
Apanhado em flagrante, Moraes não sabe mais o que fazer
Luísa Martins e Ana Pompeu
Folha
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das fake news e encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, para providências. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”.
MOTIVOS PESSOAIS – De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela Polícia Federal. Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A medida é tomada por Moraes dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta o colega como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar Moraes. Procurado após o pedido de Moraes a Fachin, Mendonça ainda não se manifestou.
NULIDADES – Fachin decidiu abrir um procedimento para esclarecer as nulidades alegadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), solicitando a todos os envolvidos, inclusive a Moraes e Mendonça, manifestações em até cinco dias úteis.
Segundo Moraes, há por parte de Mendonça “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada”, além de “quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas”.
Moraes afirmou que, no curso da investigação, Mendonça ameaçou afastar do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet — este último por “proximidade com o ministro Gilmar Mendes que o tornaria indigno de confiança”.
DIZ MORAES – Para justificar a decisão no âmbito do inquérito das fake news, Moraes diz que constatou “a existência de notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo, de seus membros e familiares”.
O ministro diz que relatórios de inteligência registrados nos sistemas da PF apontam para a imputação falsa de crimes em relação a Rodrigues, Gonet, Moraes e Gilmar, com citações também aos ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Os relatórios de inteligência, de acordo com Moraes, dizem que Mendonça teria determinado medidas que prejudicaram a cadeia de custódia das provas, atropelando as competências das autoridades policiais, o que acabou gerando tratamento assimétrico entre investigados, com prazos variados a depender do alvo.
RELATÓRIO DA PF – “O juízo relator vem exercendo poderes típicos de presidência da investigação, e não de supervisão judicial”, diz o relatório da PF, citando como exemplo a ordem de Mendonça para ter acesso ao material bruto da investigação.
A PF conclui que o resultado prático da atuação de Mendonça “é a atuação do julgador como investigador”, pois o ministro estava apto a explorar direta e irrestritamente todo o acervo de provas, algo que não é franqueado, por exemplo, às defesas dos investigados.
“O formato exigido é, em si, um indicativo: destina-se a consulta e análise de teor”, diz a PF, sinalizando que a partir disso Mendonça poderia selecionar, suprimir ou manipular as documentações que embasam os inquéritos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Moraes está completamente desesperado, porque as mensagens entre ele e o banqueiro Vorcaro falam por si, nem é preciso acusá-lo de nada, porque o próprio ministro se incriminou por advocacia administrativa e outras graves infrações, emporcalhando a toga do Supremo, que é o manto sagrado da magistratura. Agora, na undécima hora, Moraes tenta transformar Mendonça em criminoso e ele próprio em vítima. Mas a verdade está tão clara e cristalina que não dá mais para ocultá-la. Moraes já era. Apenas isso. (C.N.)
Os togados iguais a ele o apoiam.
Porque estão habituados a fazer o mesmo.
Um país dominado por bandidos desgovernantes sem nenhuma moral.
Esse é o caminho do reinado da toga.
Corrupção desenfreada.
Total falta de limites ou de vergonha.
Moraes continua de pé.
A Moral neste país é que está acabada.
É um mau caráter e um grandessíssimo canalha, sem vergonha alguma, este lixo careca.
Tal como fazem os “progressistas”, acusa os outros do que é, este mau caráter.
frase incompleta…..
progressistas, comunistas, socialistas, social democratistas, fabianistas, efeagacistas, lixonelbrizolixozistas, piçolistas, pretalhistas, vagadundistas, e outros camaleões da ideologia carniceira e sanguinária do karlmarxistas, lennistas, maoistas, mussolinistas, hitleristas, narcolistas…
eh!eh!eh//eh
A quadrilha está alvoroçada:
Em reunião com Lula, Gilmar orienta PF a reagir a ordens de Mendonça quando considerá-las ilegais
Roseann Kennedy – Estadão
Atenção: Aka Going To* já declarou quem irá proteger.
* Abreviem
Ou seja, Beiçola pede que se faça obstrução da justiça.
O assassinato da Lava jato foi a constitucionalização da corrupção pelas oligarquias cleptopatrimonialistas.
O grau de metástase, e o consequente aniquilamento político e crítico da sociedade, urge pressão internacional.
Estamos todos mortos no lupanário!
Pelo menos uma Seção é coerente com o bom Direito:
PELO AFASTAMENTO DE MORAES E PELA SUSPEIÇÃO DE GONET
Curitiba, 03 de setembro de 2026.
A OAB Paraná, por sua Diretoria e Conselho Pleno, manifesta-se sobre a crise institucional instaurada a partir da divulgação, por decisão do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, do relatório da Polícia Federal produzido no âmbito da Operação Compliance Zero.
O documento, agora público, contém elementos de natureza distinta em relação às duas autoridades citadas. Quanto ao Ministro Alexandre de Moraes, Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal, o relatório reproduz conversas diretas a ele atribuídas, recuperadas do aparelho celular de Daniel Vorcaro. Quanto ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a menção é indireta, decorrente de contato intermediado por terceiro, sem que a própria Polícia Federal afirme conversa direta entre ambos. Não cabe à OAB antecipar juízo sobre a existência de ilícito, em relação a nenhum dos dois. Cabe-lhe, porém, dizer o óbvio. Os fatos noticiados são de gravidade tal que a permanência de ambos no exercício pleno de suas funções, enquanto a apuração corre, compromete a credibilidade do próprio procedimento.
Em relação ao Ministro Alexandre de Moraes, impõe-se o afastamento cautelar, medida destinada a preservar a higidez da investigação e a confiança pública nas instituições. A posição institucional do investigado não o imuniza contra medidas cautelares penais; ao contrário, exige escrutínio ainda mais aprofundado.
Quanto ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, impõe-se a sua suspeição para atuar neste caso específico.
Ocorre que os elementos relativos ao Ministro Alexandre de Moraes foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República. No entanto, o Procurador-Geral da República também é mencionado no relatório, ainda que de forma indireta, e já peticionou pela nulidade da apuração que o menciona. O legitimado a provocar o controle é ele mesmo, um dos citados. Enquanto Gonet não se declarar suspeito, ou não for reconhecida sua suspeição, todo requerimento relativo ao Ministro Alexandre de Moraes segue viciado na origem.
Diante disso, a OAB do Paraná requer a convocação imediata de Sessão Extraordinária do Conselho Federal da OAB Nacional para deliberar sobre a orientação da entidade em face da grave crise institucional provocada pelas recentes revelações.
E ainda antecipa que defende desde já:
a) o afastamento cautelar do Ministro Alexandre de Moraes do exercício de suas funções até o encerramento da apuração, providência que, longe de agredir as garantias da magistratura, é o que as preserva;
b) o reconhecimento da suspeição do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, para atuar na Petição 16.662/DF e em todo feito correlato ao caso Master;
c) a atribuição da condução da apuração ao Vice-Procurador-Geral da República; ou, caso a suspeição não seja voluntariamente reconhecida, que o incidente seja submetido ao Conselho Superior do Ministério Público Federal
para deliberação.
Esta Seccional reafirma, por fim, seu compromisso com as garantias individuais dos envolvidos e zela pelo direito de defesa do Ministro e do Procurador-Geral com o mesmo rigor com que defende o de qualquer cidadão. Mas a garantia de defesa e a permanência no exercício de funções sensíveis ao caso concreto são coisas distintas.
Ressalta-se que, acima dos interesses pessoais, estão as instituições da República. A preservação da autoridade do Poder Judiciário e do Ministério Público, neste caso, não pode ficar comprometida pela desaconselhável permanência das autoridades envolvidas, que compromete as investigações e coloca em risco a credibilidade do Sistema de Justiça.
OAB Paraná
Preciso dar essa informação.
Carta aberta a Sua Santidade, o Papa
Santidade:
O senhor qualificou a guerra travada por Israel contra seus inimigos como uma “vergonha moral para a família humana”, “um escândalo para toda a família humana e um clamor diante de Deus”. Uma fórmula solene, carregada, quase litúrgica. Mas ela soa de maneira estranha quando provém de uma instituição cuja história diante dos massacres dos judeus foi, demasiadas vezes, marcada pelo silêncio.
Porque, afinal, quando comunidades inteiras foram massacradas durante as Cruzadas, a voz de Roma foi prudente. Quando a Inquisição queimava homens, mulheres e crianças, foi discreta.
Quando a Europa exterminava seis milhões de judeus, foi quase muda.
E hoje, quando os judeus simplesmente se recusam a ser novamente degolados, eis que o Vaticano recupera, de repente, sua voz moral. Que estranha cronologia da indignação.
O senhor se manifesta quando Israel combate aqueles que prometem sua destruição, mas onde estava essa indignação quando esses mesmos inimigos proclamavam querer apagar o Estado judeu do mapa? Onde estava quando civis israelenses eram atacados? Onde estava quando sinagogas ardiam e os judeus voltavam a ser alvos na Europa?
É sempre mais fácil repreender quem se defende do que condenar quem ataca.
Santidade, Israel não é um império nem uma potência conquistadora. É um povo que retornou do abismo da história e que aprendeu uma verdade simples e trágica: esperar pela aprovação moral do mundo pode custar vidas.
Os judeus já pagaram esse preço vezes demais para voltar a repeti-lo.
Israel não precisa de um imprimátur teológico para sobreviver. Não precisa de uma bênção diplomática para impedir sua destruição. E, sobretudo, não precisa de lições de moral daqueles que, ao longo da história, desviaram o olhar vezes demais.
Aquilo que o senhor chama de vergonha moral, Israel chama de instinto de sobrevivência.
Aquilo que o senhor chama de guerra, Israel chama de recusa em desaparecer.
Aquilo que o senhor chama de escândalo, os judeus chamam de memória.
A memória dos silêncios.
A memória dos pogroms.
A memória dos trens.
A memória de um mundo que falou muito depois e tão pouco antes.
Portanto, permita-me uma resposta simples, quase bíblica em sua sobriedade: o povo judeu nunca mais pedirá permissão para viver.
Respeitosamente,
mas com lucidez.
Arié Toledano
Adendos em:
https://hebreuisraelita.wordpress.com/arquivo-completo-e-atualizado/
Outros ‘dendos”, em:
https://hebreuisraelita.wordpress.com/2012/01/19/aparencia-fisica-de-yisrael/
Moraes declara guerra a Mendonça e põe STF para definir de que lado ficará no duelo público
Ministros têm embate sobre investigações do caso Master
(…)
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 03/09/2026 | 21h13 Por Francisco Leali
Moraes pede a Fachin investigação de André Mendonça por crime de responsabilidade
Ministro acusa colega do Supremo de agir ‘por motivos pessoais e políticos’ na condução de tratativas de delações premiadas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS.
(…)
Fonte: Folha de S. Paulo, Política, 3.set.2026 às 20h14 Por Luísa Martins
Ele afunda, mas quer levar mais gente junto.
Alexandre de Moraes ri de todos nós, os bobos da Corte
A imagem que sintetiza o grau de degradação moral do STF: Moraes gargalhando no cafezinho do tribunal
O fotógrafo Brenno Carvalho fez a imagem que sintetiza o grau de degradação moral do STF.
Na saída da sessão de ontem, ele flagrou Alexandre de Moraes gargalhando em um grupo do qual faziam parte Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Edson Fachin.
Talvez a piada fosse mesmo engraçada, mas a questão é outra: como alguém pode fazer piada neste momento no STF?
A gargalhada de Alexandre de Moraes, de um histrionismo que mostra que o valentão tem certeza de que sairá impune, é sintomática de um Supremo que perdeu qualquer traço de compostura e de respeito pelos cidadãos.
A verdadeira piada somos nós, e não há dúvida de que viramos literalmente os bobos da Corte.
Eles desmandam, e nós somos obrigados a obedecer por força da Constituição que os próprios ministros desrespeitam; eles se metem com patifes, e nós não podemos ir além dos resmungos ou somos processados; eles interferem no processo eleitoral, e não temos instrumentos para impedi-los de fazer isso.
O ovo da serpente foi chocado, repita-se, quando o país aceitou que o STF violasse a Constituição a pretexto de defendê-la, como se os limites constitucionais não fossem suficientes para impedir avanços autoritários, aliás indevidamente aumentados para parecer mais ameaçadores do que eram.
Substituiu-se a fantasia autoritária pela realidade autoritária.
Nasceram, assim, Alexandre de Moraes e os seus inquéritos ilegais e infinitos.
Nasceu o “defensor da democracia” que prende, intimida e amordaça, sem quaisquer limites para o exercício da sua truculência natural, porque protegido pelos pares que a ele se associaram na orgia despótica e por uma imprensa cúmplice na sua ingenuidade, pecado jornalístico só não maior do que a venalidade.
Nasceu o amigo de Daniel Vorcaro, fraudador do clube do charuto, do whisky Macallan e das prostitutas de luxo, que presenteou a família Moraes com um contrato de R$ 131 milhões, cartões de crédito com limites estratosféricos, “experiências vip” e proposta de sociedade em jato particular.
Mas nada disso, claro, tem importância para o PGR amigão.
Nasceu o político que, sob a cobertura da toga, articula a sua blindagem com o presidente da República e com os presidentes do Senado e da Câmara para que o país continue sob o seu cabresto.
Somos os bobos da Corte, como não rir de tantos palhaços?
Fonte: Metrópoles, Opinião, 03/09/2026 18:01 Por Mario Sabino
Decisão de Alexandre de Moraes pavimenta caminho para implodir investigações do Master
Ministro do STF abraça tese que vinha sendo estudada pela própria defesa de Vorcaro para tentar anular a apuração
A ofensiva de Alexandre de Moraes sobre o ministro André Mendonça apontando “fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade” na condução do caso Master não é apenas um revide contra o colega na tentativa de matar no peito a possibilidade de uma investigação contra si próprio.
Na prática, a iniciativa de Moraes abre caminho para implodir toda a apuração da maior fraude bancária da história do país.
Ao dizer que houve direcionamento das investigações e “quebra na cadeia de custódia”, Moraes abraça uma tese que vinha sendo estudada pela própria defesa do banqueiro Daniel Vorcaro para tentar anular a apuração.
(…)
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 03/09/2026 20h10 Por Rafael Moraes Moura — Brasília / Malu Gaspar
Daniel Vorcaro investe na crise institucional
Como os líderes do PCC e CV, Vorcaro mantém o poder mesmo preso e investe na crise institucional
Banqueiro age, de forma claramente calculada, para jogar os ministros do STF uns contra os outros
Assim como os líderes do PCC e do CV mantêm seu comando e dão as ordens nas facções, mesmo presos em penitenciárias de segurança máxima, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sustenta até hoje seu poder destrutivo contra as instituições, depois de meses na Papudinha, em Brasília.
Depois de cooptar figuras centrais de Legislativo, Judiciário e Executivo quando era biliardário, rei da cocada preta e estava solto e infiltrado nos três poderes, Vorcaro continua sendo personagem chave na guerra que sacode a capital da República como nunca antes visto.
Depois de tentar enganar tudo e todos com duas tentativas falsas de delação premiada, Vorcaro agora, de forma claramente calculada, age para jogar os ministros do STF uns contra os outros e empurrar a PF e a PGR para a fogueira, com um desgaste que atinge até agentes das duas instituições até a opinião pública.
De burro, Vorcaro não tem nada. Ele é um gênio do mal, estratégico e sem qualquer limite e é exatamente porque Flávio Bolsonaro foi flagrado lhe pedindo R$ 134 milhões que ele agora mira o outro lado da polarização, não em Lula diretamente, mas em seu governo. É do seu interesse embolar tudo e confundir a sociedade.
Um ambiente institucional corroído, poluído e repugnante é francamente favorável à sua estratégia de provocar um movimento de autopreservação e um “acordão” em que possa surfar e tentar salvar a própria pele. Por isso, investe na divisão do Supremo.
Alexandre de Moraes, reconhecido como aliado de Lula, está no fundo de um poço sem volta, e André Mendonça, admitido como aliado dos Bolsonaro, é quem dá as cartas no escândalo Master no Supremo, sob aplausos da sociedade. A divisão do STF em torno deles é um presente e tanto para Vorcaro.
O PGR Paulo Gonet entra na história não apenas como sendo da “turma do Gilmar Mendes” e aliado (ou advogado de defesa?) de Alexandre de Moraes, mas também na situação constrangedora de estar se auto-protegendo.
Afinal, Gonet é mais um dos “amigos” que gosta, e desfruta, dos charutos e do uísque do estoque luxuosíssimo de Vorcaro. Qualquer decisão que tome no caso será usada contra ele, como já foi quando atacou Mendonça e não deu uma palavra sobre as revelações escandalosas contra Moraes.
O novo peixe na rede de Vorcaro é o delegado Andrei Rodrigues, que comanda a instituição mais respeitada e de maior resultado nessa confusão toda, a Polícia Federal.
Não há provas de ilícitos contra ele e, até aqui, o delegado só está sendo citado pelo próprio Vorcaro, com quem participou de viagens e eventos e agora age para atraí-lo para a sua rede de envolvidos.
A nova suspeita é que Mendonça e a própria direção da Papudinha tenham dado um drible em Rodrigues e na PF para desviar Flávio Bolsonaro do alvo e mirar no governo Lula. No dia em que deveria depor à PF, Vorcaro foi escondido para o gabinete de Mendonça no STF.
O problema é que não foram só Gonet e Andrei Rodrigues que se encontraram com Vorcaro, mas o próprio André Mendonça, confirmando, mesmo que o encontro tenha sido absolutamente trivial, a triste e avassaladora percepção nacional de que “não sobra ninguém”.
Em nota, o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) elogia a quebra de sigilo das investigações sobre Alexandre de Moraes, mas cobra que André Mendonça “quebre o sigilo igualmente dos casos INSS e Dark Horse”, sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro, inclusive para evitar impacto nas eleições.
Assim como é importante dar transparência aos fatos que envolvem Morais, mas também Lulinha e Flávio Bolsonaro, seria conveniente que Paulo Gonet, Andrei Rodrigues e o próprio André Mendonça explicassem, sem tergiversar – e sem serem desmentidos depois, como Flávio foi – qual o grau de relação que têm, ou tiveram, com Vorcaro.
Ele, que é o único ser no País e no planeta a se beneficiar da tragédia institucional que estamos assistindo.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Política, Opinião, 03/09/2026 | 21h35 Por Eliane Cantanhêde
Careca mordeu as iscas…..
Os militares de 8 de janeiro tem razão,de chamar o comandante de covarde.
Chamar de merda esse cara ainda é um elogio. O que nossa está fazendo há muito tempo é o que sempre faz.
Peço desculpas aos comentaristas de alto nível dessa Tribuna.
Não é nada pessoal contra ninguém. Porém tem um pé 🩴 chinelo que insiste dar pitaco fora dos fatos,culpando os dignos governantes que sempre combateu a corrupção.
O fato em tela é corrupção envolvendo membros do o STF.
O problema não é ideológico,sim, É ECONÔMICO,os indivíduos usam sua
insígnia para tirar proveito próprio.
São oportunistas,quando atacados usam os rótulos de comunistas direitistas etc…
Por derradeiro, NINGUÉM dos comentaristas dessa Tribuna,Uol,etc. Se deu conta,o segundo semestre de 2027 o XANDÃO assumi a Presidência do STF.
Após o litígio que Alexandre de Moraes pediu que fosse instaurado contra André Mendonça, o caso “Master-Vorcaro” e outros mais que lhe sejam conexos, todos ficam, obrigatoriamente, paralisados no Supremo Tribunal Federal. Nada pode seguir adiante, seja investigação, inquérito criminal, ação penal, ou qualquer outro procedimento, nominado e inominado.
E a suspensão do curso dos procedimentos — e enquanto estes durarem —implicará, necessariamente, na libertação de quem estiver preso e no desfazimento de qualquer outra medida coercitiva contra pessoas ou coisas que tenham sido alvos de medidas determinadas pela Corte e/ou um de seus membros.
Não é um detalhe. É consequência de quem conhece e está atento ao que acontece. Isto porque, composto por 11 ministros, o STF desde a aposentadoria do ministro Barroso, passou a ter apenas 10 ministros. E assim, incompleta na sua plenitude, a Corte tem funcionado.
Mas nem todos os 10 ministros estão aptos, livres e desimpedidos para decidirem a respeito do caso “Master-Vorcaro” e as investigações que lhe são conexas.
Vejamos: Tóffoli se afastou ou foi sigilosamente afastado. E agora, caso não bastasse o impedimento naturalíssimo e gritante de Moraes, em razão dos contatos e contratos de Vorcaro com ele próprio e do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa de Moraes, conforme noticiado e nunca contestado, Moraes decidiu pedir abertura de litígio contra o ministro Mendonça. E tanto é o suficiente, também, para o afastamento de ambos — Moraes e Mendonça — de qualquer investigação relacionada ao caso “Master-Vorcaro” e outros conexos.
Assim, com o impedimento de mais 2 ministros ( Moraes e Mendonça) somado ao afastamento de Tóffoli, o plenário da Corte passa a ser composta de 7 ministros.
E com apenas 7 ministros ( 10 – 3 = 7 ) o STF fica impossibilitado de se reunir para decidir o que for a respeito do referido caso. Se lê do Regimento Interno do STF que é exigida a presença de pelo menos 8 (oito) ministros (dois terços de seus membros) para iniciar julgamento de matéria constitucional. Ao passo que no tocante às Turmas, cada uma composta de 5 ministros, o quórum mínimo exigido é de 3 ministros.
Aí está o que não é detalhe, mas fato de suma relevância que certamente os advogados saberão sustentar em benefício de seus constituintes.
Simplesmente Magistral.
O MESTRE Jorge Beja,nos brindando com sua sabedoria…