
Bonner comparou o telespectador ao abestado Simpson
Vicente Limongi Netto
Nas eleições passadas, o Jornal Nacional mandou Renata Vasconcelos viajar pelo país ouvindo o que os brasileiros desejam dos candidatos. Deu certo. Renata é expansiva. O público gosta dela. Ancorando as boas conversas de Renata, recebida com fidalguia por todos, Willian Bonner completava a boa pauta que rendeu expressiva audiência a Tv-Globo.
Agora, Renata vai novamente ouvir eleitores pelo Brasil para saber o que esperam dos candidatos. Com uma novidade ruim. Renata levará na bagagem a figura grotesca e desagradável do boquirroto Cesar Tralha. Antes só que mal acompanhada.
O telespectador já antevê, Tralha falando pelos cotovelos, pretensioso, ar de sabidão, dando aula sobre tudo, atropelando as conversas da Renata Vasconcelos.
O que eram entrevistas espontâneas, agradáveis, alegres e oportunas que poderiam inclusive dar bons subsídios aos candidatos, se tornarão espetáculos tormentosos de chatices e cretinices. Características do empolado e medonho Tralha. Uma pena. Volta, Bonner.
BELA MENSAGEM – O grande jornalista e escritor Ignácio Loyola Brandão, da Academia Brasileira de Letras, sempre vigilante e defensor das boas causas, envia bela mensagem:
“Vicente,
Você está certíssimo. Gerson foi massacrado – praticamente execrado – por uma lei que quem inventou foi um publicitário ansioso por atender um cliente, o que quase destruiu uma lenda de nosso futebol.
Parabéns pela defesa de Gerson. Um dia falaremos dos males que a publicidade provoca…
Abraços,
Ignácio”
MAIS DUAS – O advogado Sérgio Martins, que mora em Portugal e foi secretário particular de Havelange durante décadas, também envia mensagem:
“Limongi,
Aproveite bem essa viagem e curta a sua amada filha e genro, pois a vida é feita de momentos. Você dignifica a amizade com seus gestos, que demonstram carinho e gratidão, sentimento esse muito raro nos dias de hoje.
Receba um forte abraço e meus agradecimentos pela homenagem ao nosso amigo Havelange.
Fique com Deus.
Sérgio Martins”
E a mensagem final é minha, para homenagear outra pessoa que eu gosto. E daqui vai meu abraço ao amigo, ex-presidente Fernando Collor de Mello, completando hoje 78 anos de idade.
Ele teria estado por trás?
Com a rescisão contratual, Bocardi — que por anos integrou o rodízio de plantonistas do principal telejornal do país e era cotado como favorito natural à vaga de William Bonner — perdeu o vínculo com a emissora.
Bocardi negou veementemente qualquer conduta irregular, classificou a demissão como uma grande injustiça e afirmou publicamente que a empresa não apresentou provas concretas das acusações.
Limongi, receber um elogio de Inácio de Loyola Brandão e do advogado Sérgio Martins, pelo valor que você exprimiu em relação a amizade ao craque da seleção de 70, Gerson e do presidente eterno da FIFA, João Havelange é o reconhecimento do seu grande coração. Por isso e muito mais, me tornei seu fã de carteirinha.
Gerson, o nosso “canhotinha de ouro”, feliz contratação do nosso São Paulo F.C., na verdade, infelizmente entrou de gaiato da propaganda da doença de levar o máximo de vantagem em tudo o tempo todo (ex-mania nacional), que deu no estado de coisa$ e coiso$ que aí está devorando o país, a política e a vida do povo brasileiro, tipo loucura por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$.
Teria ele estado por trás?
Teria ele estado por trás?
: “Vou deixar a esquerda perplexa e a direita indignada.” Fernando Collor
Na verdade, ele conseguiu unir as duas para ser derrubado.
Collor conseguiu unir adversários históricos. De Maluf a Lula; de Roberto Campos a Ulisses Guimarães.