
Flávio recebe R$ 20 milhões em doações privadas
Bernardo Lima
O Globo
As doações privadas para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) dispararam neste segundo turno e alcançaram R$ 20,3 milhões, quase 29 vezes o valor arrecadado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de R$ 709,1 mil. Com empresários do agronegócio, da construção civil e da indústria entre os principais financiadores, as contribuições de pessoas físicas representam cerca de 76% dos R$ 26,8 milhões recebidos pelo candidato do PL no período.
Os números das prestações de contas parciais apresentadas pelas campanhas à Justiça Eleitoral demonstram que a campanha de Flávio tem apelado mais ao recurso privado para reforçar o caixa da eleitoral neste segundo turno. As prestações de contas foram registradas em 16 e 17 de outubro, respectivamente, por Lula e Flávio.
AGRONEGÓCIO – As doações de empresários para campanha de Flávio dispararam após o candidato largar na frente no primeiro turno. Na comparação com o primeiro turno — R$ 6,95 milhões —, os valores se multiplicaram em quase três vezes.
Flávio tem contado com forte apoio de empresários do agronegócio, ao menos R$ 7,8 milhões em doações de pessoas do setor neste segundo turno. O empresário Elói Vitório Marchett, produtor de soja do Mato Grosso, foi responsável pela maior doação, de R$ 2 milhões.
VALORES MILIONÁRIOS – Integrantes da família Maggi, tradicional no agronegócio de Mato Grosso, doaram conjuntamente R$ 1,5 milhão à campanha de Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno. Elizeu Zulmar Maggi Scheffer e sua esposa, Carolina Mognon Scheffer, fundadores do Grupo Scheffer, gigante do agro brasileiro, contribuíram com R$ 500 mil cada. Outros R$ 500 mil vieram de Samuel Maggi Locks, ligado ao Grupo Locks, empreendimento de outro ramo da família.
Felipe Eleutério Alvares Vaz, sócio do Frigorífico Goiás de Catalão, doou R$ 800 mil para Flávio no último dia 15. Gilson Lari Trennepohl, proprietário da Stara, uma das maiores empresas de máquinas agrícolas da América Latina, enviou R$ 500 mil para a campanha no dia 14.
O setor é historicamente mais alinhado com o bolsonarismo. Dois dias após o primeiro turno, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou apoio à candidatura de Flávio. O deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) mencionou o cenário de juros altos sob a gestão de Lula como um dos motivos para justificar a decisão.
REIVINDICAÇÕES – A aproximação do agronegócio com a candidatura de Flávio também ocorre em meio a reivindicações do setor por mudanças na política econômica e agrícola. Entre as principais demandas apresentadas pela bancada ruralista estão a ampliação do acesso ao crédito rural, o fortalecimento do seguro agrícola, a regularização fundiária e medidas para reduzir a dependência de fertilizantes importados.
O setor da construção civil foi o segundo maior contribuinte para campanha de Flávio no segundo turno, com ao menos R$ 2,4 milhões. Da indústria calçadista, o empresário Alexandre Grendene, fundador e maior acionista da fabricante de calçados que leva o nome da família e é dona de marcas como Melissa e Rider, enviou R$ 1 milhão para à campanha no último dia 16.
Do outro lado, a campanha petista registrou um volume consideravelmente menor na arrecadação de recursos privados. Foram R$ 678,9 mil em recursos de financiamento coletivo neste segundo turno, e R$ 30,2 mil em doações. Isso corresponde a apenas 3,4% dos R$ 20,71 milhões registrados desde o dia 5 de outubro.
FUNDO ELEITORAL – A campanha de Lula tem sido financiada principalmente pelos R$ 20 milhões em recursos do Fundo Eleitoral que foram transferidos pelo PT no dia 8 de outubro. Desde 5 de outubro, o PL destinou cerca de R$ 6 milhões à campanha presidencial de Flávio: R$ 4 milhões do Fundo Partidário, e outros R$ 2,46 milhões do partido para locação de aviões.
O PL e o PT concentram 30% dos recursos do Fundo Eleitoral nas eleições de 2026. O PL ficou com a maior fatia do fundo, recebendo R$ 881,7 milhões, o equivalente a 17,77% do total. Já o PT teve direito a R$ 615,4 milhões, ou 12,4% dos recursos.
Embora a divisão do Fundo Eleitoral entre os partidos siga critérios estabelecidos pela legislação, que levam em consideração principalmente a representação das siglas no Congresso, cabe às próprias legendas definir como os recursos serão distribuídos entre seus candidatos. Com isso, cada partido tem autonomia para estabelecer o volume de dinheiro destinado à disputa presidencial, observadas as regras legais de distribuição.
PRINCIPAL FONTE – O Fundo Eleitoral foi criado em 2017 após a proibição das doações empresariais para campanhas políticas. Desde então, tornou-se a principal fonte de financiamento das disputas eleitorais no país.
Apesar da proibição das doações empresariais, os donos e sócios de empresas podem contribuir com recursos próprios, como pessoas físicas. Pela legislação eleitoral, cada doador pode destinar às campanhas até 10% dos rendimentos brutos declarados no ano anterior à eleição, com exceções previstas para determinadas doações estimáveis em dinheiro. Assim, empresários de alta renda podem realizar contribuições milionárias dentro das regras eleitorais.
A campanha Flávio tem recorrido menos aos recursos públicos, na medida que conta com mais doações privadas. Ao longo de toda a disputa, o partido destinou R$ 67,5 milhões dos R$ 95,5 milhões arrecadados pela candidatura, considerando os repasses do FEFC e do Fundo Partidário. O PT, por outro lado, financiou cerca de R$ 100 milhões à campanha presidencial de Lula, somando o primeiro e segundo turno.
Desde 1983, há cerca de 43 anos, após receber as informações políticas mais realistas e mais sinceras possíveis jamais vistas antes na história do Brasil, passadas pelos neurônios do saudoso senador, Teotônio Vilela, via Canal Livre da Band, sobre a situação e possível solução do país, da política e da vida sofrida da população brasileira, ora com os meus 7.4 anos de vida, aos quais consegui chegar aos trancos e barrancos, na seara política, os meus neurônios continuam cravando e lacrando que apenas um megaprojeto novo e alternativo de política e de nação, que me dei ao trabalho de elaborar e propor a todos, como tenho feito há mais de 30 anos, inserido na sigla RPL-PNBC-DD-ME, crendo que à vista do fracasso retumbante da república do militarismo e do partidarismo, politiqueiro$, e seus tentáculos velhaco$, com os seus 136 anos de sofismas, golpes, ditaduras e estelionatos eleitorais, que transpira decadência terminal por todos os seus poros, a RPL-PNBC-DD-ME é a única fórmula capaz de motivar e esperançar o Brasil e o povo brasileiro no sentido do descortino dos novos horizontes, capaz de entregar ao país, a política e, sobretudo, ao povo brasileiro o melhor e mais alvissareiro e presente e futuro possíveis, em que pese os cercos, os boicotes, os obstáculos, as sabotagens, os sofismas, as manobras diversionistas, os cancelamentos e as exclusões impostos pelo Quinteto do Diabo, formado pelo sistema, o capital velhaco, o establishment, a loucura compulsiva e insaciável por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, e a imprensa falada, escrita e televisionada dos me$mo$, que nos fazem a todos suas vítimas, reféns, súditos e escravos, inclusive os candidatos que são usados pelos me$mo$ como fantoches e marionetes do capital velhaco que para onde se movimenta mais forte é exatamente para onde o povo sofrido não deve caminhar, ao ver dos meus neurônios, é claro. https://tribunadainternet.com.br/2026/10/23/recorde-de-doacoes-a-flavio-indica-fortalecimento-da-campanha-dele/?fbclid=IwY2xjawVIU91leHRuA2FlbQIxMQBwZG9mAXNydGMGYXBwX2lkEDIyMjAzOTE3ODgyMDA4OTIAAR6_dTzH4lh-oSos7z7tKmt4hRXAeVhGdE2ARhcs9uqbFemq8BYOB_UfIXqTDQ_aem_wzlps9a0-rCZcWG5iZ2PYA#comments
É merecimento, nota 10 com estrelinhas!
Bem, parece que alguns doadores que entraram com uma grana preta, estiveram envolvidos em algumas falcatruas. Um grileiro e um contrabandista de agrotóxicos.
Isso é “plantação” da oposição, já devolvida e certamente como “aqui por engano” em doação pra campanha emissora contrária.
Bah!