
Charge do Baggi (Jornal de Brasília)r
Paulo Cruz
Gazeta do Povo
“Aí também existe ódio” – pronunciou depois de um minuto de pausa – “e eles seriam os primeiros grandes infelizes se de repente a Rússia conseguisse transformar-se, ainda que fosse à maneira deles, e de algum modo se tornasse subitamente rica e feliz além da medida.” (Chátov, personagem de Dostoiévski em “Os Demônios”)
Findo o primeiro turno das eleições, com uma vitória substancial de Flávio Bolsonaro, a esquerda toda, como sói acontecer, entrou em modo desespero. Artistas, influenciadores, políticos e toda a malta digital do #BoraLula ficou, por algumas horas, em choque, até ligar sua metralhadora de terceirização de culpa.
SEM MOTIVO – Sim, porque não foi por causa do preço das coisas no mercado; pela falta de segurança; pela educação destruída; pela informalidade; pelo discurso ideológico durante os quatro anos de um governo que não entregou nada de concreto para a população; e, claro, não foi pelas diatribes e gastanças da Janja.
Não foi pela “taxa das blusinhas” e pelo aumento de vários impostos, única e exclusivamente a fim de aumentar a arrecadação; não foi pelo fim eleitoreiro das bets; nem pelo inacreditável Pé-de-Meia; ou pelos Desenrola 1, 2 e 3, que só aumentaram o endividamento da população. Sabem de quem foi a culpa? Do pobre de direita.
Foi só o dia amanhecer na segunda-feira para as redes sociais serem inundadas de textos e vídeos de esquerdistas culpando o “pobre de direita”. O resultado do primeiro turno mostrou uma expansão do bolsonarismo entre eleitores de regiões e áreas populares que tradicionalmente davam vantagem a Lula, especialmente no Norte e em partes das periferias urbanas.
POBRE DE DIREITA – Então, foi só o dia amanhecer na segunda-feira para as redes sociais serem inundadas de textos e vídeos culpando o “pobre de direita”, uma metáfora criada pela própria esquerda a fim de demonizar aquelas pessoas que, mesmo sendo periféricas, não votam na esquerda.
O que seria, portanto, o “pobre de direita”? De acordo com a esquerda, seria uma contradição ambulante, uma vez que uma pessoa pobre não pode se aliar ao opressor. Ou seja, para você acreditar que existe um algo chamado “pobre de direita”, você precisa, primeiro, comprar a visão de mundo da esquerda de que a “direita” representa, fundamentalmente, a burguesia exploradora (se algum leitor for esquerdista, perdão pelo pleonasmo) e a opressão dos pobres.
E para acreditar que a “direita” representa a opressão, precisa abraçar, igualmente, a petição de princípio marxista, expressa no Manifesto, de que “a história de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes”.
TESE MARXISTA – O marxismo e, posteriormente, boa parte das esquerdas assumiram a ideia de que existe, de fato, uma disputa entre patrões e empregados, pois estes seriam fundamentalmente explorados por aqueles. Mas um problema se impõe: os empregados, via de regra, não percebem a exploração, pois são alienados.
O trabalhador não reconheceria espontaneamente a estrutura de exploração na qual está inserido. Por isso, é preciso que ele seja conscientizado pela militância organizada.
O problema é que essas relações não são tão simples, sobretudo com a imensa diversificação do trabalho a partir do século 20. Existe exploração? Óbvio que existe. Mas também existe funcionário procrastinador, displicente, mentiroso etc. Existem patrões, de fato, preocupados com o bem-estar de seus funcionários? Também existem. Sem contar que grande parte dos empregadores é de empreendedores de pequeno e médio porte que trabalham tanto (ou mais) que seus funcionários – às vezes sem remuneração garantida.
TUDO MUDOU – E para piorar, o mundo do trabalho mudou por completo com a chegada da tecnologia. A automação, a informática, a internet e, mais recentemente, a inteligência artificial transformaram profundamente a natureza das profissões, aumentaram a produtividade e criaram ocupações que simplesmente não existiam no passado.
A relação entre patrão e empregado deixou de caber na imagem industrial clássica. Hoje, há trabalhadores altamente especializados, profissionais autônomos, empreendedores individuais, em uma infinidade de ocupações nas quais o próprio trabalhador possui parte significativa dos instrumentos e conhecimentos necessários para produzir. E eles estão falando em defender a CLT e o fim da escala 6×1.
Ou seja, a ideia de uma luta de classes e da necessidade de criar, no oprimido, uma tal consciência de classe é uma invenção teórica que não corresponde à realidade. Nem todo patrão é demônio, nem todo empregado é um anjo de candura.
FORA DA REALIDADE – O problema é que a esquerda crê piamente nisso, pois vive numa segunda realidade, cuja principal característica é a recusa de perceber as mudanças, como bem observou Eric Voegelin, Ele explica, em suas Reflexões Autobiográficas:
‘Os teóricos de esquerda, a partir da Segunda Realidade, criam pseudoconceitos – como “luta de classes”, “capitalismo”, “meritocracia” – a fim de criticá-los. E tais pseudoconceitos só fazem sentido dentro de sua visão de mundo específica”, diz Voegelin, acrescentando:
“Por isso, falar em “pobre de direita” é uma rotulação falsa, um xingamento, a fim de desqualificar e ofender quem pensa e toma decisões de acordo com a própria consciência, que é diversa da que a esquerda exige de alguém que julga ter sob sua tutela. Como ela pensa ser dona das chamadas minorias sociais, qualquer um que escape de seus domínios é diligentemente perseguido, como o resultado do primeiro turno mostrou”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente artigo, enviado por Mario Assis Causanilhas. O filósofo Paulo Cruz, um dos maiores especialistas em cultura urbana, desmonta as criativas “explicações” do PT sobre a derrocada de Lula. (C.N.)
Estagnação de Flávio nas pesquisas
As intenções de voto em Rachadinha parece que estagnaram, segundo as pesquisas mais recentes.
E quando um candidato empaca nas pesquisas, a tendência é que comece a cair nos levantamentos seguintes e, sobretudo, no pleito final, que é a eleição.
Por outro lado, o adversário, no caso Barba, passaria a subir na preferência do eleitor.
Tem que ser muito idiota para acreditar no que esse cara vomita todo o dis
voces conhceme a historia do jumento e do cavalo que se encontram em situação inusitada em uma quebrada?
pois é esta é a situação do Brasil, o famoso impasse.
Impossivel nao ter ansia de vomitos depois de ouvir lula vociferando e falando bobagens , mentiras, acusações delirantes etc durante 40 anos.
vi num post uma pesquisa em que parte consideravel d apopulaçõa no suporta mais ouvir Lula.
nao me pesquisaram mas certamente stou entre eles.
Apenas minha fragil situação inaceira me impede de quebrar a televisaõ a cada nova aparição deste cancer que etsá matando o brasil.
Mas de outro lado o desanimo e o temor é mais que palpavel, ele esta tocando a nossa pele
Tal como anjo da guarda de piadinhas, dizendo ” nao vai que é fria”
Bozo era um dinossauro de outros tempos, tinha vida e expeirencias diversas tinha uma faceta de crueldade e frie=za extremas, era trapalhao e poruco afeito a culturamas era bonachao e com rasgos de povao.
Flavio é um almofadinha. ja nasceu em breço de ouro, viveu numa redoma e nao tem a menor noção de povo, economia, sobrevivencia, luta diaria etc.
Entao voltamos ao impasse
Triste brasil
Unico alento:
Os cabelos brancos indicam que nao vieverei muito para ver e sentir o desastre eminente
PS corrigido
vocês conhecem a historia do jumento e do cavalo que se encontram em situação inusitada em uma quebrada?
pois é esta é a situação do Brasil, o famoso impasse.
Impossível não ter ânsia de vômitos depois de ouvir lula vociferando e falando bobagens , mentiras, acusações delirantes etc durante 40 anos.
vi num post uma pesquisa em que parte considerável da população no suporta mais ouvir Lula.
não me pesquisaram mas certamente estou entre eles.
Apenas minha frágil situação financeira me impede de quebrar a televisão a cada nova aparição deste câncer que está matando o brasil.
Mas de outro lado o desanimo e o temor é mais que palpável, ele está tocando a nossa pele
Tal como anjo da guarda de piadinhas, dizendo ” não vai que é fria”
Bozo era um dinossauro de outros tempos, tinha vida e experiências diversas tinha uma faceta de crueldade e frieza extremas, era trapalhão e pouco afeito a cultura, mas era bonachão, piadista, simples e com rasgos de ser do povo.
Flavio é um almofadinha. já nasceu em berço de ouro, viveu numa redoma e não tem a menor noção de povo, economia, sobrevivência, luta diária etc.
Então voltamos ao impasse
Triste brasil
Único alento:
Os cabelos brancos indicam que não viverei muito para ver e sentir o desastre eminente