
Delúbio Soares é reconhecido por Lula e recebe abraço
Deu no O Globo
O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares publicou um vídeo em suas redes sociais, nesta terça-feira, recebendo um abraço efusivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma agenda em Catalão (GO).
Pivô do Mensalão e também alvo da Operação Lava-Jato, Delúbio chegou a ser expulso do partido em 2005 e é pré-candidato a deputado federal por Goiás nas eleições deste ano.
EMOÇÃO – Nas imagens, Lula reconhece Delúbio em meio ao público e vai em sua direção para cumprimentá-lo. O pré-candidato afirmou ter ficado emocionado com o encontro, além de ser um militante que “nunca deixou de cumprir” as missões dadas pelo presidente e pelo PT.
“Lula me viu de longe e veio até mim. Nos conhecemos nos anos 70, na luta, e somos amigos e companheiros desde então. Nunca deixei de cumprir nenhuma missão dada por ele e pelo PT. Por isso, sou pré-candidato a deputado federal, com a missão de ajudá-lo a governar e a melhorar a vida do povo”, escreveu Delúbio.
RETORNO À POLÍTICA – Desde quando virou alvo do Mensalão e foi acusado de participar de um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso, o petista submergiu e passou a deixar de ser visto em público com Lula.
Em novembro de 2012, Delúbio foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a oito anos e 11 meses de prisão no contexto do Mensalão. Em 2016, no entanto, o ex-ministro Luís Roberto Barroso concedeu o indulto da pena após o petista preencher os requisitos legais para a concessão do benefício — como sentença remanescente não superior a oito anos e cumprimento de um quarto da pena.
COMPETÊNCIA – Depois, também chegou a sofrer condenação na Lava-Jato, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que a vara federal do então juiz Sergio Moro, no Paraná — hoje senador e pré-candidato ao governo —, não tinha competência para julgá-lo.
Lula esteve em Goiás, nesta terça-feira, para participar de agendas nas áreas da saúde e educação. O presidente inaugurou a nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) e também o Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (HU-UFCAT).
Candidato-padrão.
Nada como um país que normalizou, glamourizou e constitucionalizou a corrupção.
Desenvolvimento e corrupção.
Os dados internacionais mostram que, em geral, quanto maior o desenvolvimento social e econômico de um país, menor tende a ser a percepção de corrupção.
O Brasil é um exemplo dessa relação: ocupa a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas cai para a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (CPI).
🔹 Educação
• Os países mais bem colocados em educação também costumam estar entre os menos corruptos.
• Educação de qualidade fortalece a cidadania, aumenta a fiscalização social e reduz a tolerância a práticas irregulares.
• Países como Dinamarca, Finlândia e Singapura lideram simultaneamente os rankings educacionais e de integridade pública.
🔹 Tecnologia e inovação
• As nações mais inovadoras do mundo também tendem a apresentar baixos níveis de corrupção.
• Serviços digitais, transparência de dados e processos automatizados reduzem oportunidades para fraudes e favorecimentos.
• A digitalização do Estado é uma característica comum entre os países menos corruptos.
🔹 Renda e desenvolvimento econômico
• Os países com menor percepção de corrupção estão entre os mais ricos do mundo em renda por habitante.
• Ambientes mais transparentes atraem investimentos, estimulam a produtividade e favorecem o crescimento econômico.
• A corrupção, por outro lado, aumenta custos, gera insegurança e reduz a eficiência econômica.
🔹 Desigualdade social
• Países mais igualitários costumam registrar menores índices de corrupção.
• Quando a desigualdade é elevada, grupos com maior poder econômico ou político tendem a exercer influência desproporcional sobre decisões públicas.
• O Brasil continua entre os países mais desiguais do mundo, apesar dos avanços sociais das últimas décadas.
🔹 Saúde e qualidade de vida
• Os países que lideram os indicadores de saúde e expectativa de vida também costumam apresentar baixa percepção de corrupção.
• Quanto mais eficiente a gestão dos recursos públicos, melhores tendem a ser os resultados em saúde, saneamento e bem-estar.
🔹 Instituições e segurança jurídica
• Os países menos corruptos possuem instituições mais estáveis, fiscalização eficiente e maior previsibilidade das regras.
• Isso aumenta a confiança dos cidadãos e dos investidores.
• A qualidade institucional é um dos fatores mais fortemente associados ao desenvolvimento de longo prazo.
🔹 Confiança social
• Baixos níveis de corrupção costumam estar associados a maior confiança entre cidadãos, empresas e governo.
• Essa confiança reduz custos econômicos, facilita negócios e fortalece a cooperação social.
O que os números do Brasil mostram?
• 84º lugar no IDH (PNUD).
• 107º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (Transparência Internacional).
• Uma das maiores economias do mundo em PIB total.
• Entre os países mais desiguais do planeta.
Resumo
A experiência internacional indica uma correlação consistente: mais educação, mais tecnologia, maior renda, menor desigualdade e instituições mais fortes costumam estar associados a menores níveis de corrupção percebida.
Por outro lado, corrupção elevada tende a dificultar investimentos, reduzir a confiança social e limitar o desenvolvimento econômico e humano.
O contraste entre a posição do Brasil no IDH (84º) e no ranking de corrupção (107º) ilustra bem essa relação.
Os oligarcas do Aparato Petista, tarados por poder e querendo segurar com as pernas os butins de 20 anos egoisticamente, impediram que surgissem nova lideranças.
A tal juventude petista, que infesta a Academia, é imprópria e incompetente pra Realpolitik.
De forma que têm que ressuscitar estorvos, como este Delúbio.