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Por enquanto, o discurso de Marinho não tem convencido
Malu Gaspar
Johanns Eller
O Globo
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, senador Rogério Marinho (PL-RN), tem atuado como “bombeiro” do presidenciável nas últimas semanas junto ao mercado financeiro, na tentativa de conter o estrago da crise envolvendo a nebulosa negociação milionária com Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”. Marinho tem conversado por telefone com interlocutores mais próximos na Faria Lima para convencê-los de que a candidatura de Flávio continua viável e competitiva.
Um dos argumentos que ele vem usando é que, mesmo após as negociações entre o pré-candidato e Vorcaro serem reveladas, a nova pesquisa do Datafolha apontou que a vantagem de Lula sobre Flávio cresceu de três para nove pontos percentuais no primeiro turno. Em uma eventual segunda rodada, o petista marcou 47% contra 43% do filho 01 de Bolsonaro.
ELEIÇÃO ABERTA – Para o coordenador da campanha, a margem continua indicando uma eleição aberta. “Ele argumentou que mesmo com Flávio sob ataque e com Lula gastando quase R$ 200 milhões, o presidente não consegue se distanciar nos cenários de primeiro e segundo turno”, relatou o representante de uma grande gestora.
À equipe da coluna, Marinho confirmou ter conversado com interlocutores no mercado financeiro que o procuraram, mas disse que não há um esforço específico para acalmar a Faria Lima. No cenário político, o senador do Rio Grande do Norte tem argumentado que a Copa do Mundo 2026 da Fifa, que terá seu jogo de abertura no próximo dia 11, deverá afastar a atenção do eleitorado em relação ao escândalo do “Dark Horse”, o que garantirá a Flávio uma janela temporal para rever estratégias e se distanciar do episódio.
Nas conversas, Rogério Marinho admite que não sabia das conversas e encontros de Flávio e Vorcaro. Mesmo assim, diz que o candidato garantiu que não há mais nada de comprometedor que já não tenha surgido e que, por isso, a crise logo vai passar, ainda mais depois de ser ofuscada pela Copa do Mundo.
PRESTAÇÃO DE CONTAS – Marinho também defende o presidenciável dizendo que, diferentemente do dinheiro desviado da Petrobras na Lava-Jato, o dinheiro enviado por Vorcaro foi sim usado para produzir um filme – embora não haja contrato público ou prestação de contas até o momento.
Por enquanto, o discurso do coordenador de Flávio não tem convencido. Um dos gestores que conversou com ele diz que o filho de Jair Bolsonaro perdeu a credibilidade – ao contrário de Marinho, que tem trânsito no mercado por ter liderado o desenho da reforma previdenciária aprovada no Congresso como secretário da Previdência, no governo Bolsonaro, além de ter sido relator da reforma trabalhista aprovada na gestão Michel Temer.
O esforço de Marinho visa conter a debandada de gestores e banqueiros que vinham aderindo à candidatura de Flávio e se sentiram traídos pela revelação da relação com Vorcaro. Como publicou o colunista Lauro Jardim no último domingo, algumas reuniões entre agentes da Faria Lima e Flávio Bolsonaro programadas para o mês que vem foram canceladas ou adiadas.
CASO SENSÍVEL – ara muitos desses gestores, o caso é ainda mais sensível porque Vorcaro e o Master já eram vistos com forte desconfiança na Faria Lima muito antes do Banco Central (BC) liquidar a instituição e a Polícia Federal (PF) prender o banqueiro pela primeira vez, em novembro passado.
As promessas de taxas de retornos muito acima do praticado no mercado, o investimento maciço em títulos como precatórios e o modelo de negócios totalmente dependente do Fundo de Garantia de Créditos (FGC) sempre levantaram suspeitas no mercado financeiro de que uma crise de liquidez no Master era iminente, tese que ganhou força depois que o BRB anunciou a compra de parte do banco de Vorcaro em março passado.
Mas as investigações da PF e do Ministério Público Federal (MPF) revelaram muito mais: além da maquiagem de dados, o Master e a cúpula do BRB orquestraram um esquema fraudulento na ordem de R$ 12,2 bilhões que deixou um rombo de R$ 52 bilhões no FGC, que também cobrirá perdas de outras estruturas periféricas do grupo Master como o Will Bank, além da situação calamitosa no banco de Brasília.
NÃO COLOU – Por isso, a alegação de Flávio de que negociou com Vorcaro quando não havia nenhuma suspeição sobre o banqueiro nunca colou na Faria Lima. Enquanto a bola não rola no campo de futebol, Flávio tem buscado outras formas de ganhar tempo. A viagem aos EUA para encontrar o presidente americano, Donald Trump, criou um fato novo para o pré-candidato nas redes, embora ainda não seja possível medir o impacto real do encontro no Salão Oval da Casa Branca no eleitorado.
Na avaliação de dois gestores ouvidos pela equipe da coluna, pode ser que no futuro o mercado financeiro volte a abrir espaço para Flávio. Mas antes será preciso esperar para ver se as explicações capengas do filho de Jair Bolsonaro convencerão o eleitorado e se não surgirão novas informações comprometedoras. Enquanto isso, sobrou para Marinho tentar acalmar os ânimos dos donos do dinheiro.
Você já ouviu a Malu Gaspar falar da XP? Eu, não.
Eu sei pra quem a Maluzinha trabalha; dica: não é para o bolsonarismo. A jornalista que enxerga uma “nubulosa negociação” no patrocínio privado de um filme, nada viu nos 30 BILHÕES da XP no banco “do Vorcaro”. Isso mesmo, dos 60 BI do Master, a metade era dinheiro dos clientes da XP. Neste tipo de negócio, nada nebuloso para a Malu nem para os mandões da Farinha Lima.
Eu sei pra quem a Malu Gaspar trabalha, você sabe?
Hehehe, Celso, a Malu é meteorologista ou parente do Homer Simpson, é dona da névoa e só enxerga nebulosidade onde quiser.
Se Flavio não justificar os banqueiros unidos jamais serão vencidos com os ricaços da Faria Lima vão votar em peso nesse Inácio?
Tem lógica, nunca antes na história desse país os banqueiros lucram tanto como nos governos Loola.
Meu medo.
Meu medo é que roubem tanto, legal ou ilegalmente de chegar ao ponto de levar as prensas da casa da moeda e então não haverá mas nada a ser roubado.
Só restará uma saída, roubando entre si. Teríamos adotado a solução do Hannibal Lecter, ao final só teremos a nós mesmos para nos comermos.
Hehehehe
Havemos que nos divertir com essa tertúlia toda.
Coisas que a gente não deve rememorar são aquelas que não fazem o nosso dia mais feliz: os mortos pela covid, a matança nos morros cariocas, a possibilidade de Lula continuar e de algum Bolsonaro voltar ao poder.
Chega! A hora é de pensar no país (não para levar vantagem, mas para que nosso povo seja mais feliz).
Dar pedrada em Deus e no Diabo ao mesmo tempo não faz um bom ateu.
A tentativa do senador Rogério Marinho de atuar a favor de Flávio, rachadinhas 01 junto aos banqueiros paulistas é uma luta inglória. Os banqueiros da Avenida Faria Lima/ SP tem ódio de Daniel Vorcaro, porque o banqueiro gangster do Banco Master causou um rombo bilionário no Fundo Garantidor de Crédito da ordem de 60 bilhões, dinheiro do aporte dos bancos tradicionais para o ressarcimento dos investidores no limite de 250 mil reais.
Os banqueiros consideram uma traição de Flávio 01 a dobradinha do candidato com o inimigo Vorcaro gângster do mercado financeiro.
Mas, tentar não tira pedaço, não é, senhor senador Marinho pelo RN.
Arrisca manchar a biografia defendendo Rachadinha.