Reeleição de Lula pode abrir nova crise no Supremo com rejeição de ministros

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio.  #DiasToffoli #bancomaster #justiça #master #STF #lula #moraes #chargejc  #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolu

Charge de Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Roseann Kennedy
Estadão

O resultado da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo, 25, era aguardado com ansiedade nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal interessado no desfecho era, sem dúvidas, Alexandre de Moraes; afinal, seu futuro e seu poder estão diretamente atrelados a quem assumirá a Presidência da República.

A eventual vitória de Lula era vista nos bastidores da Corte como a salvação de Moraes e para garantir o empoderamento de seu grupo, chamado nos corredores da magistratura de “o quarteto”.

FIM DO CICLO – Já a vitória de Flávio apontava para o fim do ciclo de poder daquele que era considerado por sua corrente política como único “carrasco do bolsonarismo”, cuja vitória daria mais força para o possível impeachment de Moraes.

Logo após o primeiro turno, com a expectativa de vitória de Flávio, Moraes adotou uma mansidão repentina. Na linha do “salve-se quem puder”, agradou o “filho Zero Um” de Jair Bolsonaro, autorizando-o a voltar a visitar o pai.

Nos bastidores, entretanto, o ministro avançava em outra estratégia de salvamento, fazendo uma reunião secreta em seu gabinete com a cúpula da Polícia Federal.

POR SORTEIO? – Quinze dias depois desse encontro, a PF avançou em novas frentes de investigação contra Flávio e pediu a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo sua relação com o advogado Willer Tomaz. Por sorteio, o caso ficou sob relatoria de Moraes.

Com Alexandre de Moraes de volta à cena política, caiu por terra a tentativa de apaziguamento feita ao final do primeiro turno com integrantes da campanha bolsonarista.

Na noite da sexta-feira, 23, o magistrado determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis e o sequestro de R$ 6 bilhões das contas de Willer Tomaz. O alvo tem um amplo espectro de relações políticas em Brasília. A defesa diz que se trata de uma “pescaria probatória” para “fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais”.

LULA REINA – Agora, Lula indicará mais quatro ministros para o STF. Como a Corte é formada por 11 ministros, isso será definitivo para estabelecer o jogo de forças internamente.

Hoje, a ala de Moraes vota de forma coesa e reúne Cristiano Zanin — que foi advogado do petista —, Flávio Dino — ex-ministro do governo Lula —. Dias Toffoli – ex-advogado do PT,  e Gilmar Mendes.

Juntos, eles já conseguiram, por exemplo, frear o pedido de abertura de investigações contra Moraes sobre o contrato de R$ 131 milhões do escritório de sua esposa, Viviane Barci, com o Banco Master, além de outras suspeitas de sociedade com o banqueiro Daniel Vorcaro.

DOMÍNIO TOTAL – Com Lula reeleito, esse bloco dobrará de tamanho. Um reforço já será imediato para a vaga aberta de Luís Roberto Barroso. Isso aumenta o poder de Moraes, que deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027.

Os demais integrantes do Supremo não votam necessariamente alinhados, pois têm perfis, interesses e exposições públicas variados.

Para completar esse cenário, o Supremo Tribunal Federal continua vivendo a maior crise reputacional de sua história, com pedidos de investigação sobre seis de seus atuais 10 ministros.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com um cenário de maioria bolsonarista, tudo pode acontecer – de bom e de ruim. Vários ministros lulistas podem sofrer impeachment e as novas indicações de Lula podem ser rejeitadas, provocando uma crise monumental. (C.N.)

7 thoughts on “Reeleição de Lula pode abrir nova crise no Supremo com rejeição de ministros”

  1. Mais quatro anos de incompetência preparam terreno para o mesmo subgrupo da idêntica quadrilha e da mesma facção soberana, agora sob as legendas que tomaram Estados importantes e o Senado.

    Trump foi o maior cabo eleitoral de Lula.

    Dudu Bananinha ameaçando enviar os forças estrangeiras e outras baboseiras, invadir um Brasil já subjugado, além dos grupos que agiam como em 2020, amalucados, pedindo ataque nuclear, ora anunciando um choque, ora tentando se parecer com a concorrência, tudo o que não tem funcionado muito bem nos últimos pleitos.

    Aprendam que, sob a barra da saia de uma potência estrangeira, não se deve ganhar eleição.

    Queria que Lula fosse realmente nacionalista, anti-imperialista e fortalecesse a nossa defesa e soberania.

    SQN

    Se escapar de outro 2015 terá sido sorte.

    Portanto, Bolsonaros perderam por burrice.

    Trump, malandro, por arrogância.

    Ou talvez nem quisesse ou precisasse ganhar de verdade.

    Enfim, a “oposição” composta por um bando de vendidos declarados.

    E a situação com grande patrocínio da Globo e muito descaso na gestão do Brasil há 30 anos.

    Isso não vai terminar bem.

    Apenas foi adiada a derrota inevitável.

    De Lula e sua trupe?

    Não. Dos brasileiros.

  2. O Tarcínico, a Micheque e o Boy de Mogi bem que tentaram se conter, mas foi impossível disfarçar o sorriso de satisfação diante da derrota de virada do Rachadinha.

  3. “James Perloff disse (22 de fevereiro de 2025):

    Não sei como as coisas vão se desenrolar, mas lembro-me de que em Os Protocolos dos Sábios de Sião (3:15) está escrito:

    “Temos levado os povos de um desencanto a outro, para que no fim eles também se afastem de nós em favor daquele rei-déspota do sangue de Sião, que estamos preparando para o mundo.”

    Isso sugere fortemente que o Estado Profundo dos Rothschild sempre soube que, após submeter o povo a muitos “desencantamentos”, acabaria por ceder parte, ou grande parte, do seu próprio poder para abrir caminho para o Anticristo. Isso pode estar relacionado com as aparentes vitórias sobre entidades do Estado Profundo que temos testemunhado desde que Trump assumiu o cargo.”
    https://henrymakow.com/2025/02/-chabad-lubavitch-and-the-glob.html

  4. Senhor Carlos Newton , lembre-se que boa parte dos membros da classe política Brasileira , são ” corruptas , criminosa e desonestas ” e tem contas á prestarem ás ” polícias e a justiça ” , inclusive alguns deles já tem processos nas costas abertos na justiça , que estão no forno , que bem poderiam sair e passarem a andarem , e degolarem muitos desses políticos , portanto não acredito que os senadores com processos nas costas , se assanhem em pedirem a cabeça de quaisquer juiz do STF , e mesmo aqueles senadores que nada devem ás ” polícias e s justiça ” que são pouquíssimos , com toda certeza não encontrarão apoio e respaldo para um pedido de degola de algum juíz do STF .

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *