Emoção esteve presente do primeiro ao último minuto
Pedro do Coutto
Há vitórias que precisam ser explicadas pelo placar. E há aquelas em que o resultado parece pequeno diante da dimensão do domínio exercido em campo. A conquista da Espanha sobre a Argentina, na final da Copa do Mundo de 2026, pertence à segunda categoria.
O 1 a 0 registrado no Estádio de Nova York/Nova Jersey não traduz inteiramente a superioridade espanhola. A partida terminou sem gols no tempo regulamentar, mas a Espanha foi a seleção que mais procurou o jogo, controlou a bola, ocupou os espaços e manteve a Argentina sob pressão. Quando a resistência argentina finalmente cedeu, já na prorrogação, Ferran Torres apareceu para transformar em título aquilo que o desempenho espanhol vinha anunciando havia muito tempo.
CONJUNTO DE QUALIDADES – Não foi uma vitória casual. Tampouco uma daquelas conquistas construídas em um único lance de sorte. A Espanha foi campeã porque apresentou, ao longo da competição e especialmente na final, um conjunto de qualidades que raramente se reúne ao mesmo tempo: técnica, organização tática, intensidade, disciplina e capacidade de suportar a pressão sem abandonar a própria identidade.
A Argentina, atual campeã mundial até aquele momento, entrou em campo carregando o peso da história recente e a expectativa de repetir o feito. Mas encontrou uma Espanha que não se intimidou diante do tamanho do adversário. Ao contrário.
A seleção dirigida por Luis de la Fuente assumiu a iniciativa e fez da posse de bola não apenas uma forma de controlar o jogo, mas também de controlar emocionalmente a decisão. A Espanha não parecia jogar contra a Argentina. Parecia jogar o seu próprio futebol diante dela. E isso faz toda a diferença em uma final.
ESTRATÉGIA – O futebol, porém, não é uma ciência exata. Dominar não significa necessariamente marcar. Criar mais não garante a vitória. Uma bola desviada, uma defesa improvável ou um erro individual podem alterar em segundos o destino de uma partida. Por isso, o mérito espanhol está também na paciência. A equipe não se desesperou diante do empate sem gols. Continuou insistindo, circulando a bola e procurando os espaços até encontrar a brecha que precisava.
A Argentina, por sua vez, resistiu como pôde. E aqui está outro elemento que precisa ser reconhecido: se a Espanha não transformou seu domínio em uma vantagem mais ampla, houve também mérito argentino. A defesa suportou longos períodos de pressão e manteve a decisão aberta até a prorrogação. O goleiro Emiliano Martínez, em particular, voltou a mostrar por que se tornou uma figura central nas grandes decisões argentinas. Sem sua atuação e sem a resistência de seus companheiros, a diferença poderia ter sido maior.
Mas finais de Copa do Mundo não são vencidas por merecimento moral. São vencidas por quem consegue transformar superioridade em resultado. E foi exatamente isso que a Espanha fez.
BARREIRA ROMPIDA – O gol de Ferran Torres, aos 106 minutos, teve quase o peso de uma conclusão lógica. Depois de uma partida em que a Espanha havia sido mais propositiva, o gol finalmente rompeu a barreira que separava o domínio do título. A partir dali, restava à Argentina reagir e à Espanha administrar.
A conquista também representa a consolidação de um ciclo. A Espanha volta ao topo mundial 16 anos depois do título de 2010 e alcança o segundo campeonato de sua história, igualando-se a França e Uruguai. Mais do que uma taça, é a confirmação de uma ideia de futebol que atravessou gerações: técnica associada à inteligência, talento individual submetido a um projeto coletivo e capacidade de controlar o jogo sem depender exclusivamente da força física ou do acaso.
É claro que toda final produz interpretações diferentes. Alguns verão a vitória espanhola como consequência natural de sua superioridade. Outros lembrarão que o jogo permaneceu empatado durante os 90 minutos e que uma final pode ser decidida por um único lance. As duas leituras podem coexistir. O futebol permite o imponderável, mas não elimina a lógica. E a lógica desta Copa aponta para uma conclusão difícil de contestar: a Espanha foi a melhor seleção.
MATURIDADE EM CAMPO – Foi melhor porque soube competir. Foi melhor porque soube controlar. Foi melhor porque teve coragem para atacar e maturidade para esperar. Foi melhor porque não permitiu que a ansiedade de uma final alterasse sua maneira de jogar.
A Argentina deixa o torneio com a frustração de quem esteve novamente diante da história, mas não conseguiu escrever o mesmo capítulo de 2022. A Espanha, ao contrário, escreveu uma nova página de sua própria história. E o fez sem depender de uma goleada, de um espetáculo de gols ou de uma atuação individual extraordinária.
Às vezes, o futebol se resolve assim: um gol, 120 minutos, uma defesa que resiste, um adversário que luta até o fim e uma equipe que, depois de fazer quase tudo certo, finalmente encontra o momento decisivo.
EMOÇÃO – A emoção esteve presente do primeiro ao último minuto. A tensão também. Mas, no fim, a Copa do Mundo encontrou um campeão que não deixou muitas dúvidas sobre a legitimidade da conquista. A Espanha levantou a taça porque foi mais consistente, mais organizada e mais fiel ao próprio futebol.
E, em uma final que poderia ter terminado com uma diferença maior, o 1 a 0 acabou sendo suficiente para registrar aquilo que os 120 minutos já haviam deixado evidente: a Espanha não apenas venceu a Argentina. Conquistou o mundo porque soube, melhor do que ninguém, jogar até o último instante.
1) Torci pela Espanha, minha netinha mais velha, 11 anos, nasceu em Madrid e estão aqui passando férias, muita alegria…
Parabéns também torci para a Espanha.
“Long live France, my beloved country.”
Mereceram pelo que fizeram na copa. Não foi essa seleção com mais enganadores do que jogadores e o técnico não foi competente
E os argentinos como sempre, fazendo suas “argentinadas”.
Levaram um banho de bola, perderam só por um a zero, mas depois do jogo, jogadores argentinos passaram a agredir os jogadores espanhóis.
Na hora das premiações, numa atitude anti desportiva, viraram as costas para para os espanhóis que recebiam a taça e medalhas.
Não sei do que podiam reclamar, afinal foram os mais beneficiados pelas arbitragens.
Bem! Dizem que argentino é o italiano que fala espanhol e pensa que é inglês.
Dizem também que o melhor negócio do mundo, é comprar um argentino pelo que ele vale, e vender pelo que ele pensa que vale.
A Espanha escolheu o momento certo para ganhar. O Brasil continua esperando pelo gol de pênalti do Neymar (quando ele acordar!)
Na moral prezados Tribunarios…Vamos pensar um pouco…sem paixões ou mi…mi..mis…ok.
Quer dizer que a Seleção da Argentina…Que foi magistral na partida CONTRA..a Seleção da Inglaterra … é a mesma SELEÇÃO…que jogou CONTRA a Seleção da Espanha?
É Isso mesmo que vcs PENSAM ?
Quer dizer que agora a tal Espanha é IMBATÍVEL no seleto grupo das O6 ( seis) melhores Seleções?
É isso mesmo ?
Não lhes parece ESTRANHO…Que a Seleção da Argentina só Chutou duas bolas contra a Espanha durante quase TODA partida? Sério mesmo? Quer dizer que A Argentina faz dois Jogos memoráveis ( Contra Cabo Verde e Inglaterra)….E repito MEMORÁVEIS…( Quem aprecia o futebol bem jogado sabe do que estou falando…etc..etc .) E isso na BUSCA do título Mundial …
E quando CHEGA no GRANDE. dia Só chuta ao Gol da tal “Espanha” DUAS bolas ? É isso mesmo que vcs ACEITAM ?? ..NADA vendo nessa FINAL uma VERDADEIRA CORRUPÇÃO em favor da tal “Espanha” e o QUE me deixa CERTO de que a ARGENTINA se VENDEU criminosamente…vergonhosamente..e TRAIÇOEIRA MENTE para que a TAL “imbatível” Espanha chegasse ao Título….
Como provar o que escrevo?
Vejam por si só os Dois Jogos da Argentina…Antes da FINAL…Ponderem e analisem …lances por lances destas partidas e COMPARE com a partida FINAL…e tirem VOSSAS Conclusões e isso pondo de lado quaisquer paixões depreciativas contra o Selecionado da Argentina ( velho “inimigo” dos Brasileiros quando se fala em futebol…como também o é o Futebol Uruguaio).
Final VERGONHOSA vendida nos porões podres da FIFA….Com ar de LEGALIDADE….
Simplesmente uma Vergonha para os “amantes” do FUTEBOL sem limites de Fronteiras…Uma lástima…
PS.
Prezados…quem jogou um pouco de “bola” e que começou nos terrenos baldios e campos esburacados e simples…Que vislumbra no futebol uma alegria …de um futuro melhor…e que chegou a fazer Testes em clubes…E infelizmente por motivos econômicos NÃO deu sequência ao seu sonho sabe do que é AMAR o futebol… Sabe do Sonho de Vestir um Uniforme do seu Clube e da Seleção do seu País…Sem preço…sem negociação….
Essa é minha História…Esse foi meu Sonho lá pelos idos de 1972 Em Duque de Caxias -Rio de Janeiro.
Tempos memoráveis… Lembranças… só Lembranças…
YAH NOSSO CRIADOR SEJA REVERENCIADO…SEMPRE.