Lula e Flávio
Luciana Casemiro
O Globo
Os jovens de 16 a 24 anos concentram o maior percentual de eleitores que gostariam de votar para presidente em um candidato que não fosse nem Lula nem Flávio Bolsonaro. Nessa faixa etária, a demanda por uma terceira via chega a 30%. Percentual semelhante ao registrado entre os brasileiros com ensino superior, de 28%, aponta a pesquisa BTG /Nexus, divulgada nesta segunda-feira.
Quanto maior a idade, menor o percentual de eleitores que busca fugir da polarização. O índice é de 23% entre os brasileiros de 25 a 40 anos, de 22% na faixa de 41 a 59 anos e cai para 11% entre aqueles com 60 anos ou mais.
NÍVEL DE ESCOLARIDADE – O percentual também diminui à medida que se reduz o nível de escolaridade: entre os eleitores com ensino médio, é de 23%; entre os que estudaram apenas até o ensino fundamental, cai para 15%.
A pesquisa mostra ainda que a intenção de voto em uma alternativa à polarização política é oito pontos percentuais maior entre os trabalhadores do mercado formal do que entre os informais: 25% contra 17%. Entre os brasileiros que não fazem parte da população economicamente ativa, o percentual é de 19%.
— O levantamento demonstra que o desejo por uma terceira via não está distribuído de forma uniforme na sociedade. Ele encontra um terreno mais fértil em segmentos urbanos específicos: eleitores jovens, que não vivenciaram os períodos iniciais da polarização histórica; cidadãos com maior nível de instrução formal; e trabalhadores inseridos no mercado de trabalho regular. Para esses grupos, a busca por uma alternativa supera o alinhamento automático com os dois polos tradicionais da política brasileira — afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Camisa verde-amarela, que fora usurpada pelo ex-mito, volta a ser de todos os brasileiros
Sim, a Seleção do Brasil venceu não só os adversários até aqui, mas também a exaustiva polarização política, devolvendo a camisa e as cores verde e amarelo para todos os brasileiros.
Chegamos às oitavas de final com os estádios americanos e as cidades do nosso País dominados pelo amarelo vibrante, que é de nós todos e ninguém tasca.
O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 29/06/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde
Evasivo, Flávio Rachadinha não conseguiu sustentar mais essa enganação política engendrada junto a bolsotários.
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