Aprovação é um trunfo para Lula a poucos dias da eleição
Fernanda Brigatti
Augusto Tenório
Carolina Linhares
Folha
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6×1, uma importante vitória do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a 11 dias da eleição.
A oposição, alinhada a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador que disputa o segundo turno contra Lula, tentou evitar que a votação fosse concluída ainda nesta sessão. No entanto, um requerimento de calendário especial foi aprovado por maioria de votos e antecipou a realização do segundo turno.
VOTOS FAVORÁVEIS – Flávio Bolsonaro votou sim, depois de críticas à proposta. O PL, seu partido, liberou a bancada. A PEC foi aprovada com 75 votos favoráveis nas duas votações. Somente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) votou contra; Sérgio Moro (PL-PR), recém-eleito governador, não votou. Eram necessários apoios de 49 dos 81 parlamentares.
Pelas regras de tramitação de emendas constitucionais, esse tipo de proposta precisa ser votada em dois turnos, com um intervalo de cinco dias úteis e três sessões de discussão entre eles. Ou seja, pelo trâmite original, seria impossível votá-la antes da eleição.
O calendário especial foi solicitado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e teve o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
PRESENÇA DE LULA – Senadores governistas afirmam que a promulgação pode ser feita na sexta-feira (16), quando Lula estará em Minas Gerais. Eles argumentam, porém, que o cenário ideal seria a promulgação ocorrer nos próximos dias, mas com a presença de Lula. Aliados de Alcolumbre dizem que a cerimônia pode ficar para a semana que vem.
O clima da votação no Senado reproduziu a disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro. O senador Carlos Portinho (RJ), líder do PL, e que orientou a votação da oposição, disse que a bancada votaria favorável à proposta, “junto ao futuro presidente Flávio Bolsonaro”.
O líder da maioria, senador Veneziano Vital do Rego (MDB-PB), disse que para conservar os direitos conquistados na noite desta quarta, era “fundamental e decisivo” que Lula fosse reeleito. Segundo ele, caso o próximo presidente seja Flávio Bolsonaro, o direito à jornada 5×2 acabará revogado. A segunda votação foi concluída sob gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.
REAPROXIMAÇÃO – A votação da PEC do fim da 6×1 no Senado marcou a reaproximação de Lula com Alcolumbre, afastados desde que a indicação ao Supremo Tribunal Federal do advogado-geral da União Jorge Messias foi barrada na Casa.
No domingo (11), Lula afirmou que a votação da PEC antes da eleição já estava acordada com Alcolumbre. O presidente do Senado disse, ao abrir a sessão, que a inclusão da PEC na pauta desta quarta era o cumprimento de compromisso feito por ele de que a votação aconteceria depois da eleição. “Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem, na própria rotina, o valor de um dia a mais de descanso.”
A PROPOSTA – A PEC aprovada pelo Senado nesta quarta reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração.
A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais. O relator da PEC no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou todas as emendas e manteve o texto da Câmara.
No plenário, Aziz defendeu o texto aprovado em setembro na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), mas disse considerar urgente a discussão de uma regulamentação que trate de categorias com jornadas específicas, como a de trabalhadores de plataformas e do setor aéreo.
EMENDA – Senadores da oposição apresentaram uma emenda minutos antes de a última sessão de discussão começar. Assinada pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), ela previa que as jornadas especiais iguais ou inferiores a 40 horas semanais previstas em lei não teriam redução proporcional quando a regra da PEC entrasse em vigor.
Segundo Guimarães, a emenda buscava evitar insegurança jurídica a categorias como bancários, jornalistas e operadores de telemarketing. Antes da votação começar, o autor retirou a emenda. A oposição tentou resistir mesmo após Flávio Bolsonaro mudar de posição e declarar voto favorável ao fim da escala 6×1.
Ele apoia uma outra PEC, proposta pelo seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Líder da oposição, o congressista defende a criação de um novo regime de trabalho, com pagamento por hora, ao invés do fim da escala 6×1. Marinho não apareceu e não registrou presença na sessão.
POPULARIDADE – A oposição reconhece a popularidade do fim da escala de trabalho que dá apenas um dia de folga semanal aos trabalhadores. Pesquisa Datafolha de março apontou apoio de 71% dos brasileiros à proposta.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), defendeu que o governo federal, caso Flávio Bolsonaro vença a eleição, crie medidas para mitigar o impacto da PEC para os empregadores, entre elas a desoneração da folha. “Se para o empregado está bom o fim da 6×1, para o empregador também vai ter que ficar bom em alguma medida, senão vai faltar emprego”, disse.
“Lógico que vai ter impactos e, para mitigar, o setor produtivo pode voltar com o instrumento da desoneração da folha para tentar reequilibrar essa relação”, completou.
EMOÇÃO – O senador Paulo Paim (PT-RS), que em 2015 propôs uma PEC para reduzir a jornada semanal para 36 horas, se emocionou ao discursar na sessão plenária. O parlamentar relembrou lutas anteriores pela redução da jornada, citou canções e homenageou escritores abolicionistas em um comparativo entre a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão, e o fim da jornada de 44 horas semanais.
“Não lembrarei dos escravocratas, mas lembro dos abolicionistas. Escritores como Joaquim Nabuco, André Rebouças, Luís Gama, Castro Alves, Maria Firmina dos Reis e Machado de Assis, que antes da Lei Áurea travaram um debate contra a escravidão”, afirmou o senador.
ESCALA 6X1 E ELEIÇÕES – O PL e outros partidos da oposição a Lula trabalharam para evitar a votação antes do segundo turno, para evitar desgaste eleitoral. Lula decidiu explorar o tema na propaganda de TV. No vídeo que vai ao ar nesta quarta-feira, ele afirma que “O fim da escala 6×1 é para dar mais conforto para o povo trabalhador”. “Trabalhar seis dias e folgar apenas um ameaça seu trabalho”, diz outro trecho da propaganda. “Só Lula garante o fim da escala 6×1”.
Flávio Bolsonaro afirmava que a discussão da PEC do fim da escala 6×1 era oportunista e insistiu na proposta de remuneração por hora. Na terça, a 12 dias da eleição, ele mudou de posição: “A maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da 6×1, então vou votar a favor”, disse o senador.
DESMOBILIZAÇÃO – A declaração de apoio desmobilizou parte da oposição, que se viu sem condições de votar de outra forma. Quando a PEC foi discutida na Câmara, o PL alardeou inicialmente o viés eleitoral do fim da escala 6×1 e tentou adiar a discussão da proposta na comissão especial, adotando estratégia de “dobrar a aposta” para constranger o governo.
O partido apresentou requerimento para adoção da escala 4×3, de quatro dias de trabalho para três de folga, e para que a PEC entrasse em vigor imediatamente, sem transição. A estratégia não deu certo e, no fim, a maior parte do partido votou a favor da proposta do governo Lula.
Brasil: redução de 44 para 40 horas de trabalho semanais
Foi finalmente aprovada no Brasil a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais
O Senado Federal aprovou a PEC que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acaba com a extenuante/desgastante escala 6×1, aguardando agora promulgação.
Se fala nessa redução de 44 para 40 horas semanais no Brasil há mais de 30 anos.
Uma das propostas mais antigas e conhecidas sobre o tema foi apresentada na Câmara dos Deputados em 1995 (PEC 231/95), tramitando por décadas no Congresso Nacional.
A última alteração na Constituição Federal ocorreu em 1988, quando a jornada máxima caiu de 48 para 44 horas semanais — ou seja, a discussão sobre novos cortes já dura quase quatro décadas.
Antes, em alguns setores, imperava praticamente o escravagismo.
O debate ganhou força definitiva e foi aprovado pelo Congresso Nacional (Senado e Câmara) em outubro de 2026, através da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019) que prevê a transição da jornada de 44 para 40 horas semanais (além do fim da escala 6×1) em um prazo de 14 meses após a promulgação.
APROVADO O FIM DA ESCALA 6 X 1
Uma CAMPANHA importante e histórica que deve unir todos os brasileiros é inspirada em O PETRÓLEO É NOSSO
AS TERRAS RARAS SÃO NOSSAS
A TerraBras (ou Terras Raras Brasileiras S.A.)
É a proposta de criação de uma nova empresa pública federal no Brasil, idealizada para atuar na exploração, pesquisa, refino e gestão de minerais críticos e estratégicos, com foco principal em terras raras.
Principais pontos sobre a proposta:
• Objetivo: Funcionar como uma “Petrobras dos minerais”, garantindo que o controle, o beneficiamento e a agregação de valor desses recursos fiquem no país, em vez de o Brasil atuar apenas como exportador de matéria-prima bruta.
• Projetos de Lei: A proposta tramita na Câmara dos Deputados por meio de iniciativas como o PL 1754/2026 (liderado por parlamentares da Federação Brasil da Esperança) e o PL 1733/2026 (apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg).
• Regime de Partilha: Os projetos sugerem adotar o regime de partilha na produção mineral, onde a União participa ativamente dos recursos extraídos, de forma similar ao que ocorre na exploração do pré-sal.
Debates e resistências:
• Críticas do setor privado:
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) argumenta que o principal gargalo do setor não é a falta de uma estatal, mas a carência de tecnologia de refino em escala industrial, infraestrutura e segurança jurídica, defendendo que os recursos públicos deveriam ser direcionados a órgãos já existentes (como a ANM e o Serviço Geológico do Brasil).
• Posição do Governo:
A ideia enfrenta resistências e divisões internas no governo federal e no Ministério de Minas e Energia, com avaliações de que a criação de uma nova estatal a poucos meses de eleições e em um cenário de restrição fiscal é politicamente e economicamente sensível.
• Defesa da proposta:
Movimentos sociais, sindicatos e parlamentares favoráveis (como os da bancada do PT) sustentam que a TerraBras é essencial para a soberania nacional, para a transição energética global e para evitar a entrega de reservas estratégicas a interesses estrangeiros.
Portal da Câmara dos Deputados
PL 1754/2026
REMINISCÊNCIAS DE 1888, 1889…
A “República” do golpe.
A Monarquia não caiu pelo que fez de mau.
Foi pelo pouco que fez de bom.
Dentre os principais fatores que contribuíram para a queda da Monarquia, são evidentes:
A perda do apoio da elite agrária: Os grandes fazendeiros (os chamados “republicanos do 14 de maio”) ficaram revoltados porque a escravidão acabou sem que houvesse indenização financeira pelos escravizados libertados.
Descontentamento do Exército, pois, após a Guerra do Paraguai (1864–1870), os militares ganharam força política, queriam maior participação no governo e sentiam-se desprestigiados pela monarquia.
A crise com a Igreja Católica: Na década de 1880, ocorreu a “Questão Religiosa”, um desentendimento entre o Império e bispos católicos que fez a Igreja retirar seu apoio tradicional ao trono.
Houve crescimento do movimento republicano: Ideias de governo republicano e críticas à figura de um imperador visto como envelhecido e distante ganharam força nos jornais e na sociedade.
AO FIM E AO CABO
A ABOLIÇÃO LEGAL DA ESCRAVIDÃO, mesmo tardia e desamparada, depois de décadas de covardia e lentidão leal “para manter o frágil equilíbrio do poder”, foi o estopim que uniu esses setores insatisfeitos, resultando no golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889 e no exílio da família imperial.
É lógico que existirá saneadora esperança, após sabotarem a “Apocalíptica Meretriz & Alcoviteiros(lupanários) Conglomerados” , ora pois diria Nhô Vitor, diante de:
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Lula, contraria a China e então de quem é essa “idéia”?
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