
Charge do Cazo (Correio Braziliense)
Dora Kramer
Folha
Eleições são ganhas com apoio popular, respaldo político-partidário e expertise para se valer de erros do campo adversário. Foi assim que Tancredo Neves chegou vitorioso ao colégio eleitoral de 1985, marco fundador da transição democrática.
O mineiro administrou a frustração com a derrota da emenda Dante de Oliveira, atraiu o capital da movimentação nacional em prol das diretas-já, aproveitou-se da desorganizada divisão do governo em torno dos nomes de Paulo Maluf, Mário Andreazza, Aureliano Chaves e do desejo do que seria o último ditador em prorrogar o próprio mandato.
LIÇÕES – A história do Brasil nos fornece lições. Na campanha em curso, nenhum dos favoritos é detentor de apoio irrestrito. Ambos têm rejeições que os colocam num cenário de aceitação que decorre do repúdio ao oponente.
Não há a materialidade de um plano econômico, como o que fez o eleitorado aderir ao projeto de saída do inferno da inflação e levou Fernando Henrique Cardoso à Presidência numa aliança da centro-esquerda com a direita. Ali, o PT errou ao se opor ao Plano Real, contrapondo-se à preferência nacional.
Não há a mobilização da esperança por um país mais igual, socialmente inclusivo, que fez o eleitorado abrir à esquerda o espaço que três vezes negara a Luiz Inácio da Silva. Ali, os tucanos erraram ao não saber dar continuidade ao próprio legado.
RESSENTIMENTOS – Hoje, o que há? Um embate de ressentimentos que se convencionou qualificar como guerra ideológica, cujo caráter doutrinário não se sustenta à luz de pesquisas que mostram eleitores ditos de esquerda escolhendo Flávio Bolsonaro (PL) e declarados direitistas preferindo votar em Lula.
Ocupados com a repulsa que sentem uns pelos outros, os grupos que aparecem como retratos da maioria interditam o espaço para escuta dos demais candidatos ou até de gente que, estimulada, poderia vir a concorrer. Os chefes dessas torcidas se alimentam do mal-estar na falta de algo melhor a dizer ao eleitor, que vê na urna um poço de mágoas.
Ata do PL abre caminho para vice de Flávio voltar à disputa ao Senado
Ata do PL em Alagoas deixa aberto caminho para Gaspar voltar a ser candidato ao Senado caso deixe a vice de Flavio
A direção estadual do PL em Alagoas deixou aberto o caminho para o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) voltar à corrida eleitoral ao Senado no estado, caso ele deixe de ser candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Palácio do Planalto.
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Fonte: Metrópoles, Política, 07/08/2026 09:11 Por Igor Gadelha
https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/ata-do-pl-abre-caminho-para-vice-de-flavio-voltar-a-disputa-ao-senado
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Rachadinha contratou um vice? Alugou um vice?
Ou o vice dele é um dublê?
Seria um vice paralelo, genérico?
Ou talvez seja um vice “tampão”, até que se consiga outro. Quem sabe?
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Ao manter a candidatura ao Senado por Alagoas, o vice Gaspar revelou desconfiança total em relação ao titular da chapa, Flávio.
A Dora fez um histórico interessante. Figueiredo conduziu muito mal a sua sucessão ( queria ficar mais dois anos- ideia de Brizola). O Plano Real de FHC continha um erro na origem, que foi alertado por Roberto Campos. Os juros reais devem ser positivos e a troca da moeda deve ser feita no final do período do declínio da inflação. Mas, FHC foi atropelado pelo calendario eleitoral. Só restou a ele usar juros positivos cavalares. Isto a médio prazo acabou com o futuro político do seu grupo ( PSDB). Nunca mais foram eleitos ( Serra, Alkmin, Aécio, etc)
Bom mesmo é o ladrão de merendas.
Escolha de Gaspar para vice aponta isolamento de Flávio
“O anúncio de Alfredo Gaspar para ser o vice de Flávio Rachadinha (…) é resultado de diversos desacertos do candidato que o levaram a um (..) isolamento político.”
“Partidos (…), como PP, Republicanos (de Tarcísio), Podemos e União Brasil, anunciaram que não apoiarão o candidato (Flávio) da extrema direita no primeiro turno.”
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Fonte: Jota, Eleições 2026, 06/08/2026|15:00 Por Warley Brant Pimentel
Os imbecis passam longe de Lindbergh Farias. “Não o conheço”, dizem.
É avassalador, desanimador e até assustador o desânimo social, apartidário, contra a classe político-partidária-eleitoral em geral, nacional e internacional, com a sensação de que todos, direita, esquerda e centro, oposição e situação, fracassaram na missão política da realização do sucesso pleno do bem comum do conjunto da população é generalizado, não obstante a abundância de chances que todos tiveram para mostrar a que vieram, inclusive com Donald Trump na aparente representação da besta do apocalipse eleitoral e até do possível fim do mundo, ou do ser humano e da Humanidade, inclusive com a possível 3ª guerra mundial, nuclear à vida, dominada pela loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$. O pior de tudo é que ele$ não se fazem de rogados e nem se dão por achados, nem mesmo pegos de calças curtas com as respectivas bocas nas botijas… https://tribunadainternet.com.br/2026/08/07/o-brasil-troca-a-esperanca-pelo-ressentimento-na-corrida-presidencial/#comments