STFbuscará diálogo e usará investigações como pressão
Bela Megale
O Globo
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm conversado sobre estratégias a serem adotadas diante da eleição de senadores que formam uma bancada com grandes chances de fazer impeachment de integrantes da corte e tentar esvaziar a atuação do tribunal.
A avaliação feita por quatro magistrados à coluna é que há duas frentes de atuação. Uma delas seria estabelecer diálogo com correligionários do PL que não são considerados da ala radical, que tem o ataque ao STF como bandeira.
ESPAÇO PARA DIÁLOGO – A leitura é que, apesar de todos os senadores eleitos da extrema direita terem feito campanhas com ataques ao tribunal, há espaço para diálogo com uma ala desses parlamentares. Entre os eleitos citados nominalmente por ministros estão Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, e Eduardo Gomes, do Tocantins.
Outra frente envolve parlamentares que estão na mira de investigações da Polícia Federal sob a relatoria do STF. É o caso do senador do PL eleito pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy, investigado por suposto desvio de cotas parlamentares, e do senador e ex-governador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes, que também é investigado por desvios de recursos do seu estado envolvendo uma empresa de telefonia.
Ministros relataram que as investigações em andamento podem ter desdobramentos até mesmo antes dos senadores eleitos assumirem seus cargos. Com os inquéritos sob relatoria do STF, integrantes da corte avaliam que aqueles que têm situação complicada na Justiça não vão querer dobrar a aposta sobre o impeachment de ministros. “A valentia vai até a página dois”, disse um magistrado.
2º Turno
Poder Data Aya: Flávio tem 53% contra 47% de Lula.
Os membros do Aparato Petista ainda acham que estão em cima da carne seca.
Será muito difícil criar-se um novo mensalão pra comprar um Congresso majoritariamente de oposição, caso o jacu reeleja-se.
Não há mais espaço pra ameaças mesquinhas.
Inclusive, caso esta tragédia aconteça, o próprio Lula tem uma enorme chance de ser impichado.
Estão numa espécie de delírio grandiloquente, que os impede dever que “perdeu, mané”.
Atolados até o pescoço na areia movediça, ainda insistem em dar murros e pontapés.
Em vez promover uma ‘caça às bruxas’, o PT devia caçar votos, que é o que está faltando.