Apanhado em flagrante, Moraes derrete como picolé exposto ao sol do meio-dia

Tribuna da Internet | Alexandre de Moraes tornou-se campeão de pedidos de impeachment no Senado

Charge reproduzida da revista Fórum

Josias de Souza
UOL

Um antigo magistrado da Suprema Corte dos Estados Unidos ensinou que “a luz do sol é o melhor detergente”. No Brasil, a blindagem fornecida a juízes com pouco juízo retarda a eventual higienização. Mas não impede a liquefação. Alexandre de Moraes, por exemplo, derrete como picolé exposto ao sol do meio-dia.

Não é um colapso súbito. A imagem de xerife supremo escoa lentamente, gota a gota. A documentação da Receita que indica o pagamento de R$ 80 milhões do Master para a banca de advocacia da família Moraes é o penúltimo pingo.

RASTRO PEGAJOSO – Compõe um vestígio pegajoso. Um rastro que inclui o contrato de R$ 129 milhões, o salto de 266% do patrimônio familiar, os voos em jatinhos da empresa de Daniel Vorcaro, a degustação de uísque Macallan em Londres, a troca de mensagens no escurinho do Zap…

O sol é inclemente e indiferente. É severo. Mas não julga. Apenas incide. O que leva ao derretimento é a exposição contínua de fatos tão extraordinários que têm potencial para transformar seres hipoteticamente especiais em pessoas ordinárias, às vezes em todos os sentidos.

Empresário “condenado a 14 anos” por Pix de R$ 500 exibe o descalabro do STF

Alcides Hahn, condenado pelo STF nos atos de 8 de Janeiro

Este é Hahn, vítima de grotesco erro judiciário do STF

Fernando Schüler
Estadão

R$ 500 , via Pix. Foi a ajuda do Alcides Hahn para a vaquinha do ônibus que levou um grupo de manifestantes para Brasília, dias antes do 8 de Janeiro. Da turma do ônibus, consta que ao menos um teria depredado alguma coisa, em Brasília. Hahn tem 71 anos e é um desses pequenos empresários de descendência alemã que fizeram a força comunitária do interior de Santa Catarina.

Alguém pode sugerir que ele “sabia de tudo”. Sabia que aquelas pessoas iriam ocupar a Esplanada, que uma parte iria sair do controle, invadir os prédios, pintar aquela estátua com o batom vermelho e tudo mais. Porém, não é verdade.

PATÉTICO CINISMO – Dizer isso não passa de um patético cinismo. Ele contribuiu porque alguém pediu, porque era da comunidade e manifestações são legítimas, em uma democracia. Contribuiu porque era seu direito. E por aí daria para encerrar a questão.

O fato é que ele foi condenado a 14 anos de prisão. Para uma parte das pessoas, está tudo ok. 14 anos até é pouco. O certo seria prisão perpétua, ou coisa pior, para essa gente fascista, e ainda mais de Santa Catarina, que passou Pix para financiar o “golpe” naquele domingo ensolarado, em Brasília.

Só um País domesticado, que perdeu completamente o senso republicano, é incapaz de perceber o elemento absurdo em tudo isso. Alcides Hahn, assim como outros pequenos empresários, condenados do mesmo jeito, não cometeu crime nenhum. Não foi a Brasília, não quebrou nada, não tentou dar nenhum golpe. Ele é apenas parte de uma multidão amarrada por um conceito. O crime-conceito.

CRIME SEM LEI – É um delito que não precisa de objetividade ou enquadramento a nenhum tipo penal específico. Precisa apenas de uma fundamentação. De um “entendimento” bem-amarrado. E está tudo ok.

“Individualmente”, leio em uma matéria, “Hahn não cometeu nenhum delito”, mas fazia parte da “multidão”. A multidão criminosa, autora da “trama golpista”, o grande crime “multitudinário”. A gordura parece escorrer de cada uma dessas palavras. E me faz lembrar da frase que um dia escutei de um velho professor: nada é mais difícil de refutar do que uma ideia absurda. E aqui, diria: um processo absurdo.

Alcides não tem foro privilegiado, deveria ser julgado na primeira instância, com direito a recursos? Irrelevante. Não teve sua conduta individualizada? Irrelevante. Não tinha a intenção de dar golpe nenhum? Irrelevante.

ESTADO DE EXCEÇÃO – Uma vez dado o conceito, mesmo um pequeno comerciante de uma cidade pacata do interior e seu Pix de 500 reais ganham status de “associação criminosa armada”, um dos crimes pelo qual foi condenado. Simplesmente, não há como refutar uma coisa dessas.

A história toda me lembrou do filósofo italiano Giorgio Agamben e sua tese sobre o “estado de exceção”. Muito do que se passa no Brasil refere-se exatamente a isto. A esta zona cinzenta entre o que é legal e o que é meramente político. Ou ainda: entre o que é “ilegal”, mas que por efeito de alguma necessidade ou razão de Estado, definida pelo próprio poder, se converte em “perfeitamente jurídico e constitucional”.

É tudo que vivemos, no Brasil dos últimos anos. Um inquérito que nasce de modo “heterodoxo”, em 2019, e se desdobra, indefinidamente. O universo dos direitos individuais não mais delimitados pela regra escrita, mas oscilando, ao gosto do poder, sobre camadas opacas de “interpretações” e “entendimentos”.

VIDA QUE SEGUE – Na prática, vamos convir, ninguém dá bola. Diante do absurdo, observamos alguma indignação, por aí. E a vida segue. O Sr. Hahn é apenas o exemplo bem-acabado de um tipo que criamos, no País dos anos recentes: os brasileiros irrelevantes.

São brasileiros sem pedigree, sem história, sem “retórica”. E por óbvio, sem poder algum. Pessoas que têm seus direitos claramente violados, mas que desaparecem em meio à guerra política e nossa mais completa falta de empatia.

Muitos enxergam seu drama como uma vitória da democracia. Meu velho professor tinha razão. É realmente difícil, se não impossível, refutar uma ideia como esta.

Brasil cresce à noite, quando a classe dirigente dorme e não consegue atrapalhar…

Tribuna da Internet | Bolsonarismo e corrupção ameaçam a solidez da democracia no Brasil

Charge do Bira (Arquivo Google)

Carlos Newton

O Brasil não caminha para o abismo, porque é um país muito grande, não cabe dentro do buraco e consegue crescer um pouco à noite, quando os dirigentes dos Três Poderes estão dormindo e não atrapalham. O maior problema é a classe dirigente, com uma elite ignorante, gananciosa e insaciável, que apodrece os três poderes e aumenta cada vez mais a desigualdade social, sem que ocorra uma necessária e vigorosa reação a essa disparidade.

Basta citar o espantoso fato de que não há protestos realmente incisivos contra os penduricalhos ilegais nem contra o sistema desumano de reajuste, que confere o mesmo percentual a quem ganha um salário mínimo ou recebe o teto, algo inacreditável, inviável e inaceitável.

REAJUSTE PERVERSO– Os números não mentem e exibem às escâncaras o progressivo aumento da desigualdade social. Os reajustes têm o mesmo percentual para todas as categorias, acertados entre patrões e empregados, via negociação sindical, e o mesmo sistema vigora no serviço público.

Assim, quando há um aumento de 10%, por exemplo, o funcionário de salário mínimo (R$ 1.621,00) passa a ganhar mais R$ 162,10, ao receber R$ 1783,10 mensais. Já o servidor que recebe o teto (R$ 46.366,19) sem penduricalhos, que é coisa rara), tem reajuste de R$ 4.636,20, e sobe para R$ 51.002,38.

É um sistema nada republicano ou democrático, absolutamente perverso, impiedoso e desumano, porém não se vê nenhuma reação contra isso.

PRECISA MUDAR – É óbvio que a situação tem de mudar. O distanciamento entre ricos e pobres precisa diminuir. Os reajustes salariais têm de ser maiores para quem ganha o mínimo e menores para quem recebe o máximo – é uma necessidade lógica, óbvia e gritante.

A sistemática de reajustes iguais para todos é idiota, cruel e suicida. Estamos criando uma sociedade em que a riqueza absoluta tenta conviver com a miséria absoluta, mas isso “non ecziste”, diria o piedoso Padre Quevedo, não se misturam, são como água e óleo.

A desigualdade social crescente e irrefreável gera consequências funestas, como o aumento da criminalidade, movido pela corrupção e pela revolta dos desvalidos. Por isso, vivemos num clima de total insegurança. As pessoas têm medo de sair às ruas; preferem uma vida desprezível, agarram-se aos celulares e computadores como se fossem boias salvadoras.

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P.S.
– Desculpem a exasperação. Esse assunto é tabu, ninguém ousa criticar a desumanidade com que os pobres são tratados pela sociedade dominante, digamos assim. Agora mesmo, saiu a notícia de que a 
Câmara de SP gasta R$ 14,3 milhões com ‘benefício nutricional’ para servidores aposentados. Enquanto isso a patuleia ganha alguns benefícios sociais, para não morrer à míngua, mas está impedidos de evoluir socialmente, porque falta o essencial – salário digno, educação de qualidade e assistência médica eficaz. A imprensa não toca no assunto, é como se a desigualdade ainda não tivesse fugido ao controle, embora já esteja completamente descontrolada. Mas quem se interessa? (C.N.) 

Irmão de Ciro Gomes ganha cargo de R$ 52 mil no BNDES e incomoda o PT

Justiça consome R$ 181 bilhões e expõe peso crescente do Judiciário nas contas públicas

Batalha pelo horário eleitoral expõe uma disputa pesada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Kassab aposta em terceira via e diz que 15% de Caiado já mudam totalmente o jogo eleitoral

Kassab diz que Caiado é alternativa à polarização

Mariana Grasso
Folha

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta semana que, se a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado atingir 15% das intenções de voto, “está ótimo”. A declaração foi feita durante um evento de investimentos do Bradesco BBI, em São Paulo.

Segundo Kassab, existe uma polarização entre o petismo e o bolsonarismo, que não está consolidada, e Caiado é uma alternativa. “Acho que é muito importante que tenha essa alternativa, nem que fosse para perder. Os brasileiros precisam mostrar que existe outro caminho”, disse.

ESPERANÇA – Kassab afirmou que, mesmo se Caiado não chegar ao segundo turno, ter 15% dos votos é uma esperança. “São 15% com os quais nós vamos chamar alguém e dizer: ‘vamos apoiá-lo porque queremos isso e aquilo’.”

O dirigente do PSD destacou que tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) possuem rejeições acima de 40%. “O voto do Lula não é consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. Com o Flávio é a mesma coisa”, avaliou.

INDULTO – Caiado foi confirmado pré-candidato do partido na semana passada. Na ocasião, prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro (PL), mas fez críticas a Flávio, questionando a sua experiência para governar o país.

Em pesquisa Datafolha divulgada há um mês, o presidenciável do PSD marcou 4% das intenções de voto em cenário com Lula, que aparecia com 39%, e Flávio, que tinha 33%.

No desespero, Moraes quer aprovar uma ação do PT que limita a delação premiada

Gilmar Fraga: o protetor | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Arquivo do Google)

Malu Gaspar
O Globo

Em meio ao avanço das tratativas para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes resolveu tirar da gaveta uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que questiona a validade e os limites constitucionais das colaborações premiadas.

Na segunda-feira, ele pediu a inclusão na pauta de uma ação movida pelos advogados do PT: Lenio Streck, André Trindade e Fabiano Santos, que foi presidente dos Correios neste terceiro mandato de Lula.

FIXAR “CRITÉRIOS” – A movimentação indica que o ministro, potencial alvo das revelações do dono do Master, pretende tentar restringir a validade da delação, como já fez há duas semanas, quando deu uma liminar restringindo o uso dos relatórios de inteligência financeira do Coaf.

A ação em questão é a ADPF 919. Nela, o PT pede que o STF fixe critérios para impedir o uso arbitrário de delações premiadas e “coibir interpretações que violem garantias fundamentais”.

Em dezembro de 2021, Moraes já havia solicitado informações ao então presidente Jair Bolsonaro e ao Congresso sobre o tema, para instruir essa mesma ação, mas não tomou decisão a respeito.

Dois anos depois, em setembro de 2023, ele homologou a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, no processo em que o ex-presidente terminou condenado a 27 anos de prisão por planejar um golpe de estado junto com ex-ministros e generais que compunham seu governo.

ALVO EM POTENCIAL – A Procuradoria-Geral da República chegou a ser contra a delação de Mauro Cid, mas ele foi fechado diretamente com a Polícia Federal e com o aval de Moraes.

Hoje, junto com Dias Toffoli, o ministro Moraes é um potencial alvo da delação premiada de Vorcaro, que está em negociação tanto com a PGR como com a PF, e já enviou um recado aos investigadores de que pretende fazer uma “delação séria” e não poupar ninguém. O relator do caso Master no Supremo é o ministro André Mendonça.

Um dos pontos a ser esclarecido na delação é o contrato que o banco fechou em 2024 com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prevendo o pagamento de R$ 129 milhões de reais em três anos para a prestação de serviços junto ao Executivo e ao Legislativo em Brasília.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Mais uma grande matéria de Malu Gaspar, que está trabalhando pesado na cobertura do caso do Banco Master. Ela confere pessoalmente todos os atos de Moraes no Supremo, para conferir se ele está tentado se livrar das investigações, e não dá outra – ele está sempre tentando tirar o corpo fora, porque não tem como se defender. (C.N.)

Direção do PL tenta apagar incêndio entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira

Motta adia eleição no TCU e articulação expõe a disputa de poder na Câmara

“O brasileiro convive bem com o escândalo moral”, dizia o poeta Thiago de Mello

Tribuna da Internet | Thiago de Mello, um poeta que não aprendeu a lição de  que é melhor ser acomodadoPaulo Peres
Poemas & Canções

O poeta amazonense Thiago de Mello (1926-2022), sempre atento à realidade de seu país, analisou em versos as agruras da política nacional, ao compor “Diário de um Brasileiro”, um poema que mostra a realidade de nosso dia a dia.

DIÁRIO DE UM BRASILEIRO
Thiago de Mello

O brasileiro convive bem com o escândalo moral.
Os ladrões infestam os salões de luxo,
os Bancos estouram, os banqueiros
são cumprimentados com reverência,
o Presidente do Congresso chama o senador
de bandido, sim senhor, vossa excelência.

O Presidente diz pela televisão
que “é preciso acabar com a roubalheira
nos dinheiros públicos”.
As pessoas das cidades grandes
vivem amedrontadas, qualquer
transeunte pode ser um assaltante.
As meninas cheiram cola. Depois
vão dar o que têm de mais precioso
ao preço de um soco na cara desdentada.

O brasileiro convive com o escândalo
como se fosse o seu pão de cada dia,
com uma indiferença letal.

Como se dormir na casa com um rinoceronte,
mas rinoceronte mesmo,
fosse a coisa mais natural do mundo,
chegando a cheirar a camélias.

O povo, um dia…
Do povo vai depender
a vida que vai viver,
quando um dia merecer.
Vai doer, vai aprender.

Flávio admite que Tarcísio é mais preparado: ‘Preferiria votar em você do que em mim’

Patrimônio da família Moraes já está atingindo R$ 100 milhões, pelo menos

Família de Alexandre de Moraes compra R$ 23,4 milhões em imóveis em cinco anos | Portal Aqui Vale

Patrimônio da família Moraes tem espantoso crescimento

Thaísa Oliveira, Carolina Linhares e Mateus Vargas
Folha

Documentos da Receita Federal enviados à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga o crime organizado indicam que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, pagou R$ 40,11 milhões ao escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, em 2024. Em 2005, pagou outro tanto, perfazendo R$ 80 milhões em menos de dois anos.

Procurado, o Barci de Moraes disse que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”. O escritório não quis informar qual seria o valor correto dos pagamentos. Moraes foi procurado, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

IMPOSTO DO MASTER – Os pagamentos aparecem em uma declaração de Imposto de Renda do Master, que teve seu sigilo fiscal quebrado pela CPI do Crime Organizado.

O contrato do Master com o escritório Barci de Moraes foi assinado em 2024. Previa o pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, num total de R$ 129 milhões em três anos, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo.

Os dados da Receita obtidos pela Folha mostram que o banco declarou 11 pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72 ao escritório em 2024, totalizando R$ 40.111.826,92. Sobre esses pagamentos, o Master informou ter recolhido R$ 2.466.877,38 em impostos na fonte.

DIZ O RELATOR – Nesta terça-feira (7), durante a sessão plenária do Senado, o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que os dados haviam sido entregues à comissão.

Ele afirmou que a Receita Federal teria enviado dados incompletos sobre o banco e que a complementação das informações chegou apenas na segunda (6).

“Mesmo com a quebra de sigilo aprovada pela Comissão Parlamentar de Inquérito e não suspensa pela Justiça, a Receita Federal do Brasil mandou os dados incompletos. Foi preciso solicitar a reiteração, a complementação, para que chegasse o dado bancário que comprova o recebimento e a dedução de impostos pelo escritório da doutora Viviane Barci. Só em um ano, R$ 40 milhões recebidos. Contraprestação de serviço? A própria doutora Viviane já publicizou: nada que justifique esse valor”, disse o senador.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Só o patrimônio imobiliário da família Moraes chega a R$ 37 milhões, sem correção monetária. O banco Master pagou, pelo menos, mais R$ 36,6 milhões em 2025. Assim, o patrimônio total da família, na verdade, deve chegar a R$ 100 milhões. Com tantas provas notórias, já divulgadas pela imprensa, que incluem plágios de trabalhos de outros escritórios de advocacia, para justificar os R$ 3,6 milhões mensais, somente num país esculhambado como o Brasil o ministro Alexandre de Moraes pode continuar no Supremo, julgando processos de criminosos menos prejudiciais do que ele próprio. E ainda é chamado de “Excelência”. É o fim da picada. (C.N.)

Subsídios aos combustíveis: o governo Lula tenta conter a crise e proteger o consumo

Lula tenta evitar uma crise de consumo com efeitos em cadeia

Pedro do Coutto

O governo do presidente Lula da Silva anunciou um pacote de medidas voltado à contenção dos preços dos combustíveis, com foco no gás de cozinha, no diesel e no querosene de aviação, em uma tentativa clara de evitar uma crise de consumo com efeitos em cadeia sobre a economia brasileira.

A decisão ocorre em um cenário internacional pressionado pela alta do petróleo, que tende a impactar diretamente os custos logísticos, a inflação e o cotidiano da população. Ao optar por subsidiar esses insumos, o Planalto busca frear o repasse de preços e impedir que setores estratégicos — como o transporte rodoviário e a aviação — sofram impactos mais severos, o que poderia comprometer desde o abastecimento até o turismo e os negócios.

EFEITOS IMEDIATOS – No caso do diesel, a preocupação é evidente: trata-se do principal combustível da matriz de transporte do país, e qualquer elevação significativa tem potencial de desencadear efeitos imediatos sobre alimentos, produtos industriais e serviços.

Já o gás de cozinha possui um peso social ainda mais sensível, pois afeta diretamente milhões de famílias, especialmente as de baixa renda, tornando-se também um fator de pressão política. No setor aéreo, o subsídio ao querosene busca evitar aumentos abruptos nas passagens, preservando a atividade econômica e reduzindo o risco de retração no fluxo de viagens.

MÉDIO E LONGO PRAZO – Embora as medidas tragam alívio imediato, elas levantam questionamentos sobre seus efeitos no médio e longo prazo. Subsídios, historicamente, funcionam como instrumentos de contenção emergencial, mas também podem gerar distorções de mercado, aumentar o peso fiscal e criar dependência de políticas públicas.

Além disso, há o desafio de financiamento: a estratégia do governo se apoia, em parte, na expectativa de aumento de receitas com royalties do petróleo, o que introduz um elemento de incerteza, já que tais receitas são voláteis e dependem do cenário internacional.

ESTABILIDADE ECONÔMICA – Do ponto de vista político, o movimento é calculado. Em um ambiente sensível, com inflação ainda no radar e memória recente de crises envolvendo combustíveis, o governo busca evitar desgastes e preservar a estabilidade econômica. A escolha por intervir nos preços revela uma prioridade clara: proteger o consumo e conter tensões sociais no curto prazo, mesmo diante dos riscos estruturais que a medida pode carregar.

Assim, o Brasil retorna a um dilema recorrente de sua trajetória econômica — entre a necessidade de intervenção estatal e os limites dessa estratégia — enquanto o governo aposta que o controle imediato dos preços será suficiente para evitar uma crise maior.

Nova Pesquisa exibe Flávio na frente e Caiado em empate técnico com Lula

Paraná Pesquisas: Flávio Bolsonaro empata com Lula no 1º turno e vence  numéricanente no segundo; Caiado aparece com 3,6% e será lançado hoje pelo  PSD Da Redação | felipevieira.com.br Uma nova pesquisa

Alta rejeição está prejudicando o desempenho de Lula

Fernando Melo
MSN

O senador Flávio Bolsonaro (PL) surgiu vencendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma nova pesquisa divulgada nesta manhã de quarta-feira, 8 de abril. De acordo com o instituto Meio/Ideia, Flávio surge com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do presidente Lula em um eventual segundo turno na disputa pelo Planalto.

Segundo a pesquisa Meio/Ideia, o resultado representa empate técnico entre ambos, mas garante a vitória de Flávio Bolsonaro caso as eleições fossem hoje. No cenário entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), o presidente soma 45%, ante 40% do ex-governador de Goiás. Brancos, nulos e indecisos chegam a 16%.

ZEMA E RENAN – Em disputa contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 44,7%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais tem 38,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 16,6%. No quarto cenário, Lula registra 45%, contra 26,4% do coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão). Brancos, nulos e indecisos também totalizam 28,6%.

Já contra o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 31,4%.

vale lembrar que foram ouvidas 1.500 pesoas em todo o país entre os dias 3 e 7 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00605/2026.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A coisa está feia. A ultrapassagem por Flávio Bolsonaro (ainda que em empate técnico) já era esperada. A novidade está no excelente desempenho de Ronaldo Caiado num segundo turno contra Lula, já em empate técnico logo após ser lançada sua candidatura, que tende a crescer. Com 61% de rejeição na pesquisa Genial/Quaest, Lula mostra que está em decadência.  Aguarda-se agora a pesquisa Datafolha, ainda esta semana. No Planalto, o suspense é de matar o Hitchcock. (C.N.)

Brasília acompanha tendência nacional e também se torna paraíso de corruptos

Quase oito anos de governo e Ibaneis Rocha deixa o Palácio do Buriti com a  sensação de que algo ficou mal explicado. O balanço do período, visto com  certo distanciamento, é um

Charge do Fato & Análise (Instagram)

José Perez

Brasília está dominada por uma motivação: governadores Ibaneis Rocha e Celina Leão merecem cadeia, já! Em 2018, o povo mais humilde daqui de Brasília dizia, em sua maioria, que votaria em Ibaneis por ele já ser rico e “não precisar roubar”, mas deu no que deu, em que a derrocada do Banco Regional de Brasília é apenas um detalhe, em meio à roubalheira em geral.

Nosso sistema político, partidário e eleitoral precisa ser revisto. Com a desmoralização do Judiciário, não há mais equilíbrio de pesos e contrapesos em pleno funcionamento. Assim, fica fácil qualquer forasteiro investir na compra de uma eleição já calculando quanto poderá lucrar depois. Virou um investimento de baixo risco.

INVESTIMENTO – Ibaneis Rocha veio do nada, comprou a eleição para o governo do Distrito Federal em 2018 e depois foi atrás de recuperar o investimento, com lucro exorbitante e correção monetária.

Uma raposa antiga do Congresso, que tomava conhecimento das reuniões na casa do Ibaneis, para tratar de negócios escusos no primeiro ano do seu “governo”, dizia que seria necessário sofrer muito tempo até Brasília se recuperar das vigarices desse governante corrupto, que, aliás, é uma espécie de característica da política na capital.

O deputado raposa relata que havia um mapa das áreas onde seriam feitas benfeitorias e mudança na destinação dos lotes, como ocorreu na região da Rota do Cavalo, em Itapoã. Compraram tudo por lá, mudaram a destinação dos lotes no Plano Diretor para área de adensamento urbano (era área rural anteriormente).

NOVAS PONTES – Depois de adquirida a área pelos parceiros na armação, foi então anunciada pelo governo de Ibaneis a construção de novas pontes sobre o lago Paranoá, cujos acessos passam exatamente na área fatiada e comprada pela gangue.

Fora o resto que todos conhecem, como a bancarrota do Banco Regional de Brasília, que só não vai à falência por ser estatal.

Não há política de interesse público, apenas negócios e vigarices. Este é o retrato de Brasília, depois da passagem do furacão Ibaneis. E a vice Celina Leão (hoje, governadora) também está envolvida nas maracutaias. Porém, em comparação a ele, é apenas um vendaval.

Caso Master: Proximidade entre Vorcaro e cúpula do BC expõe bastidores do colapso

Legistas requisitam as imagens do suicídio de “Sicário”, mas a PF se recusa a fornecer

Banco Master: 'Sicário' de Daniel Vorcaro tenta tirar a própria vida dentro  da PF | Rádio Itatiaia

Exibição das imagens esclareceria a morte de Sicário

Carlos Newton

Já comentamos aqui na Tribuna da Internet que o sigilo injustificado é evidência segura de que alguma coisa está errada e não deve ser conhecida. É justamente o caso do suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, capanga do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Existe sigilo sobre o caso Master, mas a morte de um investigado dentro da Superintendência da PF não pode estar sendo guardada a sete chaves, exatamente como ocorreu com a gravação das 80 câmeras do Ministério da Justiça no quebra-quebra do 8 de Janeiro, quando nem havia sigilo, mas o então ministro Flávio Dino alegou não poder exibir, porque teriam sido “apagadas”.

FAKE NEWS DE DINO – Na ocasião, Dino não teve medo do ridículo e caprichou na criação dessa fake news, sem lembrar que hoje as imagens são gravadas em computador e não precisam ser apagadas, como ocorria antigamente quando as gravações eram feitas em fitas reaproveitáveis.

Agora o Congresso está exigindo as imagens da morte do “Sicário”, que o superintendente da Polícia Federal em Belo Horizonte, delegado Richard Murad Macedo, afirmou terem sido feitas “sem pontos cegos”, ou seja, a câmera esteve focalizada no preso o tempo todo, até a chegada do socorro. Portanto, o tal suicídio foi inteiramente filmado.

Em 5 de março, a CPMI do INSS oficiou à PF, solicitando as imagens. Até agora, nada. No dia 24, o senador Magno Malta (PL-ES) apresentou requerimento à CPI do Crime Organizado solicitando o envio da gravação da morte “Sicário”. No mesmo dia, a Comissão de Segurança Pública da Câmara também aprovou requisição das imagens, mas é tudo em vão, a Polícia Federal está sentada em cima.

MÉDICOS LEGISTAS – Segundo a própria PF, os médicos legistas também pediram na semana passada o compartilhamento do circuito de câmeras da carceragem para finalizar o laudo de necropsia, mas ainda não foram atendidos.

A esse respeito, a PF informou ao repórter Eduardo Gonçalves, de O Globo, que só poderá fornecer as imagens se o ministro André Mendonça aprovar. Isso é uma maluquice. O que desgraçadamente está sob sigilo é o caso Master em si, com envolvimento de autoridades, não o suposto suicídio de um investigado.

Sobre as imagens propriamente ditas, a direção da Polícia Federal informou apenas que “é possível ver que ele estava sozinho na cela e foi atendido pelos agentes que acompanhavam a sua custódia”. Ora, isso é Piada do Ano, é preciso mostrar as imagens de “Sicário” se enforcando com a camisa, mas a Polícia Federal estranhamente se recusa.

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P.S. –
Quando não há transparência e o sigilo é decretado, como vem ocorrendo habitualmente no Supremo e no Executivo, há um resultado sempre ruinoso, porque surgem suspeitas e especulações de todo tipo. Esse comportamento estranho e anômalo da PF compromete o diretor-geral Andrei Rodrigues, que até agora vinha atuando com destemor, tendo exigido ao presidente do Supremo, Edson Fachin, o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master, e foi atendido. O pior é saber que nem mesmo os legistas podem ter acesso às imagens. É tudo muito estranho e compromete diretamente  a Polícia Federal. (C.N.)

Moraes reduz pena do hacker Delgatti em 100 dias após desempenho no Enem

Alexandre de Moraes segue parecer da PGR

Fernanda Fonseca
CNN

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a remição de 100 dias da pena do hacker Walter Delgatti, com base no desempenho do condenado no Enem PPL 2025 (Exame Nacional do Ensino Médio para pessoas privadas de liberdade).

A defesa havia solicitado a redução de 133 dias, mas o ministro seguiu o parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República) e negou a bonificação adicional. O hacker está preso, em Tremembé, no interior de São Paulo. Na decisão, Moraes afirmou que o benefício extra não se aplica porque Delgatti já possuía ensino superior completo antes de ingressar no sistema prisional.

PONTUAÇÃO – No Enem, o hacker alcançou 636 pontos em matemática, 635,4 em ciências humanas, 550,7 em linguagens e 476,8 em ciências da natureza, além de 700 pontos na redação. O tema da prova foi “A idade mínima para o trabalho como forma de proteção à infância”. O relator também rejeitou outros pedidos da defesa, como o abatimento de 173 dias da pena por leitura de obras literárias, por falta de comprovação das atividades.

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão por ter invadido o sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, a mando da ex-deputada Carla Zambelli, emitido um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. O documento chegou a ser incluído no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão).

Pagamentos acima do teto explodem nos tribunais e chegaram a R$ 10,7 bilhões em 2025