Tarcísio reforçou o apoio a Flávio Bolsonaro
Pedro Fagundes
CBN
O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo Republicanos, Tarcisio de Freitas, afirmou que é a favor do fim das Bets no Brasil, mas se posicionou contra a forma como a Medida Provisória foi anunciada, na última sexta-feira (26), pelo presidente Lula, do PT.
O pronunciamento ocorreu durante um evento sobre moradia no Itaim Paulista, na Zona Leste da capital. Durante o discurso, Tarcísio reforçou o apoio ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e também a aliados ao Senado.
PRESENÇA DE PARCEIROS – No último fim de semana de campanha, o governador de São Paulo se colocou diante de centenas de pessoas, acompanhado do prefeito Ricardo Nunes e do candidato ao senado, André do Prado, para defender a presença de parceiros na Presidência e no Senado.
Tarcísio reforçou que contar com aliados nos cargos imediatos de poder são chave para aprovar medidas e acelerar o desenvolvimento do Estado. Ele utilizou do argumento para apoiar as candidaturas de Nunes, Prado e também de Guilherme Derrite.
Ao final, também demonstrou preocupação para que os eleitores não confundam o seu número — muito provavelmente com o do PL —, o que marca também a campanha de rádio e tv.
“IRMÃO” – Nunes chamou o governador de “irmão que Deus me deu”, fez indiretas a Lula ao perguntar se a população quer “viver de promessa de picanha”, chamou o candidato do PT ao governo, Fernando Haddad de “dorminhoco”, e ainda criticou as concorrentes ao Senado, Simone Tebet e Marina Silva, por não serem de São Paulo.
Na disputa estadual, Tarcísio tem 56% dos votos válidos no Datafolha divulgado na quinta-feira, suficientes para vencer no primeiro turno. O instituto ouviu 1.610 eleitores entre 22 e 24 de setembro.
Ministro Flávio Dino atua para reeleger Lula
Com sua decisão política de confrontar o TSE e restabelecer fake news contra Flávio, o ministro deixa claro que não há limites para ajudar a campanha do chefão petista
Foi exclusivamente política a decisão que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou ao derrubar uma ordem do ministro André Mendonça, na condição de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para remover publicações em redes sociais que prejudicavam o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
Dino atropelou competências de maneira monocrática e atuou de forma escancarada como militante da campanha à reeleição do presidente Lula, do PT. Nada surpreendente, diante da baderna judicial à qual infelizmente o País já começa a ficar habituado, graças à irresponsabilidade de uma parte dos ministros do Supremo.
Na sexta-feira passada, o ministro André Mendonça mandou tirar do ar 1.125 publicações segundo as quais Flávio Bolsonaro, na condição de senador, havia apoiado um projeto de lei para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”. A informação, inverídica, foi criada e difundida por perfis de esquerdistas.
Pode-se até discutir se o TSE deveria ter derrubado as publicações, à luz da garantia constitucional da liberdade de expressão e também à luz da autonomia do eleitor, mas o que é indiscutível é a competência da Justiça Eleitoral para fazê-lo – e de modo célere, se entender que as publicações podem desequilibrar a disputa eleitoral.
O ministro Flávio Dino, recorde-se, é o mesmo que ignorou as garantias constitucionais do sigilo da fonte e da liberdade de imprensa ao usar seu poder para perseguir um jornalista do Maranhão, seu reduto político, por ter publicado notícias das quais ele não gostou.
Recorde-se também que o ministro Flávio Dino jamais disse uma única palavra contra as inúmeras decisões arbitrárias de seu colega Alexandre de Moraes contra bolsonaristas suspeitos de “golpismo”, incluindo censura e suspensão de perfis em redes sociais. Logo, sua súbita conversão em paladino da defesa da liberdade de expressão é apenas cínica.
Nada disso pode ser lido fora do contexto da sangrenta rinha de galo em que o Supremo mergulhou, opondo lulistas e bolsonaristas. Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula e fidelíssimo escudeiro do presidente, foi colocado no STF porque, nas palavras do petista, tem “cabeça política”.
E ele não vem decepcionando: está na linha de frente na defesa dos interesses de Lula no tribunal, sobretudo quando se trata de confrontar os ministros indicados por Jair Bolsonaro – André Mendonça e Kassio Nunes Marques.
O resultado disso é que, de uns tempos para cá, quase todas as decisões importantes emanadas da Corte são entendidas como resultado de confronto político, e não jurídico.
A Constituição é mera figurante nessa confusão. Nos votos dos ministros, a hermenêutica é exclusivamente política, e o que resta aos cidadãos é procurar entender quem ganha e quem perde com esta ou aquela sentença. Às favas a jurisprudência.
É evidente que isso desmoraliza ainda mais o Judiciário, já bastante desacreditado, como indicam claramente inúmeras pesquisas de opinião. Ministros que só se preocupam com o horizonte eleitoral colaboram de modo decisivo para arruinar a necessária imagem de imparcialidade e prudência que o Supremo, mais do que qualquer outro tribunal, deveria ter.
Hoje, já é possível dizer que o Supremo, tal como desenhado na Constituição, está definitivamente arruinado.
Para piorar, mais uma vez o País está perdendo tempo e energia com temas absolutamente inúteis para o futuro, empobrecendo ainda mais uma campanha eleitoral que já não despertava grande interesse por sua absoluta indigência.
Na prática, a consequência desse irrelevante caso de fake news contra Flávio Bolsonaro será a confirmação, de resto desnecessária, de que os agentes de Lula no Supremo não medirão esforços para eleger o chefão petista – uma clara aposta na manutenção do atual estado de coisas e na nomeação de mais ministros que tornem o bloco lulopetista no Supremo imbatível.
O problema é que se trata de algo tão escandalosamente claro para todos que o tiro pode acabar saindo pela culatra.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 27/09/2026 | 18h13 Por Editorial
O editorial publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 27 de setembro de 2026 manifesta uma posição contundente e crítica em relação à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
De acordo com a análise do periódico, a decisão monocrática de Dino de derrubar uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — que determinava a remoção de conteúdos falsos contra o senador Flávio Bolsonaro — configurou uma interferência de caráter estritamente político e militante no processo eleitoral.
Argumentos centrais do editorial
O veículo de imprensa fundamenta sua crítica com base nos seguintes pontos:
Confronto institucional: O jornal aponta que o ministro atropelou as competências da Justiça Eleitoral ao reverter uma decisão do vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça.
Uso político da hermenêutica: A publicação afirma que as decisões da Corte têm sido guiadas por interesses políticos em detrimento da jurisprudência e do texto constitucional, alimentando a polarização entre correntes lulistas e bolsonaristas.
Incoerência ideológica: O texto acusa o magistrado de adotar uma postura seletiva sobre a liberdade de expressão, classificando sua atuação como incoerente se comparada a posicionamentos anteriores envolvendo o sigilo de fonte e decisões de outros membros do tribunal contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Desgaste do Judiciário: O Estadão argumenta que a conduta de magistrados focados no cenário eleitoral prejudica a imagem de imparcialidade do STF, contribuindo para o descrédito da instituição perante a opinião pública.
Flávio e a sombra dos milicianos
É extremamente preocupante que um candidato à Presidência tenha mantido vínculo tão próximo, até pouco tempo atrás, com um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle
Este jornal informou na primeira página de sua edição de ontem que, em 2023, uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou pessoalmente com o miliciano Robson Calixto, vulgo “Peixe”, o repasse de quase R$ 200 mil provenientes de emenda parlamentar em troca de vantagens indevidas.
A negociata já seria escandalosa se Flávio não fosse candidato à Presidência da República e se o tal “Peixe” fosse um sicário qualquer, desses com os quais a população do Rio de Janeiro, lamentavelmente, acostumou-se a conviver.
Ocorre que Flávio não só é candidato, como tem boas chances de ser eleito. E “Peixe”, definitivamente, não é um ilustre desconhecido do sistema de Justiça.
Em fevereiro deste ano, por unanimidade, “Peixe” foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a nove anos de prisão em regime fechado por ter participado do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.
O indigitado era uma espécie de “faz-tudo” para os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, mandantes do crime, e elo da dupla com a milícia da zona oeste da capital fluminense de onde saiu o facínora Ronnie Lessa, autor dos disparos. Todos cumprem pena presos.
É extremamente preocupante, para dizer o mínimo, que um candidato à Presidência da República tenha mantido vínculo tão próximo com um criminoso de sangue até pouco tempo atrás.
Para piorar, confrontado com um fato dessa gravidade, Flávio se limitou a dar uma resposta protocolar, afirmando, por meio de nota, que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente” e que a responsabilidade pela prestação de contas é de quem recebe os recursos, não do parlamentar. Sobre o fato mais escabroso – a proximidade entre o senador e um miliciano condenado –, Flávio não deu uma satisfação sequer aos eleitores.
Talvez seja mesmo difícil para o candidato tratar do tema com mais objetividade. Afinal, faz mais de duas décadas que, por onde quer que ande, Flávio Bolsonaro está sempre acompanhado pela sombra dos milicianos do Rio de Janeiro com os quais se relaciona, abertamente, desde o seu primeiro mandato como deputado estadual, iniciado em 2003.
A ligação entre Flávio e “Peixe”, por mais problemática que seja, não é um desvio pontual.
Recorde-se que, em 2007, Flávio subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para legitimar as milícias como um “novo tipo de policiamento”. Na ocasião, o então deputado estadual reduziu os crimes praticados por milicianos – não raro policiais e bombeiros corruptos – a “casos isolados”.
Em outro discurso, Flávio chegou a dizer que “não se importaria” em pagar mensalidades de “R$ 30 ou R$ 40” às milícias para “ter mais segurança”. Ele sabia do que falava. Além de condecorar dezenas de milicianos, pouco tempo depois, Flávio empregara em seu gabinete na Alerj familiares de um dos mais temidos matadores do País, Adriano da Nóbrega, capo da milícia Escritório do Crime, baseada em Rio das Pedras.
Adriano seria morto durante troca de tiros com a polícia em 2020, escondido sob nome falso no interior da Bahia. Mas o grupo criminoso que ergueu em Rio das Pedras, envolvido no assassinato de Marielle Franco, sobreviveu a ele – e agora volta às páginas do jornal pela negociação do tal “Peixe” e a assessora de Flávio Bolsonaro.
Estamos a poucos dias da eleição que definirá o futuro presidente do Brasil. Por óbvio, não é questão menor ter entre os postulantes à chefia de Estado e de governo um candidato cuja biografia política está indelevelmente marcada por vínculos estreitos e reiterados – e jamais devidamente explicados – com membros de organizações criminosas responsáveis por execuções sumárias, extorsões, exploração ilegal do comércio e controle social, na base do terror, sobre larguíssimas porções do território do Rio de Janeiro.
Cada eleitor tem a liberdade assegurada pela Constituição para dar seu voto a qualquer candidato regularmente registrado na Justiça Eleitoral.
Mas que todos estejam cientes de que, dado o histórico, a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro embute o risco da ascensão das milícias ao topo do poder da República.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Opinião, 23/09/2026 | 03h01 Editorial
O editorial do jornal O Estado de S. Paulo publicado em 23 de setembro de 2026 expressou forte preocupação com os vínculos históricos e recentes entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e milicianos condenados pela Justiça.
Principais Pontos do Editorial
Negociação com miliciano: O jornal destacou que uma assessora do senador Flávio Bolsonaro negociou em 2023 cerca de R$ 200 mil de emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”.
Condenação no STF: “Peixe” foi condenado por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal a nove anos de prisão por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Histórico político: O veículo lembrou que, desde 2003, Flávio defendeu milícias publicamente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e empregou familiares do ex-capitão Adriano da Nóbrega em seu gabinete.
Alerta eleitoral: O texto concluiu que a candidatura de Flávio Bolsonaro apresenta o risco de levar o poder das milícias ao topo da República brasileira.
Se houvesse oposição a esse desgoverno
O que não há
Seria imprescindível destacar que o povo não está endividado com apostas.
Está enforcado pelos juros absurdos e desproporcionais.
Pelos preços dos alimentos do mercado, das contas de luz, de água, de combustível e de passagens.
Multidões pulando os muros da antiga Supervia porque não conseguem pagar mais de 15 reais de passagens todos os dias apenas para ir e voltar do trabalho.
Comunidades inteiras de pessoas no desemprego e na mendicância, passando a noite na calçada da Avenida Presidente Vargas ou nos arredores da Rodoviária do Plano Piloto.
Cego é quem acredita nesses dados falsos de baixo desemprego.
O que temos é mão de obra desperdiçada.
DESPERDÍCIO DEVERIA SER A PALAVRA NA BANDEIRA.
Ordem e progresso nesse quadro surreal não é positivismo, é sarcasmo.
Cidades inteiras, antes tranquilas, invadidas por hordas de viviados e narcotraficantes, com a política de espalhamento da indigência.
Não há impulso para o progresso.
Apenas um Estado enorme, lento e submisso que serve apenas a interesses pessoais dos seus donos.
Tiranos e crueis.
Quase ninguém constroi.
Não vale mais a pena investir.
E a população envelhecendo.
E a oportunidade histórica da pirâmide etária passando sem que saibamos aproveitar.
A partir de agora, tal como na vida humana, precisamos nos deparar com o envelhecimento despreparado.
Sem previdência.
Sem saúde.
Sem formação produtiva.
Sem infraestrutura.
Sem competitividade.
Seria fácil demais superar esse desgoverno.
Se houvesse ao menos uma oposição.
Mas só vemos cópias que se diluem na multidão.
Envolvidos nos mesmos esquemas.
FaVorcaro é simbólico quanto a isso.
Das eleições de outubro não deveria sair mais do mesmo.
Esse paciente não pode esperar por mais quatro anoa sem nenhum cuidado ou tratamento.
“Venho a público pedir desculpas à família miliciana. Em nenhum momento, afirmei que a família miliciana era a família miliciana. Quando citei a família miliciana, referia-me à família miliciana e não à família miliciana. Portanto, mais uma vez, perdão, família miliciana.”
Tabet
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Rachei o bico!
Rindo até o ano 3.000
José Luis
Cabem alarmes e recursos!
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