
Combate ao crime não é feito por rótulos
Deborah Bizarria
Folha
A decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas gerou discussões sobre ganhos e perdas eleitorais — seja para Flávio Bolsonaro, que teria influenciado Donald Trump a tomar a decisão, seja para Lula. Mas sob a ótica da segurança pública, o problema vai além das duas facções: como não existe solução única, combater o crime exige compreender seus diferentes tipos.
Conhecer as evidências internacionais é indispensável para qualquer política pública bem desenhada. Contudo, antes de copiar Nova York, Medellín, El Salvador ou Chicago, é preciso perguntar se as características do crime enfrentado nesses lugares existem aqui e se temos condições institucionais para replicar a receita.
ARGUMENTO – O diagnóstico passa por duas perguntas: de onde vem o dinheiro do crime e qual é o nível de organização dos grupos envolvidos. Esse é o argumento do pesquisador Christopher Blattman em um relatório sobre crimes na América Latina.
Por exemplo, se o problema é uma sequência de furtos de celular em uma rua ou assaltos que se repetem nos mesmos horários e lugares, o policiamento de hotspots faz sentido. Às vezes, são crimes cometidos de forma impulsiva e por oportunidade. Para esses casos, programas que combinam terapia cognitivo-comportamental com transferência em dinheiro podem ser promissores. Esse foi o resultado obtido por Christopher Blattman, Julian Jamison e Margaret Sheridan em um experimento na Libéria.
O estudo foi feito com homens de alto risco: envolvidos em furtos, venda de drogas, conflitos violentos ou em situação de vulnerabilidade associada a essas atividades. Não se tratava, portanto, de membros de facções com comando e território. O programa buscava fortalecer autocontrole, planejamento e senso de pertencimento à sociedade. Quando os participantes receberam apenas dinheiro ou apenas terapia, tiveram bons resultados iniciais, que não se sustentaram no longo prazo. Foi a combinação das duas estratégias que sustentou os efeitos por mais tempo.
ESTRTUTURA – Já se a violência estiver associada a rivalidades e retaliações locais, a solução passa por pessoas com credibilidade no território, mediação entre grupos rivais e programas voltados ao autocontrole. Quando há uma facção no comando de um território, com receita estável e presença em mercados formais, às vezes em conluio com agentes do próprio Estado, a escala muda. Nesse caso, prender o vendedor de drogas da ponta pode até virar número de sucesso na estatística policial, mas dificilmente altera a estrutura de poder ou causa grande dano à facção.
Em contextos de maior controle territorial, grupos armados tendem a enfrentar menos concorrência direta e a diversificar suas atividades econômicas. Esse é o resultado obtido por Joana Monteiro e outros pesquisadores em um estudo sobre empresas criminosas territoriais no Rio de Janeiro. Ou seja, menos confronto não significa necessariamente mais autoridade pública. Em alguns casos, pode indicar que o grupo criminoso consolidou poder em determinada região e passou a explorar mercados com menor resistência. Uma política de segurança que mede sucesso apenas pela queda de tiroteios entre criminosos pode deixar intocada a estrutura de poder desses grupos.
As evidências reforçam que cada tipo de crime e cada motivação exigem diagnóstico próprio. Uma pessoa que enfrenta questões de saúde mental e comete crimes impulsivos não está na mesma situação de alguém envolvido em crimes que demandam planejamento, relação com governos ou articulação com outras facções.
QUESTIONAMENTO – Essa exigência de diagnóstico também deveria orientar a discussão sobre a classificação americana do PCC e do CV. Ainda que aparente ser uma resposta enérgica, há razões para questionar sua utilidade. Lincoln Gakiya, promotor que atua há décadas na área, afirma que, ao retirar as investigações da esfera de cooperação com FBI e DEA, a medida deslocaria essa cooperação para a área de defesa e inteligência.
Isso tornaria o trabalho mais difícil, uma vez que essas agências lidam com informações sigilosas e têm mais restrições para compartilhar dados que possam ser usados em investigações, denúncias e processos criminais.
PCC e CV não precisam ser classificados como terroristas para serem combatidos de modo efetivo. O que choca é que, em um país onde o controle territorial no Rio, a estrutura do crime organizado em São Paulo e as rotas de fronteira seguem lógicas diferentes, ainda sejamos tão suscetíveis a soluções que parecem mágicas.
Rachadinha pediu a suspensão da pesquisa da AtlasIntel, de 19/5/26, que apontou queda de 6 (seis) pontos percentuais na intenção de voto nele em um eventual 2º turno contra o Barba.
Candidato atacando pesquisa? Mau sinal.
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Palanque de Rachadinha está balançando
Além do caso ‘Dark Horse’ e do tarifaço, PL enfrenta péssimo momento no Rio
Preso por envolvimento com o CV, bolsonarista Rodrigo Bacellar prepara delação
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Folha de S. Paulo, Opinião, 8.jun.2026 às 14h13 Por Alvaro Costa e Silva
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Não sei se prestaram atenção, mas Rachadinha se mostrou bastante fraco em suas últimas investidas, nesse período em que foi um pouco mais acuado.
Não se aproveita quase nada do que fala: mentiras, desmentidos, arrogância, autoritarismo e prepotência, geralmente disfarçados, e só.
Muita ilusão, entre 1/3 e ½ de cocaína produzida no mundo é consumida nos EUA. A maior parte é produzida na Colômbia, país que possui bases militares dos EUA, porém eles não fazem nada para acabar com isso.
Se os EUA consomem tanta droga, porque não tem notícia de apreensão de grandes quantidades de drogas e traficantes ? A droga entra facilmente pelos EUA com apoio das grandes corporações e governo dos EUA. Manter o povo americano viciado é uma excelente estratégia para manter o povo irracional e lucros altos.
Esse negócio de combate ao tráfico e taxar PCC e CV como organização terrorista é chacota.
– Em 1991 Alvaro Uribe (senador e depois presidente Colombiano) narcotraficante que atuava junto com Pablo Escobar
– Em 13 de Janeiro de 2009 foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade por Bush filho
– Durante o primeiro mandato de Trump, o presidente de Honduras Juan Orlando Hernandez foi recebido com honras de estado. Em 2022 foi condenado por trafico de drogas (400 tonaladas de cocaina) pela justiça americana a 45 anos de prisão. Em 2 dezembro de 2025 ele foi solto da prisão após ser perdoado formalmente por Trump.Juan Orlando Hernandez é aliado do Trump.
– Presidente do Ecuador Daniel Noboa é acusado de traficar cocaina para Europa usando a empresa Noboa Trading utilizando containers de banana. Nada acontece e ele é aliado de Trump.
despiciendo… grease no tempo da brilhantina…
A matéria tem lado, nossos criminosos e nossas facções do crime organizado não são terroristas.
Terrorista de verdade usa é batom para pintar o beiço da estátua.
Outra coisa, Loola NÃO é ladrão.
Trump, Netanyahu e Bolsonaro é que são os LADRÕES.
Pelas Barbas do Profeta…
A que ponto chegou a militância…
São amantes dos criminosos da Extrema-Midia-Nefasta Corrupta e do Narcola….
por isso que a credibilidade está no fundo do Esgotão do mário coveiro, entre as Vias Marginais…
O repórter Tim Lopes é apenas mais um número na carnificina de 5 mandatos do Assassino de Pacas.
Como é lindo o amor entre os militantes fantasiados de jornazistas e os Narcolas….
aquele abraço
O Pix do dia 30.06 foi bem gordo nas contas dos militantes..
Empresário é morto a tiros na frente do filho em assalto no Rio
https://ultimosegundo.ig.com.br/2026-06-09/empresario-morto-tiros-frente-filho-assalto-rio.html#google_vignette
Será que todos os militantes da redação da Foice & Martelo & Narcola estão comovidos com está noticia de mais um brasileiro morto pelos criminosos da Foice e do Narcola.??
Será que vão prestar solidariedade a família.?
A militante deve fazer parte daquela Academia do Cara de Birgo.
Onde lá também frequenta a narco-socióloga filiada a Narco-Facção do Nine Fingers que disse ser a favor do assalto….
Alguém neste Planeta de Nós Todos já leu ou ouviu alguém ser a favor do assalto.??
Como a ideologia da cartilha soça-comuna destruiu os cérebros dos militantes pró-narcola.
Dá-lhe Fiofósafa..!!!
eh!eh!eh
Candidata do PT ao governo do Rio acha certo roubar
https://horadopovo.com.br/candidata-petista-ao-governo-do-rio-de-janeiro-defende-o-roubo/
Sr. Newton
Veja o que os Cieps do Lixonel Brizolixo com o sistema educacional paulixo farinheiro produziram.
Juiz marido de filósofa “pró-assalto” liberta homem com 86 registros policiais
Casara é casado com a filósofa petista Márcia Tiburi, ex-candidata ao governo do RJ pelo PT, conhecida por críticas falas polêmicas
Senhor Cláudio , lembra-se de quando os EUA quiseram dar uma dura na China , por causa de suas exportações de ” fentanil veterinário ” para os EUA , sendo que após a entrega das encomendas aos EUA , as autoridades norte-americanas perdiam a rastreabilidade e controle do ” fentanil veterinário ” em seu território , terminando parar nas ruas de diversas cidades norte-americanas e consumido pelos norte-americanos , sendo que sucessivos governos norte-americanos culpavam a China , pela fato de o ” fentanil veterinário ” estar nas ruas e consumidos pela população viciada dos EUA , como se a China fosse a culpada pelos desvios no território norte-americano.