Milei tem um histórico de ataques a Lula desde 2023
Daniela Arcanjo
Folha
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira (29) que não há nenhuma chance de ruptura diplomática com o Brasil devido à crise provocada pelos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de semana.
“Do nosso lado, não há nenhuma chance de romper relações. Não estamos levando isso para o nível institucional”, afirmou o chanceler argentino à rádio Mitre ao ser questionado sobre as declarações do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que classificou o episódio como lamentável nesta terça (28).
ATAQUES – Milei, que tem um histórico de ataques a Lula desde quando tentava chegar à Casa Rosada, em 2023, chamou o petista de ladrão e presidiário no último sábado (25), durante lançamento da candidatura à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo.
O governo, então, reagiu chamando o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, e o representante de Brasília em Buenos Aires, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos. Ao comentar a retaliação, Quirno tentou marcar distância da postura brasileira.
“Isso é o que nós não fazemos. Não levamos [essa crise] ao nível institucional. Deixamos a disputa eleitoral, a diferença política, a diferença ideológica nesse marco”, afirmou. “Temos a mais alta estima do embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli. Esperamos que, após essas consultas, retorne ao país o quanto antes para seguir desenvolvendo a extensa agenda bilateral que temos.”
“DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS” – Na terça, o porta-voz da Casa Rosada usou o mesmo raciocínio ao minimizar o episódio. “É evidente que sempre houve insultos de ambos os lados. Penso que se trata de diferenças ideológicas e políticas, mas a Argentina nunca levou essas diferenças para o âmbito diplomático”, afirmou a jornalistas Adrian Ravier.
Apesar das ações do Brasil, também não há sinais de que o governo Lula pretenda cortar relações com a Argentina, um dos maiores parceiros comerciais do país. No entanto, o Palácio do Planalto está avaliando os rumos da relação com Milei para definir o retorno do embaixador, segundo auxiliares envolvidos nas discussões.
IRONIA – O assunto, porém, tem rendido no campo retórico. Na segunda (27), o ministro Dario Durigan (Fazenda) chamou Milei de “palhaço”, e o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Já Lula escolheu ironizar o homólogo. “Quem é esse cara?”, perguntou a jornalistas também na segunda, ao ser questionado sobre a declaração de Milei.
No sábado, Milei também atacou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca” por não deixá-lo visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar em Brasília, e criticou a economia brasileira em comparação com a da Argentina.
O nosso presidente tá com algum problema de saúde na cabeça? Ou não passa de mera autoafirmação? Pelo meu julgamento victoriano, ele se torna ridículo com essas manias. Pra que isso?
Não adianta, a cabeça continua careca e do mesmo tamanho. E a amada vai amá-lo somente pelas suas qualidades humanas e intelectuais(?!)