
Única chapa formada por partidos diferentes é a de Lula
Arthur Stabile
Camila da Silva
G1
A eleição presidencial de 2026 terá a maior proporção de chapas puro-sangue, que são aquelas formadas por presidente e vice do mesmo partido, desde a redemocratização. Das 13 candidaturas confirmadas nas convenções partidárias deste ano, 12 terão os dois integrantes filiados à mesma sigla, o equivalente a 92% do total, o maior percentual desde a eleição em 1989.
Neste ano, a única chapa formada por partidos diferentes é a de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Na primeira eleição disputada após a ditadura militar, 19 das 22 chapas (83%) eram formadas por um candidato a presidente e outro a vice filiados ao mesmo partido.
MAIOR MARCA – Antes de 2026, a maior marca de chapas puro-sangue registrada até então ocorreu em 2014: 10 das 11 candidaturas registradas à época eram formadas por dois integrantes da mesma sigla. A única chapa com coligação partidária naquele ano era a de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).
O menor número de chapas com candidatos a presidente e vice do mesmo partido ocorreu na disputa presidencial de 2002, época em que metade dos seis concorrentes optou por ter um vice do mesmo partido e, a outra metade, por formar alianças.
PRIORIDADE – Cientistas políticos consultados pelo G1 consideram que uma série de fatores contribui para que a eleição de 2026 tenha o maior número de chapas próprias desde a redemocratização. Entre eles estão a estratégia dos partidos de priorizar a formação de bancadas fortes na Câmara dos Deputados, a decisão de parte das siglas de manter neutralidade na disputa presidencial e a falta de unidade no campo da direita, ao contrário do que ocorreu entre PT e aliados.
Professor titular aposentado do Departamento de Ciência Política da UFMG, Carlos Ranulfo, cita o caso de opção pela neutralidade adotada pela maioria dos diretórios de PP, Republicanos, MDB, União Brasil e do próprio PSD, que possui candidatura própria à Presidência.
“Hoje, cada partido prefere eleger bancadas grandes na Câmara. E aí essas coisas se juntam: uma certa pouca fé no candidato e o fato de que, se você ficar livre para escolher entre Bolsonaro ou Lula em cada estado, você pode maximizar a chance de fazer boas bancadas”, analisa o doutor.
DIFERENÇAS NO COMPORTAMENTO – Há, também, uma diferença em como se comportaram os campos da direita e da esquerda, em que o PT e aliados não se fragmentaram, enquanto a direita não chegou a um entendimento. “Tentativas do Caiado e do Zema, conversaram, trocaram beijinhos, mas não chegaram a nada”, afirma Ranulfo. “Então, se você tem quatro candidaturas à direita, já começa a ficar difícil fazer coligações”, diz.
A decisão de um partido não se aliar a um presidenciável inclui o financiamento das campanhas, como detalha Claudio Couto, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Afinal de contas, se você gasta dinheiro na campanha majoritária, vai sobrar menos dinheiro para as campanhas proporcionais [ao Congresso Nacional]”, diz. “Se o partido apenas coloca dinheiro nas campanhas nos estados, ele tem mais dinheiro para as campanhas proporcionais.”
Além da menor quantidade de dinheiro a sair dos cofres dos partidos para uma disputa nacional, também existe a chance maior de formar chapas fortes em cada estado com um ou outro presidenciável e estar em uma boa composição em futuros governos eleitos.
A tempestade vem de fora
Nunca a geopolítica pesou tanto na definição do futuro presidente
A eleição deste ano traz ingredientes antigos — escândalos, denúncias, investigações — e um novo, de peso inédito na cena tupiniquim neste século: a geopolítica.
Porém, nunca, na história recente, a geopolítica pesou tanto em uma eleição.
Pela primeira vez, o resultado da eleição pode ser decidido por fatores externos.
Nada se compara ao momento atual, marcado por tarifaços e trocas de farpas entre Lula, Javier Milei e Trump. Tudo em meio a um tarifaço que atinge severamente nossas exportações.
O que muda é a procedência da tempestade que não é apenas made in Brazil. Antes, ela nascia dentro do país. Agora, parte expressiva vem de fora, escapando do controle dos próprios candidatos.
A novidade de 2026 não é haver drama, o que já é tradição nacional. É que, pela primeira vez o resultado da eleição pode ser decidido por fatores externos.
Fonte: Revista Veja, Política, 7 ago 2026, 11h07 Por Murillo de Aragão
A dança de Lula e Flávio na lama
Escândalos de ambos os lados sequestram o debate eleitoral, transformam a PF em grande eleitor e empurram para segundo plano a discussão sobre os desafios e o futuro do País
A Polícia Federal (PF) tornou-se um grande eleitor da disputa presidencial deste ano.
São as investigações da PF nos escândalos que se multiplicam ao redor dos dois principais candidatos, Lula e Flávio, que têm o potencial de decidir quem vai presidir o País a partir de 2027.
O que os candidatos têm a propor para enfrentar questões relevantes e prementes, como o alto endividamento público, a asfixia financeira das famílias e dos empresários, a baixíssima produtividade, as imensas carências da educação pública, o papel do Brasil num mundo em grande transformação tecnológica e geopolítica e as mudanças drásticas no comércio internacional?
Tendo em vista que Lula não tem nada de novo a oferecer ao Brasil, depois de tantos anos de governos medíocres, e que Flávio é declaradamente um figurante na sua própria campanha, sem ter a mais remota ideia do que fazer caso se torne presidente, teremos pela frente uma das campanhas eleitorais mais sofríveis da história brasileira.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 09/08/2026 | 03h02 Por Editorial
Os candidatos mais rejeitados são também os mais cotados para vencer as eleições
Os dois candidatos mais rejeitados, os mais odiados, os mais cotados para vencer as eleições, exatamente esses não se dispõem a expor suas ideias ao grande público, nem se expor à sanha dos adversários em busca de um lugar no segundo turno.
Os dois têm dificuldades próprias, a começar pelos filhos.
Na verdade, Lula tem o Lulinha em situação difícil, mas quem tem problemas com o filho do lado da direita é o ex-mito, que indicou Flavio como seu avatar e está vendo a candidatura sendo arrastada por escândalos sucessivos.
(…)
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 09/08/2026 04h30 Por Merval Pereira
à exemplo de:
https://youtu.be/yJZfIsS2TMY?is=-KLqDz0QptDrbLlN
Senhor Panorama , a geopolítica esta pesando no atual pleito eleitoral , por ” graças e obras ” de nossos inimigos internos nacionais Brasileiros , por terem-se aliados e associados a governos estrangeiros , com o intuito de forçar uma intervenção estrangeiras em assuntos internos Brasileiros e até mesmo intervenção militar no Brasil .
No alvo, Senhor José Carlos.
São esses os “traidores da pátria” de fato.
O imbecil-maior não conseguiu ver o conluio de Barroso e quadrilha com Biden.