Congresso mais poderoso exige eleitor mais atento – eis o desafio pós-2026

Próximo Congresso não tem que ser pior que o atual

Dora Kramer
Folha

O crescimento do poder do Parlamento não serviu só para inverter o equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo. Servirá nesta eleição para dar chance ao eleitorado de desmentir a escrita de que o próximo Congresso será sempre pior que o anterior.

Para isso é preciso observar alguns pré-requisitos na escolha de deputados e senadores. Renúncia ao pertencimento a bolhas ideológicas é um deles, mas há outros: atenção máxima ao cardápio de candidatos, prioridade semelhante à dada aos postulantes à Presidência e abandono de badulaques tais como carisma e venda de terrenos na Lua.

IDENTIFICAÇÃO PROGRAMÁTICA – Conta também para um Legislativo alinhado às regras do presidencialismo a conjugação de parlamentares à opção por um candidato a presidente que tenha com eles identificação programática —de novo, não necessariamente ideológica— que facilite o ato de governar.

Não se trata de interditar o essencial ofício da oposição, mas de distinguir os papéis dos Poderes, seus deveres e direitos, no sistema presidencialista. Há dúvida sobre o interesse dos beneficiários da atual distorção de explicar que se eles querem exercer o controle do Orçamento devem ter também responsabilidade na execução das políticas públicas.

Sem essa atribuição clara de prerrogativas, vamos continuar na toada em que o Congresso dita ações do governo sem ter responsabilidade sobre as consequências. Situação muito confortável para o Parlamento, mas de evidente distorção institucional. Urgente, portanto, que se corrija a deformação.

VOTO CONSCIENTE – Se não for pela mudança de sistema —duas vezes recusada em plebiscito—, que seja pelo voto consciente. Convencida de que a eleição de congressistas influi no ato de governar, altera decisões, prospera ou interdita decisões, a população tem a chance de dar o seu jeito.

E qual seria o melhor jeito? Decerto prestar atenção, empregar rigoroso escrutínio ao que dizem candidatos sobre a utilidade que pretendem dar aos futuros mandatos e questioná-los sobre o que acreditam ser o papel do Congresso.

4 thoughts on “Congresso mais poderoso exige eleitor mais atento – eis o desafio pós-2026

  1. Soberania como moeda de troca

    Com o ex-mito em prisão domiciliar – cumprindo pena de 27 anos, transitada em julgado–, o país acompanhou o julgamento de Dudu Bananinha, cassado, que resultou em condenação de 4 anos de prisão.

    Por sua vez, o filho Rachadinha que se apresenta como candidato a presidente está cada vez mais enrolado em graves questões criminais. A tendência é que logo também esteja condenado ao cárcere. Ressalta-se que Bananinha só não está cumprindo pena por estar foragido.

    Ou seja, é literalmente uma família dedicada ao crime e que, infelizmente, corrompeu, no sentido mais literal, a política.

    A família Bolsonaro veio para mudar esse padrão. A política foi renegada para um campo inferior. Entraram em jogo a milícia, o uso ostensivo de fake news, os métodos violentos de ataque à democracia –que culminaram na tentativa de golpe de 8 de janeiro–, a corrupção desenfreada e a ofensiva frontal às relações democráticas e políticas.

    A posição de se afirmar contra a política é uma tática comum da direita mundial. Fazem política para os incautos afirmando que não são políticos. São mestres na arte de iludir e enganar. Como não têm critérios éticos, é extremamente difícil enfrentá-los em razão da falta absoluta de limites.

    Neste momento, o Brasil acompanha, perplexo, um fenômeno em que o grupo bolsonarista de direita se propõe a entregar a soberania brasileira ao governo Trump em troca de um salvo-conduto para a família não ser presa.

    É algo abjeto, mas encontra algum respaldo em parte da podre elite nacional. É mais do que entregar as terras-raras, o petróleo e as riquezas brasileiras. É entregar a soberania. É abrir mão do Brasil. É uma ousadia nunca vista.

    Esse grupo, de 4 e com uma humilhante subserviência, se dispõe a aceitar que o país vire um apêndice dos EUA.

    “Código de ética” é um termo que não existe no mundo sórdido e sujo dessa direita.

    Fonte: Poder360, Opinião, 19.jun.2026 – 6h00 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.

    • “Quando o machado entrou na floresta, uma das árvores falou: Não se preocupem, o cabo é um dos nossos!”
      (Provérbio árabe).
      “Há uma lição profunda escondida nessa frase.
      Nenhuma floresta teme apenas o ferro. O ferro sozinho não derruba árvores. O que torna o machado poderoso é justamente a parte que veio da própria floresta. A destruição muitas vezes não começa do lado de fora; ela encontra força quando algo de dentro decide servir ao que a ameaça.
      Na vida, os maiores perigos raramente vêm dos inimigos declarados. Destes sabemos nos defender. O verdadeiro risco surge quando princípios são vendidos, quando a lealdade é trocada por conveniência e quando alguém esquece suas raízes em troca de vantagens passageiras.
      A história mostra que povos, famílias, empresas e nações dificilmente caem apenas pela força externa. Antes da queda, geralmente existe uma rachadura interna. Existe alguém disposto a abrir os portões, a enfraquecer os alicerces ou a negociar aquilo que deveria proteger.
      Mas essa reflexão não serve apenas para apontar os outros. Ela nos obriga a olhar para dentro. Quantas vezes somos o cabo do machado contra nossos próprios sonhos? Quantas vezes nossas escolhas fortalecem aquilo que nos destrói? Quantas vezes abandonamos nossos valores para agradar, para lucrar ou para evitar conflitos?
      O ferro corta. Mas é a madeira que lhe dá direção.
      Por isso, a maior vigilância não deve ser contra os inimigos que vemos, mas contra as pequenas concessões que fazemos àquilo que ameaça nossa essência. Porque uma floresta permanece forte enquanto suas árvores se lembram de quem são. E nenhum machado é realmente perigoso até que encontre, dentro dela, alguém disposto a ajudá-lo.
      A traição mais devastadora não é a que vem de longe. É a que nasce das próprias raízes.”
      PS. O necessário e desassombrado alerta para despertar aos que em pretensas muralhas, anulando-se em seus dons divinos, foram arregimentados e egoisticamente juntaram-se impedidos de desenvolve-los como soluções, pois mantidos pelo caos e a desordem que lhes proporciona as multilaterais primeiras poltronas, crendo-se desassemelhados e sem pátria definida e como apátridas, tidos “cidadãos do mundo”.
      A tida “Tribo de Efraim”.
      “Recado do Altíssimo”:
      “Quanto a Efraim, a sua glória como ave voará, não haverá nascimento, não haverá gestação nem concepção.
      Ainda que venham a criar seus filhos, contudo os privarei deles para que não fique nenhum homem. Ai deles, quando deles eu me apartar!
      Efraim, assim como vi a Tiro, está plantado num lugar aprazível; mas Efraim levará os seus filhos ao matador.
      Dá-lhes, ó Altissimo; mas que lhes darás? Dá-lhes uma madre que aborte e seios secos.
      Toda a sua malícia se acha em Gilgal, porque ali os odiei; por causa da maldade das suas obras lançá-los-ei para fora de minha casa. Não os amarei mais; todos os seus príncipes são rebeldes.
      Efraim foi ferido, secou-se a sua raiz; não darão fruto; sim, ainda que gerem, matarei os frutos desejáveis do seu ventre.
      O Altíssimo os rejeitará, porque não O ouviram, e errantes andarão entre as nações.”
      Oséias 9:11-17
      “Gilgal” significa literalmente “círculo de pedras eretas”,

  2. PLEBISCITOS DO NADA POR COISA NENHUMA, em termos de mudanças de verdade, evolutivas, sérias, estruturais e profundas, não expressam a verdadeira vontade do conjunto da população, e nem tem o condão de encerrar a questão que, aliás, continuam aberta à espera do advento dos novos desbravadores . RODA VIVA DESTA SEGUNDA JÁ ESTÁ PEGANDO FOGO, GERANDO DEBATES ACALORADOS. Aliás, alguém perguntou se existe convidado melhor que o Dr. Gilmar, ao qual respondemos que Dr. Gilmar, a vista da sua vasta experiência, é sempre um bom convidado. Todavia, o que tem causado espécie ao conjunto da população é o fato de a imprensa falada, escrita e televisionada não dar vez e nem voz a ninguém do povo do lado de fora cercado do sistema partidário, digo, ninguém com projeto próprio, novo e alternativo de política e de nação, fato que passa a impressão de que ela, a imprensa, é mais conservadora do sistema do que o próprio sistema que ela tb manipula em benefício próprio, arvorada em dona da liberdade de expressão, por isso inimiga radical da Internet e das redes sociais, suas rivais naturais, sistema esse tipo navio furado no qual o povo entra apenas de gaiato, como bucha de canhão e massa de manobras dos seus operadores, não obstante ser a democracia de verdade, na teoria, o poder e governo do povo para o povo. TUDO O QUE A HUMANIDADE PRECISA para sobreviver e conviver em paz, dignamente, a nosso ver, como sugeriu o Papa Leão XIV no embate contra Donald Trump, o morubixaba da plutocracia putrefata, geradora da loucura por dinheiro e poder, e da criminalidade generalizada, é encontrar o seu melhor caminho, o mais humano, mais justo, mais includente e o mais sustentável possível, e, neste sentido, tudo o que o Brasil quer ouvir, face à pergunta que não quer calar há muito tempo, é o que fazer pelo país, doravante, para torná-lo mais humano, mais justo, mais includente e o mais sustentável possível para todos e todas, porque os factoides alienantes, conservadores do sistema corrompido, têm carreira curta e, ao fim e ao cabo, geram apenas mais e mais frustrações e mais dificuldades cumulativas para o país e o conjunto da população, de modo que a imprensa falada, escrita e televisionada, séria, imparcial e apartidária, principalmente a imprensa investigativa, como sustentáculo da democracia de verdade, não tem o direito de negar a melhor e mais evoluída resposta ao distinto público que dela necessita, desde criancinha ? https://www.facebook.com/photo/?fbid=1110810074608184&set=a.217136507308883

  3. “ELEIÇÕES DE SARDINHAS MORTAS, COMESTÍVEIS, NA LATA”, ao molho e no óleo, boa pedida para o Seu Boneco, da EPR. São tantos os factoides e os argumentos confusos, chapa branca, chapa fria, chapa de aluguél, e até baba ovos e lambe botas, contraditórios, incoerentes, conservadores do sistema apodrecido, para justificar o injustificável, e até o inaceitável, que já não estamos entendendo mais nada, de modo que, até por isso, para evitar mais confusão gerada pelos me$mo$, que é melhor o “Guedinho”, comentarista político da globo-news, explicar melhor o argumento da sua autoria, tipo “sardinhas na lata”. https://www.facebook.com/profile.php?id=61573263527392

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