
Charge do Aroeira (Brasil 247)
Andréia Sadi
G1
Nos bastidores, a avaliação que une personagens de lados opostos é que a crise no Supremo Tribunal Federal está longe do fim – e que as próximas semanas serão tumultuadas. Uma fonte resume o que vem pela frente como um “setembro sangrento”, com expectativas de novos movimentos de diferentes investigações, reação dentro da Corte e efeitos que inevitavelmente vão respingar no calendário eleitoral.
Entre fontes aliadas de André Mendonça, o diagnóstico é de que o relatório da Polícia Federal conhecido na segunda-feira (31) seria apenas uma pequena amostra do que ainda pode aparecer. A leitura nesse grupo é de que houve uma tentativa deliberada de criar uma cortina de fumaça em torno do caso Master e de dificultar o avanço das investigações.
DISPUTA – Do outro lado dessa disputa, aliados de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e integrantes da cúpula da PF enxergam a ofensiva de Mendonça como parte de uma disputa que agora alcança diretamente a própria Polícia Federal, Moraes e o PGR, Paulo Gonet.
Na PF, há a avaliação de que Mendonça quer investigar o diretor-geral Andrei Rodrigues — o que elevaria ainda mais a temperatura de uma crise que já deixou de ser apenas uma divergência entre ministros. E a avaliação de que novos movimentos de investigações sobre casos nas mãos desse grupo também devem vir à tona.
No plenário, sobre o caso específico do relatório do ministro Mendonça, a decisão depende de Edson Fachin. Interlocutores do ministro Mendonça classificam como “protocolar” o envio do caso à presidência do Supremo: a liberação, dizem, ocorreu apenas depois do fim do prazo dado para que fossem prestadas as informações solicitadas por Edson Fachin. Caberá agora ao presidente do STF decidir qual procedimento adotar.
ESCLARECIMENTOS – E é justamente aí que começa a próxima batalha: o que, exatamente, poderá ser levado ao plenário e em quais condições. Na quinta-feira (3), o ministro Edson Fachin determinou que os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues tem cinco dias para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Ministros ouvidos chamam atenção para um ponto jurídico central: em condições normais, uma investigação é aberta quando há pedido da Procuradoria-Geral da República ou quando a PGR endossa uma iniciativa da Polícia Federal, já que o Ministério Público é o titular da ação penal. A discussão sobre o que efetivamente pode ser submetido ao plenário, portanto, está longe de ser apenas política: passa também pelos limites processuais da atuação do Supremo, da PGR e da PF. Hoje, o que tem é um pedido para anular o material cujo sigilo Mendonça derrubou.
Enquanto isso, o Planalto observa com preocupação outra consequência da guerra: o impacto eleitoral. Há auxiliares de Lula convencidos de que a exposição permanente de Alexandre de Moraes acaba ajudando Flávio Bolsonaro, porque a oposição associa Moraes diretamente ao presidente. Nesse grupo, existe inclusive a avaliação de que esse efeito eleitoral pode ser mais danoso para Lula do que o desgaste provocado pelo caso Lulinha.
NOVA FASE – É por isso que diferentes lados, mesmo adversários, concordam em um ponto: o que apareceu até agora não encerra a crise. Abre a próxima fase dela. De um lado, Mendonça e seus aliados sustentam que é preciso impedir interferências e garantir o avanço das apurações do Master. De outro, Moraes, Dino e integrantes da PF enxergam movimentos do ministro como uma ofensiva que pode alcançar a própria direção da corporação, Moraes e a PGR.
No meio, Fachin terá de decidir como o Supremo institucionalmente vai processar essa guerra, Zanin tenta manter canais com os diferentes grupos e o governo Lula acompanha uma crise que já começa a fazer as contas de 2026.
A expectativa nos bastidores é de novos relatórios, novos pedidos, novas decisões e novas revelações. A disputa sobre o Master, que começou como uma investigação financeira, virou uma batalha pelo controle da investigação, pelo funcionamento das instituições e, agora, também pela narrativa eleitoral.
Abrólhos!
14 anos de GOVERNO do PT.; lula e dilma., só Falcatrua, Mentiras, Corrupção; Roubo e ASSALTO nos COFRES Públicos.!
2001 – Assassinato de Toninho do PT
2002 – Assassinato de Celso Daniel
2002 – Assassinato de 2 envolvidos no caso Celso Daniel
2003 – Assassinato de 4 envolvidos no caso Celso Daniel
2003 – ONG Rede 13 é extinta após receber R$ 7,5 milhões
2004 – Caso Gtech (Carlinhos Cachoeira)
2004 – Escândalo dos Bingos (Waldomiro Diniz)
2004 – 300 Medidas Provisórias de Lula
2004 – Morrem 3 da diretoria do Bancoop (OAS e o Triplex)
2005 – Assassinato do legista do caso Celso Daniel
2005 – Escândalo dos Correios
2005 – República de Ribeirão (Antonio Palocci)
2005 – Escândalo do Mensalão – R$ 200 milhões em desvios
2005 – Escândalo dos Dólares na Cueca
2005 – Cassação de Zé Dirceu
2005 – Escândalo da Gamecorp-Telemar R$ 111 MI para Lulinha
2006 – Caso Francenildo dos Santos Costa (Antonio Palocci)
2006 – Escândalo da Refinaria de Pasadena (prejuízo de R$ 3 bilhões)
2006 – Escândalo dos Sanguessugas
2006 – Escândalo dos Aloprados
2006 – Escândalo do Corinthians – MSI
2006 – Mesadas de Antônio Palocci
2007 – Operação Navalha
2007 – BNDES e o etanol em Moçambique
2007 – R$ 111,4 bilhões da CPMF desviados da saúde
2008 – Dossiê contra FHC e Ruth Cardoso (Dilma e Erenice Guerra)
2008 – Caso Cartôes Corporativos
2008 – Usina Hidrelétrica Jirau – Fraude no Leilão
2008 – Usina Hidrelétrica de Santo Antônio – Caixa dois
2009 – Caso Lina Vieira (Dilma e Gabrielli)
2009 – Refinaria Abreu e Lima – R$ 90 milhões em propinas
2009 – Propina na compra de submarinos e helicópteros franceses
2009 – Escândalo das montadoras – Medida Provisória 471
2010 – Caso Bancoop
2010 – Escândalo Novos Aloprados
2010 – R$ 1 Milhão de Alberto Youssef na campanha de Gleisi Hoffmann
2010 – BTG Pactual e as sondas do pré-sal
2010 – Erenice Guerra – Tráfico de influência
2010 – Governo Lula gasta R$ 88,2 milhões nos cartões corporativos
2011 – Caso Palocci Consultor
2011 – Escândalo nos Ministérios da Agricultura, Transportes e Cidades
2011 – Escândalo nos Ministérios do Turismo, Esporte e do Trabalho
2011 – Faxina Ética no Governo Dilma
2012 – Caso Cachoeira
2012 – Escândalo no Ministério da Pesca (Ideli Salvatti)
2012 – Rosemary Noronha e Lula e os 25 € milhões em Portugal
2012 – BNDES – Usina Metalúrgica na Venezuela
2012 – Operação Porto Seguro (Rosemary Noronha)
2012 – Prisão da cúpula do PT
2013 – Início das Pedaladas Fiscais
2013 – BNDES – Rodovia em Gana
2013 – Aeroporto em Guiné Equatorial
2013 – Arlindo Chinaglia – R$ 1 bilhão em fraudes de licitações
2013 – Dilma perdoa US$ 900 milhões em dívidas de ditaduras africanas
2014 – Assassinato de Paulo Malhães – Comissão da Verdade
2014 – BNDES – Porto Mariel em Cuba
2014 – Lava Jato – expectativa de recuperar R$ 40 bilhões
2014 – Superfaturamento de US$ 900 milhões caças Gripen
2015 – Prisão do ex-tesoureiro do PT
2015 – Ex-diretor da ANP cai do 11º andar
2015 – Caso LFT Marketing e Touchdown – R$ 12 MI para Luleco
2016 – R$ 131 bilhões de cortes na Saúde
2016 – Caso Exergia – R$ 20 MI para Taiguara dos Santos
2016 – Crime de responsabilidade fiscal de Dilma
2016 – Assassinato de Arthur Sendas (Compra de Pasadena)
2016 – Marqueteiro do PT é preso
2016 – Delcídio Amaral preso em flagrante
2016 – Governo Dilma gasta R$ 44,4 milhões nos cartões corporativos
2016 – Denúncias comprovadas já chegam a R$ 47 bilhões em desvios do PT
2016 – BNDES – US$ 788 milhões em propinas em 12 países
2018 – Assassinato de Roberto do PT (Queima de Arquivo)
2018 – Lula Preso – Primeiro de 8 Processos
2018 – Corrupção na usina de Belo Monte
2018 – Escândalo das agências de pesquisa na Campanha de Dilma
2018 – BNDES – Calote de Venezuela, Cuba e Moçambique (lavagem internacional)
2018 – Comperj – R$ 15 milhões de propina para o PT
2018 – Vice-presidente da Guiné Equatorial chega ao Brasil com US$ 16,4 milhões
2018 – Desvios de R$ 140 milhões nas obras da Torre Pituba
2018 – Caso Lulazord
2018 – Desvios de R$ 126 milhões nas obras a transposição do rio São Francisco
2019 – Fernando Pimentel e CEMIG
2019 – André Esteves, Lula e Graça Foster na PetroAfrica
2019 – Operação Vegatomia – R$ 500 milhoes em fraudes no FIES
2019 – Delação de Palocci – R$ 270,5 milhões para o PT
2019 – R$ 1,1 milhão de mesada para Frei chico (irmão de Lula) —
Se devemos optar pelo menos pior, o que deve ser cancelado?
https://revistaoeste.com/no-ponto/eduardo-tagliaferro-defesa-pede-a-interpol-bloqueio-e-correcao-de-dados/