Charge do Spacca (portal #meio)
Carlos Newton
As campanhas eleitorais chegam desmoralizadas ao final do segundo turno, depois que todos os “institutos” (ele adoram ser chamados assim, porque aparentemente lhes dá um ar de credibilidade que, decididamente, nenhum dele merece, em função dos erros grotescos em suas previsões.
No primeiro turno, desde lá de trás, antes do início da campanha, não havia dúvidas sobre a vitória de Lula. O que se especulava era apenas se o petista sairia vitorioso logo no primeiro turno ou se teria de suportar essa chatice do segundo turno. De uma forma ou de outra, a reeleição estaria garantida. Eram favas contadas, como se dizia antigamente. Mas não foi bem assim que aconteceu.
ADVERTÊNCIAS – Aqui na Tribuna da Internet, cansamos de fazer advertências sobre a precariedade dessas pesquisas, que a ciência da Estatística chama apenas de “amostragens” e não têm a credibilidade dos levantamentos estatísticos propriamente ditos, como os Recenseamentos que são feitos no país a cada dez anos pelo IBGE.
Portanto, as pesquisas não são confiáveis por sua própria natureza. Servem somente como indicações e nada mais, embora a chamada grande imprensa dê a elas a mesma importância dos Oráculos de Delfos, o mais importante centro religioso da Grécia Antiga.
Localizado no Templo de Apolo, nas encostas do Monte Parnaso, o oráculo era consultado por reis, generais e destacados cidadãos que buscavam a orientação divina por intermédio da sacerdotisa chamada Pitonisa, devido à lenda da grande serpente Piton morta por Apolo.
NOVA ELEIÇÃO – Em matéria de eleição, é melhor curvar-se diante da Pitonisa do que acreditar em pesquisas. O que se sabe, sem medo de errar, é que o segundo turno é uma nova eleição, na qual tudo pode acontecer.
Em 2006, o candidato derrotado do PSDB, Geraldo Alckmin, terminou o segundo turno com menos votos do que obteve no primeiro. Teve inicialmente 39,9 milhões de votos. Mas fechou o segundo turno com 37,5 milhões, o que significa uma perda de 2,4 milhões de votos.
Outro fato marcante ocorreu no segundo turno da eleição para governador de Minas Gerais em 1994. O tucano Eduardo Azeredo (ficou 21,1 pontos atrás de Hélio Costa na primeira rodada, mas venceu o segundo turno com 58,65% dos votos válidos. Nos Estados, a cada dez segundos turnos, ocorre virada em três deles. Ou seja, tudo é possível, até mesmo as pesquisas acertarem, o que é muito raro.
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P.S. – No caso desta eleição presidencial, o pessoal da grana está acreditando em Flávio Bolsonaro, que está recebendo no segundo turno doações de R$ 20,3 milhões, ou seja, 26 vezes mais do que os minguados R$ 772,5 mil que Lula recebeu nesta reta final. Esse fato, é claro, tem um significado eleitoral. Pense nisso.(C.N.)
Para Lula, tão somente os psicopáticos “22” milhões e quinhentos mil votos, rigorosamente permitidos sob “Fator Musk”, ora pois diria Nhô Vitor, meu saudoso avô materno.
O valoroso brasileiro Protógenes Queiroz, disserta sobre as urnas, em:
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Os três motivos que fizeram campanha de Flávio Bolsonaro se distanciar de Pablo Marçal
Excluído do treinamento de Flávio Bolsonaro para o debate da TV Globo, na próxima sexta-feira (23), Pablo Marçal tem gerado críticas na cúpula da campanha, que vê a necessidade de distanciá-lo do senador.
A avaliação é que o influenciador tem se portado como se fosse o candidato e tentado ocupar o protagonismo de Flávio.
Um dos exemplos citados por integrantes da equipe do senador foi a agenda com artistas sertanejos, nesta semana.
Para eles, Marçal se comportou como se tivesse sido o responsável pelo ato, quando Flávio teve participação direta no encontro.
Outro fato que pesa para o distanciamento de Marçal é a elevada rejeição do influenciador. Existe a leitura que esse dado pode prejudicar Flávio na reta final da campanha.
A pesquisa Quaest desta quarta-feira (21) mostrou que o índice de rejeição de Lula recuou de 53% a 47% em uma semana, enquanto o do senador foi de 54% a 52% no mesmo período.
O terceiro ponto que irritou a campanha de Flávio foi o fato de Marçal dar declarações públicas desdenhando dos eleitores de Renan Santos, candidato do Missão.
— Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser. E acabou — disse Marçal em entrevista ao podcast IronTalks TV, após Santos declarar neutralidade no segundo turno.
O tom e a estratégia agressiva de Marçal trouxeram ganhos para Flávio. Na avaliação de membros da campanha, porém, os danos de ter o influenciador perto são maiores que os benefícios.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 22/10/2026 04h00 Por Bela Megale
Outra alternativa agora talvez fosse chamar o Datena?