
Nunes Marques é alvo de questionamentos
Vinícius Valfré
Estadão
O ministro Kassio Nunes Marques manteve engavetado por quase um ano e meio, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um processo que poderia cassar três deputados estaduais do PP de Goiás. Ao ser empossado presidente da Corte Eleitoral, ele decidiu que permanecerá com ele o caso que tem parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral desde fevereiro de 2025. Todos eram do PP e, atualmente, apenas um deles permanece no partido.
Alessandro Moreira (que agora é do PRD) e Jamil Calife (PP) já declararam publicamente que pretendem disputar a reeleição para a Assembleia goiana. Já Vivian Naves (agora no Republicanos) ainda não declarou se vai entrar na disputa em outubro deste ano.
RELATORIA – Em nota, Nunes Marques afirmou que “a seleção dos casos que manterá sob sua relatoria é uma praxe de todos os presidentes que assumem”, mas não respondeu a perguntas sobre o prazo de tramitação nem detalhou os critérios que o fizeram levar o processo para a presidência. No fim de semana, após ser questionado pelo Estadão sobre a demora em destravar o processo, Nunes Marques decidiu pautá-lo para esta terça-feira, 16.
A praxe quando um ministro assume a presidência da Corte Eleitoral é a redistribuição automática dos processos que tramitam sob seus cuidados e ainda não começaram a ser julgados, para que ele possa se dedicar às atribuições administrativas da nova função. Uma portaria do TSE, de 2010, instituiu a “redistribuição automatizada de processos, sempre que ocorrer o afastamento definitivo do relator ou caso seja eleito presidente”.
Mas Nunes Marques manteve o caso de PP de Goiás consigo citando uma regra dos tribunais superiores que prevê a permanência do presidente com um processo quando já fez o relatório ou garantiu ter “aposto o seu visto”, termo que significa que o juiz está a par de todo o caso e pronto para votar.
CONTROLE SOBRE O PROCESSO – Segundo advogados com atuação no TSE consultados pela reportagem, o dispositivo, na prática, permite que ministros mantenham o controle sobre processos nos quais pretendem, por qualquer razão, seguir como relatores.
A comunicação da remessa do caso do gabinete para a presidência foi anexada no processo no dia 13 de maio, dia seguinte à posse dele como presidente da Corte Eleitoral. O processo chegou ao TSE por meio de dois recursos, em outubro de 2024, quando Nunes Marques foi escolhido relator. A Procuradoria-Geral Eleitoral emitiu parecer – contra o PP – ainda no início de fevereiro de 2025.
Desde então, portanto há um ano e quatro meses, não há qualquer decisão do ministro Nunes Marques nem previsão de quando ele vai liberar o processo para julgamento no plenário. O caso está relacionado a uma denúncia do PL e do DC em Goiás que apontou que o PP lançou mulheres como candidatas fantasmas na eleição a deputado estadual em 2022 para fraudar a cota de gênero.
RECURSOS – O artifício possibilitou o lançamento de mais candidatos homens competitivos e ampliou as chances de vitória de candidatos da chapa. O Ministério Público Eleitoral de Goiás passou a defender a ação e é o autor de um dos recursos que chegaram ao TSE. Com o fim desta legislatura, o caso perde o objeto.
No Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, a ação foi julgada improcedente, por 4 votos a 3, após o relator ser superado pela maioria. A tese levada ao TSE sustenta que o tribunal local reconheceu indícios de que uma das candidatas era fantasma, e isso seria o suficiente para caracterizar fraude à cota de gênero, conforme precedentes do TSE.
O PP discorda e diz que o caso isolado manteve o partido matematicamente acima do percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas após a exclusão daquela candidata.
INDÍCIOS – Os recursos sob análise do gabinete de Nunes Marques insistem que há indícios para reconhecer quatro candidatas laranjas na chapa. As provas testemunhais e documentais apontaram que mulheres não participaram da convenção do partido que definiu candidaturas, não fizeram campanha, tiveram poucos materiais publicitários, obtiveram votações extremamente baixas, não prestaram contas e desconheciam informações básicas sobre o grupo político.
Para a Procuradoria-Geral Eleitoral, o entendimento do TRE-GO não está amparado na jurisprudência do TSE e as provas mostram que não houve apenas uma candidata laranja. O parecer é de 3 de fevereiro de 2025.
“O reconhecimento de uma única candidatura como fictícia, ainda que mantido o percentual mínimo de 30% de mulheres, é suficiente para a caracterização da fraude à cota de gênero. Entendimento em sentido contrário não só esvaziaria o papel da Justiça Eleitoral no combate à fraude, como também incentivaria a perpetuação desse tipo de conduta”, diz o parecer.
BASE ALIADA – O PP faz parte da base aliada do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) na Assembleia Legislativa. Ele renunciou ao mandato para concorrer à Presidência da República. A advogada Anna Vitória Gomes Caiado, filha do político, atua na defesa do PP no caso.
O ministro Nunes Marques foi escolhido para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). A opção pelo piauiense foi sugestão de políticos do Centrão liderados pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), conterrâneo e presidente nacional do PP.
OBJETO DE PEDIDO – A relação “íntima e notória” entre ambos já foi objeto de pedido de congressistas para que Nunes Marques deixasse a relatoria da ação que pedia a abertura de uma CPI para investigar o caso do Banco Master. Ciro Nogueira está na mira da investigação da Polícia Federal em virtude de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente do PP em Goiás é Alexandre Baldy, ex-ministro das Cidades no governo Bolsonaro por indicação de Ciro Nogueira. Atualmente, também tem o cargo de vice-presidente da BYD no Brasil. Baldy presidiu a Agência de Habitação (Agehab) do governo de de Caiado até abril, quando deixou a função dentro do prazo exigido pela Justiça Eleitoral para estar apto a disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
NOTA – Em nota ao Estadão, o TSE informou que “tradicionalmente” os ministros podem manter casos que “estejam próximos de conclusão ou de julgamento” e que “não há prazos legais para julgamento de casos”, de forma que cada situação tem a sua complexidade.
A reportagem enviou uma série de perguntas sobre critérios para a remessa do caso à presidência e para não ter sido redistribuído, uma vez que ainda não existe relatório. Também quis saber se o gabinete considera razoável o prazo desde o parecer da Procuradoria.
Em vez de respostas específicas, a equipe do ministro enviou a seguinte manifestação: “Tradicionalmente, os ministros que assumem a Presidência podem manter a relatoria de casos que estejam próximos de conclusão ou de julgamento. A seleção dos casos que manterá sob sua relatoria é uma praxe de todos os presidentes que assumem. Não há prazos legais para julgamento de casos, e cada situação depende da complexidade do processo. A ação mencionada é pública, e a movimentação pode ser acompanhada pelo andamento processual.”
interessante análise econômica da esculhambação Governo/STF/Moraes.
https://www.youtube.com/watch?v=kXDSZ_tz0jY
Está-se destruindo o país um jacu de gaiola neandertal, que quer segurar a evolução das forças produtivas.
Pois, sabemos que este avanço é que pode retirar as pessoas efetivamente da miséria, o que acabaria com a Indústria Eleitoral da Pobreza.
.. destruindo o país pra reeleger um jacu de gaiola…
BRICS – A NOVA ORDEM MUNDIAL – BRASIL – RÚSSIA – INDIA – CHINA – ÁFRICA .
》Preso injustamente, inocentado por DNA… e depois condenado a pagar quase meio milhão de reais. Esse caso chocou o Brasil e até hoje divide opiniões.
A história do dentista André Luiz Medeiros Biazucci Cardoso virou um dos maiores símbolos de erro judiciário no país. Em 2013, ele foi preso acusado de estupro após reconhecimentos que mais tarde se mostraram equivocados.
Durante sete meses atrás das grades, André viu sua vida desmoronar:
• Teve a imagem exposta publicamente e sofreu julgamento nas ruas.
• Perdeu o trabalho e a carreira foi interrompida.
• Enfrentou fortes abalos emocionais causados por uma prisão injusta.
A grande reviravolta veio quando o exame de DNA provou de forma definitiva que ele não tinha ligação com os crimes. Resultado: liberdade e absolvição.
Mas o capítulo mais polêmico ainda estava por vir.
Ao processar o Estado do Rio de Janeiro em busca de indenização pelos danos sofridos, André recebeu outra derrota. A Justiça entendeu que, no momento da prisão, os agentes agiram dentro da legalidade com base nos indícios existentes na época.
Só que o detalhe que revoltou muita gente foi outro:
Além de perder a ação, ele ainda foi condenado a pagar custas processuais e honorários advocatícios do Estado. O valor total chegou a cerca de R$ 478,9 mil.
Ou seja: um homem preso injustamente, inocentado por provas técnicas, terminou também com uma dívida milionária em centavos.
O caso reacendeu um debate pesado no Brasil: quem repara a vida destruída de um inocente?
Para muitos especialistas, situações assim afastam vítimas de erros do sistema da busca por justiça, por medo de saírem ainda mais prejudicadas.
E você… isso é justiça ou mais uma punição para quem já sofreu demais?
Gasolina no fogo!
https://www.youtube.com/watch?v=oDIiyLfVM8E
Estes “nossos criminosos” são mesmo fantásticos!
iiiiii…
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/15/policia-migratoria-dos-eua-diz-ter-detido-ex-chefe-do-pcc-e-do-cv-apos-perseguicao.ghtml