Bolsonaristas traçam estratégia para reduzir a vantagem de Lula no Nordeste

Flávio focará nas cidades mais bolsonaristas do Nordeste

Igor Gadelha
Metrópoles

Lideranças bolsonaristas no Nordeste aconselharam Flávio Bolsonaro (PL) a focar as agendas de campanha em 2026 nas cidades da região que mais deram votos para seu pai, Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022.

O Nordeste é considerado o principal celeiro eleitoral de Lula (PT) no Brasil. No segundo turno de 2022, o petista venceu em 1.774 municípios da região, contra apenas 20 que deram a vitória a Bolsonaro.

MENOR DIFERENÇA – A ideia dos aliados de Flávio é levá-lo a cidades nordestinas onde a diferença entre Lula e Bolsonaro foi menor. Um dos exemplos citados é São Bento (PB), que deu 44,48% dos votos válidos ao ex-presidente há quatro anos. A leitura de caciques bolsonaristas é de que, se Flávio conseguir “perder por menos” no Nordeste, isso pode ser decisivo para o resultado geral das eleições presidenciais deste ano.

Em 2018, quando Jair Bolsonaro venceu o pleito, Fernando Haddad (PT) teve 20,3 milhões de votos no Nordeste, contra 8,8 milhões de Bolsonaro — uma diferença de 11,5 milhões de votos a favor do petista. Já nas eleições de 2022, vencidas por Lula, o petista alcançou 22,5 milhões de votos na região contra 10 milhões de Jair Bolsonaro — uma vantagem, portanto, de 12,6 milhões.

MAIS QUE O DOBRO – Apesar de Bolsonaro também ter crescido no Nordeste, Lula ampliou seu número de votos em quase o dobro do ritmo do adversário: Lula teve 2,2 milhões de votos a mais que Haddad, enquanto Bolsonaro cresceu 1,1 milhão em relação ao próprio desempenho de 2018.

É uma situação parecida com São Paulo, onde uma vitória maciça de Flávio pode ser decisiva. Como mostrou a coluna, bolsonaristas querem reforçar a vitória no estado com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

7 thoughts on “Bolsonaristas traçam estratégia para reduzir a vantagem de Lula no Nordeste”

  1. Kassab caminha para Lula no segundo turno

    No fim, o que pesa é sempre o mesmo: poder e dinheiro

    Numa eleição apertada, qualquer pontinho faz diferença e é aí que entram Kassab e o PSD, que têm os 5% de Caiado no primeiro turno como uma boa moeda de troca com Lula para o segundo turno.

    Kassab, ‘vice’ na chapa de Caiado, já declarou que Flávio tem “chance zero” de vencer e que a “neutralidade” de PP, Republicanos e União Brasil favorece Lula.

    Como, na prática, o PSD se embola com esses três partidos no Centrão, reforçar o apoio a Lula no segundo turno não seria estranho nem difícil.

    Um cenário previsível, portanto, é que Caiado deixe as negociações para Kassab, que é bom nisso, costuma manter um pé em cada canoa e, nesta eleição, tende para a “neutralidade” pró-Lula.

    (…)

    Já que é assim, tanto fez, tanto faz para o PSD e Kassab, que não se importam com sobrenomes, mas com índices de pesquisas e chances de vitória. No fim, o que pesa é sempre o mesmo: poder e dinheiro.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 22/08/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

  2. Os escândalos do Lulinha e seus efeitos na eleição

    Flávio e Lulinha não “carregam o peso”, mas sim se beneficiam e lucram com seus sobrenomes.

    Todas as previsões, e especialmente as certezas, esbarram na evolução das campanhas e escorregam na água suja que brota dos escândalos a todo instante.

    Se é vazamento ilegal ou não, é preocupação (ou discurso) dos candidatos. Para o eleitor, o que importa é o cheiro da água, de onde ela vem e para onde vai.

    As pesquisas estão estáveis, mas vão se manter assim até outubro?

    O quanto as “novidades” sobre o Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger podem atrapalhar Lula?

    E o que ainda pode surgir do até agora não explicado pedido de “empréstimo” de R$ 134 milhões de Flávio para Daniel Vorcaro? (Já notaram que a dinheirama criminosa, ou suspeita, é sempre “empréstimo”?)

    Com as devidas proporções, inclusive nos valores, Luchsinger é uma espécie de Vorcaro do lobby, ambiciosa, sem escrúpulos nem limites, que tem talento para se aproximar do poder e dos poderosos e sonha alto: “ser Fábio” (nome do Lulinha), ganhar “R$ 100 milhões por ano” e gastar na Suíça.

    Vorcaro atirava a torto e à direita, mas ela tem foco e mirou no então chefe de gabinete de Lula no Planalto, o Marcola, para quem fazia “empréstimos” (olhaí!), comprava jóias com diamantes, pagava boletos e cartão de crédito, presenteava com carros zero e recebia até o singelo pedido de uma obra de arte de R$ 600 mil.

    Não era de graça, tinha preço. E quem pagava era o erário.

    O grande problema de Lula, como presidente, candidato e personagem da história, nem é Luchsinger, mas o próprio Lulinha, que já lhe dá dores de cabeça desde os primeiros mandatos e, no terceiro, é investigado pela PF por tráfico de influência e receber pagamentos de ao menos um empresário que teria contratado a lobista e ele para negócios no governo.

    Se a turma de Lulinha não responde e se limita a reclamar dos vazamentos, a de Flávio bate na tecla de que não havia dinheiro público envolvido no empréstimo fraternal de Vorcaro, que comprava todo mundo e é o preso mais famoso do momento.

    Se é assim, o que que tem demais no contrato de R$ 129 milhões do escritório de advocacia da família de Moraes com o mesmo Vorcaro? Uma é “questões pessoal”, outra é “questão profissional” ambas “sem dinheiro público no meio”.

    Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, na Globonews, Lulinha, coitado, “carrega o peso do sobrenome”.

    Se não carregasse, porém, talvez continuasse monitor de Zoológico em São Paulo, como antes da Gamecorp e dos primeiros governos do pai, e nunca teria sido amigo de Luchsinger.

    Assim como Flávio, que, sem a eleição do pai à Presidência, teria de se contentar até hoje com rachadinhas da Alerj e lojas de chocolate e jamais viraria candidato a presidente ou poderia pedir tantos milhões a banqueiros.

    Ambos, portanto, não “carregam o peso”, mas sim se beneficiam e lucram com seus sobrenomes.

    Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 22/08/2026 | 20h00 Por Eliane Cantanhêde

  3. “Segundo o advogado Marco Aurélio de Carvalho, na Globonews, Lulinha, coitado, “carrega o peso do sobrenome”.

    Se não carregasse, porém, talvez continuasse monitor de Zoológico em São Paulo, como antes da Gamecorp e dos primeiros governos do pai, e nunca teria sido amigo de Luchsinger.

    Assim como Flávio, que, sem a eleição do pai à Presidência, teria de se contentar até hoje com rachadinhas da Alerj e lojas de chocolate e jamais viraria candidato a presidente ou poderia pedir tantos milhões a banqueiros.

    Ambos, portanto, não “carregam o peso”, mas sim se beneficiam e lucram com seus sobrenomes.”

  4. Dark Horse em 5 perguntas sem resposta:

    1 – Cadê as notas fiscais dos US$ 24 mi?

    2 – Houve troca de favor com o Master?

    3 – Qual foi o papel real do Jair?

    4 – O que Flávio e Vorcaro falaram nas 5 ligações de setembro?

    5 – E de onde veio o US$ 1,7 mi que não bate na conta?

    6 – Essa foto é simplesmente ridícula.

    #cadêos61milhoes

    José Luis

  5. Senhor Espectro , faça essas perguntas ao juiz do STF André Mendonça , que as trancou ás sete chaves , tornando-as inacessíveis aos mortais .

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