Candidaturas a deputado federal caem 28% e disputa fica mais concentrada

A caneta do presidente, a força do Congresso e o voto do eleitor que decide tudo

Entrevista na Globo: Flávio veste a fantasia de moderado, mas carrega o roteiro do bolsonarismo

Lula, Trump e o desafio de negociar sem se curvar às pressões externas

Lula e Trump retomam o diálogo em meio à crise comercial

Marcelo Copelli
Revista Fórum

Duas agendas se cruzaram nos últimos dias e colocaram no centro do debate político uma questão decisiva para 2026: quem define as prioridades do Brasil. De um lado, Lula reuniu Hugo Motta e Davi Alcolumbre para tratar do fim da escala 6×1, dos minerais críticos e de incentivos a datacenters — temas que envolvem a distribuição dos ganhos do desenvolvimento, o controle de recursos estratégicos e a posição do país na economia digital.

Do outro, Brasília e Washington confirmaram para a próxima segunda-feira uma reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a primeira desde que as negociações foram interrompidas em julho. A retomada foi precedida por um telefonema de uma hora e vinte entre Lula e Trump, no qual o presidente brasileiro contestou as medidas adotadas pelos americanos e defendeu a reabertura do diálogo comercial.

PRIORIDADES – À primeira vista, são assuntos distintos. Mas ambos remetem à mesma disputa: a capacidade de o Brasil estabelecer suas próprias prioridades diante de pressões econômicas, políticas e externas. O embate comercial com os Estados Unidos, assim, ganha uma dimensão que ultrapassa a disputa tarifária e coloca sob exame o discurso de patriotismo que a direita bolsonarista transformou em um de seus principais ativos.

A crise tarifária oferece o primeiro caso concreto. As duas sobretaxas em vigor — 25% sob a Seção 301 e mais 12,5% sob alegação de trabalho forçado — podem elevar a carga a 37,5% sobre setores como calçados, máquinas, madeira e móveis, atingindo US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Diante desse cenário, Lula contestou as justificativas americanas, manteve o comitê de resposta ao tarifaço e, ao mesmo tempo, retomou a negociação técnica. Não se trata de escolher entre confronto permanente e acomodação. Trata-se de negociar sem aceitar que uma pressão externa determine as escolhas do país.

Nesse contexto, a atuação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos adquire relevância política. Em meio à crise, ele buscou interlocução direta com autoridades americanas, incluindo a audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR.

EFEITOS NAS ELEIÇÕES – Segundo apurações da imprensa, sua articulação considerou os efeitos que a tarifa poderia produzir na disputa eleitoral brasileira. Houve, inclusive, um pedido público para que a medida fosse suspensa por cerca de seis meses, justamente no período que antecederia a eleição.

Não há ilegalidade ou anormalidade no diálogo de um político brasileiro com autoridades estrangeiras. O ponto é outro. Quando uma medida comercial atinge setores da economia nacional, o primeiro critério deveria ser seu impacto sobre o país. Se o cálculo central passa a ser sua utilidade para uma candidatura ou um grupo político, abre-se uma distância entre o discurso de soberania e a prática.

É dessa distância que surge a discussão sobre o verde e amarelo. Nos últimos anos, a direita bolsonarista procurou associar os símbolos nacionais a um campo político específico e transformou o patriotismo em um de seus principais instrumentos de mobilização. Mas a apropriação da bandeira não comprova a defesa dos interesses nacionais. O critério está nas posições adotadas quando o Brasil entra em choque com os objetivos de uma potência estrangeira.

TESTE PARA A DIREITA – Esse será um teste para a direita em 2026. Não se trata de defender hostilidade aos Estados Unidos. O Brasil deve negociar e manter relações com Washington, assim como com outras potências e parceiros comerciais. Ter proximidade ideológica com Trump ou com a direita americana, por si só, não compromete a defesa dos interesses nacionais. A incoerência aparece quando esse alinhamento passa a orientar a reação a medidas que atingem diretamente o país.

A pauta doméstica discutida nos últimos dias reforça a dimensão concreta desse debate. O fim da escala 6×1 diz respeito à forma como o país distribui os ganhos da produtividade e organiza o tempo de trabalho. A política para minerais críticos envolve uma escolha sobre o lugar que o Brasil pretende ocupar nas cadeias globais: continuar como fornecedor de matéria-prima ou ampliar o processamento, a tecnologia e a agregação de valor dentro do território nacional. Os incentivos a datacenters dizem respeito ao controle da infraestrutura necessária para uma economia cada vez mais dependente do processamento de dados e da inteligência artificial.

Não são assuntos desconectados. Todos envolvem desenvolvimento e autonomia. Está em disputa quem se beneficia do crescimento, quem controla recursos estratégicos e qual parcela do valor produzido permanece no país. É a mesma lógica presente no confronto comercial com os Estados Unidos: preservar a capacidade nacional de definir prioridades em um ambiente de crescente pressão externa.

POLÍTICAS PÚBLICAS – Soberania, portanto, não é apenas uma questão de fronteiras ou de retórica nacionalista. Ela se expressa na capacidade de definir políticas públicas, estabelecer prioridades econômicas, proteger setores estratégicos e negociar com outros países sem subordinar decisões internas a objetivos externos. É nesse terreno que o discurso político precisa ser confrontado com os fatos.

A resposta apresentada pelo governo Lula combinou duas frentes: contestar as medidas adotadas por Washington e manter aberta a negociação, enquanto, internamente, leva ao centro da agenda temas como trabalho, recursos minerais e infraestrutura tecnológica. Isso não elimina divergências sobre cada uma dessas políticas nem coloca as decisões do governo acima de crítica. Mostra, porém, uma concepção de soberania associada a escolhas concretas de desenvolvimento.

A tensão aparece em outro lugar. Um campo político que transformou o patriotismo em um de seus principais ativos terá de explicar como concilia esse discurso com uma estratégia que, diante de uma pressão comercial sobre o Brasil, colocou seus possíveis efeitos eleitorais no centro do cálculo. Não basta reivindicar a defesa da pátria contra adversários e instituições internas e, diante dos interesses de um governo estrangeiro ideologicamente próximo, alterar o critério de avaliação.

INTERFERÊNCIA – A eleição brasileira deve ser decidida no Brasil. Nenhuma potência estrangeira — Washington, Pequim ou Moscou — deveria interferir no resultado de uma disputa que cabe exclusivamente aos brasileiros. Esse princípio precisa valer independentemente de qual força política possa se beneficiar de uma eventual interferência.

É aí que o patriotismo deixa de ser um símbolo e passa a ser uma posição política verificável. Não se trata de quem reivindica a bandeira, mas dos critérios adotados quando interesses concretos entram em conflito. A defesa da autonomia nacional exige coerência justamente quando ela se torna politicamente inconveniente.

DIÁLOGO COM OS EUA – Os acontecimentos dos últimos dias tornaram esse debate mais concreto. Enquanto o país discute como distribuir os ganhos do desenvolvimento, controlar recursos estratégicos e construir infraestrutura para a economia digital, também retoma o diálogo com os Estados Unidos após um período de forte pressão comercial.

Economia, eleições e geopolítica se cruzam. Quando o cálculo eleitoral e o alinhamento ideológico entram em conflito com os interesses do Brasil, fica claro até onde vai o patriotismo — e onde ele termina: em Washington.

 

Em meio à crise com Mendonça, diretor alega que a PF não protege nem persegue

Rodrigues diz que PF atua ‘livre de qualquer viés político’

Fábio Amato
G1

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que, na sua gestão, a corporação investiga sem proteger nem perseguir ninguém e trabalha “livre de qualquer viés político”.

Andrei deu as declarações ao participar da formatura de novos agentes da Polícia Federal, em Brasília. Ele também disse que a atuação “técnica e imparcial” permite a defesa da instituição “de qualquer ataque”.

AUTONOMIA – “Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a justiça e a sociedade. Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, disse Andrei.

“Nunca se esqueçam que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”, completou o diretor-geral da PF.

A afirmação de Andrei ocorre em um momento de desconfiança na relação do diretor da PF com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é o relator de dois inquéritos considerados atualmente os de maior potencial de desgaste político e eleitoral para os principais candidatos ao Palácio do Planalto: os casos Dark Horse/Master e INSS/Lulinha.

ENCONTRO – De acordo com a colunista do G1, Ana Flor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a Andrei que procure o ministro do STF. O encontro será mediado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O pano de fundo da reunião é a crescente desconfiança entre integrantes da PF e o gabinete de André Mendonça sobre o ritmo das investigações desses casos e também sobre vazamentos de informações.

Flávio não teve tradução simultânea e ninguém entendeu nada que ele falou

entrevista flávio bolsonaro

Flávio estava “turbinado” e falava depressa demais

Carlos Newton

Com toda certeza, já se pode dar por terminada – e fracassada – esta série de entrevistas com candidatos à Presidência na TV Globo, porque o último programa é com o concorrente do arrebatador partido Avante, chamado Augusto Cury, que diz ser “médico, psiquiatra, escritor, professor e político brasileiro”.

Sem falsa modéstia, ele vai direto ao ponto e diz que se tornou “conhecido principalmente por uma extensa produção de livros sobre desenvolvimento pessoal, educação, relações humanas e temas ligados à saúde emocional, além de romances”.

ILUSTRE DESCONHECIDO – O ilustre candidato do Avante vai me desculpar, mas é um ilustre desconhecido. Em 60 anos de jornalismo, jamais ouvi falar neste cidadão, que na verdade escreve livros de autoajuda, para faturar em cima do despreparo alheio.

É um grande espertalhão, que fez alguma mágica para aparecer nas pesquisas com 3%, porque no Brasil o dinheiro compra tudo. Com esse surpreendente desempenho, que o coloca como candidato preferido por 3 entre cada cem brasileiros, o malandro ganhou 40 minutos de graça na TV Globo, em horário nobre, para vender seu peixe e seus livros.

Aliás, esse fato de Cury ganhar 40 minutos de fama na Vênus Platinada, que não pode lhe cobrar um só centavo, já o coloca como um dos favoritos do disputado troféu Piada do Ano, que consagra os maiores absurdos que ocorrem aqui do lado de baixo do Equador.

INQUISIÇÃO – Quanto às entrevistas propriamente ditas, o esquema adotado foi tipo Tribunal de Inquisição, em que os 30 minutos iniciais são gastos para esculhambar o candidato e os dez minutos restantes são dedicados aos planos de governo. Foi assim com os quatro políticos que realmente disputam a eleição, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Com Zema, Caiado, Lula e Flávio, o casal nacional César Tralli e Renata Vasconcellos procedeu à inquisição, que conseguiu arrebentar com Zema e Lula. No caso de Renan Santos, o esquema foi outro, porque não existem perguntas capciosas a lhe fazer nem ele tem respostas a dar. Também será assim, hoje, com o espertalhão Augusto Cury, e os telespectadores podem preparar os travesseiros para pegar no sono, antes da novela.

Mas com Caiado e Flávio, o esquema não funcionou, por motivos diferentes.

SEM TRADUÇÃO – O problema com Flávio Bolsonaro foi estranhíssimo. O entrevistado estava excitado demais ou tomou algum “arrebite”, que os caminhoneiros usam para não dormir ao volante. O fato concreto é que ele falava numa velocidade tal que não dava para entender. Coloquei legendas na TV, mas a Inteligência Artificial não conseguiu captar direito as palavras. Ou seja, faltou tradução simultânea, nenhum telespectador entendeu nada, absolutamente nada.

Com Caiado o esquema também não funcionou. Político experiente, seguiu a técnica de Paulo Maluf, que ouvia a pergunta específica e respondia: “Pode até ser assim, porém…“, e trocava de assunto para dar o recado que pretendia passar.

Caiado agiu assim e dominou a entrevista, até porque não existem acusações de corrupção contra ele, que já nasceu rico e não precisa desviar recursos públicos.

###
P.S.
– Com quatro mandatos de deputado federal, um de senador e dois de governador, Caiado é experiente e culto. Antes de entrar na política, trabalhava como médico e professor de Cirurgia Ortopédica, com especialização em operações de coluna, cursada em Paris. Poderia seria um bom presidente, a exemplo de Itamar Franco, que acabou com aquela inflação descontrolada no Brasil, que destruiu o regime militar e levou ao fracasso o governo de Sarney. Mas quem se interessa? (C.N.)

TSE enfim vai decidir se a inteligência artificial terá passe livre na eleição

CGU determina divulgação individualizada de honorários pagos pela AGU

Controladoria negou recurso da Advocacia-Geral da União

Gabriela Echenique
Folha

A CGU (Controladoria-Geral da União) liberou à ONG Transparência Brasil o acesso aos dados de honorários de sucumbência pagos aos servidores da AGU (Advocacia-Geral da União). O órgão tem prazo de até 30 dias para divulgar as informações.

A decisão publicada nesta quarta-feira (26) reafirma uma deliberação anterior do órgão, de maio, que já tinha defendido a entrega dos dados. Depois disso, no entanto, a AGU recorreu e pediu para a Controladoria rever a decisão. Na época, o ministro-chefe substituto da AGU, Flávio José Roman, alegou que a divulgação resultaria em “perfilamento excessivo da vida financeira” dos servidores.

AUTORIZAÇÃO – Neste mês, 15 organizações que atuam em defesa da transparência enviaram uma carta ao ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, pedindo que ele reforçasse a autorização. Na decisão desta quarta, a Controladoria diz que não pode haver imposição de exigências não previstas em lei para impedir acesso aos dados públicos.

“Uma vez que a informação seja existente, produzida ou custodiada pelo Poder público e não esteja abrangida por hipótese legal de sigilo ou restrição de acesso, sua disponibilização não pode ser condicionada à demonstração, pelo requerente, da necessidade ou da finalidade de sua utilização”, disse o órgão.

A CGU determinou a discriminação dos pagamentos com detalhamento, como nome do servidor, competência, relação de remuneração, pagamentos indenizatórios, além das parcelas atrasadas, todas com respectivos valores brutos.

MAIS DE R$ 12,7 BILHÕES – Segundo um estudo da Transparência e do Movimento Pessoas à Frente, foram pagos mais de R$ 12,7 bilhões aos servidores da AGU entre 2020 e 2025. O principal argumento da entidade é que os dados disponibilizados atualmente têm valores agregados e impedem a identificação individualizada dos pagamentos.

A CGU afirma que não há demonstração de impossibilidade técnica, operacional ou jurídica que impeça o fornecimento das informações. “A transparência pública não se restringe à apresentação visual de dados em uma página eletrônica, mas exige a disponibilização das informações em formato que possibilite sua extração, análise e utilização pelo requerente, sendo inoportuno limitar o fornecimento de dados adicionais existentes e necessários à sua compreensão”, concluiu.

Em dez dias, campanha de 2026 já acumula cinco mil denúncias de irregularidades

Vorcaro volta à PF e tenta pela terceira vez abrir caminho para uma delação

Trégua entre Lula e Congresso expõe pacto de conveniências às vésperas da eleição

Senador cobra Mendonça após vazamento de foto extraída de celular sob custódia da PF

Sem Michelle e com caravana de mulheres parada, Flávio busca saída para vencer resistência feminina

Lula nega conhecer lobista, fotos reaparecem e campanha entra em modo contenção

São treze candidados à Presidência, e a maioria é formada por cidadãos comuns

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge: honesto  desconhecido

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Vicente Limongi Netto

Eles e elas aparecem com traço ou um por cento nas pesquisas. Não desistem. Com cara alegre e calorosos abraços. São candidatos abrigados em partidos de pouca ou nenhuma representatividade, que não contam com deputados nem senadores no Congresso Nacional.  

Pertencem ao grupo reduzido de candidatos desconhecidos e sem recursos, que postulam a Presidência da República. Não são convidados para palestras no poderoso grupo da Faria Lima.

FORA DO AR – Não dispõem de míseros segundos no rádio ou na televisão na campanha eleitoral que começou. Se apresentam de cara limpa. Sem recursos. Com escassos cabos eleitorais.

Gastam solas de sapato, andando nas ruas panfletando suas ideias junto aos pedestres, em lojas, botecos, restaurantes, hospitais. São homens e mulheres dignos e trabalhadores. Raramente são convidados para selfies.

Nas veias e no coração, um forte sentimento de brasilidade e amor ao Brasil. Alimentam sonhos. Levam suas propostas ao eleitorado da mesma maneira que os candidatos fortes e ricos, filiados a partidos com milionários fundos eleitorais. Que dispõem de carros de som, centenas de cabos eleitorais bem pagos, veículos, bons hotéis, aviões, são nomes conhecidos do eleitor. 

AMIGO DOS ANIMAIS – No time dos candidatos pobres e desconhecidos, pelo menos um deles, que é veterinário, já ganhou o carinho e a atenção dos eleitores, ao se apresentar na televisão em rede nacional, como defensor de abrigos para gatos e cães. Deu entrevista rodeado de felinos sem lar. 

Até agora, nenhum dos candidatos  famosos e com sorrisos cinematográfico teve cativante e semelhante iniciativa.

Os que sonham com a Presidência são Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO) e Pablo Marçal (PRTB). Você é livre para escolher o melhor deles… 

Perícia de ‘Dark Horse’ revela gastos fora do padrão antes mesmo das filmagens

Globo estendeu tapete vermelho para Lula poder se exibir “sem freios” no JN

Lula ( PT) responde sobre conexão de ex-chefe de gabinete com lobista

JN tratou Lula como patrocinador, em vez de candidato…

Afanasio Jazadji

De onde nada se espera de bom é que nada vem. A serviçal Globo, como há quadro anos, propiciou ao candidato presidencial Lula todo o tempo de que dispunha para sem contestação afirmar para todo o País que seu filho Lulinha até agora não aprontou nada que justificasse seu indiciamento como traficante de influência e abridor de portas junto aos órgãos federais para que criminosos se locupletassem à vontade às custas do erário público.

Se Lula estivesse, na ocasião, submetido a um detetor de mentira, por certo, a campainha estaria disparando até agora no Jardim Botânico, nos Estúdios da Globo.

LOROTAS EM SÉRIE – O orgulhoso pai disse que Lulinha garantiu-lhe ter agido até agora dentro das quatro linhas, em nada comprometendo o seu governo. Quanto à relação dele com a atraente e eficiente lobista Roberta, que, sem segundas intenções, até estaria honrando suas despesas mensais e nada insignificantes, na Espanha e Brasil, como já divulgado, “sem contrapartida alguma”, isso também passou batido, não foi contraditado.

Os entrevistadores Tralli e Renata Vasconcelos, extasiados ou amedrontados, silenciaram e quando intervieram, foram atropelados pelo interminável palavrório do eterno postulante presidencial. Lula aprendeu o método Maluf de falar sem parar, transformando jornalistas em espectadores e não questionadores isentos e independentes.

Os proprietários da organização de comunicação que pagam centenas de milhares de reais para seus mais destacados jornalistas devem ter se incomodado com a complacência da equipe de entrevistadores e dos redatores das perguntas ingênuas e nada convincentes. Ou eles estariam cumprindo ordens, como em 1989, quando favoreceram acintosamente o candidato Fernando Collor em debate contra o então metalúrgico Lula?

DOIS OMISSOS – César Petraglia e Renata Vasconcellos se omitiram e deixaram de defender a imprensa e a própria Globo quando Lula, à vontade, ressaltou que foi o político mais perseguido durante a operação Lava Jato.

Fez referência ao “power point” divulgado insistentemente pela emissora, ao longo de quatro anos, com imagens diárias do propinoduto por onde bilhões de reais escorreram para empresários da construção civil, políticos e controladores da Petrobrás, governos estrangeiros como Venezuela, Bolívia, Peru etc.

Lula também defendeu entusiasticamente seu chefe de gabinete, apelidado de Marcola e que selecionava quem ia ou não ser recebido por ele. “Foi um ingênuo. Deveria ter pedido dinheiro emprestado para mim e não para a Roberta”, que apoiada por seu chefe de gabinete, transitava garbosamente pela Praça dos Três Poderes com portas escancaradas.

E O MARCOLA? – Ao longo de sete anos, Marcola sempre esteve ao lado de Lula e seu descontrole financeiro nunca foi percebido pelo alto escalão governamental. Coitado, veja a que desnível chegou a República Federativa do Brasil, vendida por míseros R$ 250 mil. Enfim, como diz o presidente, “quem cometeu crime tem que pagar”, exceto os que lhe são próximos e nos quais ele confia até prova em contrário, como o corruptíssimo Jaques Wagner, da Bahia.                                                                                                   

Para encerrar, por que administrativamente, o chefe do Executivo Federal não determinou a abertura de sindicância para apurar possíveis outras ilegalidade e imoralidades que poderiam ter sido cometidas na sua antessala, debaixo de sua barba, como aconteceu na época do “mensalão”, quando toda a culpa recaiu sobre seu fiel escudeiro José Dirceu?

PAÍS À DERIVA – Coitadas das gerações presentes e futuras do nosso País. Desde 2003, estão sendo governadas por um operário que diz não ler jornais e que não se assusta com dívidas de trilhões, pois o que gera desenvolvimento é o consumo descontrolado e em havendo consumo haverá crescimento, mesmo que seja às custas de endividamento de 215 milhões de pessoas.

Nesta quinta-feira, você não assistiu a um programa de entrevistas, mas ao favorecido e antecipado horário eleitoral iniciado hoje, como dispõe a lei.

Hoje à noite, a Globo pode cumprir seu código de ética e de compliance, triturando a candidatura de Flávio Bolsonaro e antecipando a vitória de Lula que não teve a coragem de processá-la quando foi diariamente constrangido, humilhado pelo JN e o que pode ter contribuído até para o passamento de seus entes mais queridos. A Globo é o quarto Poder e não a Imprensa de modo geral.

A multa estratosférica que muda a internet e o aviso sobre o futuro do trabalho

Kits de dengue, lobista e INSS: a nova frente que cerca o governo Lula

Menções a Lulinha e Marcola desgastam governo nas redes, indica levantamento

CASO LULINHA E MARCOLA: VERSÃO DE ALIADOS BUSCA AFASTAR LULA DAS SUSPEITAS ENQUANTO PF APURA TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – 25 NEWS

Reprosução do site 25News-Brazil

Luiz Felipe Azevedo
O Globo

Alvo de investigações em curso, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se a principal fonte de desgaste para o governo federal nas redes sociais em 2026. É o que mostra levantamento da consultoria Bites a pedido do GLOBO. Com disparada nos últimos 30 dias, as menções ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já respondem por quase um terço (31,4%) da repercussão digital do escândalo do INSS ao longo deste ano.

O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influência no governo federal pela Polícia Federal (PF), em inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional.

CARECA DO INSS – A lobista era próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso pela PF sob a acusação de desviar recursos de aposentadorias e pensões.

O escândalo do INSS foi mencionado em 12,34 milhões de ocasiões na internet este ano. Neste período, Lulinha esteve no centro de 3,88 milhões de posts sobre o tema. Já o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana, o Marcola, também alvo de investigação, foi citado 341 mil vezes.

Ao considerar apenas os últimos 30 dias, Lulinha foi citado em 1,2 milhão de posts, 49% do total de publicações sobre o escândalo do INSS. Os dados mostram ainda que as menções a Lulinha em 2026 correspondem a 6,8% das postagens sobre o pai.

BOLSONARISTAS – Entre os políticos que utilizaram as investigações de Lulinha para atacar o governo do presidente Lula nas redes neste mês estão o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, e seu candidato a vice Alfredo Gaspar (PL), que foi relator da CPI do INSS.

Outros nomes do bolsonarismo, como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o candidato ao Senado por Goiás Gustavo Gayer (PL), também surfam nesta pauta.

— Apesar de uma boa parte da preocupação do presidente Lula ser com o Marcola, os dados mostram que a situação do Lulinha é o que pode machucar mais a campanha dele. O bolsonarismo vem agindo de forma coordenada nesse ataque, sendo essa a principal estratégia aparente para atacar o governo — avalia André Eler, diretor técnico da Bites.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O mais intrigante é que o que se passa nas redes sociais, como as menções negativas a Lulinha e as menções positivas a Caiado, não se refletem nas pesquisas de intenção de voto. Por que será? (C.N.)