Acareação com Torres indicará que um ex-comandante militar mentiu

Divergência é questão de interpretação, diz advogado de Freire Gomes | Blogs | CNN Brasil

Um dos dois mentiu: Freire Gomes ou Baptista Júnior?

Rafael Moraes Moura
O Globo

A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pretende explorar na acareação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes uma contradição nos depoimentos dele e do ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior: a versão de cada um deles sobre a suposta participação de Torres em reuniões para discutir medidas que poderiam ser tomadas pelo governo de Jair Bolsonaro para impedir a posse do presidente Lula.

A acareação foi marcada para a próxima terça-feira (24) pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que atendeu ao pedido da defesa de Torres.

REUNIÃO DUVIDOSA – O principal ponto a ser explorado pela defesa do ex-ministro é a divergência dos dois comandantes sobre se Torres participou ou não de uma reunião em que alternativas golpistas foram discutidas.

Em depoimento prestado no mês passado, Freire Gomes disse se lembrar “de apenas uma vez, ou duas no máximo” em que Torres se reuniu com os ex-comandantes para “explicar juridicamente algum ponto ali”. “Ele nunca interferiu, nunca me procurou particularmente e, mesmo nas reuniões, ele não opinava sobre esse assunto, que eu me lembre”, disse Freire Gomes.

Já Baptista Junior, que deu um dos depoimentos mais contundentes contra Bolsonaro, mudou de versão sobre o papel de Torres na trama golpista.

BAPTISTA SE CORRIGE – Em fevereiro de 2024, ele disse à Polícia Federal que Torres “chegou a participar de uma reunião em que os Comandantes das Forças estavam presentes”, procurando “pontuar aspectos jurídicos que dariam suporte às medidas de exceção (GLO e Estado de defesa)”.

No mês passado, Baptista Júnior se corrigiu. “Eu conheço o meu depoimento (à PF), estava à vontade no meu depoimento. Quando foi quebrado o sigilo (das declarações), eu vi a reação do ministro Anderson Torres e fiquei em dúvida. Gostaria de fazer uma retificação – acho que em tempo. Não tenho a mesma certeza sobre a participação de Anderson Torres em alguma reunião.”

A defesa do ex-ministro, capitaneada pelo advogado Eumar Novacki, vai exigir que o ex-comandante do Exército informe a data, hora e local dessas reuniões.

VERSÃO DE CID – Além de colidir com o depoimento de Baptista Junior, a versão de Freire Gomes também vai contra a versão apresentada pelo próprio delator do caso, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro que fundamentou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente e outros 33 alvos.

Em seu interrogatório na semana passada, Cid disse que Torres não esteve presente em qualquer reunião que tenha girado em torno de discussões sobre medidas antidemocráticas nem assessorou Bolsonaro nesse tema.

ENTRADA E SAÍDA – Na petição protocolada no Supremo na última segunda-feira (16), o advogado recorre a um relatório de entrada e saída do Palácio do Alvorada com as movimentações de autoridades em dezembro de 2022, para alegar que Freire Gomes e Torres “jamais estiveram juntos no mesmo horário/local”.

“A vagueza do depoimento prestado por Freire Gomes salta aos olhos. A testemunha não se recorda de data, horário, local ou nome dos participantes da suposta reunião na qual Anderson Torres assessorou o ex-presidente, nem, tampouco, em que contexto ela ocorreu ou o papel desempenhado por ele, a caracterizar hialina violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da dialeticidade”, escreveu Novacki.

O que diz a defesa do general? Procurada pelo blog, a defesa de Freire Gomes alegou que a acareação do general Anderson Torres é “desnecessária, porque o ex-comandante do Exército falou a verdade em todos os seus depoimentos, sem contradições”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O inquérito do fim do mundo é um verdadeiro festival de mentiras. Como dizia Erasmo Carlos, “pega na mentira, pisa em cima, bate nela!”. (C.N.)

Os argumentos de defesa do poeta Bastos Tigre são uma aula de bom humor

Bastos Tigre – PoemasPaulo Peres
Poemas & Canções

O publicitário, bibliotecário, humorista, jornalista, compositor e poeta pernambucano Manoel Bastos Tigre (1882-1957) no soneto “Argumento de Defesa” ao ser acusado de caluniar uma senhora, apresenta o seu melhor argumento de defesa, embora preconceituoso, ou seja, ele sempre a achou feia demais para não ser honesta.

ARGUMENTO DE DEFESA
Bastos Tigre 

Disse alguém, por maldade ou por intriga,
que eu de Vossa Excelência mal dissera:
que tinha amantes, que era “fácil”, que era
da virtude doméstica, inimiga.

Maldito seja o cérebro que gera
infâmias tais que, em cólera, maldigo!
Se eu disser tal, que tenha por castigo
o beijo de uma sogra ou de outra fera!

Ponho a mão espalmada na consciência
e ela, senhora, impávida, protesta
contra essa intriga da maledicência!

Indague a amigos meus: qualquer atesta
que eu acho e sempre achei Vossa Excelência
feia demais para não ser honesta…

Só um país pode trazer a paz ao Oriente Médio, mas Trump dificulta qualquer acordo

Pelo menos 95 pessoas ficaram feridas nos ataques de Israel contra o Irã |  Jovem Pan

Bairro residencial foi atingido por míssil israelense em Teerã

Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

O regime fundamentalista do Irã tem como ponto ideológico inegociável varrer Israel do mapa e está buscando os meios militares para realizar esse intento. Além disso, patrocina grupos armados que atacam Israel repetidamente. Essa é a justificativa para a ofensiva israelense contra o Irã.

Há uma assimetria na relação Irã-Israel. O Irã deseja o fim de Israel. A recíproca não é verdadeira. Se amanhã o governo iraniano mudasse e os novos mandatários aceitassem a existência de Israel, o conflito cessaria na hora. A recíproca não é verdadeira: mesmo se um governo pacifista vencer em Israel, isso em nada mudaria a linha oficial do regime iraniano de varrê-lo do mapa.

IRÃ ENFRAQUECIDO – Israel aproveitou uma janela de oportunidade. O Irã está enfraquecido, agora que as milícias por ele patrocinadas —os houthis, o Hezbollah, o Hamas— estão debilitadas, e o regime sírio, que era seu aliado, caiu.

Nos últimos meses, conforme Israel atacava inclusive o território iraniano, a resposta iraniana, embora sempre anunciada em termos duríssimos, foi pífia. O Irã teme mais o confronto do que Israel. Se, contudo, ele desenvolvesse bombas nucleares, isso poderia mudar.

É por isso que o ataque ao Irã consegue um apoio interno muito mais expressivo do que a campanha em Gaza, cuja brutalidade já passou de qualquer limite. Numa pesquisa da Universidade Tel Aviv publicada no domingo, 83% da população judaica israelense apoia os ataques ao Irã.

FORÇAS DESIGUAIS – O sistema de defesa israelense pode não ser perfeito, mas é incrivelmente eficaz. Ele simplesmente anula a imensa maioria dos mísseis e drones iranianos. Israel, por outro lado, acerta alvos específicos dentro do Irã a seu bel-prazer. O aiatolá Khamenei pode continuar com suas ameaças, mas a realidade mostra a desigualdade de poder bélico.

E, no entanto, Israel não tem como vencer sozinho. Invasão por terra está fora de questão de ambos os lados. Bombardeios são tudo o que os dois países podem fazer. Israel precisa de tecnologia americana para atingir as instalações subterrâneas mais profundas do Irã.

Israel talvez consiga matar as lideranças militares, políticas e religiosas, e o caos dos ataques pode dar fim ao regime, mas não teria como escolher seu sucessor. Quem garante que o substituto dos aiatolás seria melhor ou mais favorável a Israel? Por mais que o regime seja odiado por boa parte da população, o ataque de uma potência estrangeira costuma ter o efeito colateral de unir a opinião pública em nome da defesa nacional e a odiar ainda mais o agressor. Israel quer um Oriente Médio ainda mais instável?

MUITO A PERDER – O Irã não tem nada a ganhar com essa guerra e seu regime tem muito a perder. Ele deve buscar a paz, ainda que ceda muito nas negociações. Seja para a paz, seja para a destruição do programa nuclear iraniano, a presença dos EUA é fundamental.

Hoje os EUA viraram espectadores passivos dos conflitos globais. Apoiam Israel, mas deixam que ele faça o que quiser. Algum acordo que ponha fim ao conflito exigirá que coloquem limites a Netanyahu, mesmo que isso prejudique as ambições dos extremistas de seu governo. Quando os EUA se ausentam da política internacional, o resultado não é a harmonia entre os povos, e sim a guerra sem fim.

Derrota anunciada, com o Congresso desafiando o Ministério da Fazenda

Advogado de Mauro Cid está deixando que ele leve pancada de todo os lados

Advogado diz que Cid "assumiu tudo" e não responsabilizou Bolsonaro

Bitencourt não replicou as acusações a Mauro Cid

Roberto Nascimento

Não entendi a tática de defesa do advogado Cezar Bitencourt, manifestamente na retranca, permitindo graves acusações a seu cliente, o tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens presidencial na gestão de Jair Bolsonaro.

O experiente advogado César Vilardi, considerado um dos melhores criminalistas do país, defende Bolsonaro e fez um cipoal de perguntas ao réu colaborador Mauro Cid e também combinou perguntas direcionadas a seu cliente Bolsonaro.

ESTRATÉGIA CORRETA – O advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende Braga Netto, usou a mesma estratégia e colocou Mauro Cid nas cordas com perguntas incômodas. Além disso, também combinou perguntas do tipo vôlei, para levantar a bola e deixar seu cliente Braga Netto cortar.

Perguntado pelo relator Alexandre de Moraes se queria fazer perguntas a seu cliente Cid, o advogado Cezar Bitencourt simplesmente declinou. Portanto, deixou de aproveitar a oportunidade de desconstruir a tática de ataque dos advogados de Bolsonaro e de Braga Neto.

Sabemos que os advogados não duelam entre si, a preocupação é com a defesa dos respectivos clientes. Entretanto, na oitiva dos seus clientes, se nas perguntas outros advogados ou o procurador forem contundentes, o advogado deve contra-atacar na defesa de seu cliente. Cezar Bitencourt, porém, preferiu o silêncio.

LEVANDO PANCADA – Resultado é que o tenente-coronel Mauro Cid está apanhando de todo lado. A mídia não fala em outra coisa, insinuando que o réu colaborador está mentindo e nas redes sociais bolsonaristas o assunto é top 10.

O relator Moraes, atendendo ao amplo direito de defesa, aceitou marcar acareação entre o general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, assim como entre Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes. As acareações foram marcadas para o dia 24 de junho, e ocorrerão no próprio STF.

Há muitas contradições nos depoimentos de Mauro Cid que podem provocar outras acareações. Alexandre Ramagem, por exemplo, foi denunciado como um dos principais organizadores do golpe, mas desde abril de 2022 ele não morava mais em Brasília, estava no Rio em campanha para a Câmara.

ESTÁ VIRALIZANDO – Essas lacunas na delação de Mauro Cid estão viralizando. Há o caso do general Estevam Theophilo, que estaria apoiando o golpe, porque atendeu a um convite de Bolsonaro para uma reunião no Palácio da Alvorada.

Ele tem quatro estrelas, era integrante do Alto Comando, que já tinha vetado o golpe. Quem pode imaginar o general indo a Palácio para desrespeitar o Alto Comando e colocar suas tropas à disposição, até porque ele não comandava diretamente nenhuma delas.

O assunto escalou, a ponto de Silas Malafaia entrar no jogo para financiar mais um ato com carro de som. Ao lado de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Sóstenes Cavalcante e Romeu Zema, o piedoso pastor vai pedir, em alto e bom som, a nulidade da delação premiada e a votação da anistia para Bolsonaro, embora esteja inelegível, com duas condenações no TSE.

Empresas de Trump citam novamente Moraes e querem indenização

Alexandre de Moraes diz que papel do STF é evitar ditadura da maioria | Agência Brasil

Moraes não esperava essa reação das empresas de Trump

Hugo Henud
Estadão

O Tribunal do Distrito Médio da Flórida, nos Estados Unidos, expediu nesta terça-feira, 17, uma nova citação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um pedido das empresas Trump Media & Technology Group, ligada ao ex-presidente Donald Trump, e da plataforma de vídeos Rumble.

As companhias, que movem uma ação contra o magistrado, o acusam de censurar conteúdos publicados dessas redes sociais no Brasil.

SEGUNDA TENTATIVA – A nova notificação foi determinada depois que a primeira tentativa de citação, feita em março, foi frustrada. Procurado por meio do STF para comentar o caso, Moraes ainda não se manifestou. O espaço está aberto.

Moraes terá um prazo de 21 dias para apresentar uma resposta formal à ação ou apresentar uma petição para contestar o processo, conforme as regras processuais federais dos Estados Unidos.

Caso não se manifeste dentro desse período, a Justiça americana poderá declará-lo em revelia, permitindo que o caso avance com base apenas nas alegações apresentadas pelas empresas.

INDENIZAÇÃO – A solicitação da nova citação ocorreu após as duas companhias apresentarem, no dia 6 de junho, um aditamento à ação pedindo indenização por supostos prejuízos à reputação, perda de receita e oportunidades de negócio. O pedido foi protocolado no mesmo tribunal da Flórida, onde o caso tramita.

A Rumble e a Trump Media alegam que Moraes violou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão, ao ordenar a remoção de contas de influenciadores brasileiros de direita na plataforma e por outras supostas “tentativas de censura”.

Na petição do início de junho, as empresas também citaram o inquérito aberto contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como exemplo do que classificam como “abuso de autoridade” por parte de Moraes.

INVESTIGAÇÃO – A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo passou a ser investigado por supostamente buscar sanções internacionais contra o Brasil para pressionar o Supremo.

As empresas pedem que a Justiça americana declare as ordens de Moraes “inexequíveis” em território norte-americano, por violarem a Primeira Emenda.

Também solicitam indenização financeira e a responsabilização pessoal do ministro brasileiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Moraes tirou uma onda de valentão latino, ao enfrentar o império do Norte, pensando que estaria livre de represálias devido às fronteiras diplomáticas, mas a coisa não funciona bem assim. O dedo esticado do Tio Sam acabará por atingi-lo, no mínimo, moralmente. E para que tudo isso? Não era muito mais simples respeitar a lei, ao invés de tentar reinterpretá-la, como se fosse uma tese de mestrado? (C.N.)

Surpreso com nova queda nas pesquisas, Lula vive ‘Adeus, Lênin!’ nos trópicos

PETROBRAS E DENÚNCIAS DE CINGAPURA: “SIM! APURA!” – IPUB – Instituto de  Psiquiatria da UFRJ

Charge reproduzida do Arquivo Google

Bernardo Mello Franco
O Globo

No filme “Adeus, Lênin!”, uma senhora da Alemanha Oriental sofre um infarto, passa meses em coma e acorda sem saber que o Muro de Berlim havia caído. Para protegê-la do choque, o filho esconde a notícia e se esforça para simular um país e de um regime que não existem mais.

Um observador que dá expediente no Planalto cita a comédia alemã como metáfora do momento atual do governo. Dois anos e meio depois de voltar ao poder, Lula ainda não teria despertado para as mudanças na sociedade e na política.

QUEDA NAS PESQUISAS – O descompasso ajudaria a explicar seu mau desempenho nas pesquisas. Na semana que passou, o petista voltou a amargar 40% de reprovação no Datafolha. É o pior patamar já registrado em seus três mandatos. No fim do segundo, em dezembro de 2010, ele era aprovado por 83% dos brasileiros. Só 4% diziam rejeitar sua gestão.

Anos atrás, a popularidade de um presidente costumava espelhar os resultados da economia. Hoje a dinâmica é outra, e Lula se mostra surpreso ao ver que a recriação de programas antigos e o crescimento do PIB e da renda não parecem capazes de tirá-lo das cordas.

Na última década, a tecnologia transformou o modo de fazer e discutir política. O debate migrou dos palanques, onde o petista era imbatível, para as redes sociais, onde a oposição vence quase todas. A revolução digital também mudou o Congresso. Deputados que se engalfinhavam por espaço na Voz do Brasil hoje estão mais interessados em gravar vídeos curtos para o Instagram e o TikTok.

SEM VOLTA AO PASSADO – O nível da conversa piorou, mas não adianta sonhar com uma volta ao passado. Enquanto o campo progressista reclamava, a extrema direita aprendeu a operar o algoritmo a seu favor.

Sem concorrência nas redes, o bolsonarismo montou o que o professor Marcos Nobre chama de partido digital, uma máquina de produzir engajamento e voto. Essa engrenagem tem dado sucessivas surras no governo, como se viu na crise do Pix, na chamada taxação das blusinhas e no escândalo do INSS.

Em entrevista recente, a primeira-dama Janja admitiu que as novas formas de comunicação não chegaram ao Alvorada. “Vocês sabem que o meu marido é analógico, né? Ele não sabe usar os termos que a gente está acostumado a usar nas redes”, disse.

CELULAR DESGRAÇADO – Na quinta-feira, Lula manifestou inconformismo com esse novo mundo. “Não é possível você imaginar que pode fazer política com o desgraçado de um celular”, protestou, em discurso em Minas Gerais. “Não é possível que as pessoas não percebam a diferença entre governo que trabalha e governo que fica no celular”, insistiu.

O presIdente acrescentou que “o povo gosta do celular porque vê coisa muito rapidinho”. “O povo, às vezes, não gosta de coisa séria. Todo mundo sabe a preguiça que, muitas vezes, o aluno tem de ficar ouvindo o professor”, disse. O petista foi a sexta autoridade a falar numa solenidade enfadonha, assistida por uma claque levada por prefeitos aliados e pela audiência raquítica dos canais oficiais.

Candidato ao quarto mandato em 2026, Lula tem pouco tempo se quiser atualizar o repertório e se reconectar com o eleitor. No filme de Wolfgang Becker, a senhora só percebe que as coisas mudaram quando vê um helicóptero transportar uma estátua de Lênin arrancada do pedestal.

Netanyahu diz que o objetivo é evitar holocausto nuclear, mas quem acredita?

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante coletiva de imprensa em Jerusalém

Netanyahu diz que Irã quer lançar bomba atômica em Israel

Wálter Maierovitch
do UOL

O premiê israelense Benjamin Netanyahu, conhecido no seu país pelo apelido de Bibi, busca legitimidade internacional para a operação Leão Nascente. As suas palavras, numa interpretação à luz do direito internacional, da geopolítica relativa ao Oriente Médio e da geoestratégica militar, podem ser entendidas com facilidade.

Bibi centrou, juridicamente e por não prever o direito internacional o chamado ataque preventivo (defesa preventiva), no “estado de necessidade”. Ou seja, no mesmo “estado de necessidade” invocado pelos EUA depois da tragédia terrorista do 11 de setembro.

NOVO HOLOCAUSTO – O premiê israelense falou em necessidade, para evitar o “holocausto nuclear”. A lembrar: há 80 anos os judeus foram vítimas do holocausto nazista. Agora, conforme Bibi, o Irã, com o programa atômico para fim não pacífico, tentaria varrer Israel do mapa.

Frisou Bibi, numa repetição do falado quando da ação do Mossad em Teerã e que resultou no assassinato do líder político do Hamas, não terem os judeus nada contra os iranianos, mas contra o sanguinário, opressivo e expansionista regime dos aiatolás.

Só faltou Bibi recordar ter sido o então xá da Pérsia, na ONU, favorável à criação do Estado de Israel.

ACORDO NUCLEAR – Pelo que se nota, bastou o Irã começar a colocar areia para não celebrar o acordo nuclear, com o governo Donald Trump, para Israel reagir.

A propósito, neste espaço foi informado, com base no que circulava entre os 007 da Inteligência europeia, o fim do prazo, na véspera do ataque de Israel ao Irã, dos 61 dias dado por Trump: prazo para a retomada das conversações sobre o acordo nuclear.

Também não foi olvidada a situação política interna de Netanyahu.

O premiê precisa de guerras para se manter no poder e evitar processo por corrupção, além do inquérito pela sua responsabilidade pelo 7 de outubro, quando o Hamas invadiu Israel pra fazer reféns.=.

LEÃO NASCENTE – O premiê Bibi Netanyahu não dá ponto sem nó. Como está amarrado numa coalizão com dois partidos religiosos, de matriz ortodoxa, Bibi foi buscar na Torá, mais especificamente no Livro dos Números, o nome da operação de guerra contra o Irã.

Usou o simbolismo dos leões (leoas e leões), capítulos 23-44): “O povo se levanta como a leoa que puxa os leões. E não irão parar até a presa ser devorada e bebido todo o sangue” (tradução livre do inglês).

O texto bíblico trata da convocação, pelo rei dos Moabiti, do bruxo e adivinho Ballaan. A meta era a eliminação dos judeus que haviam vagado 40 anos pelo deserto.

META DE BIBI – A ação militar de Israel conta com atuações complementares realizadas pelo Mossad, a agência de espionagem externa. No primeiro dia do ataque, foram assassinados o comandante da Guarda Revolucionária (Pasdaran) e o subchefe do Estado maior das Forças Armadas.

Netanyahu avisou que Ali Khamenei, o líder da teocracia iraniana, está na mira: em seguida o bairro onde mora Khamenei foi bombardeado.

Até o momento, 14 cientistas nucleares prestadores de serviços ao governo dos aiatolás morreram nos ataques. Algo a mostrar que a preocupação não é apenas arrasar os locais estratégios, mas eliminar as mentes responsáveis pelas implantações e objetivo final: bomba atômica.

META DO BINÔMIO – Bibi, na sua propaganda de guerra, usa um binômio: evitar o holocausto nazista e libertar o povo iraniano da tirania dos aiatolás.

Preocupados com o desenvolvimento da guerra entre Israel e o Irã, os estados árabes (o Irã é persa) assistem com preocupação essa guerra e isso porque não confiam em Netanyahu e nem nos aiatolás.

Quanto à bomba atômica, há décadas Israel tem seu estoque, porém não se imagina que venha a usá-las sem motivo justo.

PF acusa “Abin de Lula” de impedir investigação da “Abin de Bolsonaro”

Delegado aposentado da PF é nomeado diretor-geral da Abin

Diretor Luiz Fernando Corrêa comandava a blindagem

Aguirre Talento
do UOL

A Polícia Federal apontou, no relatório final da investigação sobre irregularidades na Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que o atual diretor-geral do órgão, Luiz Fernando Corrêa, realizou ações para obstruir a investigação policial e também assediou moralmente a então corregedora da Abin para dificultar a apuração sobre desvios no uso de ferramentas de espionagem na agência.

Procurado por meio da Abin, Luiz Fernando Corrêa ainda não se manifestou sobre o indiciamento da Polícia Federal. Em depoimento, ele negou ter cometido irregularidades e disse que não tinha interesse em impedir apuração de fatos envolvendo a gestão anterior.

IRREGULARIDADES ATUAIS – A apuração da PF foi aberta para investigar irregularidades na gestão do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, da época do governo Bolsonaro. Mas a PF identificou desvios também nas ações da atual gestão da agência.

Luiz Fernando Corrêa é homem de confiança do presidente Lula e foi escolhido no início do governo para comandar a agência de inteligência. No mandato anterior de Lula, ele havia sido diretor-geral da Polícia Federal.

Por causa dos fatos identificados na investigação, Luiz Fernando Corrêa foi indiciado sob acusação de três crimes: embaraço à investigação de organização criminosa, prevaricação por impedir a continuidade de operações ilegais sob sua gestão e coação no curso do processo “pelo uso de assédio moral e intimidação contra a ex-Corregedora e servidores, visando favorecer interesse próprio ou alheio nas investigações”.

OUTRO ENVOLVIDO – A PF também apontou que Luiz Fernando Nóbrega, chefe de gabinete de Luiz Fernando, teria cometido os mesmos crimes por auxiliar o diretor-geral nesses atos.

A PF descreve que Luiz Fernando adotou uma estratégia para intimidar os servidores da Abin e dificultar o repasse de informações às investigações.

De acordo com o relatório final, essas ações obstruíram o avanço da sindicância da Abin sobre o uso da ferramenta First Mile, que rastreava a localização de telefones e era usada na gestão Bolsonaro para monitorar adversários.

As apurações da sindicância só avançaram depois que foram encaminhadas à CGU (Controladoria-Geral da União). Segundo a PF, isso gerou ações de assédio moral de Luiz Fernando Corrêa contra a então corregedora.

Prossegue a PF: “A insatisfação com aqueles que colaborassem com a presente investigação era devidamente exposta pelo Diretor Geral da Abin tanto que defendeu em tom agressivo a intervenção na corregedoria”.

Essa intervenção foi concretizada com a nomeação de outra pessoa para a Corregedoria. De acordo com o relatório final, as ações de Luiz Fernando também dificultaram a colheita de provas pela PF, o que só foi possível com medidas ostensivas como a realização de busca e apreensão na agência.

“A Direção-Geral agiu para controlar as oitivas e garantir que os servidores não colaborassem com a apuração. A promessa de que a investigação seria ‘acomodada politicamente’ no STF e que tudo se resolveria numa sindicância interna funcionou como um salvo-conduto para o silêncio”, concluiu a Polícia Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Era só o que faltava. O escândalo da Abin Paralela se transforma num escândalo muito maior, atingindo a Abin de Lula. “Que país é esse?”, perguntaria o ex-governador Francelino Pereira, e o cantor Renato Russo responderia: “É o pais da esculhambação!”. (C.N.)

Gravação mostra Cid dizendo que Bolsonaro não ia dar golpe algum

PF identificou que parte da família de Mauro Cid viajou para os EUA | Política | Valor Econômico

Como é possível acreditar nessa delação de Mauro Cid?

Cézar Feitoza
Folha

O advogado Luiz Eduardo Kuntz, defensor de um dos réus da trama golpista, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (17) fotos e áudios de conversas que ele diz ter mantido com o tenente-coronel Mauro Cid após o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) ter firmado acordo de delação premiada.

No diálogo, Cid supostamente conta detalhes de seus depoimentos à Polícia Federal, faz desabafos sobre a falta de apoio de seus antigos aliados.

FERRANDO TODO MUNDO – “O mais foda é sentir que eu estou ferrando todo mundo”, diz uma das mensagens. “Fruto de uma perseguição que eu não tive maldade que iria acontecer”.

Advogado do réu Marcelo Câmara, Kuntz pediu ao STF a anulação da delação sob a justificativa de falta de voluntariedade do colaborador.

“Sem embargos, nas palavras de ‘desabafo’ do delator, conforme se depreende desta conversa o princípio da voluntariedade foi absolutamente arranhado, para não dizer que foi ferido de morte”, disse.

NO INSTAGRAM -As mensagens teriam sido trocadas por um perfil no Instagram utilizado por Mauro Cid. A conta tinha o nome de sua esposa, não tinha fotos publicadas e era seguida por poucas pessoas. As conversas têm data de 29 de janeiro de 2024 a 13 de março de 2024.

“Eu fui bem claro lá… Pr (Jair Bolsonaro) não iria dar golpe nenhum… Ele estava mal”, diz uma das mensagens supostamente enviadas por Cid. “Ele queria encontrar uma fraude nas urnas… De forma oficial pelo partido. Muita gente estava tentando ajudar a encontrar uma fraude”.

Anteriormente, após divulgação de diálogos por esse perfil pela revista Veja, a defesa do militar havia negado que ele tivesse usado conta de sua esposa para se comunicar sobre o caso.

PRISÃO DE BOLSONARO – Nas conversas enviadas por Kuntz, o perfil que seria utilizado pelo militar fez críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes e disse que o ministro já tinha pronta a ordem de prisão de Bolsonaro. “Não precisa de provas!!! Só de narrativas!!! E quando falam de provas…. metem os pés pelas mãos”, disse.

Ele teria afirmado ainda que os investigadores da Polícia Federal tentavam “sempre me conduzir a falar a palavra golpe”. “Tanto que tive o cuidado de não usar essa palavra.”

Luiz Eduardo Kuntz disse ao Supremo que conhece Cid há tempos, com relação mais próxima pelas atividades equestres e pelo histórico militar. Ele anexou em sua petição um “relatório de diligências”, uma espécie de diário que explicava tudo de importante para o processo que havia acontecido naquele dia.

TUDO GUARDADO – O advogado diz que decidiu guardar todas as conversas para possível uso na defesa do réu Marcelo Câmara. “Assumo os riscos de fazer ata notarial oportunamente para consolidar o material no presente procedimento de investigação defensiva e auxiliar na defesa dos meus constituintes, apenas caso algo de relevante seja trazido nestas conversas escritas”, conta.

Marcelo Câmara, defendido por Kuntz, é réu no Supremo no caso da trama golpista, acusado de monitorar a localização do ministro do STF Alexandre de Moraes, o principal alvo de grupos bolsonaristas e militares para viabilizar o golpe de Estado, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A defesa de Câmara nega que ele tenha monitorado Moraes. Diz que o ex-assessor de Bolsonaro somente fazia pesquisas na internet sobre a agenda pública do ministro e os eventos dos quais participaria para saber a cidade em que se encontrava.

PERGUNTAS A CID – Nos diálogos, Kuntz faz perguntas para Cid específicas sobre o que havia dito sobre Câmara à Polícia Federal. “No seu acordo, vc tinha incluído deixar o Câmara de fora Tb ou ele não?”, perguntou.

“Pedi para o Dr Cezar verificar isso”, teria respondido Cid, em referência a seu advogado, Cezar Bittencourt. “Pq ele havia me dito que ele aceitou tudo”.

Em outro momento do diálogo, o perfil que seria usado por Cid pergunta ao advogado o que Marcelo Câmara havia falado sobre a acusação de monitoramento ilegal de Moraes —citado na conversa com o codinome “professora”.

PROFESSORA – Kuntz nega ter havido monitoramento paralelo ou uso de equipamentos sofisticados para saber a localização do ministro. Ele tentou ainda confirmar com Cid a informação de que o codinome “professora” não havia sido combinado entre os dois réus antes.

“Se puxar todas as conversas não vai ter isso”, perguntou Kuntz. O perfil que seria usado pelo militar respondeu: “Nunca vai ter nada”.As conversas de Cid pelo perfil no Instagram começaram a ser reveladas pela Revista Veja na última semana. Com base nas reportagens, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STF na segunda-feira (16) a anulação do acordo de colaboração premiada do militar.

“Os fatos trazidos a público após os interrogatórios são graves, para dizer o mínimo e muito pouco. As conversas demonstram o descumprimento dos termos do acordo de delação premiada, já que expõem o fato de que o delator quebrou o sigilo imposto à sua delação, bem como mentiu na audiência na qual foi interrogado, o que é causa para a rescisão do acordo”, disse o advogado Celso Vilardi.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Cid é um mentiroso contumaz, sua delação não vale nada. O advogado Vilardi perguntou a ele, durante interrogatório na última semana, se o militar havia usado a conta @gabrielar702 para conversar com amigos sobre sua delação premiada. O tenente-coronel negou três vezes. (C.N.)

Nome de Tarcísio cresce cada vez mais no horizonte da eleição de 2026

Tarcísio é visto como independente demais pela centro-direita | Metrópoles

Tarcísio de Freitas é o carioca que conquistou o coração dos paulistas

Vicente Limongi Netto

O nome do governador Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, faz tempo que deixou de ser mera aventura política. Hoje o passe de Tarcísio vale ouro. Jovem, competente, sabe se impor. Governar São Paulo, maior potência econômica do Brasil, é marca registrada do homem público que sonha com vôos maiores. Administrar São Paulo não é para amadores.

RESPEITO E ISENÇÃO – Mesmo apoiado por Jair Bolsonaro, por decência, lealdade e gratidão, Tarcísio é carta forte no baralho sucessório.  Não se pode analisar e avaliar sucessão presidencial, hoje, sem tratar o nome do governador paulista com respeito e isenção.

Nessa linha, para incautos e parvos não alegarem que sou pingente no tema Tarcísio de Freitas, recordo o que escrevi aqui, entre outras coisas, na nossa brava Tribuna, no início de abril:  “O governador Tarcísio de Freitas não pode aceitar ser eternamente tutelado por Jair Bolsonaro”.

Também salientei no artigo: ” Tarcisio é moço. Tem qualidades pessoais e profissionais. Foi eleito com larga vantagem. Tem pela frente amplo leque de opções políticas. Pode ser reeleito governador, disputar o senado com imensas chances de ser eleito. Ou mesmo a Presidência da República”. Tarcisio é, hoje, disparado, o Pix automático que veio para liquidar o PT e Lula nas urnas de 2026. 

COPA DOS CLUBES – “Utopia ou sonho possível?”, pergunta a editoria de esportes do Globo (15/06). É preciso levar em conta que nem peru morre mais de véspera. Lambari é pescado, jogo é jogado.

Evidente que a diferença técnica entre as equipes é abissal. Chega a ser assustadora. Alguns atletas brasileiros participando da Copa do Clubes já jogaram no exterior. Em campo sabem que precisam se impor, jogar com personalidade.

O Fluminense, por exemplo, conta com Ganso, Arias, Thiago Silva e um excepcional goleiro. São craques que não vão dobra a espinha para nenhum adversário. Embora saibam que as paradas são indigestas.

TIME-GUERREIRO – No primeiro jogo, o Fluminense foi guerreiro. Muito melhor do que o adversário, o tempo todo. Jogou como bom time grande que é. O grito do gol estava preso na garganta. Não veio, mas o Fluminense não se intimidou com os grandalhões alemães. Em alguns momentos os alemães foram medíocres, apequenaram o espetáculo.
O Fluminense jogou certo. Mordendo em cima. Não dando espaço. Evitando errar passes. Se impondo em campo. Com vigor físico e técnico na ponta das chuteiras. Torcida maravilhosa, vibrando o tempo todo. O jogador gosta do estímulo das arquibancadas. Boa estreia do Fluminense. Permanecemos na competição.

Acareação de Mauro Cid com generais vai destruir a delação e o processo

Mauro Cid quer fechar delação com a PF; Moraes precisa validar acordo

Mauro Cid vai sofrer acareação com Braga e com Freire Gomes

Daniel Gullino e Mariana Muni
O Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira as acareações pedidas pelos ex-ministro Walter Braga Netto e Anderson Torres com, respectivamente, o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes.

As acareações foram marcadas para o dia 24 de junho, e ocorrerão no próprio STF. Moraes determinou que a primeira delas será realizada entre Braga Netto e Mauro Cid, e em seguida, será feita a acareação entre Anderson Torres e Freire Gomes.

IDA A BRASÍLIA – Braga Netto, que está preso preventivamente no Rio de Janeiro desde dezembro, foi autorizado a ir para Brasília, apenas para a acareação. No interrogatório dos réus, na semana passada, ele foi ouvido por videoconferência.

O ministro analisou pedidos apresentados pelas defesas dos oito réus da trama golpista. Foram solicitadas as chamadas diligências complementares, que são medidas que podem ser solicitadas pelos réus para auxiliar no julgamento.

Durante os interrogatórios, Cid reforçou seu relato de que Braga Netto entregou dinheiro a ele, que seria utilizado para o plano golpista. Ao ser ouvido, o ex-ministro negou ter feito isso. Além disso, há divergências entre os dois do que foi discutido em uma reunião na casa de Braga Netto, em novembro de 2022, que contou com outros dois militares investigados.

QUESTÃO DA MINUTA – Moraes também autorizou medidas solicitadas por outros réus. O ministro deu 48 horas para que o Google informe “os dados do responsável pela inserção da minuta, que decreta Estado de Defesa, em domínio público”, como foi pedido por Anderson Torres.

O mesmo prazo para que a Marinha informe a data em que foi expedida a ordem de movimento relativa à Operação Formosa 2021, cuja execução se deu no mês de agosto de 2021.

A solicitação foi feita pelo ex-comandante da Marinha Almir Garnier.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, tudo isso indica que Alexandre Moraes enfim acordou, descobriu que Mauro Cid é um tremendo mentiroso, covarde e chorão, que confirma o que o ministro quiser. Sua delação não tem o menor valor, mas Moraes estava levando a sério o ajudante de ordens de Bolsonaro. A desmoralização da delação significa que o processo tem de ser jogado no lixo, porque é todo baseado nas palavras desse El Cid moderno (C.N.)

A mulher na praia, na visão sempre azul de Carlos Pena Filho

Carlos Pena Filho, o poeta vestido de azul – Os GuedesPaulo Peres
Poemas & Canções

No retrato apaixonado do advogado e poeta pernambucano Carlos Pena Filho (1929-1960), sua amada está debruçada na areia, diante do azul do mar. Detalhe, na poesia de Carlos Pena Filho, tudo sempre é a azul e a Terra também é azul, antes mesmo que o primeiro astronauta, Iuri Gagarin, constatasse essa realidade…

RETRATO NA PRAIA
Carlos Pena Filho

Ei-la ao sol, como um claro desafio
ao tenuíssimo azul predominante.
Debruçada na areia e assim, diante
do mar, é um animal rude e bravio.

Bem perto, há um comentário sobre estio,
mormaço e sonolência. Lá, distante,
muito vagos indícios de um navio
que ela talvez contemple nesse instante.

Mas o importante mesmo é o sol, que desliza
por seu corpo salgado, enxuto e belo,
como se nuvem fosse, ou quase brisa.

E desce por seus braços, e rodeia
seu brevíssimo e branco tornozelo,
onde se aquece e cresce, e se incendeia.

Irã apela a Trump, que pede evacuação de Teerã e avisa: Irã não pode ter arma nuclear

Ministro da Defesa israelense diz que 'Teerã vai queimar' após ataques com  mísseis e drones iranianos

Teerã vai se transformando numa nova Faixa de Gaza

Giovanna Estrela
Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu, nesta segunda-feira (16/6), que a população de Teerã, capital do Irã, deixe a cidade imediatamente. A declaração foi feita em sua rede social, a Truth Social, em meio à escalada de tensão entre Israel e Irã.

“O Irã deveria ter assinado o ‘acordo’ que eu disse para assinarem. Que vergonha, e desperdício de vidas humanas. Em poucas palavras: O IRÃ NÃO PODE TER UMA ARMA NUCLEAR. Eu já disse isso várias vezes! Todos deveriam evacuar Teerã imediatamente!”, escreveu o republicano.

ISRAEL ATACA – O que está acontecendo? Na última quinta-feira (12/6), as Forças de Defesa de Israel dispararam uma “ofensiva preventiva” contra o programa nuclear do Irã.

O governo israelense já vinha, antes do ataque, subindo o tom contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, com ameaças ao programa nuclear.

Nos últimos anos, o avanço nuclear do Irã incomodou a comunidade internacional. Israel, que é uma potência militar, via o avanço como uma ameaça.

INSTABILIDADE – Embora ambos os países sejam rivais históricos, o ataque levou ao aumento da instabilidade no Oriente Médio. A declaração de Trump ocorre horas após o Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, pedir que Trump intervenha para interromper os ataques de Israel.

Segundo Araghchi, bastaria uma ligação de Washington para influenciar o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O ministro iraniano afirmou que, se houver um cessar-fogo, o país estaria disposto a flexibilizar posições em futuras negociações sobre o programa nuclear.

“Se o presidente Trump for genuíno em relação à diplomacia e estiver interessado em acabar com essa guerra, os próximos passos são importantes”, declarou Araghchi em uma publicação no X (antigo Twitter).

CRIMINOSO DE GUERRA – O chanceler iraniano também acusou Netanyahu de ser um “criminoso de guerra” e disse que as ações militares de Israel visam impedir avanços nas tratativas entre Teerã e Washington. Além do apelo a Trump, o governo iraniano busca apoio de países como Catar, Arábia Saudita e Omã, com o objetivo de pressionar os Estados Unidos a atuar por um cessar-fogo imediato.

Enquanto isso, os EUA reforçam sua presença militar na região. Nesta segunda-feira, o porta-aviões USS Nimitz, movido a propulsão nuclear, foi deslocado do mar do Sul da China para o Oriente Médio. Segundo o site Marine Traffic, que acompanha a movimentação de embarcações militares, a escala prevista no Vietnã foi cancelada.

Com a chegada do USS Nimitz, os Estados Unidos passam a ter dois porta-aviões de propulsão nuclear posicionados na região. O USS Harry S. Truman está no Oriente Médio desde maio. Além disso, mais de 30 aviões-tanque da Força Aérea americana decolaram de bases nos EUA em direção ao Atlântico, em operação que, segundo autoridades, pode estar ligada a exercícios da Otan na Europa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O Departamento de Estado norte-americano negou qualquer envolvimento direto em ataques aéreos de Israel contra o Irã e reiterou que o apoio dos EUA ao governo israelense é apenas em caráter defensivo. O Irã com bomba atômica? Nem pensar… Desse jeito, o insensível criminoso de guerra Netanyahu acaba ganhando o prêmio Nobel da Paz. (C.N.)

O governo Lula diante do implacável espelho da opinião pública

Promiscuidade entre Supremo e BTG compromete o novo evento “Gilmarpalooza“

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Weslley Galzo
Estadão

A pouco menos de 20 dias para a edição deste ano do Fórum de Lisboa, evento organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, apelidado de “Gilmarpalooza”, seis ministros da mais alta Corte já foram anunciados como palestrantes, assim como três representantes do alto escalão do BTG Pactual, banco que é parte em processos no STF.

Em nota, a organização do evento disse que “a participação de executivos de empresas se dá exclusivamente na condição de palestrantes convidados para contribuir com discussões temáticas de interesse público e sem quaisquer contrapartidas”.

CURADORIA PLURAL – “A escolha dos nomes segue critérios de relevância acadêmica e técnica, definidos por uma curadoria plural e independente”, completou. O BTG afirmou que não é patrocinador do Fórum e é frequentemente convidado para este tipo de evento por ser referência em sua área (leia mais abaixo).

A organização do Fórum tem divulgado diariamente os nomes de peso da política, do Judiciário, da advocacia e do mundo dos negócios que viajarão a Lisboa para falar no evento. Dos 11 ministros do STF, devem estar presentes no Fórum o presidente Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Flávio Dino e o próprio Gilmar Mendes, é claro.

Dentre as empresas privadas, BTG, Eletrobras, Grupo Yduqs e Light, todos com processos em tramitação na Suprema Corte, tiveram representantes anunciados como palestrantes no Gilmarpalooza.

LAÇOS COM BTG – O banco enviará à capital portuguesa a sócia Bruna Marengoni, o diretor jurídico, Bruno Duque, e o chairman, André Esteves, que já foi preso a mando de ministro e teve o seu processo arquivado pelo STF por falta de provas.

A presença de executivos da cúpula do BTG mostra o estreitamento de laços entre a instituição financeira e o evento liderado por Gilmar Mendes sob a batuta do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição da qual Gilmar é sócio-fundador.

A Light, a Eletrobras e Yduqs serão representadas, respectivamente, pelo CEO, pelo o vice-presidente de regulação e relações institucionais e pela vice-presidente do grupo.

HAPPY HOUR – Na edição do ano passado, o BTG ofereceu um “happy hour” fora da agenda oficial do evento para autoridades do Judiciário e Legislativo no luxuoso restaurante SUD Lisboa. Como mostrou o Estadão na época, o coquetel foi disputado entre advogados e lobistas. O local foi pensado para que as autoridades e os empresários tivessem mais privacidade.

Em nota, o banco afirmou que, “como qualquer empresa referência em seu mercado de atuação“, é ”frequentemente convidado a participar de eventos diversos que abordam temas relevantes para o Brasil e o mundo”.

O BTG disse ainda que os assuntos abordados no Fórum “são parte da expertise de porta-vozes do Banco” e adicionou que não é patrocinador do evento, arcando com as despesas de seus executivos sem recebimento de cachê ou outros recursos.

TAMBÉM A LIGHT – A empresa de energia Light, outra instituição cujo CEO foi anunciado como palestrante do Gilmarpalooza, é parte em três recursos extraordinários que tramitam no STF. Uma dessas ações era relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso e passou para a relatoria de André Mendonça — os dois ministros vão viajar a Lisboa para participar do Fórum. Procurada, a empresa não se manifestou.

No processo, a Light disputa contra a Concessionária da Rodovia Presidente Dutra e saiu vencedora nas votações em plenário realizadas até o momento. O caso segue em tramitação no STF com diversos embargos e, na votação mais recente em plenário virtual, Mendonça votou contra embargo da Concessionária da Rodovia Dutra, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Já a Eletrobras é corréu (litisconsorte passivo) em um processo movido pelo Estado de Alagoas contra a União por “ter deixado, há mais de 20 anos, de realizar a privatização” da Companhia Energética de Alagoas (CEAL), que é subsidiária da empresa de geração e transmissão de energia. A causa é estimada em R$ 1 milhão e tramita sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Promiscuidade, teu nome é Supremo. (C.N.)

Ganha força a chapa Tarcísio-Michelle para pôr fim à hegemonia do PT no Brasil

Pesquisa Quaest: Tarcísio e Michelle lideram para substituir Bolsonaro

Tarcísio e Michelle formarão uma chapa imbatível em 2026

Gustavo Zucchi
Metrópoles

Aliados de Jair Bolsonaro enxergam um possível caminho para que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) consiga chegar ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026: como candidata a vice.

A avaliação desse grupo é de que, por nunca ter ocupado um cargo eletivo, Michelle não teria apoio político para ser a cabeça de chapa. Nesse cenário, o melhor caminho seria ser vice de Tarcísio de Freitas.

MELHOR CANDIDATO – O atual governador de São Paulo é o favorito do Centrão, do mercado financeiro e de parte dos bolsonaristas para ser o candidato de Bolsonaro, que está inelegível para o pleito do próximo ano.

Caso aceite ser vice de Tarcísio, Michelle abriria espaço para outro aliado de Bolsonaro disputar o Senado pelo Distrito Federal (DF), vaga para a qual a ex-primeira-dama é cotada originalmente.

Em 2026, duas vagas de senador estarão em disputa por estado. No DF, o campo da centro-direita está engarrafado, com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a deputada Bia Kicis (PL-DF) de olho no Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A chapa Tarcísio-Michelle é imbatível, porque terá os votos massivos dos evangélicos, que se somarão aos bolsonaristas, aos tarcisistas e aos antipetistas como um todo, sob os auspícios do Centrão. Aliás, não será uma eleição, vai ser um massacre. (C.N.)

Jogo já tem resultado antes de começar: STF 4 x 1 Bolsonaro, com viés de 5 x 0

Fux vai rasgar a CLT ? — Conversa Afiada

Charge do Bessinha (Conversa Afiada)

J.R. Guzzo
Estadão

A única questão que de fato interessou os atores da vida pública brasileira nos últimos dois anos, e que como sempre não teve nada a ver com qualquer necessidade real do País neste período de tempo, chegou enfim aos seus melhores momentos. Já foram os gols, os pênaltis e as corridinhas do juiz para o VAR; agora, é esperar que acabe a transmissão.

Como estamos no Brasil, o jogo já estava com o resultado acertado antes de começar. Ainda falta aparecer no placar do estádio, mas pelo que está dando para se entender, foi STF 4 x Bolsonaro 1, com viés de 5 x 0.

INIMIGO POLÍTICO – A partida vem sendo uma dessas coisas da política brasileira desde a “redemocratização”: não há adversário político, e sim inimigo a ser abatido a qualquer custo, como é o caso, o tempo todo, nessas ditaduras de fim de mundo que se espalham por aí afora.

O inimigo da ocasião, ou homem marcado para morrer, é Bolsonaro. O pelotão de fuzilamento é o consórcio Lula-STF. Decidiram que ele tem de ser banido da vida política do país. E está chegando a hora de executar a sentença de condenação.

É uma comédia que tenta dar a si própria a cara de julgamento segundo os ritos da lei, com inquérito policial, denúncia do Ministério Público, juízes, testemunhas e até advogados de defesa. Mas, no mundo dos fatos, sempre foi uma operação de vingança política por parte de quem tem a força armada a seu favor.

JOGO JOGADO – Como o jogo ainda oficialmente não acabou, a prudência recomenda esperar. Mas a menos que a arbitragem mude de ideia, o desfecho já está pronto.

O público pagante pôde ver, nestes últimos dias, os movimentos finais da partida. Foi interrogada, enfim, a testemunha-bomba da acusação – o tenente-coronel Cid, que há dois anos aparece na mídia como o homem que iria provar, acima de qualquer dúvida, que Bolsonaro pensou, ou quis, ou preparou, ou tentou, dar um golpe de Estado.

Apareceu, enfim, a prova-bomba do MP, a “minuta do golpe” – ou melhor, não apareceu, mas foi oficialmente apresentada à plateia como se fosse mesmo uma prova-bomba. Veio à linha de frente, enfim, o réu-bomba em pessoa, Jair Bolsonaro.

POTÊNCIA ZERO – Tudo isso somado, em termos do que realmente tinha de aparecer – provas materiais do crime e da culpa dos acusados – rendeu zero elevado à potência zero. Cid disse “não” a quase tudo o que lhe perguntaram – ou então que não se lembrava mais, não poderia dizer, não tinha visto.

Não provou o pouco que disse – ficou a sua palavra contra a palavra dos outros. A “minuta do golpe”, agora de forma oficial, não existe no mundo da matéria: não está nos autos, não tem autor, não é assinada por ninguém.

Tudo o que sabe é o que a polícia e a PGR Tribuna da Internetdizem dela: um desfile (“em mau português”, na opinião de Cid) de suposições sobre a viabilidade de se solicitar ao Congresso, conforme está na Constituição, um estado de sítio, ou de defesa, que levaria a uma nova eleição em 2022.

NÃO HOUVE GOLPE – O único fato realmente indiscutível a respeito, além da inexistência física da “minuta”, é que não foi assinado, nem apresentado, nem requerido e muito menos executado qualquer estado de sítio. Não se suspendeu a eleição. Não aconteceu nada. Falaram do que poderia ter sido feito. Não fizeram nada do que se falou.

Quanto a alguma prova séria sobre a tentativa de “golpe armado” e sobre a culpa que Bolsonaro teria tido nela, o depoimento supostamente fatal do ex-presidente em juízo acrescentou nada ao nada que existia até agora.

Na verdade, ele repetiu que depois da eleição só se manifestou contra a intervenção militar ou outras viradas de mesa. Não foi contestado em nada do que disse pelo MP, nem desmentido com algum fato pelos interrogadores.

TRIBUNAL OU FACÇÃO – Só que tudo isso, na vida real, pode não ter nenhuma relevância para o STF. Quem acha que a nossa “suprema corte”, como diz Lula, precisa de alguma prova, do apoio da lei ou da mera lógica elementar para fazer o que bem lhe der na telha?

No fim das contas, o que vai decidir a questão não é o devido processo legal; a lei já foi violada dezenas ou centenas de vezes por esse STF desde que deixou de ser um tribunal de justiça para se transformar em facção política.

O que vai decidir tudo é a realidade objetiva na hora de darem a sentença – a sentença para valer. Aí, como diziam os intelectuais de épocas menos estúpidas do que a que vivemos hoje, vai valer a “correlação de forças”. Quem puder mais vai chorar menos.

Não critiquem Israel pelo fulminante ataque ao Irã. Agradeçam a eficiência

Ali Khamenei, lider supremo do Irã -- Metrópoles

O regime dos aiatolás do Irã é uma ameaça à paz mundial

Mario Sabino
Metrópoles

Ao contrário do que você pode ser levado a pensar, o mundo está mais seguro desde que Israel lançou o seu ataque fulminante contra o Irã. Pouco antes do ataque, a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) divulgou que o regime iraniano havia violado o acordo assinado em 2015, com Estados Unidos, China, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido, e que o país já contava com urânio enriquecido suficiente para fabricar nove bombas nucleares.

“A Aiea declara que não pode garantir que o programa atômico iraniano seja exclusivamente pacífico”, disse a agência.

NÃO AO ACORDO – Junte-se a isso a recusa do Irã em ceder a Donald Trump nas exigências de um novo acordo, não restava outro caminho a Israel, se não o de atacar instalações nucleares e militares do país. O regime iraniano é uma ameaça existencial ao país. É objetivo declarado da ditadura dos aiatolás eliminar o Estado judaico.

Até que Israel reagisse ao massacre de 7 de outubro de 2023, o Irã vinha promovendo uma guerra por procuração contra o seu grande inimigo, via Hamas e Hezbollah, principalmente. Mas a invasão bárbara do território israelense mostrou a Tel Aviv que o confronto direto com Teerã era questão de pouco tempo, a necessária etapa seguinte à dizimação dos grupos de sicários palestino e libanês.

Em abril do ano passado, Israel bombardeou a embaixada iraniana em Damasco para matar oficiais graduados da Força Quds, unidade do exército do Irã responsável por treinar, equipar e financiar os terroristas aliados do regime dos aiatolás.

DRONES E MÍSSEIS – Em retaliação, o Irã lançou centenas de drones e mísseis contra o território de Israel. O que era para ser uma demonstração de força virou o seu contrário: o ataque inédito e aparentemente grandioso causou mais ansiedade do que vítimas entre os israelenses, graças ao sistema de defesa antiaérea que os protege e que contou com a ajuda dos Estados Unidos e de outros países.

Com ou sem Benjamin Netanyahu, Israel empreenderia uma guerra contra o Irã para destruir as suas instalações nucleares. Os israelenses nunca acreditaram na conversa fiada de que o programa atômico iraniano tinha fins pacíficos.

Só não atacaram antes porque o acordo firmado em 2015 criou obstáculos políticos no plano internacional, que foram removidos pelo 7 de outubro e, agora, pelo reconhecimento da Aiea que, durante todo esse tempo, os iranianos levaram no bico os países que acreditaram que a assinatura de aiatolás e de seus prepostos valia alguma coisa.

OUTROS ATAQUES – Agora, Israel apenas começou o serviço no qual as suas forças armadas operam em conjunto com agentes do serviço secreto, o Mossad, infiltrados em território iraniano. Outros ataques virão nas próximas duas semanas, como anunciado.

Além de destruir parte das instalações nucleares e militares do Irã, os israelenses mataram os cientistas que conduziam o programa nuclear e os comandantes das Forças Armadas do Irã. Outros oficiais graduados também foram eliminados.

A cadeia do comando militar iraniano foi quebrada por mais uma ação prodigiosa de Israel. Os israelenses prestam um grande serviço a si mesmos, ao Oriente Médio e, portanto, ao mundo ao atacar as instalações onde o regime medieval dos aiatolás, opressor do próprio povo e patrocinador de grupos terroristas que desestabilizam perigosamente a região, vinham preparando bombas atômicas e fabricando mísseis que as pudessem carregar, ao mesmo tempo que mentiam sobre as suas reais intenções.

Hipocrisia habitual – Os protestos ouvidos contra Israel dos governos de países muçulmanos e ocidentais são a expressão da hipocrisia habitual da qual o país é alvo.

Enfraquecer e derrubar o regime iraniano, tanto pela mão militar como pela política, é passo fundamental a ser dado para a paz no Oriente Médio, e ele inclui a constituição de um Estado palestino que conviva em harmonia com o Estado israelense, objetivo impossível de ser alcançado enquanto houver aiatolás e cúmplices para ressuscitar continuamente Hamas e Hezbollah.

Não critiquem Israel pelo ataque ao Irã. Agradeçam a Israel.

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PS:
A nota do Itamaraty é mais do mesmo. O Brasil se compraz na sua irrelevância. (M.S.)

 

Advogado diz que Cid não deve explicações sobre a família e manda PGR se danar

Advogado de Mauro Cid criticou prisão “ilegal” de Lula e “asseclas de  Bolsonaro” pelo 8 de janeiro | CNN Brasil

Cezar Bitencourt falou grosso com relação ao procurador

Cézar Feitoza e Mariana Brasil
Folha

Chefe da equipe de defesa de Mauro Cid, o advogado Cezar Bitencourt afirmou que o tenente-coronel não deve explicações sobre a viagem de sua família aos Estados Unidos e disparou contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. “Dane-se o PGR. A vida do Cid segue indiferente à existência do processo”, escreveu Bitencourt à Folha.

O comentário foi feito depois de Gonet pedir a prisão do militar por suspeitar que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) planejava sua fuga do Brasil.

DEPOIS, SE RETRATOU – Após a publicação da reportagem, o advogado se retratou pela declaração. “Peço desculpas pela expressão equivocada”, disse.

Na petição enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o PGR afirmou que as viagens dos familiares de Cid associada às suspeitas de que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado —do governo de Jair Bolsonaro (PL)— tentava conseguir um passaporte português para o militar indicaram possibilidade de o réu tentar fugir do país.

Machado foi preso pela Polícia Federal no Recife, mas teve a prisão preventiva revogada na noite de sexta-feira (13). Contra Cid, por sua vez, foi iniciada uma operação para investigar um possível plano de fuga, suspeita desencadeada após a viagem da família dele aos Estados Unidos.

MANDATO DE PRISÃO – Segundo a defesa de Cid, os policiais chegaram à casa do militar com um mandado de prisão, mas foram informados, já na residência do oficial, que a detenção havia sido revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável por autorizar a operação.

A assessoria do STF confirmou que o militar não foi preso, sem dar detalhes. Cid chegou à sede da PF em Brasília por volta das 11h de sexta para prestar depoimento.

A família de Mauro Cid viajou aos Estados Unidos no dia 30 de maio para as comemorações do aniversário de 15 anos da sobrinha do militar. Os pais, a esposa e uma das filhas de Cid pegaram um voo da Copa Airlines de Brasília (DF) rumo a Los Angeles, com escala na Cidade do Panamá.

SE JUSTIFICAR? – Para o advogado, a família do tenente-coronel não tem “nada a ver” com o processo que Cid enfrenta no Brasil e não precisa se justificar.

Ele afirma ainda que os familiares não têm previsão de retorno ao Brasil, contradizendo as compras de passagens de volta para o dia 20 de junho, conforme mostrou a Folha.

“[A família] está nos EUA SEM DATA PREVISTA PARA RETORNAR. Ela não tem nada a ver com o processo do Cid e não deve explicação a ninguém! O Cid não pode viajar há mais de ano! E ninguém morre por não poder viajar! Ele está bem e cumprindo as condições processuais!”, escreveu Bitencourt em mensagem.

CID FAMILY TRUST – Parte da família de Cid mora nos Estados Unidos. Daniel, irmão do militar, mora na Califórnia e abriga uma das filhas do tenente-coronel há pelo menos três anos. O pai de Cid também morou nos EUA durante o governo Bolsonaro, nomeado para comandar o escritório da Apex em Miami de 2019 a 2022. 

Pai e filhos são donos da empresa Cid Family Trust, que tem uma mansão cinematográfica em Los Angeles e outro imóvel em Miami.

Mauro Cid deu entrada em 11 de fevereiro de 2023 em um pedido de reconhecimento de sua cidadania portuguesa. A mãe do militar é cidadã de Portugal, o que dá ao tenente-coronel o direito de ter a carteira de cidadão do país. O processo junto à Embaixada de Portugal foi concluído em 2024, e o militar recebeu uma carteira de identidade com validade até 3 de janeiro de 2035.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Moraes está cada vez mais patético. A ordem de prisão era um recado a Cid, com o ministro avisando que o prende quando bem entender. A resposta do advogado mostra que ele já está de saco cheio com as sandices de Moraes. Cid não é flor que se cheire, mas o ministro e o procurador não podem se servir dele da forma que mais lhes aprouver. (C.N.)