Aliados de Lula travam disputa pelo comando da estratégia da campanha digital

PT se prepara para batalha nas redes

Jeniffer Gularte
O Globo

Enquanto o PT tenta ampliar a presença nas redes sociais para divulgar ações do governo e promover o embate com o bolsonarismo, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizam, nos bastidores, uma disputa por influência no comando da estratégia digital da campanha. A queda de braço se dá em torno de quem terá a palavra final sobre o posicionamento de Lula nas plataformas, um dos principais campos de batalha da disputa presidencial e onde o bolsonarismo se movimenta com mais desenvoltura.

De um lado está o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que escalou Raul Rabelo, seu sócio, para comandar o plano de publicidade voltado para TV e rádio. De outro, a jornalista Nicole Briones e o fotógrafo Ricardo Stuckert, que irão gerenciar juntos o Instagram de Lula — Briones é também responsável pelas redes do PT. Apesar de ter forte influência junto a Lula, Sidônio não terá o comando do perfil presidente, que reúne 14,7 milhões de seguidores e é a principal forma de comunicação do petista no ambiente digital.

ATITUDE MAIS AGRESSIVA– Stuckert e Briones defendem uma atitude mais agressiva no embate político nas redes sociais, como a que já vem sendo adotada nos perfis do PT nos ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na corrida presidencial. Essa ala argumenta que a eleição de 2026 precisará de uma abordagem de confronto maior do que a desenvolvida quatro anos atrás e está em sintonia com o presidente do PT, Edinho Silva, que defendeu internamente que a relação do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, fosse explorada.

Já o grupo de Sidônio, que comanda as redes oficiais do governo, busca uma linha mais voltada para valorizar a soberania, o orgulho nacional, as festas de São João e outros temas mais leves. Desde que chegou ao Planalto, o ministro ampliou o número de seguidores e o engajamento das redes institucionais da gestão petista, buscando uma linguagem mais acessível para divulgar a administração federal. A Secom administra as contas do perfil @govbr no Instagram, Linkedin, Kwai, TikTok e Facebook e segue limites jurídicos para atuação, já que as contas são institucionais.

A situação fez Sidônio tentar emplacar a secretária de Estratégia e Redes, Mariah Queiroz, para comandar a estratégia de redes da campanha, mas o plano não foi adiante. Pelo menos por enquanto, ela segue no governo. A secretária chegou a fazer uma consulta à Comissão de Ética Pública na qual indicou a pretensão de abrir uma empresa para prestar serviços a agências especializadas em marketing político e comunicação estratégica, em uma eventual saída do cargo.

RECLAMAÇÃO  – Lula, no entanto, optou por não replicar nas suas redes pessoais o mesmo modelo da conta oficial do governo, administrada por Mariah desde janeiro de 2025. Como mostrou O Globo, o presidente reclamou com o ministro do uso de gatinhos e capivaras nas redes institucionais, por considerar que isso infantilizava a comunicação. A estratégia, no entanto, foi mantida após Lula ser convencido do alcance das postagens. Procurada, Mariah não se manifestou.

Como contraponto, o grupo ligado a Sidônio na campanha contratou o jornalista Giácomo Degani para também contribuir com estratégias digitais. Ele vai comandar uma nova conta, mostrando a mobilização da campanha país afora. O jornalista trabalhou na campanha de 2018, quando o ex-ministro Fernando Haddad foi o candidato do PT à Presidência e é próximo de Sidônio.

TAREFA ESPECÍFICA – Apesar de a chegada de Degani ter sido interpretada como um movimento de reação ao domínio de Stuckert e Briones da conta pessoal de Lula durante a campanha, Sidônio afirmou a interlocutores que está focado no governo, negou que haja disputa por influência e reforçou que cada integrante da equipe de comunicação terá uma tarefa específica, mas todos sob o comando de Raul Rabelo. Procurados, Sidônio e Rabelo não se manifestaram.

Não está definido ainda se o ministro permanecerá no Planalto ou se vai se dedicar formalmente à campanha — a definição depende de uma conversa com Lula. Caso deixe o governo, a tendência é que leve parte da equipe da Secom junto com ele.

Já Stuckert, fotógrafo de Lula desde 2002 e responsável pela imagem do presidente, deve deixar o cargo de Secretário de Audiovisual até o final de junho. Quando se juntar à campanha, ele vai dividir as tarefas com Briones, que é funcionária do PT e já participa da rotina da tentativa de reeleição.

SEM DISPUTA – A jornalista cuidou das redes de Lula no período em que ele esteve preso em Curitiba, até a pré-campanha de 2022. Ela já tem uma passagem anterior pelo governo, quando trabalhou na EBC. Procurado, Stuckert não se manifestou. “Não tem disputa. Fui contratada pelo PT para fazer o reposicionamento digital das redes do partido. E é o que estou fazendo. Quem define a gestão das redes pessoais é o presidente Lula”, disse Briones.

O comando das redes de Lula já foi alvo de disputa em outras campanhas. Mesmo sem celular nem familiaridade com as plataformas, o presidente dá a palavra final sobre o tema e tem escolhido pessoas de seu círculo mais próximo para ser sua voz no ambiente digital. Apesar da influência direta de Sidônio, o modelo de comando da comunicação da campanha será fragmentado, com Raul Rabelo, Stuckert, Briones e Paulo Okamoto, responsável por gerir perfis de esquerda que defendem o petista.

Em paralelo às disputas, o PT lançou uma plataforma que busca organizar a militância nas redes. Apoiadores vão receber conteúdos para divulgação, além de tarefas específicas para serem cumpridas. Na largada, vão ser explorados temas ligados à Copa do Mundo, com o uso do verde e amarelo, seguindo orientações já apresentadas pelo próprio presidente.

3 thoughts on “Aliados de Lula travam disputa pelo comando da estratégia da campanha digital

  1. “Semelhanças”! https://www.henrymakow.com/
    “Hitler era maçom.”
    14 de junho de 2026
    “Hitler-aperto de mão maçônico-petain.jpg
    (Hitler em um aperto de mão maçônico clássico – polegar na junta – com o Marechal Pétain)

    “A política anti-maçônica de Hitler era muito seletiva. Os nazistas perseguiam apenas as lojas marginais associadas aos comunistas. A maçonaria alemã tradicional, que era aliada da maçonaria americana e britânica, foi isenta. Isso porque o próprio Hitler estava secretamente alinhado com eles. Na verdade, ele era o agente deles.”

    Normalmente associamos a Maçonaria aos “Judeus”, ao Comunismo e à Esquerda. Mas a Maçonaria também possui um ramo sionista conservador que estabelece princípios conservadores.
    Líderes nacionalistas e fascistas (nazistas, sionistas) como uma forma de falsa oposição.

    Esses líderes destroem forças genuinamente conservadoras, nacionalistas e cristãs, como Hitler fez. Muitas vezes, como Hitler, eles fazem questão de se mostrarem anti-maçons. (Trump é uma exceção).
    Ele está constantemente demonstrando, com gestos de mão, sua lealdade maçônica satanista. O fascismo é tão maçônico quanto o comunismo, daí as semelhanças. A política é uma farsa. Somos meros espectadores. Tanto a esquerda quanto a direita fazem parte dessa dialética maçônica clássica.

    Resumindo: você poderia deportar todos os judeus para Israel e nada mudaria enquanto os gentios maçons estivessem no poder.
    A única solução é acabar com o monopólio do cartel bancário central sobre os meios de troca, ou seja, moeda e crédito. A Maçonaria
    Os banqueiros centrais judeus são o poder por trás da Maçonaria.”

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