
Charge do Aroeira (Brasil 247)
Dora Kramer
Folha
Conversando outro dia com experiente figura da República, deputado destacado na Constituinte, ministro em governos do PSDB e do PT, hoje no setor privado, ouvi que só há um jeito de levar o Congresso a cumprir a exigência de transparência no uso das emendas parlamentares: a prisão de meia dúzia de abusadores do Orçamento da União.
Falávamos sobre as mudanças nos meios de modos de se fazer política no Brasil, desde o início da abertura, nos últimos dois períodos da ditadura, até hoje quando a arte de negociação para construção de consensos foi substituída por uma era de impasses que se acumulam sem solução.
FREIO – O interlocutor em tela está longe de ser um radical, firmou-se na política como negociador na escrita da Constituição, cujo texto implicou concessões à direita e à esquerda. A proposta extrema de prisões como freio às exorbitâncias com recursos em tese destinados ao atendimento de demandas regionais da população decorre da resistência do acordo proposto em agosto de 2024 em reunião com representantes dos três Poderes na sede do Supremo Tribunal Federal.
Os termos eram objetivos: não haveria restrições ao uso das emendas, desde que cumpridos requisitos de transparência e rastreabilidade inerentes à decisão judicial de 2022, sobre a inconstitucionalidade do chamado orçamento secreto.
Pois não só houve o descumprimento, como a desobediência foi ampliada para novas modalidades de fraude —como a apropriação das emendas por gente sem mandato parlamentar— e a retomada parcial (ainda) da destinação de verbas sem identificação.
ILEGALIDADES – A hipótese de condenações e prisões não é um devaneio autoritário. Pode vir a ser consequência do resultado de algumas das dezenas de inquéritos que correm no STF para apurar ilegalidades cometidas por deputados e senadores.
Fica, contudo, a dúvida sobre a eficácia presumida pelo experiente espectador das coisas da política sobre se seria fator de inibição das práticas obscuras ou o deflagrador de novo impasse entre os Poderes da República.
50 anos sem JK e do sonho de um país que parecia que ia dar certo
O Museu da República prepara uma exposição para lembrar Juscelino Kubitschek (1902-1976), cuja morte completa 50 anos no próximo dia 22 de agosto.
A mostra reunirá fotografias, maquetes, documentos e vídeos sobre sua trajetória política e sua ligação com o Palácio do Catete, de onde governou o Brasil por quatro anos, até a transferência da capital para Brasília, em 1960.
Foi no Catete (foto), por exemplo, que ele recebeu, em 2 de agosto de 1958, Pelé, Garrincha, Didi e outros integrantes da Seleção Brasileira, que acabara de se sagrar campeã do mundo pela primeira vez, na Suécia.
“JK presidiu o Brasil numa época gloriosa”, lembra o historiador Israel Beloch. “Ele mostrou tolerância com os opositores mais radicais, esbanjou dinamismo ao erguer Brasília, construir hidrelétricas, abrir estradas e implantar as indústrias automobilística e naval.
E comandou, com irresistível sorriso, um clima nacional de otimismo, marcado, além da vitória na Copa de 1958, pelo surgimento do Cinema Novo e da Bossa Nova”, diz. “Tudo isso num clima de democracia”, enfatiza Beloch.
Em tempo: a morte de JK foi, por décadas, tratada como resultado de um acidente de trânsito envolvendo o Chevrolet Opala em que ele viajava e um caminhão, na Via Dutra.
Mas, em maio último, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do governo federal, publicou relatório concluindo que o ex-presidente teria sido, na verdade, assassinado em uma ação orquestrada pela ditadura militar.
Segundo o documento, seu prestígio popular estaria incomodando os generais de plantão.
O Globo, Rio, 18/07/2026 07h00 Por Ancelmo Gois e Fernanda Pontes
Eu já creio que são as descondenações que podem frear, digo, disparar …
… a corrupção.
As Emendas Parlamentares são um tapa na cara do povo. Uma vergonha patrocinada pelo Congresso mais vil da história da nação. Ao polvos que drenam os recursos o Orçamento. As Emendas vão quebrar o país.
Seria possível, eu me pergunto, modificar a lei que estabelece as penas do roubo, de modo a agravar aquelas que correspondem a bens públicos?
O que não pode continuar é ficar do jeito que tá: uma boiada de sem-vergonhas profitando da coisa alheia.
Há duas formas de quebrar o pais, legalmente, pela total ignorância do básico do básico de Economia e do negacionismo científico ou pela via ilegal, da corrupção.
Optou-se por ambos!
Não deve haver emenda nenhuma. Ponto final! Nao é função do legislativo executar orçamento. Estamos na lama total. Ninguém respeita mais as leis nesse hospício a céu aberto chamado Brasil.
Deve ser por essas e muitas outra$ que tem muita gente está pedindo a Deus que essa loucura de disputa de poder, entre os me$mo$ há 136 anos, termine logo, no primeiro turno, até porque, em sã consciência, ninguém aguenta mais a disputa do nada por coisa nenhuma em termos de mudanças de verdade, sérias, estruturais e profundas, que domina a política nacional há 136 anos, sempre em estado de revanchismo permanente, histérico e estéril, simbiótico e autofágico, entre o militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, face aos quais a libertação do país, da política e da vida da população afeiçoa-se impossível, sob a égide dos me$mo$. https://tribunadainternet.com.br/…/familia…/…
“Estão aproveitando enquanto Brás é tesoureiro”, só isso.