
Idosos puxam engajamento eleitoral
Luciana Casemiro
O Globo
O interesse pelas eleições aumenta com a idade. A maior taxa de engajamento é registrada entre os brasileiros com mais de 60 anos: 60% afirmam ter muito interesse na eleição presidencial de outubro. O percentual está nove pontos acima da média nacional, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira.
No conjunto do eleitorado, 51% dizem ter muito interesse no pleito, enquanto 25% declaram ter um interesse razoável. Os 24% restantes somam os que declaram ter pouco ou nenhum interesse, ou não souberam responder.
ENGAJAMENTO – O menor índice de engajamento intenso foi registrado entre os eleitores de 25 a 40 anos: 43% afirmam ter muito interesse nas eleições. Na faixa de 16 a 24 anos, o percentual é ligeiramente maior, de 45%. Embora o interesse máximo seja inferior ao observado entre os eleitores mais velhos, os jovens apresentaram o menor índice de desinteresse: apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse nas eleições para presidente.
— Os dados indicam que o engajamento político consolidado cresce com a maturidade do eleitor, atingindo seu ápice entre a população idosa. Por outro lado, o eleitorado jovem não se mostra indiferente às eleições, mas sim cauteloso. Embora registre um interesse mais moderado neste momento, com 35% classificando seu interesse como razoável, é a faixa etária que apresenta a menor taxa de desinteresse absoluto, o que aponta para uma margem expressiva de mobilização ao longo da campanha eleitoral — analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Aliado a Rubio, Milei e Netanyahu, Flávio dobra aposta na crise externa
Flávio Rachadinha transformou a convenção que oficializou sua candidatura numa tribuna para líderes estrangeiros atacarem o governo brasileiro e o STF. Dobrou uma aposta de alto risco na crise externa.
Rachadinha se apresenta como representante nacional de uma onda conservadora internacional, mas fomenta a deterioração das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Estados Unidos, Argentina e Israel.
A operação pode até mobilizar o eleitorado bolsonarista mais radical, porém ameaça interesses econômicos do país e expõe Flávio à acusação de colocar a estratégia eleitoral de sua família acima do interesse nacional.
Convidado de honra da convenção do PL, em São Paulo, o presidente argentino Javier Milei chamou de “ladrão” e “presidiário” e dirigiu a Moraes uma ofensa incompatível com o cargo que ocupa: “lixo careca”.
Foi um discurso truculento, realizado num evento partidário brasileiro. Por isso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou a manifestação como interferência nos assuntos internos do Brasil e uma agressão ao Executivo, ao Judiciário, ao Congresso e ao povo brasileiro.
Lula tentou tirar por menos: “Eu? Quem é esse cara?”, mas a reação de alguns ministros foi no mesmo diapasão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, abandonou o estilo diplomático e chamou Milei de “palhaço”.
Essa escalada verbal não interessa aos dois países. Brasil e Argentina construíram uma parceria que permitiu superar a antiga rivalidade estratégica, criar o Mercosul e integrar cadeias produtivas fundamentais, principalmente na indústria automobilística. A Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras.
A pauta destinada à China é concentrada em commodities, sobretudo soja, petróleo e minério de ferro. Estados Unidos e Argentina absorvem uma parcela proporcionalmente maior de bens industrializados, de maior valor agregado e com capacidade de gerar empregos qualificados no Brasil.
As relações entre Brasil e Israel chegaram ao nível mais baixo desde 1949. Os dois países deixaram suas representações sob encarregados de negócios, sem embaixadores.
Ao gravar uma mensagem para a convenção do PL, o primeiro-ministro israelense Netanyahu ingressou diretamente no ambiente eleitoral brasileiro e reforçou a identificação do bolsonarismo com seu governo.
Forma-se uma conexão internacional de extrema direita: Milei representa o ultraliberalismo econômico e a guerra cultural contra a esquerda; Netanyahu é um senhor da guerra marcado pela prolongada ofensiva militar em Gaza; e Rubio executa uma política externa voltada para conter a expansão chinesa e alinhar governos da América do Sul às prioridades de Washington.
Com os Estados Unidos, o problema é economicamente mais grave. A imposição de tarifas pelo governo Trump já interferiu na eleição brasileira e atingiu setores exportadores.
Rubio tornou-se um dos principais formuladores dessa pressão, associando medidas diplomáticas, comerciais e políticas a críticas ao Supremo e aos processos contra o ex-mito.
Flávio procura transformar essa ofensiva numa prova de que Lula isolou o país. O efeito pode ser aumentar as tensões com dois dos três maiores compradores dos produtos brasileiros, ampliar a insegurança dos empresários e criar dificuldades para os setores industriais.
Uma ruptura mais profunda elevaria custos, pressionaria preços e prejudicaria a renda e o emprego.
Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 28/07/2026 – 07:57 Por Luiz Carlos Azedo
Afinal, procurem identificar e anular os que usurpando poderes, sabotam o Brasil!
Magela o Ceguinho, diz que está vendo tudo, o que uns e outros, não querem enxergar!
E o PT intensifica ofensiva judicial e já ultrapassa 80 ações na pré-campanha.
O TSE deve ser o braço jurídico deles, assim devem pensar.
A esquerda não tem por doação divina o monopólio das ideologias; daí como os carniceiros de outrora não admitem oposição ou existência da direita.
Eles se alinham com o que há de pior, déspotas, ditadores, fundamentalistas e terroristas, e ainda acham que nossos bandidos do crime organizado devem ser protegidos da ira do Tio Sam.
No mais um idoso que não recebe Bolsa Família não vota no Curro de La Grana;
Será que eles têm consciência do que está sendo disputado nas próximas eleições ? AFINAL DE CONTAS, FACE AO DEBATE GERADO PELO ARTIGO ABAIXO, que mal eu pergunte, quem será essa tal “burguesia que fede”, como capturada pelo irreverente, provocador, desaforado e exagerado Cazuza, na música “Burguesia”, com ressalvas feitas aos “bons burgueses” que representam a boa burguesia, moderada na lida com o dinheiro, o ser humano e os bens materiais ? Será a banda desumana da Humanidade, sem sentimentos humanos positivos, sem empatia, sem moral, sem ética, sem escrúpulo e sem remorso, rendida à loucura compulsiva e insaciável por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, que continua avançando assustadoramente e que já colocou o ser humano, a Humanidade e o próprio planeta vida sob risco de extinção ? https://www.facebook.com/reel/1698184097105147 https://tribunadainternet.com.br/…/se-vivessem-hoje…/…
Com o envelhecimento da população, é normal esse interesse. Haverá uma disputa ferrenha pelos escassos recursos públicos pois o nosso orçamento é totalmente “engessado” e o congresso se apropriou do que sobrou.