
Lula reiterou a defesa histórica do Brasil por soluções diplomáticas
Pedro do Coutto
Em uma conferência com países da América Latina e do Caribe, o presidente Lula da Silva fez uma crítica direta — embora sem citar nomes — às ações militares dos Estados Unidos no Caribe. A operação, conduzida sob a justificativa de combate ao narcotráfico, resultou no afundamento de pequenas embarcações que seriam utilizadas para o transporte de drogas na rota venezuelana.
“Somos um continente de paz e queremos permanecer em paz”, afirmou Lula, reiterando a defesa histórica do Brasil por soluções diplomáticas, e não bélicas, para conflitos na região. A declaração emerge em um contexto de alta sensibilidade geopolítica. A atual administração americana, liderada pelo presidente Donald Trump tem adotado uma postura de endurecimento estratégico no hemisfério, associando estabilidade política e econômica ao controle militarizado das rotas ilícitas.
SEGURANÇA NACIONAL – O discurso da Casa Branca vincula tais ações à segurança nacional — argumento recorrente na política externa dos Estados Unidos desde o século XX. Entretanto, o método empregado reacende um debate antigo: até que ponto a intervenção militar externa, mesmo sob a bandeira do combate ao crime transnacional, aprofunda ou desestabiliza a ordem regional?
Do lado brasileiro, a crítica ganha um caráter ainda mais significativo devido ao momento das negociações bilaterais sobre o tarifaço imposto por Washington sobre produtos nacionais. O Brasil busca construir saídas que retomem fluxos comerciais estratégicos para sua pauta industrial e agrícola.
Ao se posicionar publicamente contra ações militares norte-americanas, Lula envia uma mensagem dupla: reafirma a autonomia diplomática brasileira — um dos pilares tradicionais da política externa do Itamaraty — e coloca em evidência uma divergência ética quanto ao uso da força em um continente que, historicamente, tenta se afirmar como espaço de resolução política e integração econômica.
MILITARIZAÇÃO – É importante lembrar que a América Latina conhece profundamente as consequências de militarizações justificadas pelo discurso da “segurança”. Do Cone Sul às guerras internas da América Central, a história do século XX foi marcada pela interferência estrangeira, que frequentemente alimentou ciclos de violência, instabilidade institucional e violações de direitos humanos. Esse passado não é um capítulo distante: ele molda sensibilidades, memórias e temores dos governos e das populações da região.
Ao reivindicar o continente como território de paz, Lula não se limita a um apelo retórico. Ele expõe uma disputa mais profunda sobre o significado da soberania latino-americana no contexto contemporâneo. Por um lado, a violência transnacional — tráfico, redes ilícitas, grupos armados — é real e coloca desafios urgentes aos Estados. Por outro, a solução militarizada frequentemente ignora a dimensão estrutural do problema: pobreza, desigualdade, fragilidade institucional e ausência de políticas de desenvolvimento integradas.
DIPLOMACIA – Nesse sentido, o discurso de Lula aponta para uma alternativa que retoma uma visão de integração regional baseada na diplomacia, no fortalecimento das instituições democráticas e na ampliação de cooperações econômicas e tecnológicas — e não na lógica do enfrentamento armado. Tal perspectiva ressoa com iniciativas que, desde a criação da UNASUL até o atual movimento de reconstrução de mecanismos multilaterais latino-americanos, buscam deslocar a região da condição geopolítica de “zona de influência” de grandes potências para um espaço de decisão autônoma.
A frase “queremos permanecer em paz” carrega um subtexto muito claro: a América Latina não demanda pacificação externa, mas reconhecimento e respeito. É um chamado para lembrar que segurança não se constrói com destruição, e que o diálogo entre Estados não pode ser mediado exclusivamente pela força.
Num momento em que o tabuleiro internacional está novamente tensionado por disputas estratégicas, a relevância dessa posição é evidente. A questão que fica é: qual projeto de futuro prevalecerá para o continente — o da integração solidária ou o da militarização preventiva? O pronunciamento de Lula, mais do que um recado diplomático, recoloca essa escolha no centro do debate político. É uma convocação para que a América Latina pense sua própria paz — e, sobretudo, tenha o poder de defendê-la.
À toque de caixa, a sutil “troca de caixa”, ora pois, mudou o governo encerram-se compromissos com “ligas” então extinguíveis!
Simples e tidos naturais movimentos!
Adendos, em:
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É muito grave a decisão de Hugo Motta, entregando a Relatoria da PEC Anti facções, ao Derrite, Cavalo de Tróia do Tarcínico para desvirtuar o Projeto enviado pelo governo ao Congresso. Derrite foi exonerado do cargo de Secretário de Segurança para cumprir a missão a mando do governador, fins de impedir a Polícia Federal de atuar nos Estados contra organizações criminosas, a não ser com autorização expressa dos governadores. Esse absurdo é uma nova gestação para um Golpe de Estado, que visa dar poder aos governadores de Direita e enfraquecer o governo federal.
Pode ser um tiro no pé deles, porque vai valer para todos os governos que virão.
Mas, essa raça de separatistas, só pensam no agora, na próxima eleição, o país que exploda em crises e sob o domínio do crime, como esse poderoso PCC, cujas lideranças estão rindo à toa, com a possibilidade do afastamento da PF nas investigações. Começaram falando na equiparação das organizações criminosas ao terrorismo, mas, era o bode na sala. Querem afastar a PF para serem os donos do combate ao crime, porque sabem que dá votos, matar ao invés de prender.
É tão terrível para o Brasil, o que querem impor, que não acredito na aprovação dessa PEC, nos termos propostos pelo Relator.
Enquanto isso, a PEC da Segurança Pública, proposta pelo ex-ministro do STF, Ricardo Levandovsk , segue em banho maria, naquela lentidão característica de quem não deseja aprovar.
No frigir dos ovos, Tarcísio de Freitas, Caiado, Zema e Jorginho Mello, querem abrir uma brecha ao transformarem as organizações criminosas em terroristas, para que Donald Trump tenha um motivo para intervir no Brasil, a pretexto de combater drogas que entram na América para defender o povo americano., assim poderiam destruir lanchas na Baía da Guanabara, ao longo da Costa do Atlântico e até nas áreas terrestres para incendiar plantações de coca. Trump já está operando na Venezuela e na Colômbia.
Trump vem pacíficando o Oriente Médio e trazendo o cenário de guerra para a América Latina.
Os governadores da Direita estão contando com o caos para voltarem ao Poder de qualquer jeito. Traidores da Pátria.
Bill Cooper, o finado, expõe:
https://youtu.be/PR50FxmBOYM?si=puAPAhLiBbkYKHTf
É uma vergonha o que Tarcísio está fazendo ao articular seu Secretário de Segurança, o traidor da pátria com ele Tarcinico, o capitão Guilherme Derrite, que pretende no seu relatório, submeter a Polícia Federal aos governadores de Estado.
Ora, a PF é um órgão de Estado, portanto, não pode deixar ou não de fazer investigações e inquéritos, se os governadores assim o desejassem.
Na prática, o governador Tarcísio está botando fogo no país, na sua loucura insana para se tornar presidente.
Só uma pergunta: a que custo? Que uma potência estrangeira invada o país para apear do Poder um governante que não segue a cartilha da Direita.
E os colegas comentaristas da Direita no Blog, estou na espera das manifestações de apoio e contra a submissão da Polícia Federal aos governadores do Estado.
Trata-se da PEC da Blindagem de volta numa roupagem da Segurança.
Ora senadores deputados, governadores, prefeitos e vereadores, vão poder desviar as emendas Parlamentares a vontade, uma farra do boi corruptiva, só poderão ser investigados pela PF se os governadores permitirem.
Seria cômico se não fosse uma tragédia.
TARIFAÇO: MUITA CONVERSA, MAS ATÉ AGORA NADA
PASSADOS 15 DIAS DA REUNIÃO ‘CASUAL’ COM LARANJÃO NA MALÁSIA, BARBA E SEU GOVERNO NÃO CONSEGUIRAM ATÉ AGORA REDUZIR NENHUM PONTO PERCENTUAL DO TARIFAÇO IMPOSTO PELO GOVERNO AMERICANO SOBRE PRODUTOS TUPINIQUINS EXPORTADOS PARA OS STATES.
A PANACÉIA DO ENCONTRO ‘MEIA-BOCA’ ENTRE OS DOIS PRESIDENTES NAQUELE DOMINGO À NOITE (26/10) EM KUALA LUMPUR FOI, NO ENTANTO, ALARDEADA POR BARBA COMO A QUINTESSÊNCIA DA ESTRATÉGIA POLÍTICA DO SEU GOVERNO.
Também não se fala mais da ação de lesa pátria de Eduardo Bolsonaro, trabalhando contra o Brasil junto ao governo americano e no Congresso. E ainda se mantém deputado federal, sem trabalhar, fora do Brasil acobertado pelo Severino Cavalcante, ops, o fraco Hugo Motta.
Depois que a família Bolsonaro assumiu o Poder em 2019, nunca mais tivemos paz. Parece que gostam de azucrinar a vida dos outros.
Se não bastassem o ódio do clã contra comunistas e esquerdistas, avançam sobre a própria base na Direita. Santa Catarina está em vem pé de guerra, com a imposição cedo Bolsonaro em eleger senador , por SC, o filho Carlos Bolsonaro atual vereador do Rio. Carol de Toni a deputada federal já estava em campanha por uma das duas vagas. O acordo entre os catarinenses do PL era o trabalho para eleger Esperidião Amim e Toni. Aí, veio a entubação do Bolsonaro embolando o meio de campo, ao impor o filho Carlos, goela abaixo dos Catarinas.
Durma com um barulho desses, deputada Carol de Toni.