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Polícia investiga suspeitas de desvio de recursos públicos
Bruno Ribeiro
Folha
A Polícia Civil de São Paulo pediu à Justiça acesso a movimentações financeiras sigilosas de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme “Dark Horse” (que trata da vida de Jair Bolsonaro), e do Instituto Conhecer Brasil, presidido por ela. A solicitação é para obter relatórios de inteligência financeira, por meio de intercâmbio com autorização judicial, produzidos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre “movimentações atípicas e comunicações de operações suspeitas” tanto no CPF de Karina quanto no CNPJ do instituto.
No pedido, o delegado Antonio Carlos Manuera Silveira, encarregado do caso, também solicitou que a Justiça determine sigilo deste trecho das investigações. A solicitação foi feita no âmbito das apurações sobre um contrato firmado pelo Instituto Conhecer Brasil para fornecimento de wi-fi à Prefeitura de São Paulo, na gestão de Ricardo Nunes (MDB), por R$ 108 milhões. A polícia investiga suspeitas de superfaturamento e desvio de recursos públicos.
IRREGULARIDADES – Em nota, a gestão Nunes disse que “não identificou nenhuma irregularidade nos serviços prestados” pelo instituto até o momento e que, se for identificada alguma pela investigação, “as providências serão tomadas”. A reportagem procurou a assessoria de Karina para comentar o pedido do delegado, mas ainda não houve resposta.
Anteriormente, ela negou que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras, seja verba pública ou privada, e disse que a contratação pela Prefeitura de São Paulo se deu de maneira regular, sem ligação com “Dark Horse”.
RECURSOS – “Dark Horse” (azarão, em inglês) trata da trajetória de Jair Bolsonaro, com destaque para a facada sofrida em 2018. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pediu recursos para financiamento do longa-metragem a Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele nega irregularidades e diz ter sido um pedido sem o envolvimento de recursos públicos. Karina é dona da Go UP Entertainment, empresa responsável pela produção do filme.
O portal The Intercept Brasil revelou que Vorcaro repassou R$ 61 milhões para o longa-metragem. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro foi usado para financiar gastos do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”, afirma o ofício assinado pelo delegado, que está sob análise da Vara Regional de Garantias do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
INDÍCIOS – O delegado afirma também haver “indícios materiais contundentes” de desvio, porque, segundo as investigações, o instituto não tinha capacidade técnica para executar os serviços de wi-fi e cobrava R$ 1.800 por ponto de conexão, valor considerado acima do mercado. Outro aspecto que chamou a atenção da polícia foi o recebimento antecipado de R$ 26 milhões por serviços ainda não executados, o que, segundo o delegado, “pode evidenciar o desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público municipal”.
“Diante disso, o rastreamento do fluxo financeiro é o único meio capaz de descortinar a destinação final das verbas recebidas pelo Instituto Conhecer Brasil e repassadas de forma suspeita a empresas subcontratadas e às contas pessoais da investigada Karina Ferreira da Gama e de suas firmas individuais, como a Go Up Entertainment”, afirma o delegado no pedido.
A polícia pediu acesso a dados a partir de junho de 2024, quando o contrato do wi-fi foi firmado. O inquérito policial foi aberto após denúncias de irregularidades na contratação, no fim de 2025. Além de dizer que não identificou nenhuma irregularidade nos serviços até agora, a prefeitura afirmou, em nota, que havia às 15h17 desta quinta-feira (28) 3.161 pontos ativos e 39 off-line (números satisfatórios) dos 3.200 pontos contratados. “Obviamente, se for identificada qualquer irregularidade na investigação, que contará com total apoio da administração, as providências serão tomadas”, diz a gestão.
“O bolsonarismo vive das trevas, do obscurantismo, da corrupção, da ignorância e da não ciência. Precisam do caos.”
“Todo delator mente, omite, protege e atende às pressões”. A propósito de Vorcaro, ex-banqueiro delator.
Fonte: Poder360, Opinião, 29.mai.2026 – 6h00 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.
Rubio deu um presente à Flávio e colocou Lula em sinuca
O secretário Marco Rubio anunciou que passará a classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.
Os Estados Unidos já vinham estudando designar CV e PCC como terroristas já fazia tempo, dados os tentáculos internacionais de ambos no universo em expansão do narcotráfico.
O anúncio, contudo, saiu sob medida para beneficiar Flávio em momento difícil. Ajuda Flavio e atinge o ponto mais vulnerável do governo Lula: a segurança pública, maior preocupação dos eleitores.
Lula sempre se opôs ao que os americanos tomassem tal medida. O chefão petista a tem como atentatória à soberania nacional.
Agora, Lula está diante da dificuldade de continuar no discurso em defesa da soberania, sem passar a imagem de ser defensor das organizações criminosas que entraram na mira de Washington.
A decisão de classificar os grupos criminosos como organizações terroristas de maneira inopinada, sem qualquer aviso prévio a Brasília, foi muito mais uma decisão de Marco Rubio, secretário de Estado, com o apoio do vice-presidente J.D. Vance.
Lembre-se de que Flávio conversou com ambos no dia seguinte à sua foto relâmpago com Trump.
Mais ideológicos do que o presidente americano, Rubio e Vance teriam saído da conversa com a conclusão de que a melhor forma de ajudar Flávio seria incluir CV e PCC na legislação americana sobre terrorismo. Se essa for a hipótese correta, Trump teria apenas dado sinal verde.
Fato é que o próprio candidato bolsonarista e o seu entorno foram pegos de certa surpresa.
Os bolsonaristas estão felizes com o que apontam como panaceia para enfrentar o crime organizado no Brasil, e muitos são levados a pensar que a medida americana diminuirá o número de latrocínios motivado por roubo de celular, em sinapses para mim insondáveis.
São os mesmos que acreditam que a experiência levada a cabo por Nayib Bukele em El Salvador, um país com a população da cidade do Rio de Janeiro, é aplicável ao Brasil.
Ingenuidades e ilusões à parte, não se ignore o terreno sobre o qual elas se erigiram: PCC e CV só surgiram e se multiplicaram, ocupando extensas áreas urbanas e infiltrando-se na política, por causa da irresponsabilidade ideológica, da desídia, da incompetência e da cumplicidade das autoridades brasileiras do inteiro espectro político, e isso desde há muito.
Fonte: Metrópoles, Política, Opinião, 29/05/2026 14:57 Por Mario Sabino
vídeo de novembro de 2019 em que Lula diz:
“Não posso ver mais jovem de 14 e 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente ou às vezes porque roubou um celular”.
Narcoladrão nunca combateu o crime..
20 anos com o traseiro flácido sentado na cadeira e nada……