Bolsonarismo em colapso: de anistia frustrada a elogios de Trump a Lula

Bolsonaristas vivem “semana-bomba”

Bela Megale
O Globo

“Semana-bomba”. É assim que aliados de Jair Bolsonaro de dentro e de fora do Congresso têm se referido, em reservado, aos acontecimentos dos últimos dias. A convocação das manifestações de domingo (21) contra a PEC da Blindagem, que dificulta a investigação de parlamentares, e contra a anistia do ex-presidente e condenados do 8 de janeiro marcaram o início da “maré de azar bolsonarista”.

Surpreendidos pela dimensão dos atos, que chegaram a superar o tamanho de manifestações de grande porte convocadas pela direita, como o último 7 de setembro na Avenida Paulista, os bolsonaristas passaram a criticar a vinculação da PEC da Blindagem à anistia.

QUEIXAS – Os líderes do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante e Zucco, e no Senado, Rogério Marinho, entraram no radar das queixas de expoentes da direita por terem articulado a votação da anistia próxima a uma pauta tóxica como a blindagem dos parlamentares.

O revés de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Câmara, após ser nomeado como líder pelo PL para não ter as faltas contabilizadas e, assim, evitar sua cassação, foi outro banho de água fria.

Na terça-feira (23), o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a estratégia e vetou a indicação do parlamentar. Em paralelo, o Conselho de Ética da Câmara abriu um processo que pode levar à cassação do deputado por condutas incompatíveis com o mandato.

COAÇÃO – Além disso, ele foi denunciado por coação pela Procuradoria-Geral da República por sua atuação nos Estados Unidos de estimular sanções a autoridades brasileiras para interferir no julgamento de Jair Bolsonaro.

Os elogios inesperados de Donald Trump a Lula durante a Assembleia Geral da ONU foram o fator, que segundo aliados do ex-presidente, coroou a “semana-bomba”. Apesar de a ordem ser minimizar a fala do presidente americano de que ele e o petista tiveram uma “ótima química”, o gesto esvazia a narrativa de que só Eduardo Bolsonaro e seus aliados têm o monopólio do acesso ao americano.

“CARA MUITO LEGAL” – “Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal”, disse Trump em seu discurso sobre Lula.

A torcida para que a conversa marcada para a semana que vem entre ambos sobre o tarifaço não prospere passou a ser o foco dos aliados de Jair Bolsonaro, que temem que a aproximação entre os dois presidentes possa enterrar de vez a anistia.

Moraes libera redes de Zambelli, mas mantém censura a posts ilícitos

“Faça de conta que o tempo passou e que tudo entre nós terminou…”

Vídeo Show homenageia o centenário de nascimento de Herivelto Martins

Herivelto, um extraordinário compositor

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, músico, ator e compositor Herivelto de Oliveira Martins (1912-1992), nascido em Vila Rodeio (atual Engenheiro Paulo de Frontin, RJ), na letra de “Caminhemos”, retrata o sofrimento que a separação da pessoa amada pode trazer. Este samba-canção teve sua primeira gravação feita por Francisco Alves, em 1947, pela Odeon.

CAMINHEMOS
Herivelto Martins

Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois

Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou à procura de nada…
Vou indo, caminhando
Sem saber onde chegar
Quem sabe na volta
Te encontre no mesmo lugar

Caso Silvio Almeida: investigação completa um ano sob sigilo e sem conclusão

Inquérito ainda está em fase de apuração pela PF

Mariana Brasil
Folha

A investigação das denúncias contra o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula (PT) Silvio Almeida por suposto assédio sexual completou um ano sem conclusão. Até o momento, o caso segue em averiguação pela Polícia Federal e pela Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência, sob sigilo.

Procurada pela Folha, a defesa de Silvio Almeida informou apenas que o inquérito ainda está em fase de apuração pela Polícia Federal. De acordo com a advogada Juliana Faleiros, que integra a defesa do ex-ministro, não há processo criminal instaurado, nem mesmo indiciamento. As denúncias oficiais contra o ministro foram encaminhadas à Organização Me Too e reveladas pelo portal Metrópoles em setembro do ano passado. Entre as acusações, estaria uma feita pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

AGENTE PÚBLICO – A Comissão de Ética apura os fatos na esfera administrativa, por envolver um agente público. A investigação contra Almeida foi oficializada na 27ª Reunião Extraordinária da CEP de 6 de setembro de 2024, um dia após as denúncias virem a público.

O relator do caso na Comissão era o conselheiro Edvaldo Nilo, que encerrou seu mandato em março deste ano. Em seu lugar, hoje a investigação está sob a relatoria da conselheira Maria Lúcia Barbosa. A chegada da nova conselheira fez com que o colegiado atingisse maioria feminina pela primeira vez na história.

“Sobre as notícias publicadas em veículos de imprensa nos últimos dois dias, a respeito de supostos casos de assédio sexual envolvendo o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, e considerando ofício recebido do próprio ministério, o colegiado, por unanimidade, deliberou, na 27ª Reunião Extraordinária da Comissão de Ética Pública (CEP), de 6 de setembro de 2024, pela abertura de procedimento preliminar, para solicitar esclarecimentos ao ministro sobre os fatos narrados”, dizia a nota do órgão após a reunião.

SIGILO – Em resposta à Folha, a comissão reiterou que, com o processo em curso, as informações correm em sigilo até a decisão final. Conforme mostrou a coluna Painel, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou à Polícia Federal que repetisse os depoimentos do inquérito em que o ex-ministro é acusado de assédio sexual, em abril deste ano.

A decisão atendeu a pedido do próprio Almeida, que argumentou que os depoimentos de suas testemunhas de defesa não foram gravados em áudio e vídeo, ao contrário de outros tomados anteriormente.

DEMISSÃO – O caso levou o presidente Lula a demitir Silvio Almeida um dia após a revelação das denúncias. Antes da decisão, o petista se reuniu separadamente com Almeida e, após publicar a demissão, com Franco. Desde o episódio, a pasta dos Direitos Humanos passou a ser comandada por Macaé Evaristo. No comunicado oficial da demissão, o governo informava que o presidente considerava “insustentável” a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual.

A postura de Silvio Almeida desde a revelação das informações foi a de repudiar as acusações e negar que tivesse cometido os supostos crimes. A reportagem também procurou a ministra Anielle Franco, por meio da assessoria do Ministério da Igualdade Racial, que não se manifestou.

O episódio gerou embates políticos dentro da pasta da Igualdade Racial, bem como entre a chefe do ministério e o ex-colega de governo. Um mês após a revelação do caso, a ministra demitiu Yuri Silva, então secretário de Gestão do Sinapir (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial), que era ligado a Silvio Almeida.

“ARMADILHA” – O ex-ministro, por sua vez, chegou a dizer, em entrevista ao UOL em fevereiro deste ano, que Anielle teria “se perdido no personagem” e caído em uma armadilha política.

À época, a ministra rebateu as declarações de Almeida, afirmando que o ex-colega usou o espaço público para desqualificar as denúncias e intimidar as vítimas de assédio. Anielle também afirmou que as “retaliações descabidas” contra quem denunciava era uma estratégia “repulsiva”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Há um erro na matéria. A Comissão de Ética da Presidência arquivou a denúncia há vários meses, por falta de provas. De lá para cá, a ministra Anielle Franco submergiu e não voltou mais à tona, digamos assim. (C.N.)

Eduardo Bolsonaro é cobrado por faltas e pode entrar na Dívida Ativa da União

Câmara cobra Eduardo por faltas e dívida de R$ 13,9 mil

Luísa Marzullo
O Globo

A Câmara dos Deputados abriu um processo administrativo para cobrar o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas não justificadas ao longo do mês de março deste ano. O valor devido é de R$ 13,9 mil. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo O Globo.

As ausências se referem ao período em que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro já estava nos Estados Unidos, onde permanece desde fevereiro. Ele formalizou a licença apenas em 20 de março. Neste meio tempo, não justificou sua ausência.Na volta do recesso parlamentar, em agosto, voltou a mesma situação e suas faltas de agora podem ser cobradas no futuro.

DÉBITO NÃO QUITADO – No dia 13 de agosto, o gabinete recebeu a guia de recolhimento com vencimento em 12 de setembro. Até agora, porém, o débito não foi quitado. O cálculo do valor foi feito em cumprimento a um acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em agosto, o tribunal recomendou que a Câmara investigasse o uso indevido de recursos públicos, direta ou indiretamente, para custear a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.

Em nota, a Câmara afirmou que, diante da insuficiência de saldo em sua folha de pagamento, instaurou uma cobrança individualizada. Segundo o texto, “estão em curso os trâmites para inclusão do nome do devedor no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e, posteriormente, o envio do processo à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança”.

PESO POLÍTICO – O Cadin funciona como uma lista de devedores da União, que impede o acesso a benefícios e contratos com o poder público. Embora seja um procedimento administrativo, o episódio tem peso político. Eduardo foi indicado recentemente pelo PL para a liderança da Minoria, numa tentativa de blindá-lo das pressões internas, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indeferiu a escolha, alegando que não é possível exercer a função a partir do exterior.

A cobrança financeira se soma a outros focos de desgaste. Também nesta semana, o Conselho de Ética instaurou um processo que pode levar à cassação de seu mandato, a partir de uma representação do PT que o acusa de quebra de decoro por articular, no exterior, sanções contra autoridades brasileiras.

Fora do país há sete meses, Eduardo caminha para perder o mandato por excesso de faltas ainda em outubro, mas a oficialização do processo pode se arrastar para o próximo ano. O conjunto de medidas — da cobrança administrativa ao avanço no Conselho de Ética — é visto por aliados nos bastidores como um sinal de que a margem de proteção ao filho do ex-presidente está cada vez mais estreita.

Lula e Trump: a diplomacia entre pragmatismo e interesses econômicos

Interesses econômicos empurram os governos para o diálogo

Pedro do Coutto

Na cena internacional, poucos gestos têm tanto peso quanto um aperto de mão entre chefes de Estado. O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ainda que envolto em simbolismos e desconfianças, carrega uma mensagem clara: Brasil e Estados Unidos sabem que não podem se dar ao luxo de romper pontes.

O breve diálogo travado pelos dois durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, por mais protocolar que parecesse, abriu espaço para uma aproximação política que interessa sobretudo às grandes corporações americanas, de olho em um mercado brasileiro que movimenta mais de 1,2 trilhão de dólares por ano.

RESULTADOS ESTRATÉGICOS – O pragmatismo, nesse caso, fala mais alto que as ideologias. Trump, em seu segundo mandato, não pode ignorar o peso do Brasil na geopolítica e no comércio global. A Casa Branca já percebeu que insistir em sanções ou barreiras comerciais não gera resultados estratégicos. Pelo contrário: sufocar a economia brasileira significaria perder acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo, especialmente em setores de alta relevância, como a aviação, a tecnologia agrícola e a energia.

Ao mesmo tempo, Lula sabe que sua permanência no poder — e a chance real de reeleição em 2026 — reforça a necessidade de estabelecer pontes sólidas com Washington, reposicionando o Brasil como parceiro estratégico e confiável em tempos de instabilidade internacional.

A leitura política é evidente: Trump recua de uma postura hostil em relação ao Brasil não por simpatia, mas por cálculo. O bolsonarismo, que chegou a ser visto como um canal de aproximação com os Estados Unidos, já não oferece atrativos reais. Lula, ao contrário, é quem detém o poder institucional e a legitimidade de representar o país.

DIÁLOGO ABERTO – Para os americanos, portanto, não há dilema: manter diálogo aberto com o governo brasileiro é muito mais vantajoso do que alimentar impasses. E isso abre espaço para novas rodadas de negociação em comércio, investimentos e até cooperação estratégica em áreas sensíveis.

Em meio às incertezas do cenário global, um ponto parece certo: Brasil e Estados Unidos, cada um com seus dilemas internos e estilos políticos contrastantes, reencontram-se por força da realidade.

Os interesses econômicos empurram os dois governos para a mesa de diálogo, e a diplomacia, mais uma vez, cumpre seu papel essencial: mostrar que, acima das divergências ideológicas, prevalece a lógica pragmática de que ninguém tem a ganhar com mercados fechados, crises artificiais e confrontos improdutivos.

Tarcísio critica PEC da Blindagem, mas defende anistia como ‘caminho para a paz

Supremo se torna um muro de arrimo da política falida em Brasília

PT tenta suspender o decreto em vigor contra o PCC e o Comando Vermelho

E Viva a Farofa!: A falácia da legitimidade

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Deu em O Antagonista

O PT quer que o Supremo Tribunal Federal suspenda o decreto baixado pelo então presidente Michel Temer contra o crime organizado. No pedido de liminar, os petistas fazem um paralelo entre os narcotraficantes do PCC ou do Comando Vermelho e os grupos de esquerda durante a ditadura militar:

“O decreto revive tempos sombrios (em plena quadra democrática), quando a propósito também de combater criminosos, crime organizado, terroristas, comunistas ou quaisquer rótulos ultrajantes que se utilizou indevidamente e alienadamente, permitiu-se toda sorte de perseguições a pessoas, grupos, movimentos sociais, entidades de defesa de direitos humanos etc., vulnerando até mais não poder direitos fundamentais e conquistas sociais caras à sociedade e ao povo brasileiro”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A direção do PT está fazendo o serviço sujo, para impedir que o presidente Lula da Silva seja responsabilizado pela defesa das facções criminosas. Mas no Brasil até as pessoas desequilibradas mentais sabem que o PT nada faz que não seja do interesse de Lula. Sabem também que Lula é um criminoso condenado dez vezes por corrupção e lavagem de dinheiro, e sempre por unanimidade. Sua ligação com o crime é pública e notória, não dá para disfarçar. (C.N.)

Julgamento do Supremo sobre Google pode acabar com a química de Trump 

Para Mendonça, STF arrisca precedente perigoso em quebra de sigilo online

Reprodução do site Migalhas

Carolina Brígido
Estadão

Um julgamento que prosseguiu  nesta quarta-feira, 24, no Supremo Tribunal Federal (STF), com o voto de Gilmar Mendes, tem potencial para interferir nas negociações entre o Brasil e os EUA. A Corte está conduzindo um debate caro aos provedores de internet, sobre a obrigação de compartilhar dados pessoais de usuários para alimentar investigações policiais.

Na terça-feira, 23, um encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nos bastidores da Assembleia Geral da ONU quebrou o gelo da relação. Os dois devem conversar por telefone nos próximos dias.

ASSUNTO SENSÍVEL – A regulação das plataformas é assunto sensível entre os dois países. Na carta que Donald Trump enviou a Lula em julho, o presidente americano lembrou que o STF emitiu ordens que ele considera “ilegais” às plataformas para a retirada de perfis do ar.

Mencionou, ainda, “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas norte-americanas”.

Em junho, o Supremo alterou o entendimento sobre o Marco Civil da Internet em um julgamento que resultou em mais responsabilidades às plataformas e redes sociais. As empresas ficaram obrigadas a retirar do ar publicações com conteúdo ilegal após serem notificadas. A exceção é para crimes contra a honra, que devem ser removidos mediante decisão judicial específica.

DIALOGAR É PRECISO – O governo brasileiro está disposto a dialogar com os EUA sobre a regulação de plataformas como um caminho para acertar os ponteiros com Trump. Se o resultado do julgamento desta quarta tiver como consequência o aumento da responsabilização de plataformas, a conversa pode ficar mais tensa. Por outro lado, o tribunal pode auxiliar no diálogo se o entendimento for favorável às big techs.

O julgamento tem como pano de fundo o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

O Google recorreu de uma ordem judicial para que fossem compartilhados com as investigações dados sobre buscas realizadas por usuários nos dias anteriores ao crime e também no dia que os dois foram mortos.

QUEBRAS DE SIGILO – No plenário, o STF vai definir os limites para a quebra de sigilo de usuários da internet. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Gilmar Mendes votaram para permitir a quebra de sigilo de um grupo indeterminado de usuários, mas com algumas regras, como decisão judicial prévia, descarte de dados coletados de pessoas que não são investigadas e validade somente para crimes hediondos.

Ao validar a quebra de sigilo, Gilmar Mendes afirmou que a Constituição garante a proteção de dados pessoais que estão em meios digitais.

Dessa forma, a quebra de sigilo das buscas realizadas por palavras-chave na internet deve restringida em investigações em crimes hediondos, como homicídio, feminicídio, estupro, entre outros.

ESTADO POLICIALESCO – “Estamos tratando de restrições de direitos fundamentais de pessoas indeterminadas. A limitação da medida parece essencial para garantir que o menor número de sujeitos não relacionados ao crime sofra essa limitação”, afirmou.

Durante o julgamento, o ministro André Mendonça divergiu e disse que a medida pode criar um “Estado policialesco”.

“Entendo que nós estamos construindo um procedente muito perigoso para os direitos fundamentais, a liberdade e a intimidade das pessoas. Estamos abrindo um caminho para um Estado de polícia, e é um caminho sem volta”, argumentou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Excelente matéria.  O tema é perigosíssimo. Se o Supremo insistir em dar ordens às big techs estrangeiras, Trump vai ter uma recaída e não há química que resista ao totalitarismo do STF. (C.N.)

Liberdade de expressão? Trump ameaça cassar licenças de TVs que o criticam

Fraudes no INSS: CPMI mira ‘Careca’ e amplia cerco político ao esquema

CPI espera ouvir ‘Careca do INSS’ nesta quinta-feira

Thaísa Oliveira
Folha

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) espera ouvir na quinta-feira (25) o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Apontado como um dos principais operadores da fraude de descontos ilegais em aposentadorias e pensões, o “Careca do INSS” está preso preventivamente desde o último dia 12 a pedido da Polícia Federal.

COMPROMISSO – “Temos do advogado o compromisso, temos dele também o desejo de participar, ainda que fique calado, e temos a liberação do Supremo Tribunal Federal”, disse o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) Onyx Lorenzoni, que seria ouvido na quinta, relatou à reportagem ter sido dispensado pela CPMI nesta segunda (22) porque outro depoimento seria agendado na data. Onyx deve ser ouvido outro dia.

A defesa de Antunes chegou a confirmar à CPMI do INSS que ele prestaria depoimento na segunda-feira passada (15), mas comunicou a desistência horas antes da sessão —o que foi visto como um recado do lobista a possíveis envolvidos no esquema.

NEGOCIAÇÃO – Na semana passada, Viana disse que a CPMI estava novamente negociando com o “Careca do INSS”, diante da desistência dele e do habeas corpus dado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que o dispensava de ir à comissão.

Para tentar pressionar Antunes, a comissão convocou a esposa dele, Tania Carvalho dos Santos, e o filho, Romeu Carvalho Antunes. Os depoimentos ainda não foram agendados.

“Estamos negociando, mais uma vez, com o senhor Antonio Carlos Camilo para que ele venha à CPMI, na próxima semana, de forma voluntária, como lhe foi facultado, mas que venha trazer as informações. Estamos bem perto de conseguir uma resposta positiva”, disse Viana no dia 18.

Senado enterra PEC da Blindagem: Unanimidade contra a impunidade parlamentar

“Boa química” deve ser uma das melhores notícias deste final de ano

Charge do dia do campinense Fred Ozanan: Química...

Charge do Fred Ozanan (Paraíba Online)

Vicente Limongi Netto

Donald Trump finalmente admitiu. Disse na ONU que tem “boa química” com Lula. Acenou para promissor diálogo. Prometeu encontro com Lula. Brasil e Estados Unidos não podem continuar caminhando como cão e gato. Com arranca rabos improdutivos e patéticos.

Bons frutos comerciais e políticos poderão ser cultivados entre as duas nações. Trégua será benvinda.   Analistas pedem prudência. Trump é imprevisível. Lula, por sua vez, frente a frente com Trump, precisa ser firme, sereno e esclarecedor. Ventos saudáveis indicam que o namorico de Trump com a família Bolsonaro está com prazo de validade chegando ao fim. 

BOAS FALAS – E há mais notícias boas. Lula afirmou na ONU que “democracia é inegociável”; Hugo Motta abriu caminho para cassar Eduardo Bolsonaro; indecorosa PEC da bandidagem será enterrada no Senado. Sem choro nem vela; relator do projeto da anistia, deputado Paulinho da Força declarou que não aceita anistia ampla, geral e irrestrita”.

Antônio Carlos Camilo Antunes, o meliante “Careca” do INSS”, vi depor quinta-feira na CPMI. Os milhões de aposentados vítimas dos roubos do desprezível “Careca” esperam que saia da comissão vestido com um vistoso pijama listrado.

NOTÍCIA FURADA – Os meliantes Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, sabujos de Trump, que ambos consideram gênio, acreditam que na conversa anunciada com Lula, o topeduto vai deixar o presidente brasileiro nas cordas, fazendo com que ele passe a apoiar a anistia ampla, perdoe todo mundo e chame Bolsonaro para passar o Natal com ele no Alvorada. Francamente. 

A ilusão da felicidade, segundo o poeta Augusto dos Anjos

O beijo, amigo, é a véspera do... Augusto dos Anjos - PensadorPaulo Peres
Poemas & Canções

O advogado, professor e poeta paraíbano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914), no poema “Ilusão”, mostra como felicidade e infelicidade podem se confundir.

ILUSÃO
Augusto dos Anjos

Dizes que sou feliz. Não mentes. Dizes
Tudo que sentes. A infelicidade
Parece às vezes com a felicidade
E os infelizes voltam a ser felizes!

Assim, em Tebas – a tumbal cidade,
A múmia de um herói do tempo de Ísis,
Ostenta ainda as mesmas cicatrizes
Que eternizaram sua heroicidade!

Quem vê o herói, inda com o braço altivo,
Diz que ele não morreu, diz que ele é vivo,
E, persuadido fica do que diz…

Bem como tu, que nessa crença infinda
Feliz me viste no Passado, e ainda
Te persuades de que sou feliz.

Trump na ONU: retórica em chamas, fatos em ruínas

Sob olhar de arquitetos das sanções, Lula desafiou ofensiva americana contra o Brasil

Discurso de Lula defende soberania brasileira

Malu Gaspar
O Globo

O discurso de Lula com duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ofensiva contra o Brasil na abertura da Assembleia Geral da ONU foi assistido de perto pelos arquitetos das sanções financeiras contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o chefe do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estavam no salão da Assembleia Geral durante a fala do presidente brasileiro. Os três são os principais responsáveis pela aplicação da Lei Magnitsky aos alvos brasileiros, sob a justificativa de que o STF promove uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.

REUNIÃO – Rubio, um dos mais enfáticos críticos do governo brasileiro e do Supremo, e Bessent, a quem cabe implementar as sanções, assistiram impassíveis o chefe anunciar uma reunião com Lula o “na próxima semana” e dizer que o encontro rápido nos bastidores da ONU foi um “bom começo”. “Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos”, relatou Trump. “Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos”.

“Em retrospecto, fico feliz de ter esperado. Nós tivemos uma boa conversa e combinamos de nos encontrar na próxima semana, se isso for de interesse mútuo, mas ele pareceu um homem muito agradável. Na verdade, ele gostou de mim e eu gostei dele”, prosseguiu. Nesse momento, apenas Mike Waltz, representante dos EUA nas Nações Unidas, olhou para o lado e sorriu para alguém fora do quadro da tela.

“MODELO” – Nas redes, Rubio classificou o discurso do chefe como “incrível” e avaliou que Trump está estabelecendo um “modelo para o mundo livre”. Citou ainda temas extensamente explorados pelo presidente na fala à Assembleia Geral, como a imigração ilegal e o negacionismo climático, mas deixou de fora a intervenção sobre Lula e o Brasil.

Como chefe da diplomacia americana, Rubio seleciona os estrangeiros a serem punidos pela Magnitsky, que passam a integrar a lista das chamadas sanções Ofac, sigla em inglês para Office of Foreign Assets Control, o Escritório de Controle de Ativos Externos do Departamento do Tesouro.

Bessent, por sua vez, é responsável por executar as restrições Ofac no âmbito dos EUA e também fez parte da costura do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros imposto por Trump.

USO DESVIRTUADO  – A legislação foi criada no governo Barack Obama (2009-2017) para punir autoridades estrangeiras violadoras de direitos humanos, mas tem sido usada neste segundo mandato de Trump contra desafetos de Washington como Moraes e Karim Khan, procurador do Tribunal de Haia responsável pelo pedido de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por crimes de guerra na Faixa de Gaza.

Em sua fala, Lula disparou críticas às retaliações americanas. “Mesmo sob ataque sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há quarenta anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais. Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável”, afirmou o petista.

“Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, completou em uma referência tácita ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao ex-apresentador Paulo Figueiredo, articuladores das sanções junto ao governo Trump.

AMPLO DIREITO DE DEFESA – Na sequência, o petista destacou que Bolsonaro foi investigado, indiciado, julgado e condenado em um processo independente com amplo direito de defesa, sem mencionar o ex-presidente pelo nome.

“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, alfinetou. Até o fechamento desta reportagem, as falas de Lula não haviam sido rebatidas por Rubio, Bessent ou auxiliares dos secretários nas redes sociais.

Michelle admite candidatura e promete ser “leoa” na campanha

2026: Michelle ganha força como possível candidata à Presidência | Brasil |  Pleno.News

Michelle candidata poderá facilitar a reeleição de Lula

Roseann Kennedy
Estadão

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro admitiu, pela primeira vez, disputar a eleição em 2026 como potencial sucessora de Jair Bolsonaro, “se for da vontade de Deus”. A declaração foi publicada, na manhã desta quarta-feira, 24, no site do jornal britânico The Telegraph.

​Embora tenha ressaltado que sua atenção está dedicada a cuidar das filhas e do marido neste momento, Michelle se apresentou como voz defensora da direita brasileira.

VONTADE DE DEUS – “Eu me levantarei como uma leoa para defender nossos valores conservadores, a verdade e a justiça. Se, para cumprir a vontade de Deus, for necessário assumir uma candidatura política, estarei pronta para fazer o que Ele me pedir.”

Michelle ainda não havia falado com a imprensa, desde a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, por envolvimento e liderança da trama golpista.

​Para ela, o que ocorreu na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) foi uma “farsa judicial” e as acusações contra Bolsonaro foram fabricadas.

ANTES DE TRUMP – A entrevista foi publicada um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ​ter afirmado que houve “uma química excelente” entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num encontro de poucos segundos, na Assembleia Geral da ONU, e aberto dialogo com o governo brasileiro para negociar as taxações.

Entretanto, segundo apurou a Coluna do Estadão, a entrevista foi concedida na sexta-feira, 19, bem antes da abertura das sessões da ONU.

Michelle, inclusive, expressou apoio às intervenções de Donald Trump em nome de seu marido. Também acusou o governo de Lula e o ministro Alexandre de Moraes de serem responsáveis pela crise e pelas sanções impostas pelos EUA.

TRÊS EMPECILHOS – A disposição de Michelle para concorrer em 2026 tende a gerar desconforto no núcleo duro do bolsonarismo, por pelo menos três motivos:

Ela enfrenta resistência da família Bolsonaro para uma candidatura presidencial; o deputado Eduardo Bolsonaro insiste em ser o candidato a sucessor do pai nas eleições; e a ala mais ao centro do partido é entusiasta da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Alguns chegaram a cogitar o nome dela como vice na eventual chapa de Tarcísio ao Planalto. Entretanto, como mostrou a Coluna, os defensores da carreira política de Michelle rechaçam essa ideia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Vai dar errado. Estão fazendo um esforço danado para eleger Lula. Mas o Brasil não é a Argentina, e Michelle não é Isabelita. Até o momento, Michelle era cotada para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. E a chapa do DF já estaria com toda a composição negociada. (C.N.)

Lula e Trump na ONU: o choque entre multilateralismo e nacionalismo

Dois modos de entender o papel da liderança em tempos de crise

Pedro do Coutto

Na Assembleia-Geral da ONU, os discursos de Lula e Donald Trump expuseram com clareza não apenas duas visões distintas de mundo, mas também dois modos de entender o papel da liderança em tempos de crise.

Lula subiu ao púlpito reafirmando que “o Brasil está de volta” à cena internacional, numa postura que mistura firmeza e esperança. Para ele, a desigualdade social, a fome e as mudanças climáticas não são pautas opcionais ou discursos de ocasião, mas desafios centrais da humanidade. Sua fala destacou a necessidade de ação imediata e concreta, cobrando dos países ricos o cumprimento de compromissos de financiamento climático e a responsabilidade de enfrentar coletivamente os problemas que atravessam fronteiras.

PROPOSTA – Mais do que cobrar, Lula também propôs: apontou para a urgência de reformas nas instituições multilaterais, em especial no Conselho de Segurança, para que não sejam reféns de uma geopolítica que ainda reflete os interesses de um mundo pós-Segunda Guerra. Seu tom foi, assim, o de quem reivindica não apenas respeito, mas espaço de protagonismo para países emergentes, em nome de uma governança global mais justa.

Trump, em contraste, apresentou um discurso que reforçou seu estilo inconfundível: direto, confrontador e centrado na ideia de soberania absoluta. Para ele, a ONU perdeu relevância justamente por se prender a declarações retóricas sem resultados práticos. Ao afirmar que não abrirá mão de colocar os Estados Unidos acima de qualquer instância multilateral, Trump voltou a criticar políticas ambientais que considera nocivas à economia e ironizou consensos internacionais sobre mudanças climáticas, retratando-os como exageros ou mesmo armadilhas para conter a produção e a competitividade americanas.

Também destacou a questão migratória, descrevendo-a como uma ameaça à identidade cultural e à segurança, numa narrativa que ecoa junto a plateias domésticas temerosas de perder espaço no mundo globalizado. O presidente americano fez do púlpito da ONU um palco para reafirmar sua crítica ao “globalismo”, buscando transformar um espaço de diálogo em vitrine de sua política de confrontação e autodeterminação.

DISPUTA – Esse contraste revela mais do que estilos diferentes: aponta para a disputa de projetos de poder no século XXI. De um lado, Lula fala em interdependência, solidariedade e reformas institucionais como caminhos para enfrentar problemas globais que nenhum país, por mais rico que seja, conseguirá resolver sozinho. De outro, Trump defende que cada nação deve cuidar de si, que instituições globais tendem a se perder em burocracias e que a busca por consensos acaba diluindo responsabilidades em prejuízo da soberania.

Essa dicotomia reflete um dilema contemporâneo: apostar no multilateralismo como saída para crises planetárias ou reforçar o nacionalismo como escudo diante das incertezas. No fim, o que se viu na ONU foi um retrato vivo das tensões do nosso tempo.

LIDERANÇA – Lula procurou encarnar uma liderança capaz de articular os interesses do Sul Global e dar voz a países historicamente marginalizados, enquanto Trump reafirmou o peso dos Estados Unidos como potência que não aceita dividir poder nem abrir mão de sua autonomia.

O futuro, no entanto, não dependerá apenas dos discursos, mas de ações concretas: se as palavras de Lula se transformarão em políticas de cooperação e financiamento internacional; se as promessas de Trump resultarão em estratégias sustentáveis ou apenas em mais isolamento.

Em um mundo pressionado por crises climáticas, conflitos armados e desigualdades crescentes, a escolha entre cooperação ou confronto terá consequências decisivas. O palco da ONU serviu, mais uma vez, como espelho das escolhas que definirão a próxima década.

Zambelli na berlinda: CCJ decide futuro da deputada presa na Itália

Deputada é alvo de um procedimento interno na CCJ

Luísa Marzullo
O Globo

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) presta depoimento nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em processo que pode resultar na cassação de seu mandato. A sessão desta manhã ocorre em meio à prisão da parlamentar, que está detida na Itália e aguarda o resultado do pedido de sua extradição para o Brasil.

Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal por participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com auxílio do hacker Walter Delgatti. De acordo com a acusação, ela buscava adulterar documentos oficiais, incluindo a emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação, o STF encaminhou à Câmara o pedido de perda de mandato da deputada.

PARECER – O caso passou a tramitar na CCJ sob relatoria do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR). O colegiado já ouviu Delgatti e o perito Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE. Agora, é a vez de Zambelli ser escutada antes da apresentação do parecer, que será submetido à comissão e, em seguida, ao plenário da Casa.

Antes do pedido de cassação, a deputada havia solicitado uma licença de 127 dias do mandato, concedida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Desde então, sua cadeira é ocupada pelo suplente Coronel Tadeu (PL-SP). Fora do Brasil, ela teve a prisão decretada pelo STF e permanece sob custódia das autoridades italianas, aguardando decisão sobre um eventual processo de extradição.

A votação na CCJ marcará uma etapa decisiva do caso. Caberá, no entanto, ao plenário da Câmara dar a palavra final sobre a cassação, que exige maioria absoluta para ser confirmada.