
Sérgio Ricardo se preocupava com a desigualdade social
Paulo Peres
Poemas & Canções
O cineasta, artista plástico, instrumentista, cantor e compositor paulista João Lutfi, que adotou o pseudônimo de Sérgio Ricardo (1932-2020), afirmava que a letra da música ”Zelão” representou o início de sua ruptura com a temática da bossa nova, pois saiu do perímetro da classe média para atingir a favela. “
Zelão” ajudou a abrir as consciências de seu tempo, em torno do engajamento da arte com a justiça social. A música faz parte do LP A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo, lançado em 1960 pela Odeon.
ZELÃO
Sérgio Ricardo
Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval
No fogo de um barracão
Só se cozinha ilusão
Restos que a feira deixou
E ainda é pouco só
Mas assim mesmo Zelão
Dizia sempre a sorrir
Que um pobre ajuda outro pobre
Até melhorar
Choveu, choveu
A chuva jogou seu barraco no chão
Nem foi possível salvar violão
Que acompanhou morro abaixo a canção
Das coisas todas que a chuva levou
Pedaços tristes do seu coração
Todo morro entendeu
Quando o Zelão chorou
Ninguém riu nem brincou
E era carnaval
ABIN PARALELA
PF PARALELA
ABIN FAZ RELATÓRIO
Com aparente viés partidário e eleitoreiro.
DA “ELEIÇÃO PARALELA”.
https://oglobo.globo.com/google/amp/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/09/19/relatorio-da-abin-enviado-a-governo-e-tse-aponta-risco-de-interferencia-dos-eua-nas-eleicoes.ghtml
Paulo Peres, essa letra foi cantada pelo genial ator Grande Otelo, num filme da década de 70. Otelo era um compositor, que vendia as letras que compunha para um empresário musical, mas essa do Zelão ele deixou para ser reconhecido.
Assisti no teatro João Caetano, Sérgio Ricardo cantando na peça de Chico e Paulo Pontes, Gota D’água, com Bibi Ferreira no papel principal.
Dedilhando seu violão e cantando, Sérgio Ricardo visceral, emocionava pela interpretação da dureza da vida.