Ala ideológica do bolsonarismo pressiona Flávio a radicalizar seu discurso

Bolsonarismo “raiz” quer discurso mais ideológico

Deu na CNN

Uma ala do bolsonarismo considerada mais ideológica tem pressionado Flávio Bolsonaro a adotar um discurso mais alinhado às origens do movimento, em contraste com a postura de neutralidade e moderação que ele vem tentando construir para a pré-campanha presidencial de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao Hora H.

A tensão interna ganhou visibilidade pública e passou a reverberar nas redes sociais. Segundo Venceslau, houve uma mudança significativa na correlação de forças dentro do bolsonarismo em relação às eleições anteriores. “Nas duas eleições anteriores, o núcleo mais ideológico, mais radicalizado do bolsonarismo tinha lugar de fala naquele núcleo duro da pré-campanha e depois da campanha”, afirmou. Desta vez, porém, prevalece o núcleo moderado, com uma campanha descrita como “muito mais profissionalizada do que nas versões anteriores”.

PESQUISAO desconforto do setor ideológico ficou ainda mais evidente após a divulgação de uma pesquisa Quest, que apontou crescimento de Lula e queda de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto. Diante disso, Fabio Wajngarten — que em eleições anteriores ocupou papel central nas discussões sobre os rumos da campanha, mas agora está mais à margem — publicou uma mensagem na rede social X afirmando que “os ideológicos jamais serão problema, eles são a solução, desde que façam um discurso sinérgico” com a questão ideológica e as propostas de campanha, explica o analista.

Wajngarten também declarou ser “um erro enorme afastar o candidato das pautas de direita ideológicas” e fez críticas diretas aos “marqueteiros que não entendem a direita e os coordenadores oportunistas”. Segundo Venceslau, essa fala conta com o apoio de outros bolsonaristas.

Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio segue numa direção oposta, ampliando as ações do pré-candidato para além da chamada bolha bolsonarista. As viagens realizadas e as próximas agendas programadas indicam uma estratégia de narrativa cada vez mais distante do bolsonarismo original. Wajngarten chegou a afirmar que “as tias do Zap perceberam isso e estão se afastando da candidatura do Flávio Bolsonaro”.

7 thoughts on “Ala ideológica do bolsonarismo pressiona Flávio a radicalizar seu discurso

  1. A opção pelo lulobolsonarismo é nenhuma, em termos de buscarmos alternativas de superarmos os os nossos graves problemas estruturais.

    Meu título continuará na gaveta.

    Nem tocam nos nossos problemas.

    1. Educação
    📊 Posição: ~60–70/80 (PISA – OCDE)
    ➡️ Baixo desempenho global e alta desigualdade interna.
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    2. Infraestrutura
    📊 Posição: ~70–100/140 (World Economic Forum)
    ➡️ Gargalos logísticos e déficit em saneamento.
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    3. Estado democrático
    📊 Posição: ~40–60/167 (EIU Democracy Index)
    ➡️ Democracia “imperfeita”, com fragilidades institucionais.
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    4. Tecnologia e inovação
    📊 Posição: ~50–70/130 (WIPO – Global Innovation Index)
    ➡️ Ciência razoável, inovação produtiva limitada.
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    5. Criminalidade (homicídios)
    📊 Posição: entre os ~20 mais violentos do mundo (UNODC)
    ➡️ Altas taxas de homicídio e violência urbana.
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    6. Desigualdade de renda
    📊 Posição: top 10–20 mais desiguais (Banco Mundial – Gini)
    ➡️ Forte concentração de renda estrutural.
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    7. Desenvolvimento humano
    📊 Posição: ~70–90/190 (PNUD – IDH)
    ➡️ Desenvolvimento intermediário global.
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    8. Eficiência estatal (governança)
    📊 Posição: percentil ~50–60 (World Bank)
    ➡️ Capacidade estatal mediana-baixa.
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    9. Desigualdade de gênero
    📊 Posição: ~80–100 (PNUD)
    ➡️ Diferenças persistentes em renda, poder e violência.
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    10. Desigualdade racial
    📊 Sem ranking global direto
    ➡️ Um dos maiores contrastes raciais estruturais das Américas (IBGE).
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    11. Desigualdade regional
    📊 Sem ranking global direto
    ➡️ Um dos maiores desequilíbrios internos do mundo (IBGE).

  2. Como Eduardo montou nos EUA rede de contatos que o levaram a Donald Trump e à condenação no STF

    Expedição de seis dias e 15 compromissos nos Estados Unidos em novembro de 2018 ajudou a construir a rede de relacionamentos que o deputado hoje aciona para tentar punir o STF

    Passava das 20h quando Steve Bannon chamou a atenção dos convidados com algumas batidinhas na taça de vidro. Ele agradeceu à presença das mais de 50 pessoas que tinham comparecido ao seu jantar de aniversário de 65 anos, em sua casa em Capitol Hill, Washington DC, e afirmou ter um convidado ilustre naquela noite.

    Bannon apontou para Eduardo Bolsonaro — então deputado federal pelo PSL de São Paulo e cujo pai, Jair Bolsonaro, havia acabado de ser eleito presidente da República após derrotar Fernando Haddad (PT) — e declarou que o brasileiro seria o representante do The Movement no Brasil. Era uma referência ao grupo internacional de ultradireita fundado por ele.

    A festa na casa de Bannon, estrategista da campanha vitoriosa de Donald Trump à Casa Branca em 2016, coroava uma semana de agendas na capital americana, em Nova York e na Flórida. Os contatos feitos naquela semana, entre 26 de novembro e 1º de dezembro de 2018, hoje facilitam o acesso de Eduardo no governo Trump em meio às suas articulações para impôr sanções ao Brasil.

    Eduardo vem nutrindo bom relacionamento com alguns dos contatos que conheceu na viagem de 2018. Ele voltaria a se encontrar com muitos deles em idas aos Estados Unidos e mesmo no Brasil, com a organização da versão brasileira do CPAC, uma conferência ligada à direita trumpista.

    A articulação de Eduardo o colocou no alvo de autoridades brasileiras. Ele foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 16, a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de coação no curso do processo.

    O colegiado entendeu que ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

    Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-deputado fez declarações públicas e publicações em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao País, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai.

    (…)

    O Estado de S. Paulo, Política, 21/06/2026 | 07h51 Por Guilherme Caetano, Brasília

    https://www.estadao.com.br/politica/como-eduardo-montou-nos-eua-rede-de-contatos-que-o-levaram-a-donald-trump-e-a-condenacao-no-stf/

  3. Como alguém pode aventar a importância de herdeiros das capitanias hereditárias bolsonaristas na atual Guerra Fria pela hegemonia da Quarta Revolução Tecnológica?

    São tão importantes quanto o jacu de gaiola neandertal Lula.

    Só querem revezar a ocupação do Palácio do Planalto pra não fazerem merda alguma.

  4. Soberania como moeda de troca

    Com o ex-mito em prisão domiciliar – cumprindo pena de 27 anos, transitada em julgado–, o país acompanhou o julgamento de Dudu Bananinha, cassado, que resultou em condenação de 4 anos de prisão.

    Por sua vez, o filho Rachadinha que se apresenta como candidato a presidente está cada vez mais enrolado em graves questões criminais. A tendência é que logo também esteja condenado ao cárcere.

    Ressalta-se que Bananinha só não está cumprindo pena por estar foragido.

    Ou seja, é literalmente uma família dedicada ao crime e que, infelizmente, corrompeu, no sentido mais literal, a política.

    A família Bolsonaro veio para mudar o padrão existente. A política foi renegada para um campo inferior. Entraram em jogo a milícia, o uso ostensivo de fake news, os métodos violentos de ataque à democracia –que culminaram na tentativa de golpe de 8 de janeiro–, a corrupção desenfreada e a ofensiva frontal às relações democráticas e políticas.

    A posição de se afirmar contra a política é uma tática comum da direita mundial. Fazem política para os incautos afirmando que não são políticos. São mestres na arte de iludir e enganar. Como não têm critérios éticos, é extremamente difícil enfrentá-los em razão da falta absoluta de limites.

    Neste momento, o Brasil acompanha, perplexo, um fenômeno em que o grupo bolsonarista de direita se propõe a entregar a soberania brasileira ao governo Trump em troca de um salvo-conduto para a família não ser presa.

    É algo abjeto, mas encontra algum respaldo em parte da podre elite nacional. É mais do que entregar as terras-raras, o petróleo e as riquezas brasileiras. É entregar a soberania. É abrir mão do Brasil.

    É uma ousadia nunca vista. Esse grupo, de 4 e com uma humilhante subserviência, se dispõe a aceitar que o país vire um apêndice dos EUA.

    “Código de ética” é um termo que não existe no mundo sórdido e sujo dessa direita.

    Fonte: Poder360, Opinião, 19.jun.2026 – 6h00 Por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminal.

  5. Não dá para entender. Existe isso, bolsonarismo?!
    O eleitor tá ficando cada vez mais medíocre. Como uma pessoa educada e em sã consciência pode apoiar um garoto inexperiente, com passado nada recomendável, à presidência da República?
    Continuem assim, que em breve voltaremos ao cavalo e à carroça!

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