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Michelle busca transferir capital político acumulado entre religiosos
Letícia Pille
Luísa Marzullo
O Globo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) passou a acionar sua rede de contatos no meio evangélico para ajudar diretamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Depois da reaproximação entre os dois, ela intensificou conversas com lideranças de algumas das principais denominações do país e tem usado suas próprias agendas para pedir votos ao enteado e aproximá-lo de um segmento no qual acumulou capital político próprio nos últimos anos.
A articulação ocorre também nos bastidores. O irmão de Michelle e coordenador da sua campanha ao Senado, Diego Torres, tornou-se um dos responsáveis por fazer a ponte entre a ex-primeira-dama e o QG presidencial. Ele mantém contato direto com Flávio e repassa à campanha as agendas feitas por Michelle.
ARTICULAÇÕES – Entre as igrejas acionadas nessa movimentação estão a Igreja Presbiteriana de Brasília, a Sara Nossa Terra, a Assembleia de Deus Missão, a Assembleia de Deus Madureira, a Comunidade das Nações e a Igreja Universal do Reino de Deus. Nesse circuito, Michelle tem trânsito com nomes como Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra; Renato Cardoso, da Universal; Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira; e JB Carvalho, da Comunidade das Nações.
A ofensiva dá uma dimensão mais concreta ao papel que a campanha de Flávio esperava que Michelle desempenhasse depois de os dois superarem os atritos do início da pré-campanha. Em vez de apenas emprestar sua imagem ao enteado ou participar de atos ao lado dele, a ex-primeira-dama passou a colocar à disposição do presidenciável uma rede própria de interlocutores construída ao longo dos últimos anos.
A movimentação ocorre após um período em que Flávio enfrentou ruídos justamente nesse segmento. Os atritos públicos com Michelle repercutiram entre lideranças religiosas e se somaram, naquele momento, ao desgaste provocado pelas revelações envolvendo Daniel Vorcaro e o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”.
QUESTIONAMENTOS – Na avaliação de lideranças ouvidas pelo O Globo, o episódio chegou a provocar questionamentos sobre Flávio entre parte dos evangélicos. Um dos argumentos ouvidos à época era de que as revelações poderiam atingir a percepção sobre a “índole” do candidato. O assunto perdeu espaço desde então, embora permaneçam questões pendentes, como a prestação de contas prometida pelo senador sobre o projeto.
É nesse ambiente que Michelle passou a ser usada como uma das pontes para uma reaproximação. A ex-primeira-dama tem forte identificação com o eleitorado evangélico e é vista por lideranças como alguém que não depende apenas do sobrenome Bolsonaro para circular no segmento. Robson Rodovalho, que recebeu Michelle na Sara Nossa Terra nesta semana, destaca justamente essa capacidade de conexão.
“Ela tem uma energia emocional muito grande, ela tem um carinho natural com os evangélicos e os evangélicos têm com ela porque ela é realmente do meio. Tem a linguagem, tem uma fé muito genuína e espontânea”, afirmou Rodovalho.
REFLEXOS – O bispo também diz perceber reflexos dessa atuação sobre a candidatura presidencial. “Eu vejo realmente uma energia muito positiva, muito boa na campanha dela. Acho que ela está feliz, está leve, está falando muito do Flávio e está transmitindo isso. E eu acho que realmente foi uma boa largada”, disse.
A atuação ocorre em um segmento estratégico para a disputa presidencial. Pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostrou Flávio com 43% das intenções de voto entre evangélicos no primeiro turno, contra 24% de Lula. No segundo turno, o senador aparece com 53%, ante 28% do presidente. O levantamento apontou ainda oscilação recente favorável a Flávio nesse grupo.
A movimentação dos dois principais candidatos mostra o peso atribuído a esse eleitorado. Enquanto Michelle aciona interlocutores e amplia a presença em agendas religiosas, a campanha de Lula também intensificou gestos ao segmento. O PT divulgou uma carta voltada aos evangélicos, prepara uma plenária virtual do grupo Evangélicos com Lula e avalia um encontro com lideranças religiosas.
CAPITAL POLÍTICO PRÓPRIO – A relação de Michelle com esse público antecede a atual campanha. Durante o governo Jair Bolsonaro, ela ampliou sua presença em igrejas e eventos religiosos e se consolidou como uma das figuras do bolsonarismo com maior entrada entre lideranças evangélicas. A campanha de Flávio agora tenta transformar essa relação em uma estrutura de apoio ao candidato.
A participação da ex-primeira-dama já aparece publicamente em suas próprias agendas. Na terça-feira, durante um evento do deputado Júlio César (Republicanos-DF) no Entorno do Distrito Federal, Michelle voltou a pedir votos ao enteado, dançou ao som do jingle “Pé Direito”, usado pela campanha presidencial, e pediu que Deus abençoasse Flávio.
Não há, porém, agenda conjunta dos dois prevista para a próxima semana. Flávio deverá passar por Rio de Janeiro, São Paulo e Alagoas, enquanto Michelle seguirá concentrada em sua disputa no Distrito Federal. A ausência de uma viagem conjunta, segundo aliados, não significa que a colaboração tenha sido adiada: a estratégia é que ela use justamente suas agendas próprias e os contatos que já mantém para ampliar a rede de apoio ao presidenciável.
TENSÃO – A mudança contrasta com o período de maior tensão entre madrasta e enteado. Durante a crise envolvendo a construção da candidatura presidencial e as divergências em torno da eleição no Ceará, Michelle chegou a se afastar publicamente de Flávio.
Com a reaproximação, o QG passou a enxergar Michelle não apenas como um apoio público, mas como uma articuladora capaz de abrir portas que Flávio teria mais dificuldade de acessar sozinho. A campanha considera especialmente importante sua capacidade de interlocução com mulheres evangélicas e com dirigentes de denominações que mantêm relação antiga com a ex-primeira-dama.
Aliados de Flávio associam a atuação de Michelle também à melhora recente registrada pelo candidato em levantamentos internos. No QG, passou-se a falar em um “efeito Michelle”, expressão usada para atribuir à reaproximação parte da recuperação percebida entre mulheres e da consolidação do apoio evangélico.
De guerra de tanques para guerra de drones
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia iniciou-se como uma guerra convencional de tanques e artilharia pesada, mas rapidamente evoluiu para um combate em larga escala centrado no uso intensivo de drones e tecnologia aérea não tripulada.
Fases da Mudança no Combate
Início: Uso massivo de blindados, infantaria tradicional e artilharia em confrontos diretos de linha de frente.
Transição: Dificuldade de manobra para os tanques devido à vulnerabilidade contra armas antitanque portáteis.
Atualidade: Emprego diário de drones de reconhecimento, drones kamikaze (FPV) e sistemas de interferência eletrônica (jammer).
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O Exército brasileiro decide comprar seus primeiros drones camicases no exterior (Marcelo Godoy, Estadão).
Os drones movidos a IA vêm aí e a humanidade não está preparada para eles. (Estadão).
Acorda, Brasil! Presta atenção!
Enquanto isso,
O RECRUTAMENTO DAS FACÇÕES segue a todo vapor:
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/08/20/imagens-policia-aula-drone-penha.ghtml
Há um Estado Bandido em Brasília, que serve apenas para sugar tributos e engordar seu patrimônio corrupto e pessoal.
Há um Bandido Estado, onde Brasília ignora, pois NÃO EXISTE VÁCUO NO PODER.
Quando a religião se mistura com a politicagem é sinal de que nenhuma das duas vale uma pinóia.
Problema do Lula são os preços dos remédios e supermercados.
Coluna Claudio Humberto
Governo Lula já torrou R$1,15 bilhão com viagens
Há duas semanas o governo federal petista passou da marca bilionária de despesas com viagens, em 2026, e “abriu”: agora, no total, Lula (PT) e cia. já conseguiram torrar mais de R$1,15 bilhão. São R$499 milhões com passagens aéreas e – principalmente – mais de R$650 milhões com diárias distribuídas a funcionários. Quase R$148 milhões foram destinados a viagens internacionais, que representam 13% do total.
Rapaz, esse povo vive inventando narrativas para derrubar o Flávio.
Será que essa “jornalista” não sabe que o Flávio é um evangélico? Que a esposa dele também é evangélica? Entre o traficante Luladrão com os seus orelhudos degenerados, que debocham publicamente dos religiosos, e o evangélico Flávio, pra quem essa jornalista estúpida acha que as principais lideranças evangélicas recomendariam o voto dos seus fiéis?
Parte dos líderes evangélicos desejavam que a Michelle fosse candidata a vice com o Tarcísio. Não aconteceu. Veio o afastamento entre a Michelle e o Flávio, ela começou a derreter nas redes e percebeu que a sua candidatura ao senado estava em risco, enquanto a candidatura do seu enteado manteve-se estável. A melhor saída, para ela, foi a reaproximação, o resto é narrativa fajuta de militante.
“O falso banco do pastor
A Polícia Civil do Estado do Rio deflagrou a Operação Golpe da Fé para desarticular um esquema de pirâmide financeira liderado pelo pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, localizada em Niterói (RJ).
O ‘líder religioso’ aproveitava os cultos para convencer os fiéis a investir em um falso banco digital conhecido como “Banco do Pastor” (Gal Invest Bank).
Promessa de lucros: O pastor garantia rendimentos mensais atrativos de 10% para os fiéis e 5% para pessoas de fora da igreja.
Movimentação milionária: As investigações apontam que o esquema movimentou cerca de R$ 8 milhões em três anos.
Prejuízo confirmado: Inicialmente, a polícia registrou o relato de sete vítimas formais, totalizando um desfalque de R$ 1,1 milhão.
Bloqueio de bens: A Justiça determinou o bloqueio das contas e a apreensão de bens de luxo vinculados aos envolvidos.
Os pagamentos dos rendimentos prometidos começaram a atrasar e foram cortados gradativamente sob falsas justificativas.
O dinheiro arrecadado das vítimas era enviado diretamente para as contas pessoais do pastor e para empresas paralelas geridas por ele e sua família, englobando negócios em setores como: Construção civil, Laboratórios médicos e Consultoria contábil.
A esposa e o filho do pastor constavam no quadro societário de empresas que serviam para diluir os recursos e realizar grandes saques de dinheiro em espécie. A polícia também identificou o uso de “laranjas”, pois o banco digital apresentava um capital social de R$ 5 milhões, mas os sócios registrados não tinham patrimônio compatível com os valores declarados.
A ação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) cumpriu 23 mandados de busca e apreensão emitidos contra pessoas físicas e jurídicas. Os agentes vasculharam endereços situados nas cidades do Rio, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e São Paulo. “
Por que Flávio ataca Lula, mas não muito, no caso Lulinha/Marcola: Tem telhado de vidro
A campanha de Flávio não alçou os inquéritos do filho e do ex-chefe de gabinete de Lula para o topo dos seus ataques.
(…)
Flávio foi aconselhado a não entrar numa seara em que também tem telhado de vidro.
Fonte: O Globo, Política, Opinião, 20/08/2026 05h36 Por Lauro Jardim