
Ofensivas a favor de Flávio preocupam o governo
Caio Spechoto
Catia Seabra
Mariana Brasil
Folha
Integrantes do governo e da coordenação da pré-campanha do presidente Lula (PT) interpretaram a recente ofensiva dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) como tentativas de interferência estrangeira na eleição brasileira e temem que as investidas se tornem mais intensas às vésperas da votação.
A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à pressão de Trump sobre grandes empresas de tecnologia —o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.
INTERVENÇÃO – Aliados de Lula dizem apostar em uma iniciativa preventiva do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para coibir ferramentas de inteligência artificial na campanha, mas a avaliação desse grupo político é de que não haveria como evitar uma ação articulada. Em conversas reservadas com aliados nas últimas semanas, Lula relatou avaliar o atual contexto eleitoral como diferente de outros que já enfrentou por causa das possibilidades de intervenção estrangeira.
Os embates foram acirrados desde a atuação do argentino na convenção do PL no último sábado (25) que escolheu Flávio como candidato à Presidência. Nesta segunda (27), questionado por jornalistas, Lula evitou embate direto, mas ironizou Milei. “Quem é esse cara?”, respondeu. O presidente da Argentina, por sua vez, compartilhou uma série de posts nas redes sociais com críticas ao petista.
Ainda nesta segunda, o governo chinês afirmou que apoia os esforços do Brasil para preservar soberania e independência e se opor a “interferência externa”. A manifestação veio depois de um telefonema entre Lula e o presidente chinês, Xi Jinping.
MANIFESTAÇÃO – No sábado, Milei manifestou apoio a Flávio, que, segundo ele, pode “parar Lula”. Em seu discurso, também chamou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes de “lixo careca”. O magistrado não permitiu que ele visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar cumprindo pena por tentativa de golpe.
As falas de Milei geraram uma crise entre os países. Em uma frente, Lula chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina, uma atitude considerada radical na diplomacia. Em outra, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) reuniu-se com o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, e expressou “repulsa” ao que classificou de “impropérios” de Milei.
Também na convenção, o PL exibiu um vídeo feito por ferramentas de inteligência artificial de Jair Bolsonaro. Na peça, o ex-presidente em formato de IA disse que Flávio é seu sucessor.
REGRAS ELEITORAIS – A exibição do material foi vista por aliados de Lula como um sinal de que a campanha bolsonarista testa os limites das regras eleitorais, uma vez que Jair Bolsonaro não pode aparecer em redes sociais por decisão judicial.
No dia anterior, sexta-feira (24), o jornal americano The Washington Post revelou que Donald Trump planejava enviar auxiliares ao Brasil para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral do país. O Itamaraty negou vistos aos dois funcionários do governo Trump.
O governo petista monitora a proximidade de integrantes da família Bolsonaro com o governo Trump. O presidente dos Estados Unidos recebeu Flávio Bolsonaro para uma reunião na Casa Branca. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defende os interesses de seu grupo político principalmente junto ao Departamento de Estado americano.
TRUMP, O IMPREVISÍVEL – No início de junho, o governo Trump classificou as facções criminosas brasileiras CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como terroristas, em uma ideia que mobiliza a base política bolsonarista. Na época, o Planalto ainda minimizava as possibilidades de intervenção de Donald Trump nas eleições brasileiras. Apesar disso, as autoridades não descartavam a chance de que isso ocorresse devido à imprevisibilidade do governo americano e à sequência de ataques num período de um ano.
Além disso, no ano passado, o governo americano citou o julgamento que condenaria Jair Bolsonaro por tentativa de golpe como um dos motivos para a aplicação de sanções econômicas ao Brasil, o primeiro tarifaço. A medida animou forças políticas de direita na época, mas depois passou a causar desgaste ao grupo político de Bolsonaro.
Quando eram os democratas norte americanos capitaneados pelo Biden ele não reclamava né. Inclusive foi por causa da declaração do Biden cumprimentando-o pela vitória nas primeiras horas após o anúncio do resultado pelo TSE e afirmando que as eleições foram “limpas” que o demiurgo de Garanhuns tomou posse. Havia muitos militares dispostos a seguir os planos do Bolsonaro além da metade da população. Lula é um enganador de otários!!
Interferência boa só quando é a favor dele! Cretino!!!
Gostaria que o Brasil elegesse um presidente decente que endereçasse a solução dos inúmeros problemas com olhar para os mais pobres. Um dos maiores problemas do país é a extrema concentração de renda infelizmente.
Essas interferências estão é ajudando o projeto do Lula de reeleição. Vejam a manchete do Estadão online: Governo Trump alega que Brasil é ameaça ‘incomum e extraordinária’ e prorroga sanções por um ano.
Sempre haverá interferência pois estamos falando de um país continental, cheio de reservas naturais e com mercado consumidor de milhões de pessoas. Os intere$$es falam mais alto.
O pior é a interferência interna, com o governo usando milhões para fazer propaganda, e também as estatais fazendo o mesmo. Como dizem o inimigo mora ao lado
Acho que meu último comentário sumiu. Eu havia dito que essas interferências estão é ajudando o Lula em seu projeto de reeleição. Vejam a manchete do Estadão online; Governo Trump alega que Brasil é ameaça ‘incomum e extraordinária’ e prorroga sanções por um ano.
As sanções em si já prejudicam muito seu principal adversário pois o mesmo se diz “amigo” do Trump, tem foto recente ao lado dele na Casa Branca e o irmão foragido comemorou quando surgiram essas sanções.
Para além disso o demiurgo continuará usando o golpe da “soberania”. Agora então, ainda mais.
Trump deve rir muito dessa famiglia Bozo!!!
Os EUA, seja qual o governo, não admitem que um país nas Américas consiga desenvolver-se tecnologicamente aponto de ser um adversário. Por isso, nunca transferiu tecnologia ao Brasil.
Mesmo no período da ditadura, os generais eram nacionalistas e fizeram coisas que os americanos não gostaram. Tratado nuclear com a Alemanha, construção de submarino nuclear que sofre grandes boicotes, construção de avões, parceria com a a Suecia no caso dos caças Gripen.
E por falar em energia nuclear, o considerado pai do programa de autonomia nuclear do Brasil, o almirante Othon, foi absolvido de todas as acusações contra ele na época da lava jato, cujos integrantes usaram e abusaram da chamada da lawfare para incriminá-lo.. Dá até para desconfiar de que os acusadores estavam a mando de gente que não via com bons olhos o nosso progresso nessa área.
A quebra de protocolo diplomático por Milei teve ajuda de Tarcísio e Flávio
Todos os protocolos diplomáticos foram quebrados pela visita de ao Brasil. Já testemunhei muitas crises entre Brasil e Argentina, mas esta é, de fato, uma das mais graves.
A tensão instalada entre os dois países após os ataques de Milei domina as manchetes do Clarín e do La Nación, os principais jornais argentinos, nesta segunda-feira.
O primeiro protocolo quebrado é vir sem avisar ao governo — procedimento completamente ignorado por Milei. O presidente argentino foi diretamente a SP, onde participou da convenção do PL.
Antes disso foi recebido com pompas no Palácio Bandeirantes, por Tarcísio de Freitas que concedeu a ele a Medalha da Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria concedida pelo ESP. Tarcísio o recebeu com honras de chefe de Estado.
Ele veio como convidado de honra para o lançamento da candidatura de Flávio Rachadinha. Milei adotou, em seu discurso, uma postura de completo desrespeito ao governo brasileiro e ao próprio processo eleitoral do país.
O presidente argentino utilizou palavras ofensivas e desairosas ao se referir a Lula e a Moraes.
O Brasil respondeu pelos canais diplomáticos: chamou de volta o embaixador brasileiro na Argentina para consultas e convocou o embaixador argentino em Brasília para prestar esclarecimentos sobre a conduta de seu presidente — uma tarefa que dificilmente será simples.
Na volta à Argentina, Milei concedeu uma entrevista em que afirmou, sem provas, que o governo brasileiro financiou uma campanha midiática contra a Argentina após a Copa do Mundo.
Chegou a dizer que 25% dos recursos da suposta campanha teriam saído do Brasil, em reportagem publicada no Clarín. A alegação, no entanto, não foi acompanhada de qualquer prova e carece de fundamento conhecido. Nada disso faz o menor sentido.
Mais do que apoiar a candidatura de Rachadinha, Milei parece ter buscado projetar sua imagem em um momento delicado de seu governo, marcado por dificuldades internas e elevados índices de desaprovação, que variam entre 60% e 65%, segundo pesquisas de opinião.
Para isso, escolheu confrontar justamente o principal parceiro comercial da Argentina, destino da maior parte das exportações industriais argentinas.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 27/07/2026 09h38 Por Míriam Leitão
Convite a Milei foi um grande erro de Flávio Rachadinha
Foram completamente inapropriados o linguajar e o comportamento do presidente argentino Javier Milei quando esteve no Brasil. É uma pessoa que não tem noção dos limites do cargo de presidente.
Por mais que ele não goste de Moraes, não pode se referir a ele da forma como fez; é um ministro do STF do Brasil e não pode ser tratado dessa maneira.
Além do mais, há um erro estratégico grande no convite a Milei para a festa de lançamento da candidatura de Rachadinha.
Se é verdade que ele quer ser apoiado e abraçado pela direita internacional é verdade também que a Argentina não é dos preferidos da opinião pública brasileira.
Não foi um ‘timing’ correto para uma campanha eleitoral popular. A atitude de Milei foi de um líder populista, mas ele não representa, no Brasil, uma presidência admirada e respeitada.
Não existe uma ligação política entre Brasil e Argentina; ao contrário, existe uma competição e não sei se isso ajuda Flávio
O Globo, Política, Opinião, 27/07/2026 19h02 Por Merval Pereira
Os narcotraficantes petistas e sua claque de idiotas de nascimento não podem reclamar de interferência em eleições. Pra ficar somente num exemplo, Lula financiou, com a grana dos nossos impostas, a eleição do Hugo Chavez. Como eu sei? Assisti ao depoimento da mulher do João Santana numa dessas CPIs da vida.