
Charge do Duke (Instagram)
Pedro do Coutto
A eleição presidencial de 2026 começa a revelar, para além da disputa entre nomes e partidos, quais serão os critérios capazes de definir o voto de uma parcela decisiva do eleitorado. Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) mostra que a ausência de envolvimento em casos de corrupção e o compromisso com a defesa da democracia estão entre os fatores de maior peso na escolha do próximo presidente da República. ,
O resultado ajuda a explicar por que a campanha que se aproxima tende a ser travada não apenas no terreno tradicional da economia, da segurança pública e dos programas sociais, mas também em torno de uma questão mais profunda: em quem o eleitor acredita ser possível confiar para exercer o poder.
LUGAR CENTRAL – A corrupção volta, assim, a ocupar um lugar central no imaginário político brasileiro. Não se trata de uma novidade absoluta. Poucos temas foram tão decisivos nas últimas décadas para destruir reputações, impulsionar candidaturas e reorganizar forças políticas. A diferença é que, depois de anos de polarização extrema, o tema reaparece num ambiente em que praticamente todos os grandes campos políticos carregam desgastes, contradições ou questionamentos.
Isso torna a exigência do eleitor potencialmente mais ampla: não basta denunciar a corrupção do adversário; será preciso convencer que se está disposto a submeter o próprio grupo aos mesmos critérios de investigação, transparência e responsabilização.
É nesse ponto que a pesquisa contém uma advertência importante para a política brasileira. O combate à corrupção pode ser uma bandeira democrática, mas também pode ser transformado em instrumento de manipulação. A experiência recente do país mostrou como denúncias legítimas podem coexistir com espetacularização, seletividade e exploração eleitoral da indignação pública. Para o eleitor de 2026, portanto, a diferença poderá estar menos no político que simplesmente grita mais alto contra a corrupção e mais naquele que apresenta coerência entre discurso e comportamento.
SEQUÊNCIA DE CRISES – A defesa da democracia, outro fator que aparece com grande peso, acrescenta uma dimensão ainda mais significativa à eleição. O Brasil chega a 2026 depois de uma sequência de crises institucionais que colocou no centro do debate a relação entre eleições, respeito ao resultado das urnas, funcionamento das instituições e limites da ação política. Não por acaso, pesquisas anteriores já vinham identificando o crescimento da preocupação com ameaças à democracia como critério de avaliação e rejeição de lideranças políticas.
Esse dado é particularmente relevante porque desmonta uma leitura simplista segundo a qual a democracia seria uma preocupação restrita a especialistas, instituições ou setores politicamente engajados. Quando a preservação democrática entra na conta do eleitor, ela passa a ser uma questão eleitoral concreta. O candidato não será avaliado apenas pelo que promete fazer com o poder, mas também pela forma como demonstra que pretende exercê-lo e, sobretudo, pelos limites que aceita respeitar quando contrariado.
Há, naturalmente, uma contradição que desafia os candidatos. A polarização produz um eleitorado disposto a defender valores democráticos, mas também alimenta a tentação de relativizar esses mesmos valores quando a ameaça vem do próprio campo político. A democracia, porém, não se prova apenas quando protege aliados. Ela se prova justamente na disposição de aceitar regras, instituições e direitos mesmo quando beneficiam adversários. Esse será um dos testes mais difíceis para os discursos de 2026.
DISPUTA ACIRRADA – O cenário eleitoral recente torna essa discussão ainda mais relevante. A disputa pela Presidência permanece acirrada, com diferentes levantamentos indicando forte polarização e, em alguns cenários, margens muito estreitas entre os principais concorrentes. A própria Quaest divulgada nos últimos dias mostrou uma corrida competitiva, com grande contingente de eleitores ainda sujeito à influência dos acontecimentos e do desempenho das campanhas.
É justamente nesse espaço que corrupção e democracia podem ganhar importância decisiva. Em eleições altamente polarizadas, os candidatos normalmente preservam núcleos fiéis de apoio, mas precisam disputar o eleitor menos ideológico, aquele que não se identifica integralmente com nenhum dos polos e que tende a fazer uma avaliação mais pragmática e moral dos concorrentes. Para esse segmento, uma nova denúncia, uma investigação mal explicada, uma contradição ou um comportamento considerado autoritário pode custar votos suficientes para alterar o resultado.
A pesquisa também deve ser lida como um recado às campanhas que apostam exclusivamente na guerra cultural e na mobilização das paixões políticas. O eleitor pode continuar preocupado com emprego, inflação, saúde, segurança e renda — temas que não desaparecem de uma eleição presidencial —, mas está sinalizando que deseja respostas para outra questão: quem merece receber poder sem representar um risco para o patrimônio público e para as regras do jogo democrático?
DESCONFIANÇA – Não existe resposta fácil. A desconfiança nas instituições e nos políticos não será resolvida por slogans sobre honestidade nem por declarações genéricas em defesa da democracia. O combate à corrupção exige mecanismos concretos de transparência, prevenção e investigação. A defesa democrática exige respeito efetivo à Constituição, às eleições, à liberdade de expressão, ao devido processo legal e à separação dos Poderes. Organizações dedicadas ao acompanhamento da corrupção, como a Transparência Internacional – Brasil, têm insistido justamente na importância de transformar compromissos genéricos em medidas verificáveis e políticas públicas concretas.
A eleição de 2026, portanto, poderá ser decidida também por uma disputa de credibilidade. O eleitor parece menos disposto a conceder um cheque em branco e mais interessado em saber o que cada candidato representa quando a propaganda termina e o poder começa. Corrupção e democracia não são temas abstratos: a primeira trata do uso privado de recursos e estruturas que deveriam servir ao interesse público; a segunda estabelece os limites para que ninguém se considere acima das regras.
Quem compreender essa mudança terá uma vantagem importante na campanha. Quem imaginar que bastará acusar o adversário de corrupto ou inimigo da democracia, sem responder às próprias contradições, poderá descobrir tarde demais que o eleitor está cobrando algo mais difícil: coerência. E, numa eleição em que a confiança se torna um dos principais ativos políticos, talvez seja justamente ela, muito mais do que uma promessa de campanha, que venha a decidir quem terá a chave do Palácio do Planalto.
Garis, em desfile, conforme:
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“A defesa democrática exige respeito efetivo à Constituição, às eleições, à liberdade de expressão, ao devido processo legal e à separação dos Poderes”
Ora, ora, após anos dormindo na cama do estuprador da Constituição e do devido processo legal, o sinistro Alexandre de Moraes, o Sr do Coutto resolve ensinar aos “golpistas” o que é defesa da democracia; mas, por auto-censura, omitiu os nomes dos abusadores.
“Neste mundo uns choram, outros vendem lenços”
(SANTOS, Gleidson Acácio. O Rei do 171)
Além de Polícia
Canção em que Gilmar faz cover dos Titãs no Rock in Rio.
O JUDICIAURO DINOSSÁRIO
Merece a dedicatória de Anitta, em seus 40 anos, com BICHOS ESCROTOS como trilha sonora de A CORRIDA DOS BICHOS:
Bichos escrotos
Titãs
Bichos, saiam dos lixos
Baratas, me deixem ver suas patas
Ratos, entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado
Pulgas que habitam minhas rugas
Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se fuder
Porque aqui na face da Terra só bicho escroto é que vai ter
Bichos escrotos, saiam dos esgotos
Bichos escrotos, venham enfeitar
Meu lar, meu jantar
Meu nobre paladar
Bichos, saiam dos lixos
Baratas, me deixem ver suas patas
Ratos, entrem nos sapatos
Do cidadão civilizado
Pulgas que habitam minhas rugas
Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se fuder
Porque aqui na face da Terra só bicho escroto é que vai ter
Bichos!
Baratas!
Ratos!
Cidadão civilizado!
Pulgas!
Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo, vão se fuder
Porque aqui na face da Terra só bicho escroto é que vai ter
Bichos escrotos, saiam dos esgotos
Bichos escrotos, venham enfeitar
Meu lar, meu jantar
Meu nobre paladar
Papinho furado esse de soberania cantando em versa e prosa pelo Pai dos Burros 9F.
Soberania é preto , branco, pobre , favelado, donas de casa, velhinhos aposentados andarem nas ruas portando 10 celulares no bolso e não serem assaltados e mortos pelos filhotes soças-comunas do Narcola 9 F…
Um dos maiores corruPTos bandido do Páis não foi citado no artigo…
Aliás, o Narcola-9F e sua Facção Criminosa Vulgar fizeram um destruição total do Páis nos 5 mandatos (20 anos)….de desgovernos.
Creio eu , que o Sr. Pedro se esqueceu desse detalhe…
E detalhe, eles roubam mesmo, roubam até os idosos aposentados indefesos, sem dó nem piedade.
outro detalhe, um dos ladrões está vivendo uma vida precária na Espanha, Madri,
aquele abraço
O Papa da Soberania é sempre omitido quando o assunto é corrupção.
Assim é a Esquerda Limpinha, a que alega conseguir pegar um pedaço de cocô pelo lado limpo.
E a Globo, representante dessa esquerda, mostra o desfile com Dom Curro de La Plata de costas o tempo todo fazendo aquilo de palanque abraçando e beijando todo mundo.
E lá na Alemanha o câncer é a vitória da Extrema Direita. Essa extrema deve ser o contraponto da esquerda do cocô.
Conclusão, se você não é capaz de pegar um pedaço daquele excremento, pelo lado limpo, você é um tremendo extremista.