Malafaia questiona denúncia por injúria
Bela Megale
O Globo
Silas Malafaia reagiu à formalização da ação penal contra ele por injúria ao Alto Comando do Exército. O pastor alega que a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que ele cometeu o crime contra o comandante do Exército, Tomás Paiva. Malafaia argumenta, no entanto, que não fez citações nominais ao criticar os generais em um ato na Avenida Paulista.
— O procurador me denuncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que eu cometi crime de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, Tomás Paiva. Mas eu não cito o nome dele, falo de maneira genérica. É a mesma coisa que alguém dizer “bando de pastores frouxos”. Gonet induz o STF ao erro — disse Malafaia.
OFENSA – O Ministério Público Federal atribuiu ao pastor “evidente propósito de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.
Em uma manifestação em São Paulo, em abril do ano passado, o pastor questionou a atuação dos militares diante da prisão de Walter Braga Netto, que na época era investigado por tentativa de golpe e segue preso até hoje.
“CAMBADA DE FROUXOS” – Malafaia disse que os generais de quatro estrelas seriam uma “cambada de frouxos” e “covardes”, além de classificá-los como “omissos”. O pastor ainda criticou o fato de Gonet ter direcionado seu processo para o ministro Alexandre de Moraes, que será o relator do caso.
— Eu não tenho foro privilegiado, mas o Gonet mandou o inquérito para Alexandre de Moraes sob o argumento de que tem conexão com os inquéritos das fake news e milícias digitais. Isso é uma fala minha de liberdade de expressão e tenho direito a responder no juízo de primeiro grau e não no STF — disse Malafaia.
Começou o bate-boca de lavanderia. Uma boa educação seria bem-vinda.
“Golpe do pastor
A Polícia Civil do Estado do Rio deflagrou a Operação Golpe da Fé para desarticular um esquema de pirâmide financeira liderado pelo pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, localizada em Niterói (RJ).
O ‘líder religioso’ aproveitava os cultos para convencer os fiéis a investir em um falso banco digital conhecido como “Banco do Pastor” (Gal Invest Bank).
Promessa de lucros: O pastor garantia rendimentos mensais atrativos de 10% para os fiéis e 5% para pessoas de fora da igreja.
Movimentação milionária: As investigações apontam que o esquema movimentou cerca de R$ 8 milhões em três anos.
Prejuízo confirmado: Inicialmente, a polícia registrou o relato de sete vítimas formais, totalizando um desfalque de R$ 1,1 milhão.
Bloqueio de bens: A Justiça determinou o bloqueio das contas e a apreensão de bens de luxo vinculados aos envolvidos.
Os pagamentos dos rendimentos prometidos começaram a atrasar e foram cortados gradativamente sob falsas justificativas.
O dinheiro arrecadado das vítimas era enviado diretamente para as contas pessoais do pastor e para empresas paralelas geridas por ele e sua família, englobando negócios em setores como: Construção civil, Laboratórios médicos e Consultoria contábil.
A esposa e o filho do pastor constavam no quadro societário de empresas que serviam para diluir os recursos e realizar grandes saques de dinheiro em espécie. A polícia também identificou o uso de “laranjas”, pois o banco digital apresentava um capital social de R$ 5 milhões, mas os sócios registrados não tinham patrimônio compatível com os valores declarados.
A ação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpriu 23 mandados de busca e apreensão emitidos contra pessoas físicas e jurídicas. Os agentes vasculharam endereços situados nas cidades do Rio, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e São Paulo. “
O pastor Silas Malafaia , até hoje não ” contestou ou questionou ” os resultados das investigações das policias do RJ , PF e MP que o apontam e a suas igrejas como beneficiários e receptadores de dinheiros provenientes do trafico de drogas e das milícias do RJ , no entanto esta pulando como pipoca de milho verde por ser acusado pelo PGR Paulo Gonet , por ter ofendido o comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva e os oficiais- generais do Exército , incurso nos crimes de injúria e calúnia .