
Charge do Aroeira (Brasil 247)
Letícia Pille
O Globo
As declarações de Eduardo Bolsonaro sobre o Pix e o sistema de pagamentos americano Zelle provocaram incômodo entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL), que enxergaram no episódio mais um desgaste visto como desnecessário para o campo bolsonarista.
Embora minimizem o impacto eleitoral da polêmica, interlocutores do senador afirmam reservadamente que o ex-deputado frequentemente cria controvérsias que acabam exigindo esforços posteriores de esclarecimento e desviando o foco da estratégia política da pré-campanha presidencial.
REPERCUSSÃO – A irritação foi alimentada pela repercussão de um vídeo que viralizou nas redes sociais na última semana. Nele, Eduardo menciona sistemas de pagamento dos Estados Unidos semelhantes ao Pix e sugere que o tema poderia integrar uma eventual mesa de negociação entre Brasil e Estados Unidos.
A declaração foi interpretada como uma defesa da substituição do sistema brasileiro por um mecanismo estrangeiro, o que o deputado negou posteriormente, e rapidamente passou a circular em perfis de esquerda e de adversários do bolsonarismo. “Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos, aqui é o Zelle. Então dá para você ir pra uma mesa de negociação com os americanos”, disse Eduardo.
A repercussão fez com que o irmão mais novo de Flávio dedicasse os dias seguintes a uma operação de esclarecimento. Somente em seu perfil no X, o ex-deputado publicou nove mensagens tentando explicar que em nenhum momento havia defendido a substituição do Pix pelo Zelle. Para aliados de Flávio, o episódio ilustra um padrão recorrente em que declarações que acabam gerando debates paralelos obrigam lideranças do grupo a gastar energia administrando fatos que poderiam ser evitados.
CONTENÇÃO DE DANOS – Nos bastidores, interlocutores do presidenciável afirmam que o principal problema não está necessariamente no conteúdo das declarações, mas na necessidade de conter danos políticos depois que elas ganham repercussão. A avaliação é que o episódio desviou a atenção de uma agenda que vinha sendo explorada pela campanha, especialmente após a crise envolvendo as possíveis tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
Integrantes da pré-campanha, contudo, rejeitam a ideia de que a controvérsia tenha provocado um dano político relevante. A avaliação é que Flávio conseguiu lidar adequadamente com o debate envolvendo o Pix e um eventual novo “tarifaço”.
Aliados também lembram que o senador se posicionou publicamente em defesa do sistema de pagamentos brasileiro e chegou a encaminhar manifestações a autoridades americanas contra medidas que pudessem prejudicar a economia nacional. Apesar disso, o episódio reforçou uma percepção já existente sobre a atuação de Eduardo.
TARIFAÇO – Entre os exemplos citados reservadamente estão as articulações conduzidas por Eduardo nos Estados Unidos durante a crise envolvendo as tarifas americanas. Integrantes do entorno de Flávio avaliam que a ofensiva acabou produzindo um efeito contrário ao esperado ao oferecer ao governo Lula espaço para reforçar o discurso de defesa da soberania nacional. A percepção de parte da oposição, segundo esses interlocutores, é que o tema acabou sendo politicamente mais favorável ao Palácio do Planalto do que ao bolsonarismo.
Também são lembrados episódios de confronto com lideranças da própria direita. Um dos casos mais recentes ocorreu em abril, quando Eduardo protagonizou uma briga pública com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Na ocasião, o filho do ex-presidente acusou o parlamentar mineiro de não apoiar a candidatura presidencial de Flávio e de atuar para reduzir seu espaço dentro do campo conservador.
Nos bastidores, integrantes da pré-campanha afirmam que a construção de uma candidatura nacional exige justamente o movimento oposto: agregar diferentes correntes da direita e evitar disputas públicas entre lideranças que compartilham o mesmo eleitorado. Por isso, episódios como os embates com Nikolas costumam ser vistos com preocupação por auxiliares do presidenciável.
UNIÃO DA DIREITA – Na época, após um comentário irônico do parlamentar em uma de suas publicações no X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro escreveu um desabafo contra o mineiro, que chamou de “versão caricata de si mesmo” e disse estar desrespeitando sua família. Depois, Flávio chegou a dizer que o desentendimento entre ambos era “angustiante” e cobrou união da direita.
Interlocutores afirmam que Flávio já foi alertado sobre o perfil combativo do irmão e sobre o potencial de desgaste provocado por algumas de suas manifestações públicas. Apesar das críticas reservadas, aliados do presidenciável ponderam que o senador precisa equilibrar diferentes alas do bolsonarismo e preservar a coesão do grupo.
A avaliação é que Eduardo continua exercendo influência sobre uma parcela importante da militância mais ideológica e engajada do movimento, especialmente entre apoiadores mais ativos nas redes sociais e setores que acompanham sua atuação nos Estados Unidos. Isso torna politicamente custoso qualquer movimento de afastamento ou reprimenda pública tanto diretamente a Eduardo ou a seus aliados mais próximos.
Pena, pena mesmo, que a oposição de 2026, bancada por Vorcaro, fez grande parte do país retroceder ao “Filme Triste” de 1964, que já deveria estar enterrado há muito tempo, com o espaço aberto para as novas gerações encenarem o possível novo Brasil de verdade, com Democracia Direta, Meritocracia, Deus na causa e o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação posto na disputa eleitoral. https://www.facebook.com/reel/1346904790688504
Globo, como parte da imprensa financiada pelo narcotráfico, requenta narrativas para enfraquecer o candidato Flávio Bolsonaro. PqP, esse papo de Zelle é mentira velha, exalando inhaca. Jornas, façam jus ao michê, esforcem-se para criar novas estórias.
Esperar o quê de Dudu Bananinha?
Não tem espírito público e desdenhou dos 740 mil votos …..
jogou os votos no lixo e fora para os Isteitis Zunidos….
Contra Lula, a direita preferiu um asno manco a um cavalo de corrida
A direita tinha um cavalo de corrida para enfrentar Lula: Tarcínico. Hoje, como mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, tem um asno (Flávio Rachadinha)
A direita tinha um cavalo de corrida para enfrentar Lula: Tarcísio. Hoje, como mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, tem um asno: Flávio Bolsonaro.
O chefão petista abriu 6 pontos de vantagem sobre o filho do ex-mito no segundo turno, de acordo com a Genial/Quaest. O placar das intenções de voto passou a ser 44% a 38%.
Nos limites da margem de erro, o abismo pode ser de 4 ou 8 pontos percentuais – ou de 4 milhões a 8 milhões de votos.
É abismo praticamente intransponível desde agora, em especial em uma eleição polarizada, de votos cristalizados ideologicamente.
Quem dá essa vantagem a Lula? Os eleitores “independentes”, que é como os institutos gostam de chamar quem diz que não é de direita, nem de esquerda, muito pelo contrário dos ideológicos. Aquele pessoal que prefere esperar para ver como é que fica.
A esquerda costumava desprezá-los como “alienados”; a direita os insulta como “isentões”. Não importa o epíteto pejorativo, para uns e para outros, sempre foi gente valiosa no dia da eleição. Quem é o mais volúvel aqui?
Entre os “independentes”, Lula ganhou 8 pontos; Flávio recuou 7.
O que foi determinante para o chefão petista distanciar-se de Flávio? O caso Dark Horse, a nova tarifa imposta por Donald Trump (é Pix, é Pix, é PixPixPix…) — e as medidas eleitoreiras do incumbente.
A mágica do poder começa a fazer efeito. Vai quebrar o país, mas…
A mais popular das medidas eleitoreiras é o Desenrola, o programa com o qual Lula livra os pobres do endividamento, sem contar para eles que é para que possam se endividar outra vez.
Com Tarcísio, a direita tinha como enfrentar o chefão petista; com Flávio, nas atuais condições de temperatura e pressão, vai comer poeira. Quem mandou o ex-mito não querer largar o osso?
Só um milagre o salvará o asno. Isso posto e reposto, vamos organizar a bagunça: à direita, xingamentos; à esquerda, elogios ou, pelo menos, indiferença.
De independente, eu vou, mas na veia. Tanto que não espero mais nada.
Metrópoles, Opinião, 10/06/2026 18:20 Por Mario Sabino
Endividamento bate recorde de 81,6% das famílias, diz CNC
Proporção subiu de 80,9% em abril para um novo patamar em maio, quinto mês consecutivo de avanço
Para quem já vinha enrolado de outras falcatruas, se enrolar com Vorcaro e tarifaços trumpistas foi o fim da linha.
A bandeira verde e amarela, que a famiglia monopolizar, está mudando de mãos.
A bandeira verde e amarela, que a famiglia monopolizar, está mudando de mãos.
Já tem bolsotário migrando para o tal de Renan Santos, que não se sabe quem é.