
Zanin iriai decidir os rumos da democracia brasileira
Carlos Newton
Se você tem alguma dúvida se o Supremo está realmente implantando uma Ditadura do Judiciário, pode passar a ter certeza. O ministro Alexandre de Moraes (ele, sempre ele) pretendia colocar em julgamento na Primeira Turma sua autoritária decisão de descumprir o texto constitucional e abolir o direito ao sigilo de fonte dos jornalistas.
Em sua ânsia de poder, Moraes já demonstrou abertamente que sua prepotência não conhece limites, a ponto de receber duras reações de outros países, como Itália, Espanha e Estados Unidos, que têm rejeitado pedidos de extradição do STF contra adversários do governo Lula. As decisões no exterior citam preocupações com a imparcialidade judicial, o devido processo legal e a proteção à liberdade de expressão, desmoralizando a imagem da Justiça brasileira no exterior.
PEDIDOS NEGADOS – A Corte de Cassação da Itália anulou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) e determinou sua libertação. Motivo: no processo, Moraes atuou simultaneamente como vítima, investigador e julgador, algo inaceitável em qualquer país da ONU.
Na Espanha, outra derrota. Foi rejeitado em definitivo o pedido de extradição do jornalista Oswaldo Eustáquio. A justiça acolheu pareceres que indicaram haver perseguição política ao jornalista brasileiro. Por isso, desconheceu as justificativas enviadas pelo Supremo e mandou arquivar o caso,
Nos Estados Unidos a reação tem sido ainda maior. A Justiça negou as extradições do jornalista Allan dos Santos e do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). Além disso, o Congresso americano abriu investigação sobre outros procedimentos autoritários de Moraes, que está sendo processado pela plataforma de vídeos Rumble e pela empresa Trump Media, pertencente ao presidente Donald Trump.
DESEMBESTADO – Apesar da forte reação externa e interna contra seus atos, o ministro Moraes não recua e segue desembestado em sua voragem persecutória. Seu mais recente absurdo constitucional foi investir contra a liberdade de expressão e abolir o sigilo de fonte da imprensa, ao determinar busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luis Pablo.
O tal “crime” do repórter foi ter denunciado que o ministro Flávio Dino e sua família, quando se encontram no Maranhão, utilizam um carro blindado da Justiça estadual, com motorista e combustível pagos pelo poder público.
Moraes autorizou apreensão do pendrive e do celular do jornalista, e assim foi possível identificar como fonte o ex-secretário estadual de Assuntos Legislativos, Raimundo Cotrim, delegado aposentado.
Esse processo já levou à prisão domiciliar de Cutrim e ao afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Maranhão pelo período de 180 dias por decisão de Flávio Dino, que também apoiou a quebra do sigilo da fonte, vejam a que ponto de inconstitucionalidades já chegamos..
AMEAÇA AO SIGILO – A ofensiva de Moraes e Dino representava uma ameaça concreta a um direito garantido à imprensa na Constituição. O presidente Edson Fachin chegou a ler uma nota afirmando que o caso deveria ser submetido ao Plenário. No entanto, Moraes desprezou a recomendação e anunciou que o assunto era da Primeira Turma, que só tem quatro ministros, devido à aposentadoria de Luís Roberto Barroso – Flávio Dino, presidente, Cármen Lúcia, Moraes e Cristiano Zanin.
Dino, é claro, não poderia votar de julgamento em assunto de seu interesse direto, e a defesa do delegado Raimundo Cotrim pediu ao STF que o ministro seja impedido de participar. Assim, a votação seria presidida por Carmén Lúcia e teria a participação apenas de Moraes e Zanin.
Sabe-se que o voto de Cármen defenderia a manutenção do sigilo de fonte, enquanto Moraes, por óbvio, seria contrário. Portanto, caberia a Zanin decidir uma votação histórica, de apenas três votos, porque dela dependeria diretamente a implantação da Ditadura do Supremo, que é ansiada por outros ministros além de Morais, como Flávio Dino, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, mas têm oposição de Luiz Fux, André Mendonça, Édson Fachin e Cármen Lúcia. É nessa divisão que mora o perigo da implantação definitiva da Ditadura do Supremo, que fica dependendo da dignidade de Zanin
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P.S. – O caso é de tamanha gravidade que vamos falar em português claro. Os ministros golpistas (vamos chamá-los da forma mais precisa e apropriada) estavam se aproveitando de uma brecha no Regimento para amordaçar a imprensa e evitar divulgações de contratos como aquele de R$ 129 milhões. Como se sabe, tolher a liberdade de expressão não é possível em democracia, apenas em ditadura. Não importa se é controlada pelo Supremo, pelo Planalto ou pelo Congresso, toda ditadura é nefasta e precisa ser combatida por todas as forças democráticas da sociedade. Justamente por isso, a Polícia Federal entrou em cena e inviabilizou a decisão de Moraes processar o repórter maranhense. Com isso, podemos ficar aliviados, até a próxima tentativa dos “golpistas” do Supremo. (C.N.)
“….Quero agradecer a presença do companheiro Lupi, a representação mais nobre do trabalhismo no Brasil…”” (Defunto de Nove Dedos)….
Alguém quer que eu comente essa fala que saiu da boca de diárreia do Defunto.??
Jornalistas não devem ter absoluta liberdade para cometer crimes em nome da liberdade da imprensa. É a mesma coisa que liberdade de expressão que não deve ser absoluta.
Para termos uma democracia, todos devem respeitar as leis. Ora, se cidadãos cometem atos fora das leis, não podem ter sua proteção absoluta, pois isso seria contra a própria democracia que prevê direitos e deveres. Quando os direitos ultrapassam em muito os deveres, algo está errado. Se isso acontece, o sistema de governo pode ser chamado de tudo, menos de democracia.
preclaro CN, “data venia” ,
desembestado refere-se a animais irrracionais; vamos pegar de leve e dizer: DESTEMPERADO…
O jornalismo Secom sempre apoiou as decisões ditatoriais e antidemocráticas do Moraes e de seus asseclas do STF. Ajudaram a criar o monstro e, agora, estão sendo devorados por ele. Foi assim na Alemanha com Hitler, na Itália com Mussolini e na Rússia com Stalin e Lenin.
Abrólhos!
Se Khomeini o foi, porque “acá”, tantos outros e o próprio “Agente Barba & Cumplices” multilaterais, não o são, livres, leves e destramvelhada e impunemente soltos, caótica e baderneiramente sabotando e aterrorizando?
https://www.henrymakow.com/
Temos reportagens censuradas; temos parlamentares presos por “parlar”; temos canais jornalísticos fechados; temos cidadãos silenciados; temos processos secretos; temos centenas de brasileiros asilados mundo afora; temos crianças perseguidas; temos centenas de presos políticos e, pra terminar, temos cadáveres de inocentes mortos nas masmorras do regime.
Numa narco-ditadura, já estamos. O que estamos assistindo é o seu fechamento.
PS1: após o AI-5, os generais passaram a exigir “diploma” para jornalista, agora os narcotraficantes Gordola do CV, Xandão do PCC e o corruto Beiçola querem fazer o mesmo.
PS2: o jornalista David Ágape revelou, numa reportagem exemplar, que tivemos também uma “purga” nas instituições públicas, inclusive no judiciário. A preferência política de milhares de servidores públicos foram ilegalmente devassadas, por ordem do psicopata abusador Xandão do PCC.
Medo de Bolsonaro criou o monstro:
https://www.youtube.com/watch?v=LiDuY7T4oys
Não foi medo. Foi o pavor da perda de informações privilegiadas, da grana que já não mais viria e outras coisas de que suspeito, mas o stf diria que são fakes.