
Jornal diz que STF se tornou uma ameaça à democracia
João Pedro Abdo
Folha
Em um artigo publicado na quinta-feira (10), a revista britânica The Economist afirma que membros do STF (Supremo Tribunal Federal) considerados defensores da democracia após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viraram suas costas para ela. O motivo é um “feio e crescente escândalo de corrupção”, segundo a publicação.
“Diante de constantes ameaças, inclusive de Donald Trump, os ministros prosseguiram com serenidade na acusação do ex-presidente populista, condenando-o a 27 anos de prisão em setembro de 2025. A maioria dos brasileiros comemorou que a jovem democracia do país tinha sido salva. Agora, com a proximidade das eleições gerais no dia 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça”, diz o texto.
AÇÃO PENAL – A análise também cita a condução da ação penal que condenou Bolsonaro e outros réus por uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a revista, Moraes deu decisões questionáveis. Além disso, a The Economist afirma que o ministro censurou contas de bolsonaristas em redes sociais por meio do inquérito das fake news.
O sigilo imposto a essa investigação não permite mensurar quantas e quais perfis foram suspensos, cita a revista. Moraes, que acumulou “os papéis de vítima, promotor e juiz”, teria usado o inquérito para blindar a si e a colegas e perseguir fiscais da Receita Federal e fontes jornalísticas.
“Na época, parcela considerável da sociedade brasileira descartou essas preocupações diante da ameaça maior. Mas agora Moraes está sob escrutínio novamente”, afirma.
“PLAYBOY” – A revista chama Daniel Vorcaro de “playboy” e diz que ele usou o Banco Master para perpetrar um “esquema Ponzi acoplado a uma operação de tráfico de influência”. Há referência ao criminoso financeiro Charles Ponzi, responsável por um rombo de US$ 50 bilhões. Assim como no Master, o esquema consistia em pagar investidores com aportes feitos por outros investidores e não com o rendimento das aplicações.
Vorcaro e Moraes tinham uma “relação preocupante”, revelada a partir do contrato firmado entre o ex-banqueiro e o escritório da esposa do ministro e de mensagens trocadas às vésperas da prisão do dono do Master. O magistrado, segundo a revista, teria ridicularizado a proposta de código de ética patrocinada pelo ministro Edson Fachin, definido como “íntegro” presidente do Supremo.
A relação entre Moraes e Vorcaro veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal que apontava o envolvimento do relator da trama golpista. A revista afirma que Moraes “pode ter razão” ao acusar o colega de agir sob motivação política e pedir a investigação dele por abuso de autoridade.
INTERFERÊNCIA – Mendonça não teria publicado informações sobre outros ministros citados no caso e foi acusado pela PF de interferir na coleta de provas. Além disso, a revista lembra a atuação do ministro no governo Bolsonaro e afirma que ele coordenou um relatório que listava “inimigos” do ex-presidente dentro da corporação.
O artigo aponta que a atuação do relator do caso Master no STF pode levar à nulidade das provas, o que beneficiaria não só Moraes, mas Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Após negar ter relações com Vorcaro, o filho do ex-presidente foi “desmascarado”, diz a revista, pela divulgação de áudios em que pede quantias milionárias ao ex-banqueiro.
CORRUPÇÃO – “Brasileiros estão cansados dos escândalos de corrupção que mancham sua classe política a cada poucos anos. Costumavam confiar em sua Suprema Corte, que enviou dezenas de políticos à cadeia por corrupção. Agora essa confiança está se desintegrando”, conclui.
A revista The Economist foi fundada em 1843 e é um dos principais veículos dedicados à cobertura econômica. Em abril do ano passado, a publicação já apontava que Moraes acumulava poder excessivo na corte e cobrava moderação do ministro.
Nunca que essa corja de ditadores defenderia a democracia.
Eles mesmos não precisam de votos, não recebem mandato, não têm nenhum limite para o exercício do seu poder arbitrário.
Admiro o otimismo de quem acredita na queda desses bandidos vulgares travestidos de toga.
Mas isso não acontece.
Quando ocorre é apenas uma retaliação e disputa com outros bandidos togados tão poderosos quanto.
O poder não emana do povo.
Mas de quem atua com toda a pompa, captura o país e age totalmente fora da Lei.
Não se importam com a moralidade.
Sequer acreditam nela.
Vou nem ler!
Para esses sabichões a libertação do apedeuta não faz parte dos heróicos anais da corte.
Democracia? Acho que temos aqui não é esse sistema. Se tivéssemos esse sistema aqui não veríamos os absurdos que por aqui abundam. Uma justiça que não é justiça e com um legislativo infestado de corruptos que não são punidos e proliferam como erva daninha. Uns caras que dizem que vão fazer o diabo para continuar no poder, para mim não passam de ditadores disfaçados de democratas
Contudo, a nosso ver, o nosso decano, Editor-Chefe da T.I., tem razão quando diz de que, a está altura do campeonato do continuísmo da mesmice da república, há espaço para uma sonhada “terceira via”, na qual, desde 2010, muita gente perdeu até a boa fama e naufragou achando que poderia encarná-la, só no blá-blá-blá, gogó e trololó, como está acontecendo em 2026, sem ninguém capaz de mostrar o Borogodó que o conjunto da população, apartidária, tem pedido inclusive nas ruas do país desde Junho de 2013, que, na verdade, a nosso ver, tem tudo a ver com uma possível e necessária NOVA VIA que acredito seja a Democracia Direta, com Meritocracia e Deus na causa, no bojo da RPL-PNBC-DD-ME, ano-luz adiante do lulismo, do bolsonarismo e dos puxadinhos dos me$mo$, que a nosso ver é a saída mais evoluída, mais honrada e mais honrosa possível para tudo isso que aí está há 136 anos que nem o lulismo, baseado no sindicalismo e agregados tb não conseguiu mudar, por razões óbvias e ululantes…, valendo lembrar que a relação do Flávio Bolsonaro (o F.B. que não é o Fábio Faria, genro do SS) com o Vorcaro, pedindo a este alguns pixulecos na casa de alguns milhões de reais tem algo a ver com serviços já prestados talvez via máfia carioca que entregou ao mafioso fantasiado de banqueiro alguns bilhões do fundo de pensão dos coitados dos servidores cariocas, vítimas das máfias públicas e privadas.
Até o folhetim globalulista, porta-voz da agiotagem internacional, largou o Lixo Careca.