Flávio apaga posts em que atacava Bolsa Família e chamava benefício de “bolsa-farelo”

PGR barra investigação pedida por Moraes contra Mendonça

Vorcaro ordenou ataque para “moer” diretor do BC que defendia liquidação do Master

Por que a direita não está representada no segundo turno desta eleição

Ensinamento da Bíblia demonstra que não existe a “fraqueza” do liberalismo

Templo azul com cruz no topo, segurando balanças em cada lado, sobre ondas azuis. Sol amarelo ao fundo e olhos brancos conectados entre nuvens azuis no céu rosa.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

A relação entre a política e as religiões nem sempre significa apenas um fato negativo. Essa relação pode vir como parte de uma rica erudição bíblica, por exemplo. Sempre digo aos alunos que nunca falem frases do tipo “a Bíblia não está com nada” porque frases como essas revelam uma enorme ignorância acerca da literatura hebraica. Como dizem grandes autores como Roberto Calasso e Northrop Frye, a Bíblia é o clássico dos clássicos.

Mas, hoje, quero falar de um outro grande autor. Quero discutir algumas das ideias do cientista político e jurista americano Stephen Holmes, nascido em 21 de fevereiro de 1948. Sim, para quem tem boa memória, reconhecerá o nome que foi citado pelo ministro Edson Fachin, naquela terça-feira, 15 de setembro.

FREIOS E CONTRAPESOS – Até onde sei, apenas uma das suas obras está traduzida no Brasil, “O Custo dos Direitos: Por que a Liberdade Depende dos Impostos”, pela editora WMF Martins Fontes. Nesta obra, o autor defende a ideia de que direitos como propriedade privada e liberdade individual dependem de um Estado financiado pelos impostos que pagamos. Logo, como se sabe muito bem, direitos custam muito dinheiro.

Já o ministro Edson Fachin falava de Stephen Holmes e sua conhecida concepção de que quanto mais um poder é dotado de freios e contrapesos constitucionais, mais legítimo ele é. Portanto, os limites do poder, em vez de torná-lo fraco, tornam-no mais forte, devido à legitimidade que brota da constitucionalidade da sua ação institucional.

Esta ideia está presente em outras das suas obras, notadamente, “Passions and Constraint: On the Theory of Liberal Democracy”, de 1995.

LIMITES DA LEI – O ministro Edson Fachin buscava apontar para o fato de que o Supremo Tribunal Federal, e seus membros, deveriam se manter dentro dos limites da lei e da constitucionalidade, o que, infelizmente, até onde vemos, não tem acontecido, para o azar do Brasil e do seu Estado Democrático de Direito.

 

Uma das obras mais importantes de Holmes é “The Anatomy of Antiliberalism”, de 1993. Nesta obra, ele descreve várias críticas feitas pela tradição antiliberal não marxista, constituída por autores importantes como Joseph de Maistre, que viveu entre os séculos 18 e 19 —e que, portanto, foi testemunha da Revolução Francesa.

O alemão Carl Schmitt, o judeu alemão Leo Strauss, radicado nos Estados Unidos, o americano Christopher Lasch — famoso pelo seu “Cultura do Narcisismo” — são todos do século 20. O escocês radicado no Estado Unidos Alasdair MacIntyre e o brasileiro, também radicado nos Estado Unidos, Roberto Mangabeira Unger, estão entre os séculos 20 e 21.

CONTRADIÇÕES – Todos eles partilham da ideia, de um modo ou de outro, de que a democracia liberal e sua “gêmea”, a modernidade, sofrem de patologias políticas, morais e espirituais, causadas pelo seu individualismo exacerbado ou, o que parece essencialmente contraditório, pelo seu excesso de normas e controles burocráticos. Ou pelo seu consumismo e decorrente relativismo, ceticismo e niilismo.

Holmes discutirá cada um desses autores e suas críticas, apontando seus erros filosóficos e históricos, deixando claro que a fraqueza do liberalismo, na realidade, é falsa. O liberalismo tem demonstrado grande resiliência diante de seus inimigos, graças ao seu princípio de que a sociedade deve ser regida a partir das leis e não da vontade dos homens.

Mas voltemos ao parágrafo inicial acima. Uma obra de Holmes menos conhecida, escrita em parceria com Moshe Halbertal, é “The Beginning of Politics, Power in the Biblical Book of Samuel”. Na obra, a dupla mostra como o autor do livro de Samuel —ou os autores— anuncia uma “ciência política” que é “avant la lettre”, em que há um entendimento cristalino da natureza da monarquia e, portanto, do poder enquanto tal.

PEDIDO A DEUS – Quando Israel pede ao profeta Samuel que Deus lhes dê um rei para defendê-los das ameaças dos inimigos externos e do risco de escravização do povo —Israel era, até então, uma nação dividida em tribos que entravam em conflito entre si, tornando-os uma presa fácil para os inimigos externos, sendo Deus “seu único Rei”, mas ineficaz militarmente—, Deus cede ao pedido, concedendo-lhes um espaço de poder fruto de decisões unicamente humanas.

E aí virão Saul, Davi e seus descendentes. Os reis de Israel não serão reis-deuses como era o caso nos outros povos antigos.

Mas Deus avisa ao seu povo: o mesmo rei que os defenderá dos inimigos externos tomará seus filhos como soldados, suas filhas como servas sexuais, sua terra como impostos e, portanto, esse soberano que salva também oprimirá vocês. Assim foi escrito e assim será.

Muitos ataques, poucas ideias: o retrato do debate entre Lula e Flávio

Faltou conteúdo e sobrou despreparo no debate

Dora Kramer
Folha

Se era para fornecer ao país um show de grosserias e despreparo no trato de questões substantivas, teria sido melhor que Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mais uma vez fugissem de um confronto de ideias. No debate deste domingo (18), mostraram que lhes falta exatamente essa matéria-prima.

Nenhum dos dois compareceu munido de argumentos para discorrer sobre temas do interesse coletivo e cobrar do adversário provas de conhecimento e capacidade para presidir o Brasil. Foram pintados para uma guerra de insultos mútuos que resultou em lamentável empate no quesito ausência de conteúdo.

DESEMPATE – O encontro da Band seria até mais importante que o da Globo, previsto para a próxima sexta-feira (23), porque em tese pautaria a última semana de campanha, poderia balizar um desempate e finalmente introduzir na cena as afamadas e tão sumidas propostas.

Os moderadores levantaram assuntos importantes e objetivos, tais como saúde, segurança pública, produtividade e equilíbrio de contas, mas os oponentes não pareciam interessados nessas miudezas. Queriam mesmo é explorar a rejeição do outro aos socos e pontapés retóricos, com muito exagero, nenhuma sutileza, pouca inteligência e déficit de criatividade.

EXALTAÇÃO – As torcidas sempre acharão uma maneira de exaltar o desempenho do predileto. Os fãs de Flávio Bolsonaro dirão que estava desenvolto e mais bem treinado; esquecerão o ar de deboche e o jeito moleque. Os entusiastas de Lula apontarão seus lances de bom rebate e dedo posto nas feridas certas; não falarão sobre o desacerto em cena e as falhas de raciocínio.

Nada disso vai tirar de casa aquele contingente que faltou no primeiro turno e dificilmente animará o pessoal dos votos nulos e brancos a fazer uma opção. Os indecisos que acharem por bem se decidir pelo que viram na TV, já terão virado torcida. Os dois finalistas frustraram as expectativas de um embate produtivo e, assim, na base da inércia caminham para o debate final, de onde não sairá nada melhor.

Supremo manda recado a Flávio Bolsonaro sobre impeachment de Moraes

Tribunal só rifaria Moraes se Marques deixar a corte

Bela Megale
O Globo

A troca de recados e gestos entre interlocutores de Flávio Bolsonaro com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se intensificou após o candidato do PL ser o primeiro colocado no primeiro turno das eleições.

Nesse cenário, ministros que publicamente ainda se mostram resistentes a um governo Flávio já têm mantido conversas mais frequentes com o grupo do senador e mandado recados sobre temas que consideram caros ao Supremo.

IMPEACHMENTE DE MORAES – Entre eles está o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, bandeira de boa parte dos senadores de extrema-direita eleitos e também da campanha de Flávio.

O sinal dado até o momento é que o tribunal só aceitaria rifar Moraes se o ministro Kassio Nunes Marques também deixar a corte. Nunes Marques foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro e aparece ao lado de Moraes como um dos nomes do Supremo mais implicados nas relações com Daniel Vorcaro.

Na campanha, vale até mudar de ideia; porém, depois da eleição, vem a conta…

Lula rompe com Nunes Marques e acusa ministro de favorecer Flávio Bolsonaro

Alcolumbre adia PEC da Segurança e evita novo embate entre Lula e Flávio

Senado não terá sessões deliberativas nesta semana

Victoria Azevedo
Luísa Marzullo
O Globo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu adiar a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança para depois das eleições, após o tema da maioridade penal dividir até mesmo integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana passada, Alcolumbre adiou a votação em meio a um debate entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente da República.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que foi comunicada da decisão do parlamentar em não convocar sessões para esta semana diante da proximidade com o segundo turno. “Ele me avisou e disse que como é semana pré eleitoral era melhor (adiar a votação)”, afirmou.

NOVO GESTO – Aliados de Lula dizem ver nesse movimento de Alcolumbre um novo gesto do parlamentar ao presidente. O adiamento, dizem, garante que o tema não seja usado para desgastar eleitoralmente o petista. O presidente do Senado não acompanhou seu partido na decisão de apoiar Flávio no segundo turno, e tem destravado propostas de interesse do Palácio do Planalto, buscando apoio do petista para tentar sua recondução à frente do Congresso em fevereiro.

Segundo líderes ouvidos pelo O Globo, Alcolumbre comunicou aos senadores que não haveria sessões deliberativas nesta semana, apenas solenidades. Com isso, os parlamentares sequer viajaram a Brasília e permaneceram em seus estados, parte deles ainda envolvida nas disputas pelos governos estaduais ou na campanha presidencial de Lula e Flávio Bolsonaro.

De acordo com interlocutores, a decisão de Alcolumbre busca aliviar a pressão política sobre o Senado às vésperas do segundo turno. A avaliação é que o presidente da Casa já fez uma entrega importante ao governo Lula ao viabilizar a aprovação do fim da escala 6×1, na semana passada, e que não há ambiente político para avançar em novas votações antes da eleição.

REDUÇÃO DA MAIORIDADE – Na semana passada, aliados de Flávio passaram a atuar para incluir o tema da redução da maioridade penal no texto da PEC para gerar ruídos à imagem de Lula, uma vez que a esquerda é historicamente contra esse ponto. O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda que reduzia para 14 anos a maioridade penal no caso de crimes graves.

Como resposta, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), articulou com o próprio Lula a apresentação de uma emenda para evitar esse desgaste. Após o resultado do primeiro turno, Camilo aumentou sua influência junto ao presidente e passou a ter destaque na coordenação de campanha do petista. Com aval de Lula, apresentou uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos em casos de crimes graves.

RUÍDOS – A iniciativa de Camilo, no entanto, gerou ruídos na base de Lula e até mesmo entre petistas. A avaliação era que o tema, considerado espinhoso, poderia ofuscar os ganhos políticos da aprovação da PEC que acaba com a jornada de trabalho 6×1, além de contrariar apoiadores históricos do petista, que são frontalmente contra a medida.

Horas após a votação ser adiada no Senado, em entrevista ao Jornal Nacional, na quinta, Lula se disse favorável à ideia, numa mudança histórica da esquerda no assunto.”Todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de diminuir a maioridade”, disse Lula.

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Eleitores consideraram debate como “decepcionante, triste, infeliz e sujo”

Lula x Flávio no debate da Band: desempenho dos candidatos influencia votos  no segundo turno das eleições?

Flávio provocou tanto que Lula perdeu a paciência…

Bianca Gomes
Estadão

Participantes de grupo qualitativo conduzido pelo cientista político Renato Dorgan apontaram excesso de ataques e falta de propostas no primeiro embate entre os dois candidatos

“Decepcionante”, “triste”, “vergonhoso”, “infeliz”, “irresponsável”, “uma piada”. Foi assim que os integrantes do grupo descreveram o primeiro confronto entre os candidatos à Presidência Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), promovido neste domingo, 18, pelo Grupo Bandeirantes, Estadão, TV Gazeta, TV Cultura e Jovem Pan.

Para esses eleitores, faltou qualidade e sobrou baixo nível nas discussões entre os dois nomes que querem governar o País pelos próximos quatro anos.

12 ELEITORES – Conduzida pelo cientista político Renato Dorgan, CEO do instituto Travessia, a pesquisa reuniu 12 eleitores: quatro indecisos, quatro que declaravam voto em Flávio Bolsonaro e quatro que pretendiam votar em Lula.

Em uma casa na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo, eles acompanharam o debate e comentaram em tempo real o primeiro encontro entre os dois candidatos. Durante a transmissão, os participantes usaram cartões coloridos para sinalizar suas reações: verde para aprovação, amarelo para neutralidade e vermelho para reprovação.

A dinâmica ocorreu em uma “sala de espelho”, que permitia à reportagem observar os participantes do outro lado de um vidro, sem ser vista por eles. A pesquisa qualitativa, amplamente usada pelas campanhas, tem caráter analítico, sem rigor estatístico, e não se iguala a uma pesquisa de intenção de voto.

SEM EXCEÇÃO – As críticas ao debate atravessaram os três grupos de eleitores, sem exceção. Ao final da programação, a avaliação geral foi de que faltou discussão mais qualificada sobre o País.

“O primeiro bloco, sobretudo, teve uma carga emocional muito pesada, o que prejudicou as avaliações ao longo do debate. O tom do confronto baixou as expectativas em relação aos candidatos e deixou os eleitores desanimados quanto às perspectivas para o futuro. Lula pareceu repetitivo e um tanto demagogo, enquanto Flávio soou vazio e agressivo demais”, avalia Dorgan, que realizou a pesquisa a pedido do Estadão.

Um dos eleitores indecisos, que cogita anular o voto no próximo domingo, 25, resumiu o sentimento da sala: “Eu não gostei do debate. Poderiam discutir pautas relevantes, mas não quiseram. Quem quer ser presidente precisa trazer muito mais propostas para convencer a gente de votar, mas parece que eles não estão a fim disso.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Os comentários, infelizmente, não se referem ao principal objetivo do debate, que sempre visa a definir “quem ganhou”. Assim, nada dessas análises e opiniões me interessa. A meu ver, o que importa é definir o vencedor, que no caso foi Flávio Bolsonaro, pois conseguiu deixar Lula sem saber o caminho de casa, inclusive fazendo discurso com o microfone já cortado, o que foi mais do que patético…  (C.N.)

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No áudio, Vorcaro diz que filme de Lula saiu mais caro

Deu no Estadão

A revista Veja divulgou neste sábado, 17, um laudo que diz comprovar que é autêntica a voz de Daniel Vorcaro em áudio sobre supostamente ter destinado dinheiro para a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal, o conteúdo da gravação não foi apresentado como proposta de delação pelo banqueiro que está preso por fraudes.

O laudo, assinado pelo perito Leocadio Casanova afirma que os áudios “não apresentam qualquer elemento técnico indicativo de montagem, edição, corte, inserção, reordenação, síntese ou manipulação de voz por inteligência artificial”.

NA PRISÃO? – Investigadores suspeitam que ele tenha sido gravado na prisão e devem abrir apuração.

Na gravação divulgada pela Veja, o banqueiro não indica os elementos de corroboração nem menciona valores, mas afirma ter destinado mais do que pagou à produção do “Black Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro e que contou com pedidos de recursos feitos pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Após a divulgação da gravação pela revista, a Polícia Federal afirmou que Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”. A PF afirma ainda que a delação foi recusada por ser considerada insuficiente e sem novidades. Como mostrou o Estadão, Vorcaro justificava pagamentos a políticos sob o argumento de amizade e resistia a endurecer a delação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Não demora e Vorcaro vai falar. Por enquanto, ele só está soltando sinais de fumaça, para avisar que há algo de estranho no ar,  como dizia o Barão de Itararé. (C.N.)

PL adia plano de anistia a Bolsonaro para 2027 e prioriza eleição

PL avalia “timing” para projeto de anistia a Bolsonaro

Isabel Mega
CNN

O Partido Liberal (PL) estuda o melhor “timing” para apresentar uma proposta de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As conversas são incluídas em uma discussão ampliada sobre a eleição para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado em fevereiro de 2027.

Dessa forma, interlocutores do bolsonarismo, ouvidos sob reserva, avaliam que talvez seja melhor deixar a proposta de anistia para o ano que vem. Em 2027, o PL deve ter ao menos 28 senadores e 121 deputados federais. As bancadas expressivas eleitas pela sigla ajudam a fortalecer o projeto de poder para a disputa do comando das duas Casas, mas ainda será preciso negociar com os demais partidos do centrão.

FOCO NA ELEIÇÃO – O foco, agora, é em manter o favoritismo do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário presidencial e esperar o desfecho da eleição no dia 25 de outubro, data do segundo turno das eleições.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. A condenação pela primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) foi dada em setembro de 2024.

A condenação do ex-presidente foi pelos crimes envolvendo organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e ameaça grave; e deterioração de patrimônio tombado. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília.