
Ciro Nogueira ganhou jantar de consolo
Bela Megale
O Globo
O senador Ciro Nogueira ganhou um jantar para “melhorar seu ânimo”, depois de ser alvo da operação da Polícia Federal que apura irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro. O encontro aconteceu recentemente na mansão de uma ex-liderança política no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Os convidados foram poucos, mas envolveram presidentes de partidos políticos de centro-direita. Segundo presentes, o encontro foi uma espécie de “jantar de consolo”, já que o senador está no centro do escândalo do Master e foi alvo de buscas da Polícia Federal.
PREOCUPAÇÃO – No jantar, o presidente do PP se mostrou “abatido” e “muito preocupado”, conforme relatos de pessoas que estavam no local. Ciro ainda disse acreditar que Vorcaro não traria novas informações sobre a relação de ambos e reforçou que Vorcaro era seu “amigo-irmão”.
Ciro, no entanto, não mostrou disposição de abrir mão da sua candidatura à reeleição do Senado pelo Piauí. Na conversa, disse acreditar que medidas como uma condenação ou uma prisão não ocorreriam, ainda mais antes do pleito eleitoral.
No inquérito que investiga os dois pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a PF destaca que o “vínculo de amizade transcende a mera relação pessoal”. O relatório policial diz que Vorcaro mantinha uma “relação instrumental” com Ciro Nogueira para atender a interesses do Master no Congresso Nacional. Em contrapartida, a PF aponta que o parlamentar recebia vantagens financeiras, como o pagamento de despesas no exterior. O relatório da PF lista uma série de fotos em que Vorcaro aparece com Ciro em viagens internacionais.
Lula diz que nunca foi esquerdista. É apenas um oportunista e demagogo à esquerda
Lula esteve na reunião de cúpula do G7, na França, para reafirmar a desimportância do Brasil. Em conversa informal com a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz, Lula disse o seguinte:
“(…) Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical, que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, muito forte. Uma relação boa com o sindicalismo italiano e uma boa relação com a Espanha.”
A declaração talvez soe como novidade algo chocante à atual geração poncho-e-conga, aliás bem mais ignorante e estúpida do que as suas anteriores. Mas é o tipo de fala recorrente na boca de Lula.
Em 2006, na entrega de um prêmio para o empreendedor do ano, que reunia capitalistas, o chefão petista disse: “Passei vinte e poucos anos criticando o Delfim Netto, e agora o Delfim Netto é meu amigo e eu sou amigo dele. (…)”
Três anos antes, logo depois de tomar posse no seu primeiro mandato presidencial, em reunião com os esquerdistas do Fórum Social Mundial, Lula afirmou:
“Embora tenha sido eleito presidente do Brasil, tenho a nítida noção do que a nossa vitória representa de esperança, não apenas aqui dentro, mas para a esquerda em todo o mundo e, sobretudo, para a esquerda da América Latina.”
Os comunistas do Partidão nunca acreditaram que Lula fosse esquerdista. Pelo contrário, achavam até que ele e o PT serviram ao propósito da ditadura militar, nos seus estertores, de dividir a esquerda brasileira.
Não dá para deixar de considerar Lula de esquerda, uma vez que ele construiu a sua carreira política fingindo ser de esquerda o tempo inteiro, cercando-se de gente de esquerda e adotando um discurso de esquerda, modulado segundo a plateia.
Na sua essência, deixemos acertado que Lula é apenas um oportunista que pegou carona na convicção que lhe abria caminho naquele momento histórico da década de 1970. Um oportunista e demagogo à esquerda.
Fonte: Metrópoles, Opinião, 18/06/2026 12:22 Por Mario Sabino
Ao dizer agora que não é de esquerda, Barba tenta tirar o dele da reta para não ser sequestrado e preso como Maduro. É isso.
Esse tipo de esquerda, essa cepa, já está se desidratando.
As narrativas já não convencem mais, o galegão baiano do $talinacio estava nadando de braçada com apartamentos, relógios, dólares e euros quando a bagaça aconteceu. Dom $talinacio como de costume não vai para o abraço de afogado, ‘se errou vai ter que pagar”.
Essa cepa de esquerda à qual Dom Curro pertence está introduzida com força no Caso Master.
Jornalistas passadores de pano começam a pular do navio que naufraga.