Charge do Adão (Um Brasil)
Thiago Fonseca
Folha
Perder uma eleição não significa necessariamente ficar fora do governo. Mesmo sem conquistar uma cadeira no Legislativo, um candidato ainda pode participar do Poder Executivo. E é seu partido que pode levá-lo até lá.
Nosso sistema eleitoral incentiva o eleitor a olhar mais para candidatos do que para partidos. Para serem eleitos, candidatos precisam se destacar dentro de suas legendas e obter ao menos 10% do quociente eleitoral.
DIFICULDADES – A grande quantidade de partidos também traz dificuldades para que o eleitor diferencie as siglas. Não por acaso, campanhas de incentivo ao voto frequentemente colocam o candidato individual no centro da discussão.
O problema é que, ao priorizar candidatos individuais, o eleitor pode perder de vista o papel que o partido continuará desempenhando depois da eleição. Candidatos derrotados a deputado estadual e federal ainda têm chances de ocupar postos no governo.
Dados do CepespData cruzados com informações do Ministério do Trabalho mostram que parte dos candidatos não eleitos em 2010, 2014 e 2018 acabou ocupando postos no Poder Executivo. Dependendo do estado e do ano eleitoral, esses candidatos somaram entre 7,2% e 14,2% dos votos nominais destinados aos não eleitos. Isso significa que muitos eleitores não desperdiçaram a chance de levar seus candidatos ao governo.
ESPAÇO NO EXECUTIVO – A inserção de candidatos derrotados no governo só ocorre graças ao empenho de suas siglas. Poucos partidos concentram a capacidade de transformar derrotas eleitorais em espaço no Executivo.
Dependendo do ano, em média entre os estados, apenas 25% a 31% das siglas com representação legislativa responderam por 80% dos postos posteriormente ocupados por candidatos não eleitos. Para quem perde nas urnas, a legenda faz enorme diferença.
As eleições federais deste ano tornam essa questão especialmente relevante. Alguns dos grandes partidos decidiram não apoiar oficialmente nenhum dos principais candidatos à Presidência. A neutralidade nacional permite que se mantenham abertas as possibilidades de negociação depois da eleição.
NEGOCIAÇÃO – Isso não significa que todos esses partidos necessariamente integrarão o próximo governo. Significa que aqueles capazes de negociar sua participação terão mais oportunidades de influenciar a composição do Executivo, o que também inclui a indicação de filiados, apoiadores financeiros, militantes e candidatos que não conquistaram uma cadeira no Legislativo.
É importante fazer a ressalva de que o papel dos partidos não se resume à negociação de posições no governo. Não podemos esquecer que eles organizam boa parte da atuação política no Legislativo, coordenam candidaturas para ampliar o número de cadeiras, decidem quais candidatos recebem mais recursos eleitorais.
Por isso, é fundamental que o eleitor também olhe para o partido dos candidatos. No sistema eleitoral brasileiro, a competição pode parecer individual na urna, mas boa parte da disputa democrática continua sendo partidária.
FaVorcaro
Seja Lula
Seja Bolsonaro
Os dois cavalos têm os mesmos apostadores
Acordão à vista
Roubou bilhões
Levou vida de rei
Passou a rapa em um sem número de primos e primas, em diversos cabarés.
Comprou quase todos os políticos
Mandou no país
Vai ser solto ano que vem
Provavelmente esquecido
Até ir pro exterior e aproveitar os bilhões que estão escondidos lá
Se bobear vai virar até filme
“Everybody loves Vorcaro”
Mais um imperador do Brasil
Era só mais um Batista
Pra quem a prata e o Estado brilham
A impressão é que todo mundo passou a mão na nossa bunda e vai ficar por isso mesmo