Gilmar tenta amedrontar Mendonça, mas não conseguirá
Filipe Vidon
O Globo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta segunda-feira que o relator do caso Master, André Mendonça, cometeu uma “impropriedade” ao receber de um advogado uma “proposta de delação seletiva” no Caso Master. Gilmar falou em “erro crasso” no cenário em que o colega estaria “participando de conversas” na condução do acordo.
A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, alguns dias após Mendonça responder às críticas durante o julgamento na Segunda Turma. Na sessão da última terça-feira, que manteve a prisão de Henrique e Felipe Vorcaro — pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master —, André Mendonça confirmou ter sido procurado por um advogado com uma proposta que descreveu como “delação seletiva” e disse tê-la recusado.
SEM PUDOR – “Chegou uma proposta por um advogado. Perderam o pudor. Queriam fazer uma delação seletiva. Na minha cara. Eu disse: não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não”, afirmou Mendonça na sessão.
No Roda Viva, Gilmar reconheceu que André Mendonça rejeitou a proposta, mas manteve a crítica: o simples fato de o relator ter recebido o advogado e sido exposto ao conteúdo da oferta já configura, a seu ver, uma violação dos limites que a lei impõe ao magistrado.
“A lei não permite que o relator participe ou o juiz participe da delação. O acordo é entre Ministério Público ou a Polícia Federal e o delator. Então, aqui já há um erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado”, afirmou.
COBRANÇA – Gilmar ponderou que a tarefa de Mendonça é genuinamente difícil, mas cobrou que o relator se paute por critérios claros, para que se evite repetir os erros que marcaram a Lava Jato.
“É um trabalho difícil. E por isso é importante que se paute por uma métrica. É importante que não se repitam os erros do passado. Na conversa que nós tivemos, por exemplo, André Mendonça disse que tinha recebido um advogado fazendo proposta de delação seletiva. E aqui já há uma impropriedade” destacou.
O ministro disse enxergar “similitudes” entre a condução do caso Master e os excessos que marcaram a Operação Lava Jato, e elencou os elementos que o preocupam: a substituição de relatores, os vazamentos de informações sigilosas, as prisões de familiares e a morte de um dos alvos após a detenção.
QUEBRA DE SIGILO – “Nós tivemos a substituição dos relatores. De Toffoli passa para André Mendonça e em seguida o ministro André libera uma ordem que havia sido dada pelo então relator no sentido de não permitir que a CPI ou a CPMI fizesse aquela quebra de sigilo. E houve aquilo que nós conhecemos, a quebra de sigilo, inclusive de conversas íntimas e a revelação”, afirmou.
Gilmar Mendes citou que a Lava Jato é o exemplo mais acabado dos riscos que se apresentam quando esses sinais são ignorados. O ministro lembrou que, à época, proferiu votos vencidos que continham advertências sobre o caminho que a operação trilhava.
“Inicialmente eram advertências que se faziam na linha: não vamos por aí. Eu ainda me lembro dizendo: nós temos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba. Parecia um mantra. E depois isso se tornou verdade e todo aquele caos que foi revelado na operação Spoof, na Vaza Jato, nos envergonha hoje”, disse.
IMPASSE NO RIO – Gilmar Mendes também comentou a crise política do Rio de Janeiro. Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar e tornar inelegível o governador Cláudio Castro — condenado por abuso de poder político e econômico — , o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu interinamente o Executivo estadual. O STF ainda não definiu como será a eleição para o mandato-tampão.
O ministro criticou o TSE por não ter concluído a tempo o julgamento do caso de Castro, o que, segundo ele, gerou diretamente o imbróglio sobre a viabilidade de eleições diretas ou indiretas no estado.
“Nós tivemos duas situações muito constrangedoras no TSE. A não decisão do caso do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e a não decisão do caso de Roraima. Processos já prontos, mas não eram julgados. E isso levou a esses impasses que nós estamos vivendo agora”, afirmou.
CAOS INSTITUCIONAL – O ministro detalhou a sequência que, a seu ver, produziu o caos institucional atual: “Houve um retardo por parte do TSE na conclusão desse julgamento. O que levou, inclusive, àquela perplexidade, se se podia ou não ter eleição direta ou indireta, e causou todo esse problema. Por outro lado, metade da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ou mais, está sendo investigada, com vários problemas que estão, inclusive, no inquérito da relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Portanto, é um todo muito complexo”.
Gilmar também tocou na discussão sobre a proposta de código de ética para o STF encabeçada pelo ministro Edson Fachin, e lembrou que a restrição central do documento já existe na legislação brasileira. A Lei Orgânica da Magistratura Nacional veda que juízes se pronunciem publicamente sobre questões que possam vir a julgar. O decano disse defender que a elaboração de um código seja conduzida por uma comissão interna do tribunal e afirmou não ter restrições a medidas de transparência, como a divulgação de ganhos e patrocínios.
“Eu defendo uma discussão por uma comissão do tribunal que faça esta elaboração. E nós já temos uma série de regras sobre isso. Sobre propriedade de empresas, a lei já estabelece que é facultado a ministro ou a juiz ser sócio. Ele não pode ser diretor. Obviamente ele segue as regras comerciais e de imposto. Eu sou a favor de qualquer coisa. Não tenho nenhuma dificuldade quanto a isso”, finalizou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com esta estratégica entrevista, Gilmar tenta amedrontar Mendonça, para destruir o caso Master, como conseguiu fazer com a Lava Jato. Mas desta vez ele vai fracassar. A resposta de Mendonça será agir com ainda mais rigor contra a família Vorcaro. Assim, o jovem minisro ganhará cada vez mais prestígio e respeito, enquanto o velho Gilmar vai sendo sendo encaminhado ao ostracismo dos que defendem a impunidade de políticos e empresários corruptos. (C.N.)
Nada mais espanta: a política entre o lucro e a impunidade
Denúncias envolvendo Flávio, Ciro Nogueira, Motta e Jaques Wagner ilustram como a moralidade pública foi escanteada em troca de favores
Deve ser um bom negócio concorrer a eleições, haja vista o número crescente de candidatos. Faz bem ao ego. Você se torna conhecido e pode acabar se elegendo. O principal: sem gastar dinheiro.
Os outros que gastem — fundos partidários ou doadores espontâneos. Sabe o que mais? Em muitos casos, as sobras de campanha enriquecem, sem distinção, candidatos vencedores e perdedores.
O avanço do Congresso sobre o controle do Orçamento da União dispensa deputados federais e senadores de se preocuparem com o financiamento de campanhas. O dinheiro das emendas parlamentares é suficiente para dar conta do recado.
São eles, ao gosto de cada um, que determinam onde, quando e como o dinheiro deve ser aplicado em seus redutos. E ainda embolsam parte dele. Nada mais espanta. A corrupção naturalizou-se. Ninguém reclama.
O Caso do Banco Master é o melhor exemplo disso no momento. Um senador (Flávio Bolsonaro) não vê nada demais em negociar um total de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai.
Desse montante, pelo menos cerca de R$ 61 milhões foram repassados pelo banqueiro entre fevereiro e maio de 2025.
Outro senador (Ciro Nogueira) também não vê nada demais em receber mesadas de Vorcaro no valor de R$ 350 mil mensais, além de ter pagas as viagens em jatinhos, compras de roupa para enfrentar o frio nos Alpes franceses e despesas com sua companheira.
O presidente da Câmara (o minúsculo Huguinho Motta) não se constrange com o fato de ter viajado e se hospedado em Lisboa por conta de Vorcaro.
Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, é investigado por ter pedido ao banqueiro Augusto Lima, seu amigo e ex-sócio de Vorcaro, que comprasse em Salvador um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões.
Ele o recompraria quando tivesse dinheiro. Foi crime? Se não foi, foi imoral. Lula espera que ele não demore a se afastar da função para não ter que afastá-lo.
Enquanto isso, nós, brasileiros, só prestamos atenção aos jogos da Copa, embora descrentes no hexa.
Metrópoles, Opinião, 22/06/2026 05:30 Por Ricardo Noblat
Honestidade não é tratada como valor nem nas aparências
É espantosa a forma como próceres da política vêm reagindo às investigações da Polícia Federal (PF) que os implicam no caso Master. Reina a absoluta falta de compunção.
É como se em Brasília a honestidade tivesse deixado de ser um valor a ser cultivado até no campo das aparências.
Para começar, o relatório da PF tornado público há poucos dias por decisão de Mendonça, relator do caso Master no STF, expôs com ainda mais riqueza de detalhes uma relação entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que (…) materializa a venda de um mandato parlamentar.
Nada menos. Segundo os investigadores, Vorcaro bancou uma frenética vida de luxos ao redor do mundo para Ciro num “mutualismo ilícito” que misturou a defesa dos interesses privados do banqueiro e o exercício do múnus público. Ciro segue impassível diante desses achados.
Por sua vez, Hugo Motta, declarou não ver problema algum, ora vejam, em ter sua hospedagem de luxo na capital portuguesa custeada por Vorcaro quando de sua participação no Fórum Jurídico de Lisboa, organizado por Gilmar Mendes.
Em que lugar decente do mundo uma imoralidade dessas pode ser tratada como aceitável?
Em troca de que o presidente de uma casa legislativa aceita favores de um empresário – principalmente de alguém como Vorcaro – e trata isso como se fosse prática trivial? É esse o grau de desorientação da bússola moral na Praça dos Três Poderes?
Recorde-se, ainda, que Flávio, pré-candidato a presidente, foi outro que tratou como reles negociação privada, no fim do ano passado, a cobrança de milhões de dólares feita por ele a Vorcaro – à época já tido e havido como o responsável pelo maior crime financeiro da história do País – para, supostamente, financiar um filme sobre seu pai, o ex-mito.
Nesse inventário de descalabros, não se pode deixar de mencionar o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, alcançado por nova fase da Operação Compliance Zero em razão de seu suposto envolvimento com o caso Master.
Wagner é investigado por ter sido agraciado com um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador em troca de contrapartidas legislativas de interesse do banco. Sua explicação para o negócio é um insulto à inteligência alheia.
Wagner afirmou que pediu a um amigo, o investidor Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que comprasse o imóvel em seu lugar enquanto ele providenciava recursos para recomprá-lo, inclusive com a venda do apartamento de sua filha.
É o caso de relembrar que a política republicana sustenta-se sobre um primado elementar: um mandatário tem o dever de impedir que interesses privados conspurquem sua independência. E isso não se limita ao cumprimento da lei, de resto uma obviedade.
Há certas condutas que até podem escapar aos limites estritos dos textos legais, mas, ainda assim, são rigorosamente incompatíveis com a dignidade do mandato eletivo.
Desde Cícero, o trato da res publica pressupõe que aqueles investidos de poder público o exerçam em benefício da coletividade. Mas nem é preciso voltar tanto.
Montesquieu e os federalistas americanos conceberam robustos sistemas de freios e contrapesos, vigentes no mundo civilizado até hoje, porque compreenderam que o poder, quando dissociado da virtude, corrompe.
Aqui, a Constituição de 1988 não fez diferente ao estabelecer como princípios da administração pública a probidade, a moralidade e a impessoalidade.
Hospedar-se à custa de um investigado (…) é moralmente inaceitável para quem exerce cargo público. Receber emendas legislativas prontas das mãos de um banqueiro (…) desfigura a essência do mandato parlamentar.
Vorcaro pode ser só um mecenas, fã da história pessoal de Bolsonaro. Ou, ainda, um generoso corretor imobiliário. Mas a distinção entre ilegal e imoral, aqui, não é sutil, é a base sobre a qual repousa a confiança nas instituições deste país.
O que se vê, porém, é que essa distinção foi varrida da prática política cotidiana com uma orgulhosa sem-vergonhice.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 21/06/2026 | 03h02 Por Editorial
Vamos passar a sacolinha….!!!
PF bloqueia R$ 670 milhões em bens ligados ao banco de Edir Macedo em operação contra fraudes
Investigação aponta manipulação e ocultação de situação financeira e operações ilegais, ligadas ao Banco Digimais
https://www.terra.com.br/noticias/brasil/policia/pf-bloqueia-r-670-milhoes-em-bens-ligados-ao-banco-de-edir-macedo-em-operacao-contra-fraudes,0949e137b91c95794e499302bb85149bgpm9qb3d.html?utm_source=clipboard
PS.
O Master Talebanjélico….
Usando a fé do povo para enriquecer ilicitamente
O Beiçola sentindo que a PF logo chega na casa dele. Chegou na Lava Jato mas ele, com seus comparsas, escaparam pela tangente. Será que conseguem, novamente?
Digam-me , quantas vezes o juiz do STF Gilmar Mendes ” atropelou e tratorou ” os ritos legais e constitucionais , falando fora dos autos do processo , inclusive antecipando decisões judiciais em público ?
Que me desculpem essa expressão, esse cara é um BOSTA. Quantas vezes esses caras limparam a barra de corruptos, Renan, Barbalho, etc,etc,etc. Isso é que uma atitude certa para esse beiçola.
Ele, como o Lula, perdeu a noção do devir Histórico.
As condições objetivas, inclusive internacionais, não recomendam o assassinato do escândalo Master.
Quero fazer política com diploma de analfabetos funcionais em Realpolitik.
Não se fala mais em fim da corrupção como projeto de governo
É como se dissessem: como todos são ladrões, quem rouba menos tem vantagem.
É preciso recuperar a noção de ética para servidores públicos
Os petistas agora fazem uma conta estranha: quantos bolsonaristas estão envolvidos no escândalo do Banco Master, e quantos petistas estão na mesma situação? Como se quem tenha menos indiciados ou investigados por corrupção leve vantagem sobre o outro grupo.
Não se fala mais em fim da corrupção como projeto de governo. É como se dissessem: como todos são ladrões, quem rouba menos tem vantagem. Parece briga de crianças: “Foi ele quem começou”.
Perdeu-se o pudor, justifica-se tudo como se fosse normal ter coleção de relógios de luxo, símbolo internacional de ostentação dos novos-ricos, ou aceitar carona em jatinhos e pagamentos de diárias em hotéis.
Guardar dinheiro vivo, de preferência em moedas valorizadas — dólar ou euro —, é normal. O ex-deputado Geddel Vieira Lima tinha malas de dinheiro num apartamento em que ninguém morava.
É preciso recuperar a noção de ética para os servidores públicos, sejam deputados, senadores ou ministros dos tribunais superiores.
Ministros aceitam pegar carona em jatinhos particulares para ver jogos de futebol em camarotes especiais e posam para fotografias sorridentes.
Participam de empreendimentos, mas por que não revelam seus ganhos? Por que, quando surgem informações de negócios nebulosos, não contrapõem às críticas documentos que mostram a legalidade?
É o caso do financiamento do filme sobre Bolsonaro, teoricamente financiado por Daniel Vorcaro. Cadê o contrato? Cadê os comprovantes de gastos? Por que fazem financiamento privado sem documentos que provem que ele realmente existiu?
A triste conclusão é que nossa organização institucional está entranhada pelos vícios da corrupção, e seus representantes não se preocupam com isso.
Um político importante, presidente de partido, acusado de diversos desvios de conduta, aparecer despudoradamente no dolce far niente de Ibiza, na costa mediterrânea da Espanha, é sinal de perda de noção do que seja um servidor público.
Os acordos por debaixo dos panos são comuns aos partidos políticos. Na Bahia, o escândalo do ex-governador Jaques Wagner parece não existir, pois seu principal adversário, o ex-prefeito de Salvador, candidato ao governo do estado, também tem lá suas ligações com o Banco Master. Fica-se, então, nessa disputa de quem “rouba menos”.
Antigamente era o “rouba, mas faz”. Nada mudou no horizonte, só que, hoje, devido aos avanços tecnológicos, fotos, vídeos, gravações são mantidos “nas nuvens”, onde a Polícia Federal vai buscar informações valiosas que revelam o passado que gostariam de esconder.
O cansaço dos eleitores é evidente pela rejeição dos dois candidatos mais conhecidos e bem votados: o quarto mandato de um contra o segundo do outro grupo.
Não há novidades à frente, não há esperanças a estimular. Mais do mesmo, a abrir caminhos para novidades como o candidato Renan Santos, do Missão, que aparece com 10% de escolhas em São Paulo e tem o tamanho de ex-governadores da direita tradicional.
Cresce no eleitorado, sobretudo jovem, com a autodefinição: “Sou Milei na forma e Bukele no conteúdo”.
Fonte: O Globo, Opinião, 23/06/2026 04h30 Por Merval Pereira
Gilmar é um
CANALHA!!!
O POVO apartidário, avesso à maldita polarização política nefasta que tanto inferniza e infelicita a vida da Humanidade, quer apenas saber se existe entre o céu e a terra algo diferente, melhor, mais evoluído, mais humano e mais alvissareiro do que isso tudo que aí está há séculos, ora representado e imposto erga omnes pela plutocracia putrefata norte-americana e pela autocracia chinesa ? DR. GILMAR, a vista da sua vasta experiência, é sempre um bom convidado. TODAVIA, o que tem causado espécie ao conjunto da população não é a sua presença no Roda Viva mas é isto sim o fato de a imprensa falada, escrita e televisionada não dar vez e nem voz a ninguém do povo do lado de fora do cercado do sistema partidário, digo, ninguém com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, que vai além das cercanias partidárias, fato que passa a impressão de que ela, a imprensa, é mais conservadora do sistema do que o próprio sistema que ela tb manipula em benefício próprio, arvorada em dona da liberdade de expressão, gerente do establishment conservador, por isso inimiga capital, fidagal e radical da Internet e das redes sociais, suas concorrentes diferenciadas e rivais naturais, sistema esse tipo navio furado no qual o povo entra apenas de gaiato, como bucha de canhão e massa de manobras dos seus operadores, não obstante ser a democracia de verdade, na teoria, o poder e governo do povo para o povo, portanto credor da finalidade precípua do Estado, via Constituição, que é a consecução do bem comum, dever de todos, e todas, de buscar incansavelmente até encontrar a melhor forma de realizá-lo, busca essa que não pode ser cerceada por forma nenhuma de factoide, blá-blá-blá, gogó e trololó, desprovida do borogodó que convém ao conjunto da população. Neste sentido, o povo apartidário quer apenas saber se existe entre o céu e a terra algo diferente, melhor, mais evoluído, mais democrático, mais humano e mais alvissareiro do que isso tudo que aí está há séculos ora representado e imposto erga omnes pela plutocracia putrefata norte-americana e pela autocracia chinesa ? https://www.facebook.com/reel/1811965686853574
E depois os crentes tentam nos convencer de que existe um Deus no comando de nossos destinos. Se isso é verdade, por que um Gilmar existe?
Assim como a Lava Jato o Banco Master/Vorcaro tem as Impressões Digitais, Societárias, Cúmplices Familiares, Criminosas e Confessas, Cínicas e Provadas e Comprovadas dos Poderes da Nação e seus Pomposos e Chorosos Membros Traidores e Ladrões da Pátria/ Fora das Leis Internacionais.
Com a Licença Poética de Carlos Newton e Paulo Peres compartilho uma Música/Poema de Belchior chamada NÃO LEVE FLORES, uma Mensagem de alerta de todas as Gerações do Brasil para os poderosos de plantão nas masmorras fétidas da Praça dos Podres Poderes em Brasília.
NÃO LEVE FLORES
Belchior
Não cante vitória muito cedo, não
Nem leve flores para a cova do inimigo
Que as lágrimas dos jovens
São fortes como um segredo
Podem fazer renascer um mal antigo
Não cante vitória muito cedo, não
Nem leve flores para a cova do inimigo
Que as lágrimas dos jovens
São fortes como um segredo
Podem fazer renascer um mal antigo, sim, sim
Tudo poderia ter mudado, sim
Pelo trabalho que fizemos, tu e eu
Mas o dinheiro é cruel
E um vento forte levou os amigos
Para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos
E nossa esperança de jovens não aconteceu
E nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não
Palavra e som são meus caminhos pra ser livre
E eu sigo, sim
Faço o destino com o suor de minha mão
Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa
E não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza
Sempre é dia de ironia no meu coração
Sempre é dia de ironia no meu coração
Tenho falado a minha garota
‘Meu bem, difícil é saber o que acontecerá’
Mas eu agradeço ao tempo
O inimigo eu já conheço
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço
A voz resiste, a fala insiste, você me ouvirá
A voz resiste, a fala insiste, quem viver verá
Não cante vitória muito cedo, não
Nem leve flores para a cova do inimigo
Que as lágrimas dos jovens
São fortes como um segredo
Podem fazer renascer um mal antigo
Não cante vitória muito cedo, não
Nem leve flores para a cova do inimigo
Que as lágrimas dos jovens
São fortes como um segredo
Podem fazer renascer um mal antigo, sim, sim
Não configurou erro crasso, o fato do ministro André Mendonça receber o advogado do Vorcaro, para um despacho auricular requerido pelo criminalista, como Gilmar Mendes quer fazer crer só distinto público, insinuando que o ato poderia suscitar nulidade do processo da Delação Premiada.
O advogado foi perante o Relator do Caso Master, propor uma Delação Seletiva, que foi prontamente recusada pelo ministro. Não se tratou da análise da Delação, a cargo da PF e da PGR. Porta to, nenhuma ilicitude do ministro Mendonça.
O advogado, ato continuo ameaçou entrar com recurso na Primeira Turma, o que foi considerado pelo ministro como uma afronta, por isso encerrou a conversa.
Gilmar Mendes, quer encontrar pelo em ovo nas decisões do Ministro André Mendonça, incomodado com as prisões preventivas alongadas e porque votou pela soltura do primo de Vorcaro e prisão domiciliar para o pai de Vorcaro, senhor Henrique, comandante da Turma do Sicário e dos Meninos, os Hackers que entraram nos Sistemas da PGR e da PF passando informações de Inquéritos que interessavam ao chefe da organização criminosa, Daniel Vorcaro. Seria esse um erro crasso de Gilmar Mendes?
Ora, é inconcebível a luz da Lógica comparar a condução do processo Master, as ilicitudes cometidas na Lava Jato pelo ex- juiz Sérgio Moro e pelo ex- procurador Deltan Dalaganol.
Sergio Moro tinha pretensões políticas, tanto que hoje é um senador e candidato a governador em outubro no Paraná. A esposa de Moto é deputada Federal por São Paulo.
Dalaganol é candidato a senador pelo Paraná pelo Partido Novo em dobradinha com Moro do PL. Este Procurador tentou criar uma Fundação na época da Lava Jato, com os recursos das multas pagas pelas empreiteiras.
Bem, o ministro André Mendonça, pelo que se conhece, não tem pretensões políticas, nem a esposa do ministro pretende se candidatar a mandato eletivo, portanto, a comparação com a Lava Jato, não tem relação de Causa e Efeito.
Me parece, que as declarações de Gilmar Mendes no programa da TV Cultura, sobre o Caso Master, configura sim, um erro crasso, porque sua excelência poderá julgar num futuro próximo sobre o tema na Turma ou no Plenário. Irá se julgar impedido, por ter antecipado no julgamento no programa?
Apontar o dedo para o colega de toga não é uma boa política, quanto se tem o flanco aberto para críticas.