Flávio Bolsonaro condiciona presença em debates à participação de Lula

6 thoughts on “Flávio Bolsonaro condiciona presença em debates à participação de Lula

  1. Barba falou merda na hora errada mais uma vez

    “Na sexta-feira, ao visitar a Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), empresa responsável por desenvolver sistemas de defesas espaciais, Lula disse que o Brasil precisa investir mais nas Forças Armadas e na defesa nacional como um todo, porque “há loucos pelo mundo querendo fazer guerra”.

    Em seguida, tratou da Guerra do Paraguai, ocorrida entre 1864 a 1870:

    — E a gente não pode se esquecer que, embora a gente só gosta de paz, a gente seja de paz, a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil, invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu Uruguai, ao mesmo tempo invadiu Argentina.

    E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos — afirmou.”

  2. O tamanho do imbróglio que Barba causou com as asneiras que falou:

    O Paraguai reagiu com forte repúdio institucional e convocação diplomática, destacando a rejeição do Congresso e exigências de reparação histórica por parte de autoridades do país.

    O governo do Paraguai convocou o embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho, para prestar esclarecimentos e entregar uma nota formal de protesto.

    O Poder Legislativo paraguaio emitiu uma declaração oficial afirmando que a fala de Lula distorce e minimiza a dimensão histórica da Guerra da Tríplice Aliança.

    O chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, declarou publicamente que a dignidade do país não é negociável e que o tema foi tratado ao mais alto nível diplomático.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Raúl Latorre, acusou o presidente brasileiro de tratar com leviandade a maior tragédia da história paraguaia.

    O vice-presidente Pedro Alliana cobrou um gesto de fraternidade do Brasil, exigindo a devolução de relíquias de guerra, como o histórico canhão El Cristiano.

  3. O que fazer agora diante do imbróglio com o Paraguai?

    Pedir desculpas, alegando que Barba tomou uns gorós a mais e não sabia o que fazia?

    E esperar que eles matem essa retratação no peito, assim como o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez faz pelo Palmeiras.

  4. Antes de falar besteiras que falou, Barba devia saber que:

    O Paraguai tem exatamente 50% de direito e posse da energia e da administração da Itaipu Binacional, dividindo a propriedade de forma igualitária com o Brasil.

    O Tratado de Itaipu estabelece que 50% da energia gerada pelas 20 turbinas pertence ao Paraguai e 50% pertence ao Brasil.

    O Paraguai consome atualmente cerca de 30% da produção total da usina para abastecer seu território e vende o restante do excedente de sua cota para o Brasil.

    A gestão da hidrelétrica é 100% binacional, com diretores e conselheiros dos dois países em igualdade de condições.

  5. Lula pisou em terreno minado ao falar da Guerra do Paraguai

    O Paraguai se enxerga como vítima de um massacre

    A reação de Assunção às declarações lulistas era previsível. O presidente Santiago Peña telefonou a Lula, e o embaixador brasileiro, José Antônio Marcondes de Carvalho, foi convocado para receber uma nota oficial. Esse é um gesto formal de descontentamento.

    O estresse diplomático ocorre durante as negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que define as bases financeiras e comerciais da energia produzida pela hidrelétrica.

    A tarifa foi fixada em US$ 19,28 por quilowatt até 2026, mas continua pendente a definição das regras para a comercialização do excedente paraguaio.

    Cada país tem direito a 50% da energia, e o Paraguai cede ao Brasil a parcela que não consome.

    Assunção quer negociar essa energia no mercado e obter uma remuneração maior. Itaipu é estratégica para o sistema elétrico brasileiro.

    A relação já havia sido agastada pela revelação de que a Agência Brasileira de Inteligência teria invadido sistemas do governo paraguaio para obter informações sobre a posição de Assunção nas negociações, no governo Jair Bolsonaro e no início da atual administração.

    O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defende que o excedente energético seja utilizado para alimentar centros de dados e projetos de inteligência artificial das big techs, que seriam instalados no Paraguai.

    A alternativa fortalece o poder de barganha de Assunção.

    Fonte: Correio Braziliense, Nas Entrelinhas, 31/07/2026 – 07:05 Por Luiz Carlos Azedo

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