
A fatia decisiva do eleitorado muda de humor
Bruno Alfano
O Globo
Dados da nova pesquisa Quaest — a primeira contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, divulgada nesta sexta-feira — mostram que os eleitores independentes, grupo com potencial para decidir as eleições presidenciais deste ano, ficaram mais longe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se aproximaram do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento aponta que uma fatia maior desse segmento passou a declarar voto no candidato de oposição no segundo turno e a avaliar negativamente o governo.
Os independentes correspondem a um terço dos eleitores do Brasil e são considerados fundamentais para decidirem o pleito, já que, sem eles, nem Lula nem Flávio conseguem alcançar uma maioria de eleitores. Além disso, como são voláteis, podem pender para qualquer um dos dois lados da polarização. No entanto, é o grupo de identificação política, neste momento, com mais pessoas nada interessadas nas eleições (33%) ou pouco interessadas (47%, nesse caso empatado com a esquerda não lulista).
MARGEM DE ERRO – A pesquisa indica que a intenção de voto dos independentes no segundo turno em Flávio avançou de 30% para 35% em menos de dez dias. Já a de Lula foi de 33% para 29% neste mesmo período. Embora todas as movimentações estejam dentro da margem de erro para o grupo, que é de quatro pontos percentuais, todas as oscilações favoreceram o bolsonarista. O grupo também registra os maiores percentuais de brancos, nulo e de quem não vai votar (27%) e de indecisos (9%).
Além disso, é a primeira vez desde maio de 2026, entre os independentes, que a fatia dos que avaliam negativamente o governo (36%) superou a dos que o veem como regular (34%), contra 26% de positivo. Outro sinal de dificuldades para o petista é que entre junho e essa sexta-feira avançou de 45% para 48% a quantidade desses eleitores que desaprova a gestão de Lula. Por fim, 58% desse recorte enxergam que o Brasil está indo na direção errada, ante apenas 28% que entendem estar na correta.
O próprio perfil desse grupo demonstra o desafio de Lula entre os independentes. Pouco mais de um terço se diz de centro (36%), e apenas 9% se declaram como de esquerda, enquanto 51% afirmam que são conservadores.
VIOLÊNCIA – A Quaest também mostra que a maior preocupação dos independentes é a violência — a mesma de todos os grupos políticos —, uma das áreas em que o governo Lula é mais mal avaliado. Já em educação (9%) e problemas sociais (10%), duas áreas nas quais o petista tende a ser mais forte, estão no menor nível de preocupação do grupo.
Apesar das dificuldades, a rejeição dos independentes a Lula e Flávio está praticamente empatada – 60% e 59%, respectivamente. Além disso, 37% do segmento dizem ter mais medo da família Bolsonaro voltar do que de Lula se reeleger (35%).
DISPUTA APERTADA – No cenário geral, a pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira mostra Lula com 43% das intenções de voto em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 40%. Outros 13% indicam desejo de votar em branco, nulo ou de não comparecer às urnas, e 4% se dizem indecisos.
Trata-se de uma oscilação positiva para Flávio na comparação com a pesquisa anterior. Hoje de três pontos, a diferença entre Lula e o candidato do PL era de cinco no levantamento do início do mês e de oito em julho. O resultado de agora configura empate técnico, o que ilustra a recuperação do filho de Jair Bolsonaro depois do baque sofrido com a revelação de conversas com Daniel Vorcaro, do Banco Master. As mensagens vieram à tona em meados de maio.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
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Fiódor Dostoiévski – “O judeu e seu banco dominam tudo: o dinheiro, a educação e a imprensa, mas sobretudo o comunismo, pois por meio dele ele busca destruir o cristianismo, a Europa e toda a civilização. Quando o Anticristo vier, o judeu estará no comando de tudo.”
Esta citação é da publicação mensal de Fiódor Dostoiévski, Diário de um Escritor , edição de março de 1877, que apresenta seu ensaio “A Questão Judaica” . Nele, Dostoiévski expressou profunda hostilidade à influência econômica e social judaica na Europa, associando a emancipação judaica a conceitos apocalípticos e anticristãos.
Makow – “Povo Escolhido de Deus” – na verdade significa que o judaísmo organizado é Deus e todos que se recusam a adorar esses judeus são “idólatras” e devem ser eliminados. A humanidade está se tornando um experimento fracassado por essa razão.
Descubra por que você e seus filhos devem morrer. Os judeus são enganados como os gentios. Os vilões são a classe de Epstein, que representa os Rothschild.”
https://www.henrymakow.com/
Eu sou eleitor independente e votarei as 13h no Lula13.
Irônico , se eram independentes , por quais cargas d’água se afastaram de Lula?