Críticas ao Supremo inundam plataformas digitais
Lucas Altino
O Globo
Desde 2020, nunca houve tantos anúncios com menções ao STF nas plataformas da Meta quanto nos primeiros cinco meses deste ano. O levantamento, feito pela NetLab UFRJ, mostra uma explosão desse conteúdo nas redes sociais, superando os picos que tradicionalmente aconteciam somente durante as eleições, como em 2022 e 2024.
A maioria das publicações, conclui a análise, tem tom crítico à Corte, com vinculações ao caso Master e reclamações de grupos conservadores sobre o julgamento que declarou inconstitucional uma lei estadual do Espírito Santo que permitiria a pais impedir a participação de estudantes em aulas relacionadas a gênero e diversidade sexual.
ANÚNCIOS – Nos 77 meses analisados pela NetLab, entre 2020 e 2026, houve 55,2 mil anúncios com menções ao STF publicados por 8,2 mil páginas. Foram identificados três picos: durante as eleições de 2022, as de 2024 e os primeiros meses de 2026, quando houve 8,9 mil anúncios publicados por 1,5 mil páginas. Isso significa que o último período concentra 16,1% de todos os anúncios observados.
Assim, o NetLab conclui que há “uma centralidade crescente do STF no debate político digital” e que isso deve se intensificar ainda mais com a chegada das eleições neste ano. Considerando o pico de um mês específico, o número de setembro de 2024 continua sendo o maior: 3.114. No entanto, o recorde deve ser batido até o final de 2026, aponta o estudo, considerando a tendência atual, já que a média mensal desde julho de 2025 está em 1.734 peças por mês, volume 141,8% superior à média registrada em todo o período monitorado, de 717 anúncios mensais.
As 15 páginas que mais impulsionaram anúncios com menções ao STF e seus ministros neste ano foram responsáveis por 19% (1.694) das peças desde 2020. Dessas, 12 promovem conteúdos com um viés crítico ou antagonista em relação às ações do STF e aos seus integrantes: a iniciativa Ninguém Acima da Lei; o portal Revista Oeste; o empresário e pré-candidato a deputado federal João Martins (PSD-SC); o ex-deputado federal e pré-candidato Alexis Fonteyne (Novo-SP); o advogado Fabio Pagnozzi, que atuou na defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP); o ex-deputado federal e pré-candidato Rodrigo Coelho (MDB-SC); o influenciador e pré-candidato a deputado federal Danilo Visconti (Podemos-SC); o ex-deputado federal Hissa Abrahão (Republicanos-AM); o vereador de São Paulo Adrilles Jorge (União-SP); o ex-deputado estadual e pré-candidato Capitão Contar (PL-MS); e os deputados federais Ubiratan Sanderson (PL-RS) e Marcos Pollon (PL-MS).
ABAIXO-ASSINADO – A análise frisa que não é possível apontar todos os anúncios como “antidemocráticos ou violentos”. A iniciativa Ninguém Acima da Lei, que lidera o ranking, elaborou um abaixo-assinado que pede um código de conduta para o STF e outros tribunais superiores. A campanha tem participação de organizações como o Movimento Orçamento Bem Gasto, Transparência Brasil, Movimento Pessoas à Frente, República.org e 5 Pacto pela Democracia.
Para aprofundar os temas mais recorrentes nos anúncios, o NetLab analisou 543 peças publicitárias, impulsionadas por 158 páginas diferentes, que estavam ativas e em circulação no final de maio de 2026. O estudo concluiu que 60% (326 anúncios) era crítica ao STF e seus ministros.
EIXOS TEMÁTICOS – As críticas se dividem em quatro grandes eixos temáticos recorrentes: alegações de interferência nos direitos das famílias, com críticas ao julgamento que tornou inconstitucional uma lei estadual do Espírito Santo que permitiria a pais impedir a participação de estudantes em atividades escolares relacionadas a gênero, sexualidade e diversidade sexual; questionamentos à legitimidade institucional, com críticas aos custos e à suposta falta de transparência da Corte; acusações de corrupção e enriquecimento ilícito, com vinculação de ministros ao caso Master; e clamores por reformas institucionais por diversas lideranças políticas, como Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão.
No levantamento, a NetLab UFRJ criticou a transparência “insuficiente” das grandes plataformas de redes sociais. No Brasil, a Biblioteca de Anúncios da Meta é um dos poucos mecanismos que possibilitam o acompanhamento sistemático da publicidade paga em plataformas digitais. Ainda assim, apresenta limitações.
Uai, estava achando que era o contrário.
Uma merda de um país de Quinto Mundo, com 50 anos de atraso tecnológico, até por isto mesmo, propondo óbices à marcha inexorável através da censura.
https://www.instagram.com/reel/DZNKI5zMxLs/
Estamos caminhando prum abismo sem cordas.
Marcha inexorável da História e do avanço das forças produtivas.
Como pode um país idolatrar um trem deste em pleno Século XXI?
https://www.youtube.com/watch?v=lsD9WHEPrwE
“The guy” tá num lance ridículo de mostrar uma potência física, aliás inexistente.
Sua deficiência é outra, a mesma de seus adoradores: jumentice constitucionalizada.
Conseguiram um fantoche com dez dedos. A imbecilidade vai muito além do que se poderia imaginar.
Sepultado todo o pensamento crítico e científico, nos resta ficar vendo umas reportagens de tão baixo nível.
Que só vejo neste espaço democrático.
Nunca que vou correr atrás de ler artigos ou teses e dissertações gente mais burra que eu.
Ou muito mal intencionada.
A propósito seria interessante que nossos “intelectuais” imprimissem seus papers em papel higiênico.
Teriam alguma utilidade.
Busque a mentira e a mentira o imbecilizará.
Como não existe almoço grátis não existe imbecil de graça.
E é graças aos aos imbecilizados que consigo exercer meu direito de ser sarcástico.
O Samba do Crioulo Doido nos dá a dimensão da cretinice que assola o país.
Enquanto isso ‘eles’ vão desmembrando o Silvério dos Reis.
O NetLab é um aparelho do consórcio PT/STF, financiado com dinheiro público & com a grana suja do narcotráfico. Suas “pesquisas” não possuem credibilidade.